Diário de Rafaela 2 — Capítulo 28 — Resoluções
Os dias se passaram e Rafaela voltou à sua recente e costumeira rotina de abstinência, voltou a dormir sozinha com o retorno de Natali ao litoral e como não estava trabalhando e nem estudando passou a se dedicar a um Hobby que não tinha desde a adolescência, mas que vinha fazendo há alguns meses, escrever.
Rafaela havia escrito dezenas de páginas e estava tomando cada vez mais gosto disso, adorava escrever sobre ficção científica e fantasia, seu avô havia ensinado ela a gostar desse tema incrível.
Notou que todas as suas histórias acabavam destruindo todas as pessoas de um jeito trágico e doloroso, havia matado algumas personagens com tiros na cabeça como havia acontecido com ela.
— Que merda eu to fazendo? — Ela perguntou para si mesma em voz baixa.
Alguém bateu na porta assustando-a brevemente
— Posso entrar? — Era a voz de Amanda
— Pode sim! — Rafaela respondeu
Amanda entrou e acendeu a luz, estava tudo escuro, apenas a tela do computador iluminava o quarto
— Aff, o que é isso? Virou um vampiro agora? — Amanda falou olhando o rosto de franzido de Rafaela tentando se acostumar com a luz
— Eu estava escrevendo — Rafaela falou
Amanda se aproximou
— Ah tá — Amanda se lembrou do hobby da amiga — putaria ou navinha? — Amanda já havia lido alguns textos
— É de Navinha, putaria eu tenho vergonha ainda — Rafaela falou sorridente
— Pede pro Matheus, ele escreve bem né? — Amanda falou — Ele te ensina a escrever
— Eu estou estudando, vou aprender, e ele me deu umas dicas — Rafaela falou desligando a tela do computador
Amanda fechou a porta e se aproximou, sentou-se no colo de Rafaela
— Tá tudo bem com você? — Falou de forma sensual
— Tudo bem! — Rafaela falou sorrindo olhando a amiga nos olhos tocando sua cintura de forma carinhosa
— Eu estive pensando naquela noite, que a gente tava junta — Amanda falou sem jeito
— Quando eu chupei sua buceta? — Rafaela falou sorrindo já sabendo que isso causaria constrangimento na amiga
Amanda desviou o olhar envergonhada
— Isso! — falou num tom baixo com o rosto corado
Rafaela puxou o queixo dela
— Ei, não é para ter vergonha de mim — Se encararam — Eu mamei seu clitoris e foi uma delícia, senti seu gostinho doce, por acaso foi ruim pra você?
Amanda desviou o olhar de novo
— Para Rafa! — Falou envergonhada tentando sair do colo de Rafaela, mas Rafaela a segurou
— Não Manda! — Rafaela beijou a bochecha dela — Olha pra mim vai, deixa de besteira!
Amanda obedeceu, olhou-a nos olhos
— Eu estou a muito tempo sem fazer amor — Rafaela falou pensativa — Bem, estava né
— Estava? —Amanda perguntou, você tá falando da Natali?
— Não, eu… — Rafaela pensou uns segundos, mas já havia indo longe demais para voltar atrás do que dizia — Eu dei para um cara.
Amanda fez uma cara confusa
— Que cara? — falou assustada — me conta tudo!
Amanda não sabia se tinha ciúmes ou se ficava animada por Rafaela estar destravada.
— Naquele dia que fui pegar o carro no mecânico, ele era bem gostoso, aí eu acabei ficando com ele — Rafaela falou simplória
— Foram para um motel? — Amanda perguntou curiosa
— Não, foi na oficina mesmo, no porta-malas do carro do meu pai — Rafaela faz uma careta de traquinas e envergonhada
— Meu deus Rafa! — Amanda falou admirada e depois falou sem pensar — Que vagabunda!
