Diário de Rafaela 2 — Capítulo 29 — De uma vez por todas

Diário de Rafaela 2 — Capítulo 29 — De uma vez por todas

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Rafaela acordou cedo, antes de ir ao banheiro deu os remédios de Amanda e deixou a amiga dormindo. Por vezes os remédios deixavam-na cansada demais, a cada dia que passava Rafaela notava que ela estava mais devagar.

Arrumou-se de maneira incomum e tomou um café leve.

Parou na porta de casa, estava usando roupas para academia, uma calça comprida preta com desenhos geométricos verdes e brancos extremamente colada ao corpo, um top todo preto e uma camiseta branca por cima, para acompanhar um tênis branco e novo que ela havia ganhado no aniversário anterior.

Se alongou e deu voltas no quarteirão trotando, não correndo, passou em frente à academia de propriedade de Guilherme, notou que na recepção estava a irmã dele, demorou a se decidir mas conseguiu reunir a coragem, parou e entrou.

— Oi Giulia — Rafaela falou ao chegar na recepção

— Rafa — Giulia falou animada — Nossa, faz tempo que eu não te vejo

— Pois é, eu tava passando por aqui, faz tempo que não venho — Rafaela enrolou, não conversava muito com Julia — Tava pensando em voltar a me exercitar um pouco

— Ah! — Giulia se levantou de trás do balcão e apertou um botão que destravou a catraca — Pode entrar, fica à vontade — Julia era parecida com Guilherme, era alta e atlética, cabelos loiros e pele branca cheia de sardas com um sorriso bonito.

Rafaela sorriu surpresa

— Tá bom, obrigada! — Passou pela catraca — Achou que a ex cunhada guardaria alguma ressalva e estava pronta para perguntar por valores.

— Meu irmão está lá no fundo — Giulia falou como se fosse algo trivial e voltou a atenção ao papel que conferia no balcão

Rafaela fingiu que não ouviu, prosseguiu pela academia.

Entrou nos equipamentos que conhecia, por uma hora ela fez sua série rotineira, que não repetia há anos, sabia que aquilo iria doer no dia seguinte, um personal trainer que ela não conhecia insistia em ajudá-la e tocar nela a todo instante, ela estava atenta para a aparição de Guilherme, ele gostava de inspecionar a academia e alertar sobre exercícios errados quando o instrutor não estava.

Ficou intrigada de não ver Guilherme no tempo que esteve nos exercícios.

Assim que terminou Rafaela andou pela academia, tentando ser vista, meio sem objetivos, mas não deu certo, deu um pulo no vestiário e preparou-se para o banho, mas lembrou-se que não havia pêgo roupas e não iria colocar a mesma roupa novamente, trazia apenas uma toalha de rosto.

Observou as meninas no vestiário, garotas bonitas, duas delas nuas conversando e se olhando nitidamente com desejos sexuais disfarçados, agora ela sabia como eram os olhares de mulheres que se desejam sexualmente.

Voltou ao hall da academia se preparando para ir embora

— Rafa? — Ouviu a voz grossa de Guilherme

Sentiu um choque na coluna, o cabelo da nuca se arrepiou, ela se virou devagar e sorridente.

— Sim, eu! — ela se aproximou dele e deu-lhe um beijo na bochecha como se fossem amigos

Ele estava desconfiado, aceitou o beijo e deu um passo para trás serrando brevemente os olhos, parecendo querer entender o que ela queria

— Cadê a Manda? — Guilherme perguntou desconfiado — Ela disse que ia dormir na sua casa ontem a noite

— Sim, ela está lá, está cansada, o remédio de hoje vai dar uma derrubada nela mesmo — Rafaela explicou — Então larguei lá.

Guilherme não teve expressão no rosto, apenas fez que sim com a cabeça e em seguida respondeu

— Veio treinar?  — Falou ao ver que Rafaela estava suada

— Sim, falei com sua irmã e… — Rafaela se explicou

— Que bom — Ele cortou a explicação dela — Faz bem se exercitar de vez em quando, você pode vir quando quiser

— Obrigada! — Rafaela respondeu sem jeito

— Que bom ver que você está mais calma hoje — Guilherme falou com a expressão séria

— Mais calma por que? — Rafaela perguntou franzindo a testa

— Da última vez você pegou uma faca pra mim — Ele falou visivelmente magoado — Eu não esqueci

Rafaela puxou e soltou o ar

— Tá bom, vim aqui pra conversar com você mesmo sobre — Ela falou e ficou pensativa

— Sobre? — Ele perguntou levantando uma das sobrancelhas

— Podemos falar a sós um minuto? — Rafaela pediu — No seu escritório?

— Melhor não, da ultima vez você me fodeu, quase perdi a Manda — Ele falou — Entendo que você esteja magoada com o que eu fiz…

Ela o interrompeu

— Isso, estou magoada, tô puta da vida na verdade, por isso quero conversar e resolver logo isso que ta me atormentando e tá atormentando ela também por tabela — Referiu-se à Amanda

Ele olhou pra ela de cima embaixo, fez um movimento positivo com a cabeça, pensativo e mostrou o escritório com a mão, em seguida foi na frente sem esperar

Rafaela o seguiu e entrou fechando a porta.

— Não trava a porta por favor — Ele falou apreensivo

Ela destrancou a porta

Guilherme se sentou no sofá e esperou, Rafaela sentou-se no mesmo sofá de dois lugares, ao lado dele, ambos virados um para o outro, meio de lado com os joelhos apontando para a mesma direção.

Ele olhou para ela esperando, ela aguardou também, o silêncio ficou constrangedor.

— Tá bom — Rafaela fechou os olhos nervosa, passou as mãos nas próprias coxas, esfregando freneticamente, impaciente — Beleza, tá bom! — continuou os movimentos repetitivos sem evoluir na conversa — Tá, tá bom! — Aquilo era típico dela, quando estava nervosa e não sabia o que fazer, Guilherme sabia.

Guilherme segurou as duas mãos dela

— Para Rafa, o que tá bom? — Guilherme perguntou fazendo Rafaela abrir os olhos

Ela respirou fundo

— Falei com ela, conversamos muito esses dias — Rafaela falou ofegante — Com a Manda

— Falaram sobre o que? — Guilherme perguntou curioso

— Sobre ela e eu principalmente, e isso implica em outra coisa — Rafaela falou pensativa

— Implica no que? — Ele franziu a testa

— Implica em você — Rafaela falou ofegante e nervosa

— E o que tem eu? — Ele perguntou preocupado

— Ela está preocupada com você — Rafaela respondeu tentando ir logo ao ponto

— Comigo? — Ele perguntou sem acreditar, levantou-se — Vamos Rafa, fala o que você quer, eu preciso dar uma saída, ver umas coisas, tem essa filial nova…

— Ela não tá bem Gui — Rafaela o interrompeu entristecida — Você entende isso?

— Eu sei que não Rafa, eu penso nisso todo dia, durmo pensando nisso, acordo pensando nisso, como pensando nisso e me pergunto a todo instante quanto tempo ela tem — Ele respondeu de forma sincera.

— Não fala assim, ela tem bastante tempo! — Rafaela falou nervosa

Ele passou a mão no rosto, esfregou de forma frenética e breve

— Não tem, pode mentir pra ela e pra você mesma, mas você trabalha com saúde, já viu o que ela tem, sabe quanto tempo ela tem — Guilherme falou sentando-se na mesa do escritório

— Não fala isso — Rafaela falou colocando as mãos no rosto

— Você e eu somos os amigos dela, temos que ser realistas entre nós, mesmo que ela não saiba — Guilherme falou sensato

Rafaela coçou a cabeça com as unhas, estava suada, e isso coçava seu couro cabeludo, ela respirou fundo e se levantou, cruzou os braços e olhou pela janela

— Ela tem pouco tempo — Rafaela falou num tom sombrio — Ficamos quase um ano sem nos falar, e ela ta morrendo cara, será que eu sou tão péssima assim?

— Você? — Guilherme perguntou — Você passou câncer pra ela? — Ele perguntou confuso

— Passou o que? — Ela perguntou olhando com uma cara de nojo pra ele

— Eu sei que isso não é possível, o que você iria fazer se soubesse antes?