Elas se olharam sérias por alguns segundos e depois riram juntas
— Eu queria ser puta assim, Rafa — Amanda falou admirada — Pena que tenho pouco tempo
Rafaela agarrou o braço de Amanda
— Oh cacete! — Sacudiu a amiga pelo braço — O que eu falei sobre esse assunto? — Rafaela falou severa
— Desculpe, você disse para não falar sobre tempo, que eu tenho todo tempo do mundo — Amanda repetiu
— Isso mesmo, para com essa merda caramba! — O Tom de Rafaela ela severo, ela se levantou derrubando Amanda devagar no chão — E tira esse rabo quente das minhas pernas
Elas riram da situação, Rafaela se levantou abrindo o armário
— O que você quer comigo? — Perguntou procurando alguma coisa para vestir.
Amanda saiu do chão e se sentou na cama
— Vim ver como você estava, sei lá, pra gente sair, conversar
— Tá bom — Rafaela respondeu se esticando e estalando as costas, estava a muito tempo no computador
Amanda sentiu o cheiro que saiu debaixo dos braços de Rafaela
— Vai tomar banho vai amor! — Amanda falou — Você tá vencida!
Rafaela mostrou o dedo pra ela e tentou fechar a porta, mas se lembrou que não tinha mais tranca, não queria pensar nisso pois era falta de privacidade, esticou a mão para Amanda
— Vem, vamos tomar banho comigo então! — Falou carinhosa.
Amanda pegou na mão dela e se levantou dando uma negativa
— Já tomei banho, pode ir, eu espero
— Não, vem comigo! — Rafaela falou decidida
— Eu olho você tomar banho — Amanda a acompanhou
— Não, caralho, vem tomar banho comigo, tô mandando! — Rafaela foi direta e se aproximou dela agarrando pela cintura — Vamos aumentar a nossa intimidade ou não?
Amanda não soube o que responder, ficou surpresa
— Manda, a gente precisa se aproximar mais, tem muita coisa acontecendo e essa porra desse nosso namorado é uma puta pedra no nosso sapato
Amanda abriu a boca, tinha muito a dizer, mas não queria nenhum conflito com a amiga sobre esse assunto, não sabia o que dizer então se calou.
— Vem, tira essa roupa e vamos banhar juntinhas e dar uns beijos peladinhas vai! — Rafaela falou sabendo que ia chocar Amanda
O rosto de Amanda corou enquanto Rafaela tirava a camiseta mostrando os seios livres sem sutiã, tirou a calça de moletom e caminhou de calcinha até o banheiro, Amanda viu o bumbum durinho rebolar e depois ouviu o chuveiro ser ligado, caminhou devagar até lá, engoliu seco, tinha medo, vergonha e todos os sentimentos contraditórios, a vida toda foi dito para ela que os casais eram formados por homens com mulheres e mulheres com homens e qualquer coisa diferente disso era uma aberração e um pecado perante Deus.
Mas Rafaela era a sua amiga, Amanda não gostava exclusivamente de mulheres, só era algo que queria experimentar, era só com ela.
Já no box Rafaela cheirou debaixo do próprio braço e fez uma careta sem Amanda ver
— Nossa, tô vencida mesmo! — Falou se referindo ao cheiro de suor que Amanda havia reclamado
— Vem manda! — Rafaela gritou direto do banheiro — Preciso que você me esfregue aqui, tá feio o negócio!
Amanda entrou no banheiro e viu Rafaela nua, o corpo magro com os seios grandes, levemente caídos e parecendo pesados e suculentos, a pele morena, a água escorrendo nos cabelos curtos quase impermeáveis
Tirou a peruca e colocou-a cuidadosamente no cabideiro, em seguida o resto da roupa, havia tomado banho a pouco tempo, estava limpa e cheirosa.
Ficou nua e se preparou para entrar no box do banheiro, observou a água escorrendo pelas curvas da amiga e a abraçou, colou seus seios nas costas de Rafaela, suas mãos deram a volta na cintura, o abraço foi apertado e demorado
— Tá tudo bem? — Rafaela perguntou quando percebeu que o abraço havia demorado mais que o normal
— Tudo sim — Amanda falou sentindo a água escorrer pelas costas de Rafaela e contornar seu rosto
— Deixa eu te ver vai, vira aqui — Rafaela falou tentando desfazer o abraço de Amanda
Amanda a soltou e ela se virou devagar
Olhou para Amanda, seu olhar acompanhou o corpo da amiga
— Você é cor de rosa, tão bonitinha — Rafaela sorriu se aproximando e dando um beijo nos lábios da amiga
— Eu tô feia, estou magra demais, careca, minha pele tá amarela, cinza…
Rafaela colocou a mão na boca dela
— Shhhh! — Pediu silêncio — É um estado temporário
Amanda obedeceu
Rafaela pegou a esponja e jogou sabonete líquido, entregou para Amanda e se virou de costas apoiando as mãos na parede abrindo levemente as pernas.