— Ficar mais tempo com ela talvez, ser a amiga que eu deveria ser

— Não é assim que funciona, você tem mania de controlar as coisas e quando as coisas saem do seu controle você pira — Guilherme falou

Rafaela levantou-se nervosa, pronta para brigar, olhou para ele, Guilherme nunca falava com ela assim, não a acusava, normalmente tinha medo dela, mas naquele momento ele a enfrentava pois não tinha mais medo de perdê-la, isso já havia acontecido

— Por que? — Ela perguntou reparando como ele era bonito e como seu rosto era bem desenhado e másculo

— Por que o que? — Ele perguntou sem entender

— Por que você me abandonou? — Rafaela parecia magoada

— De novo isso? — Ele falou passando uma mão no rosto — Pensei que você já soubesse, já que é a sabichona e sabe de tudo

— Gui — Rafaela mostrou a palma da mão para ele, pedindo trégua — Eu não estou aqui pra brigar, quero conversar, resolver, nós, nós… — Ela falou pensativa

— Temos pouco tempo, e você quer fazer as pazes comigo para que ela veja — Guilherme respondeu certeiro

Ela se surpreendeu, respirou fundo e concordou primeiro com a cabeça

— É, é isso — Não tinha mais palavras — Como você sabe?

— Ela falou comigo ontem, disse que ia conversar com você, ficar junto de você por que agora eram amigas de novo, e queria muito que a gente fosse amigo também e que para isso a gente tinha que resolver nossos problemas.

Rafaela riu e fez um sinal negativo com a cabeça

— Que vaca! — Falou sorrindo

— Pois é — Guilherme respondeu

“Pois é” era a marca registrada de Rafaela, ela respondia isso para tudo, quando namoravam Guilherme brincava que ela era a “Maria Poisé” e fazia um barulho de carro, ele havia absorvido aquele trejeito dela, e por uns segundos ela sentiu nostalgia e alegria, mas que passou em seguida

— Por que você me deixou? vamos ser diretos, não quero te julgar, não quero lágrimas, nem mágoas novas, eu só quero entender, juro — Rafaela perguntou tentando parecer tranquila, mas seu sangue fervia, suas mãos começavam a doer e tremer.

Ele se aproximou dela e sentou-se no sofá.

— Senta aqui — Ele falou batendo na almofada

Ela obedeceu, olhou para ele atenciosamente, cruzou as pernas, piscou lentamente e sentiu os olhos molharem, não queria mostrar fraqueza

🕒🕑🕐Anos antes🕕🕔🕓

— Bom dia amor!— Guilherme falou quando Rafaela atendeu o telefone

— Só se for pra você eu tô péssima hoje! — Ela respondeu carrancuda

— Se anima, é seu aniversário vai! — Guilherme falou animado

— Eu to ficando mais velha, mais feia, você quer que eu me anime com o que? — Ela perguntou agressiva

Ele não teve o que responder, mudou de assunto

— A Amanda tá aqui, falou que marcou com você — Guilherme disse na esperança que o humor da namorada melhorasse

— Ah, esqueci dela, ela não me dá um minuto, puta que pariu, enrola aí, fala que eu vou daqui umas duas horas, preciso levantar e tomar banho — Rafaela desligou o telefone antes que Guilherme falasse algo

Guilherme olhou para Amanda ouvindo o característico “Tu tu tu” no gancho e encenou para que não ficasse evidente a falta de respeito da namorada.

— Sim, parabéns, também te amo meu amor, tá bom, eu falo pra Amanda que você já vem, um beijo.

Assim que desligou o telefone olhou para amanda

— Ela ta carrancuda né? — Amanda perguntou

— Tá sim — Guilherme falou

— Eu queria conversar com vocês — Amanda falou sem jeito, pegou o telefone — Deixa eu falar com ela rapidinho

Ligou para casa de Rafaela, demorou até que ela atendeu

— Quem é? — Rafaela estava nervosa

— Oi Rafa, é a Manda, quero muito falar com você

— Caralho meu, nem no dia do meu aniversário vocês me largam, puta que me pariu, eu vou tomar banho e vou aí tá bom? me larga! — Desligou o telefone

Amanda olhou para Guilherme e seus olhos encheram de lágrima

— Ela é grossa, uma estúpida! — Amanda falou ressentida — Tá ficando insuportável, eu odeio ela!