Amanda entendeu, sorriu, começou a esfregar Rafaela, primeiro nas costas, comportada, depois no bumbum, braços, coxas. Apertou o bumbum de Rafaela, era macio, Rafaela riu baixinho.
— Se não vai comprar não aperta a mercadoria! — Rafaela brincou arrancando risos de Amanda
— Deixa de ser boba! — Amanda falou sorridente
Rafaela colocou as duas mãos para trás, segurou as duas bandas da bunda e abriu, sem falar nada.
Amanda viu o cuzinho de Rafaela, era da cor do bico do seio, um pouco mais escuro, devagar passou o dedo, Rafaela não se mexeu rebolando sensualmente, mas de forma intencional. Amanda pegou o sabonete líquido e colocou na mão, fez espuma e em seguida acariciou o anus de Rafaela, estava limpo, mas ela limpou novamente, devagar, suavemente, com cuidado, enfiando o dedo um pouco.
A mão desceu pelo meio das pernas e tocou os lábios vaginais de Rafaela, que gemeu ao toque da amiga, Amanda continuou, invadiu os lábios de Rafaela com os dedos ensaboados e enxaguou rápido.
Rafaela soltou as bandas do bumbum e Amanda percebeu que ela ficara mais baixa, estava na ponta dos pés, havia subido devagar. Então se virou pra Amanda e apontou para os seios
— Lava aqui também ó — Falou num tom sério
Amanda pegou novamente a esponja e começou a ensaboar, suavemente, em círculos, ensaboou os seios, o peito e a barriga. Rafaela pegou a esponja e colocou no suporte, pegou o sabonete líquido e disse:
— Continua — Rafaela falou para Amanda enquanto colocava sabonete líquido nas mãos dela
Ela obedeceu, começou a ensaboar Rafaela com as mãos, parecia ter medo de passar nos seios, mal tocava
— Passa nos meus seios Manda, pega nos meus biquinhos, não tenha vergonha de mim, eu sou sua vai — Rafaela falou com cara de criança levada
— Não tenho vergonha — Amanda disse — Mas eu não quero te machucar
— Se machucar eu reclamo — Rafaela disse — Manda bala
Amanda apertou os seios da amiga em seguida beliscou os bicos dos seios dela, eram largos, rústicos, Amanda achava bonito e diferente dos seus que eram delicados, ambas sorriram e se abraçaram
— Te amo, Rafa! — Amanda Falou carinhosa no abraço
— Também te amo, Manda! — Rafaela falou animada beijando a cabeça da amiga
Ficaram quietas com a água caindo em cima delas até que resolveram parar o banho
— Meus dedos estão enrugados — Rafaela falou — Tô virando peixe já!
Foram se enxugar sorridentes das brincadeiras em dupla
— Por quê? — Amanda olhou para os próprios dedos parecendo enrugados também
— Por que o que? — Rafaela falou se enxugando e vendo os cabelinhos nascendo no topo da cabeça careca de Amanda
— Por que será que enruga né? — Amanda falou curiosa — Tem coisa que a gente nunca vai saber — Disse pensativa
— Por que a pele se torna menos lisa, e tende a ficar quase porosa para aderir no solo por que nosso corpo entende que estamos em superfícies com pouco atrito, um lugar muito lubrificado como é o caso da água, isso acontece pra gente não cair! — Rafaela falou enquanto secava o cabelo com a toalha, como se fosse algo trivial — Talvez algo parecido com que os répteis tenham, para adesão mesmo – Explicava como se fosse uma professora. — Um resquício da nossa evolução lateral eu acho.
Amanda olhou para ela e fez um sinal negativo com a cabeça
— Nerd! — Saiu do banheiro se enxugando — Nerdola! — Amanda riu — Por isso tava com cheiro de cheetos
Rafaela revirou os olhos
— Não quer saber, por que pergunta cacete? — Rafaela reclamou brava
— Ah, sei lá Rafa, nem tudo tem que ter Resposta — Amanda falou parecendo entediada
— Tudo tem resposta sim Amanda, pode ser que a gente não saiba, mas tudo tem resposta sim — Rafaela falou parecendo frustrada
— Não é assim! — Amanda retrucou
— Claro que é! — Rafaela colocou as mãos na cintura
— Ninguém sabe como me curar! — Amanda falou magoada
— Sabe sim, é só fazer um nano robô que corte a circulação e a movimentação do câncer no seu corpo — Rafaela falou já chorando — É só isolar todas as fontes de nutrição dele e deixar ele morrer aí o corpo expele sózinho — Parecia tentar manter o controle
— Dá pra fazer isso? — Amanda perguntou
— Só daqui a uns cinquenta anos — Rafaela abaixou a cabeça entristecida — Nascemos na época errada Manda, desculpa, eu sei o que fazer, mas não sei como fazer.
— Ai amor! — Amanda abraçou Rafaela — Não fica assim vai, eu sei, a gente sabe — Limpou as lágrimas da amiga
— Mas vai dar tempo Manda, a gente vai procurar, alguém deve estudar isso já, deve ter gente fazendo isso nos Estados Unidos, lembra do MIT, a gente viu naquele filme que o MIT faz tudo!
— Eu sei! — Amanda falou — Vamos procurar e a gente vê!
Rafaela olhou para Amanda olho nos olhos
— Se a gente aguentar muito talvez a gente possa te congelar e descongelar quando tiver a cura mesmo! — Rafaela sorriu, mas seu rosto tinha um tom de desespero
— E você ia ficar sem mim enquanto eu ficaria congelada? — Amanda perguntou curiosa
— Eu ia, mas sabia que ia te ver de novo né — Rafaela pensou um pouco e soluçou de com um choro — Não me deixa tá! — Rafaela falou em desespero — Eu…
Mas a voz dela foi calada pelo beijo de Amanda na boca.
As lágrimas das duas se misturaram, as línguas estavam salgadas a princípio, mas logo ambas absorveram os gostos de tristeza e sentiram as bucetas piscarem, em poucos segundos estavam agarradas, nuas no meio do quarto se beijando fervorosamente por vários minutos até que pararam ofegantes
— Rafa, faz amor comigo? — Amanda falou ofegante — Por favor!
— Não precisa pedir por favor gatinha! — Rafaela a puxou para próximo da Cama e puxou o colchão que ficava embaixo da cama embutida onde Natali dormia — Aqui! — Apontou se ajoelhando e puxando Amanda
Ambas pararam frente a frente, ajoelhadas, nuas, seios quase se tocando.
— Ah, me dá um minuto? — Amanda falou fazendo o gesto de pinça para mostrar “um pouco” com os dedos. — Fecha os olhos um pouquinho.
Rafaela sorriu e fechou, obedecendo, Amanda fez uns barulhos que Rafaela não viu, baixou a cortina negra, acendeu as velas pequenas de essência que Rafaela tinha no quarto e apagou a luz, voltou rápido e se ajoelhou novamente
— Pode abrir! — Amanda falou sorridente
Rafaela abriu os olhos, Amanda estava de peruca, cabelo alisado, com um sorriso no rosto, o quarto estava escuro iluminado pela luz oscilante de quatro velas pequenas, Rafaela olhou em volta e se sentiu bem
— Você se sente bem assim? — Rafaela perguntou
— Sim, você não gosta da sua? — Amanda piscou curiosa
— Adoro, mas é muito bonita, uso só para sair — Pensou um pouco — Você quer que eu use?
— Não! — Amanda falou e ergueu o corpo ajoelhada tocando os cabelos curtos de Rafaela — Gosto do seu cabelo assim
— Gosta nada, tá horroroso! — Rafaela falou segurando a mão de Amanda
— Rafa — Amanda falou amorosa
— Eu — Rafaela respondeu forçando um sorriso, o cabelo curto mexia com sua auto estima.