Amanda estava visivelmente magoada, Guilherme se aproximou e a abraçou

— Não odeia não — Guilherme falou dando um beijo na testa dela

— Não odeio, mas queria odiar, ela ta insuportávle Gui, tá foda

— Sim, está difícil — Guilherme concordou — Mas acho que ela não vem, quer me falar o que você queria? Adianta pra mim, posso ajudar? — Guilherme falou atencioso

Amanda enxugou as lágrimas, pegou uma pasta que trazia e mostrou pra ele

Guilherme pegou o papel, leu algumas vezes, não entendia exatamente o que estava escrito, viu algumas palavras chave como estômago, maligno, câncer, metástase

— Isso, isso — Ele falou preocupado — Isso não é bom, é seu?

Ela mexeu a cabeça de forma positiva

Guilherme sentiu um choque no corpo, tentou encontrar algumas palavras, mas não achou, apenas fez um gesto, abraçou Amanda, apertando-a com força

A porta abriu, Rafaela apareceu olhou os dois abraçados

— Cara, um segundo que eu fico fora e vocês estão agarrados, caralho hein, valeu fura olho — Falou sem olhar para o namorado e a amiga, passou direto por eles e foi pra geladeira — Estou faminta

— Rafa — Guilherme falou chamando a atenção dela, Rafaela não ouviu

Guilherme achava que ela fingia não ouvir, mas era o problema degenerativo dela fazendo a audição falhar de vez em quando, ninguém havia percebido, mas Rafaela tinha momentos de silêncio estranho.

Guilherme viu quando ela coçou o ouvido com o dedo enquanto comia algo sozinha na mesa.

Ele respirou fundo irritado

— Deixa Gui — Amanda falou — Ela não tá legal

— Foda-se né Manda, olha o tamanho do seu problema!

— Podem falar mais alto? Se ficar cochichando é melhor transar logo  — Rafaela gritou da cozinha

Amanda pegou os papéis e se levantou

— Tchau — falou carrancuda

— Eu vim até aqui e você vai embora? — Rafaela falou com a boca cheia de pão

— Depois a gente fala, quando você não estiver uma vaca! — Amanda falou pegando na maçaneta da porta

— Vaca é você, puta! — Rafaela ofendeu a amiga

Amanda saiu e desceu as escadas, Guilherme foi atrás

— Manda! — Ele a pegou pelo braço — Espera!

— Não, eu não tô afim, meu tratamento começa hoje a tarde, eu queria que ela fosse comigo, mas eu não quero mais, ela tá insuportável, ela ta sugerindo que a gente tem alguma coisa

— E ae casal, pelo menos vem aqui pra ver vocês juntinhos né! — Rafaela gritou da cozinha

Amanda fez cara de choro

— Olhaí, tchau — Amanda respondeu e saiu andando rápido, parou e virou-se para Guilherme — Não conta pra ela, deixa que eu falo.

Guilherme concordou e subiu as escadas devagar, pensativo

— Por que você está assim? — Guilherme perguntou falando com Rafaela

— Assim como? — Ela perguntou cínica

— Assim, agressiva — Guilherme perguntou tentando não ser agressivo

— Seu cu que eu to agressiva Guilherme, você me acorda de manhã, e a outra faz eu sair do banheiro molhada, aí eu corro e venho pra cá e ela vai embora, e ainda pego vocês dois abraçadinhos de namorico, tá pensando que eu sou trouxa?

— Do que você tá falando? — Guilherme perguntou nervoso

— Eu disse que ia demorar e vim rápido, peguei vocês, admita! — Rafaela falou sorrindo nervosa

— Você tá louca — Guilherme falou

Rafaela jogou a caneca de café nele, ele se desviou e a porcelana explodiu na parede

— Eu não sou louca, filho da puta! — Ela berrou já coçando o ouvido que a incomodava e momentos de nervoso.

— O que foi isso? — Guilherme perguntou olhando para a caneca na parede — Você jogou isso em mim?

— Joguei na sua cabeça — Ela se aproximou dele — Quer saber, eu vou embora, tô cheia dessa palhaçada que tá acontecendo aqui

— Que palhaçada? Você tá louca! — Guilherme repetiu

Rafaela trincou os dentes e berrou

— Eu não sou louca caralho, filho da puta! — Deu um empurrão com toda a força no peito de Guilherme, mas ela mesma foi para trás, Guilherme não se moveu um centímetro, era grande e forte — Ah, vai tomar no cu! — Girou a maçaneta e desceu pisando duro

🕒🕑🕐Agora🕕🕔🕓

Rafaela colocou as mãos no rosto, envergonhada

— Eu não estou justificando — Rafaela se justificou — Mas eu tinha ficado surda a noite anterior, tive febre e minha audição sumiu, só voltou quando o telefone tocou, estava doendo, estava péssimo

Guilherme observou ela coçando o ouvido, e lembrou-se

— Sim, você estava coçando o ouvido — Ele disse pensativo — Eu lembro

— Sim, estava ruim — Ela falou se lembrando — Peço desculpas pela caneca, acho que eu nunca tinha falado isso, eu não queria te acertar de verdade

— Qual caneca? essa ou as outras que você jogou e não me acertou? — Guilherme perguntou visivelmente magoado

— Olha eu… — Rafaela falou tentando escolher as palavras, mas nada sensato vinha à mente

— Ou aquela que você me acertou — Guilherme apontou para a testa, uma cicatriz quase invisível

— Ficou cicatriz? — Rafaela sentiu a respiração acelerar e se inclinou em direção a ele — Eu não…

— Você achava mesmo que eu estava tendo algo com a Amanda? — Guilherme perguntou mudando de assunto

Ela respirou, torceu o lábio magoada

— Não importa agora, eu tava certa né! — Rafaela falou tentando ser civilizada — Vocês tinham algo, não tinham?

— Não tinhamos não, e importa sim, claro que importa, você não estava certa, eu não tinha nada com ela, você estava sendo paranóica a toa! — Guilherme se defendeu

— O que tinha no papel? — Rafaela perguntou cortando o assunto

— Não, não — Guilherme apontou para ela — Não vai monopolizar essa conversa, uma coisa de cada vez, por que você não confiava na gente? — Guilherme insistiu

Ela respirou fundo, contrariada, mas resolver responder

— Eu confiava, mas ela amava você e deixou isso claro centenas de vezes, e eu meio que roubei você dela, eu sabia que ela queria você mais que tudo.

— Ninguém rouba ninguém de ninguém Rafaela — Guilherme falou

— É, eu que sei né! — Rafaela alfinetou-o demonstrando sua mágoa, um sentimento que ela não gostava de remexer muito pois era doloroso.

— Mas não tínhamos nada — Guilherme disse — respeitávamos você, sempre respeitamos

— Sempre? — Ela perguntou

— Sim, terminei com você antes de ficar com ela

Rafaela olhou sem saber o que dizer, pensou por alguns segundos, evitara aquela conversa com Amanda por medo de mais mágoa, mas estava enganada aparentemente, Guilherme não tinha porque mentir pra ela agora, ele podia falar a verdade e certamente parecia querer magoar Rafaela como ela fez, poderia muito bem mentir e magoar ela facilmente agora.

— O que tinha no papel? — Rafaela perguntou

— Dizia que ela estava com câncer na região abdominal, que estava em metástase

— Sabe o que quer dizer? — Rafaela perguntou

— Na hora eu tinha uma ideia, mas pesquisei depois e entendi — Guilherme parecia entristecido

— Por que não me contou? eu ia entender — Rafaela falou — Era minha melhor amiga

— Você chamou ela de puta, e jogou uma caneca em mim, além disso ela pediu explicitamente para eu não falar nada pra você.

Rafaela coçou o couro cabeludo, abaixou a cabeça e apoiou os cotovelos nas coxas cobrindo o rosto, sem levantar a cabeça completou

— Tá certo, eu fui uma imbecil, não era uma pessoa fácil — Jogou o cabelo para trás olhando para Guilherme, o movimento fez ele suspirar em segredo — Me perdoa Gui, já pedi perdão pra ela também, eu não consigo mais conviver com isso, por favor, preciso do seu perdão, eu me arrependo de tudo o que fiz, eu sou uma pessoa nova, eu quero ser uma pessoa nova, esse evento infeliz fez eu encarar a vida por um outro ângulo, peço o seu perdão.

Ele fez um movimento positivo com a cabeça, mas não respondeu, o movimento parecia muito mais “compreendo” do que “desculpo”.

— Me fala uma coisa, quando vocês ficaram juntos — Rafaela perguntou com a garganta trancada, não queria saber, mas tinha que saber — E eu estou preparada para a verdade, qualquer coisa que falar eu não vou reagir de má forma, eu vinha sendo uma vaca com vocês faz tempo, então entendo que mereci.

— O que vossa majestade quer saber? — Guilherme perguntou sarcástico.