— Eu te amo desde que somos crianças — Falou entristecida
— Eu também te amo desde que eu me lembro — Rafaela disse
— Não! — Amanda corrigiu — Preciso esclarecer isso direto — Parecia pensativa
— Me fala — Rafaela acariciou o rosto dela com as costas das mãos — Me conta tudo vai!
Amanda beijou o pulso de Rafaela
— Meu primeiro orgasmo foi pra você sabia? — Amanda falou envergonhada
— Como assim? — Rafaela perguntou confusa franzindo a testa, mas sorridente
— Um dia, eu vi sem querer um filme pornô, tinha uma menina igual você — Amanda pensou um pouco — E igual a Natali também — Ela estava nua, com outra mulher e a outra mulher era loira igual eu era.
— Você é loira, seu cabelo está nascendo, dourado, eu vi! — Rafaela defendeu, mas Amanda ignorou
— Elas se beijaram e se amaram, e fizeram amor, e eu assisti tudo, ou uns quinze minutos pelo menos, por que eu tinha medo de alguém ver, aí fui vendo picado — Amanda riu constrangida, Rafaela também riu — Mas o fato é que aquilo ficou na minha cabeça
— O Filme?
— Não exatamente o filme, o que ficou ecoando foi “Isso pode?” — Amanda fez aspas com os dedos — Duas mulheres, amigas, irmãs pode se amar desse jeito, parecia proibido, errado — Amanda falou pensativa — Ah, as duas eram amigas na história, algo como amigas de infância.
— O amor nunca é errado Manda! — Rafaela falou séria
Amanda sorriu
— Eu sei — Acariciou o rosto de Rafaela em retribuição, deslizou a mão pelo pescoço e depois pelo braço da amiga, terminando com os dedos das mãos entrelaçados com ela — E naquela noite eu descobri que minha pepeca estava molhada, tão molhada que escorria e molhava minha calcinha, quando eu toquei aqui — Puxou a mão de Rafaela para sua buceta — Tudo mudou, eu senti prazer, um choque, um sentimento quente e só consegui pensar numa coisa
— No que? — Rafaela falou sentindo a pele lisinha da amiga
— Em você — Amanda repetiu — Me toquei, a primeira vez, pensando em como seria maravilhoso você estar comigo, nua, abraçada, quente, linda — Amanda riu frustrada — Eu não sabia direito o que faria com você, isso me ocorreu só anos depois, mas eu queria compartilhar aquele prazer com você, queria falar com você sobre isso, e quando eu gozei foi mágico demais eu urrei seu nome
Rafaela piscou assustada, estava ofegante com a descrição, lisonjeada de certa forma, mas era informação demais de uma só vez
— E por que não me contou? — Rafaela perguntou tentando entender ainda acariciando a pele macia de Amanda, agora nas coxas
— Te vi alguns dias depois, era próximo do seu aniversário, acho que essa mesma época do ano, e você contou pra mim que tinha perdido a virgindade — Amanda falou entristecida
— Eu estava feliz né? — Rafaela perguntou entristecida
— Estava, muito radiante, e eu fiquei também, queria você bem, queria o melhor pra você, mas você estava tão animada de ter feito sexo com um homem que eu me senti um monstro de sequer imaginar contar isso para você e fazer você pensar em mim.
— Ah Manda, não! — Rafaela fez cara de choro
— Shhh — Amanda segurou a boca de Rafaela como ela havia feito no chuveiro — Não é pra você se sentir mal, tá bom, me deixa falar, fica quietinha
Rafaela fez que sim com a cabeça
— Eu aceitei aquilo, e dali em diante parece que virou uma chave na minha cabeça, e eu meio que esqueci isso, e passei a me interessar pelos meninos também, talvez por que era algo que você gostasse — O olhar de Amanda era perdido, pensativa.
— Você é lésbica? — Rafaela perguntou
— Não, não sou, eu só te amo, é só com você — Amanda falou
Rafaela sorriu e andou de joelhos a abraçando
— Obrigada por existir pra mim — O Abraço era apertado e caloroso, o corpo ainda estava frio devido a humidade recente.
Em segundos o abraço respeitoso e caloroso se transformou em beijos, que viraram apertos, ambas enchendo a mão na bunda da outra, apertando, acariciando a cintura, sentindo a textura da pele
— Você é tão cheirosa! — Amanda falou entorpecida
Rafaela sorriu e a empurrou devagar fazendo-a se deitar
Deitou-se em cima da amiga, corpos colados
— Tá pronta pra ser sapatona? — Rafaela perguntou sorrindo
— Estou! — Amanda sorriu ao responder
Assim que Amanda se deitou Rafaela se aproximou e a beijou nos lábios, o beijo foi demorado, sem pressa, molhado, macio, até que pararam
— Quero um beijo gostoso desse em outro lugar — Rafaela falou sorridente
— Onde? — Amanda perguntou ansiosa
Rafaela se movimentou, girou em cima de Amanda e em poucos segundos esfregou a buceta lisa e molhada no rosto de Amanda, como se fosse uma profissional, como se sempre soubesse o que fazer, Amanda agarrou Rafaela pela cintura e lambeu a buceta da amiga.
Rafaela gemeu sorridente
Era incrível, como ela imaginava, lisinha, macia, molhada e de certa forma doce.
Sentiu a língua habilidosa de Rafaela lambendo e chupando sua buceta, Amanda gemia e suplicava para a Amiga parar, passou então a repetir o que Rafaela fazia, enfiando os dedos, mexendo, estimulando e chupando o sininho dela.
Como se fosse uma sincronia perfeita ambas começaram a tremer, perceberam o gozo uma da outra e aceleraram os movimentos, Rafaela gemia com o que pareciam risos incontroláveis, Amanda parecia uma gata miando baixinho e então ambas explodiram em um prazer duplo incomensurável.
Amanda sentiu a buceta de Rafaela se encharcar de tal forma que quase se afogou tamanho era a quantidade de líquido que escorria da amiga, Amanda bebeu cada gota, lambia e engolia e a cada gota sentia mais e mais prazer cada vez que o gosto de Rafaela descia por sua garganta.
Rafaela saiu de cima da amiga e parou ajoelhada ao lado dela de olhos fechados, com as pernas juntas, rebolando a cintura devagar para frente e para trás, abriu os olhos e olhou para Amanda sorrindo
— Caralho hein, que gozada fudida! — Rafaela falou colocando a mão no meio das pernas
Amanda apoiou-se nos cotovelos
— Fiz certinho? — Perguntou como se fosse uma aluna inexperiente
Rafaela não sorriu, tinha cara de maldosa
— Me dá um beijo — Foi para cima de Amanda e abriu as pernas da Amiga
Amanda ficou confusa no início, mas entendeu, viu como Rafaela havia feito com Natali
Em segundos Rafaela encaixou as pernas no meio das pernas de Amanda e as bucetas estavam se esfregando, cada um com seu clitóris esfregando-se no da outra.
— Esse beijo também é gostoso — Amanda falou observando Rafaela rebolando e sentindo o roçar macio
— Meninas! — A porta se abriu, era Rose, assim que entrou viu as duas amigas na posição de tesoura, igual havia visto antes, olhou para Rafaela e para Amanda, ambas paralisadas por vergonha, tesão e surpresa — Vocês precisam aprender a variar mais! — Rose falou e fechou a porta e foi embora
Rafaela riu debochada
Amanda ficou assustada, quase em pânico
— Fudeu vamos parar, Rafa! — Amanda falou assustada — Sua mãe ficou brava, vai dar merda!
— Ela ficou com tesão Manda, ela não liga da gente fazer amor, vamos curtir! — Rafaela falou acariciando os seios de Amanda
— Tá bom! — Amanda permitiu, mas ainda estava ressabiada
Ambas curtiram os movimentos sem se falar, e esqueceram logo do ocorrido, passaram a apenas se olhar e acariciar o corpo uma da outra, dessa vez apenas Rafaela gozou e se esfregou com força enquanto tremia
Amanda puxou-a para si e a abraçou, ambas nuas deitadas no chão
— Quero que você goze de novo — Rafaela falou no ouvido de Amanda — É tão gostoso
— Eu tô gozando desde que te vi nua meu amor, to gozando o tempo todo, estou em êxtase
Beijaram-se e ficaram abraçadas, conversando de diversos assuntos
— Tem uma coisa que eu to pensando, queria te perguntar — Amanda falou pensativa
— Pra eu voltar a falar com o Guilherme? — Rafaela tentou adiantar o assunto, sabia como Amanda pensava
— É — Amanda falou envergonhada — Mais ou menos
Rafaela respirou fundo
— Quer que a gente faça né? — Rafaela perguntou prevendo o que Amanda queria
— Queria — Amanda falou acariciando o mamilo da amiga
— A gente pode ir mais devagar? — Rafaela perguntou — Acho que não conseguiria fazer assim mecânico demais, sei lá.
— Mecânico como? — Amanda perguntou
— Ah, tipo “Oi, bom dia, fode aqui vai” — Rafaela falou arrancando sorrisos de Amanda
— Não é pra ser assim, vocês dois namoraram já, já se conhecem, se amaram, não precisa ser travado
— Ah Manda, sei lá — Rafaela falou pensativa — Eu ainda estou magoada
— Eu sei, eu posso fazer mais o que pra você me perdoar? — Amanda perguntou — Tenho pensado muito nisso
— Com você OK meu amor, mas ele também teve coisa nisso, sei lá, não pensei muito nisso ainda — Rafaela falou pensativa — Eu nem quero ir muito fundo, eu acho.
— Quando vocês transaram, da última vez, quando… — Amanda se conteve
— Quando eu estuprei ele? — Rafaela falou arrancando risinhos de Amanda
— É — Amanda falou — Eu não fiquei puta, acredita?
— Não? — Rafaela perguntou — Que pena, fiz pra você ficar mordida mesmo
— Imaginei — Amanda respondeu rindo — Mas fiquei com tesão
— Que depravada Manda, você é Corna! — Rafaela falou olhando para o teto sorrindo de maneira sarcástica
— Sei lá, acho que sou mesmo — Amanda falou pensativa — Mas é uma coisa só com você, com qualquer outra eu não aceitaria
— Eu tô brincando, sua doida, mas a gente podia tentar algo diferente — Rafaela falou pensativa
— Diferente como? — Amanda perguntou confusa
— Você contou pra ele da gente? — Rafaela perguntou curiosa
— Não, ele sabe que a gente conversa, mas não falei do que a gente fez — Amanda esclareceu
— OK, continua assim então, eu vou me aproximar — Rafaela pensou um pouco — E se a gente namorasse um pouco
— Nós duas? — Amanda perguntou
— Não Besta, nós três né! — Rafaela respondeu
— Namorar a três? — Amanda perguntou confusa
— É, você namora comigo e com ele, e eu com ele e com você, e ele com nós duas — Rafaela explicou — Eu circuito fechado
— Acha que ele vai aceitar? — Amanda perguntou inocente
Rafaela deu uma risada alta, forçada e debochada
— Ele sonha com isso todas as noites Amanda, ele deve estar no chuveiro batendo uma punheta pra nós duas nesse exato momento — Rafaela falou pensativa, conhecendo o ex namorado
— Você acha mesmo? — Amanda falou pensativa
— Somos gatíssimas Manda — Rafaela falou — vários caras batem uma pra gente, e ele é bem punheteiro, já pagava o maior pau pra sua raba, eu via ele te olhando.
Amanda apenas concordou pensativa
— Amanhã vamos fazer umas mudanças, vamos virar a Rafa puta e a Amanda safada, você vai ver
— Vai ver o que? — Amanda perguntou curiosa
— Vamos andar com roupas curtinhas e gostosonas, já fez isso? — Rafaela perguntou interessada
— Não, sei lá, tenho vergonha — Amanda falou
— Não tenha, eu vou te ensinar.
Conversaram por mais alguns minutos até que se calaram e adormeceram no calor do corpo uma da outra