Ela respirou fundo, não gostava de ser tratada daquele jeito, mas não era dona da razão e precisava se conter.

— No dia que terminamos — Rafaela perguntou e foi interrompida

— No dia que eu terminei com você — Guilherme corrigiu

Ela olhou para ele, as defesas dele estavam todas levantadas, Rafaela lambeu os dentes com a boca fechada e o maxilar trincado de nervoso, refez a frase para não irritar Guilherme

— No dia em que você terminou comigo, aquilo foi planejado? você já a amava? Ficaram juntos naquele dia? — Rafaela perguntou com ainda com um nó na garganta

🕒🕑🕐Anos antes🕕🕔🕓

— Precisa tomar um sol hein magrela — Rafaela falou para Amanda ao vê-la na rua, estavam meio afastadas a alguns meses

Amanda sorriu de forma desanimada, não respondeu

— Não fala assim com ela Rafa — Guilherme repreendeu a namorada

— Lá vem você defender, eu ninguém defende né? — Rafaela falou implicante

— Defender você do que? Desde quando você precisa de defesa? Você só ataca, tô cansado nisso já — Guilherme falou e abriu a porta da casa

— Tá cansado do que Garoto? — Rafaela soltou a mão de Guilherme e colocou as mãos na cintura — Tá querendo me dizer alguma coisa e não tem coragem Guilherme?

Ele deu as costas e subiu as escadas entrando em casa, Rafaela subiu atrás, devagar, pensativa, encontrou-o já na cozinha

— Tem algo pra me dizer, Guilherme? — Rafaela perguntou carrancuda ainda de braços cruzados na sua pose passiva agressiva

— Não — Ele respondeu desviando o olhar enquanto tomava um copo de água

— Vai meu, seja homem, fala o que você quer falar, pressinto o que você quer dizer, vou dar esse boi e você vai poder falar que você fez, você tem cinco segundos se não eu faço e você perde a sua chance

Guilherme respirou fundo e colocou o copo na pia, o barulho demonstrou que havia colocado mais força que o normal, apoiou as duas mãos no balcão e abaixou a cabeça, pensativo, cansado, estavam frente a frente, apenas o móvel os separava

— Fala caralho! — Rafaela gritou batendo no com as mãos abertas no balcão fazendo barulho com intuíto de assustá-lo

Guilherme reagiu levantando a cabeça e a encarando:

— Eu quero terminar com você! — Guilherme falou olhando-a nos olhos

Ela demorou alguns segundos para processar a informação, olhou para ele esperando que ele dissesse que era brincadeira, ou que mudasse repentinamente de ideia, pressentia que isso iria acontecer, mas não queria acreditar, não era a primeira vez que alguém terminara com ela Carlinhos havia feito isso a havia magoado muito

— Como é? — Ela falou franzindo os olhos e sacudindo a cabeça, sentiu uma pontada no meio do cérebro

— Não dá mais Rafa, eu quero terminar com você, não está bom pra gente — Guilherme explicou

— Não está bom? eu não sou boa o suficiente pra você é isso? — Rafaela perguntou intransigente

— Não é isso, só não tá rolando — Guilherme tentou ser delicado e pacífico

— Você tá com ela né? — Rafaela perguntou cerrando os olhos

Ele não respondeu

— Eu sabia! — Ela falou batendo o pé no chão sentindo raiva — Eu sabia!!!

Ela deu as costas, respirou fundo, queria ser forte, parecer forte e inabalável, mas foi traída, seu rosto se contraiu e seus olhos se encheram de lágrimas, seu peito doeu, sentiu um arrepio na espinha a dor da traição a atingiu como uma lança no peito e fez seu ar faltar.

— Olha! — Ela foi falar mas a voz falhou, estava chorando, sentiu raiva e fechou os punhos pisando forte no chão com o calcanhar fazendo a cozinha que tremer — Escuta aqui! — Ela limpou as lágrimas com os punhos fechados

— Não precisa chorar Rafa, vamos conversar de boa se você quiser — Guilherme mostrou as palmas das mãos em sinal de trégua e paz

Ela se virou para ele novamente

— Eu não…. — Rafaela não conseguia falar, a voz estava embargada, ela não queria demonstrar essa fragilidade, mas era impossível

Apesar de estar sendo constantemente chata, ela amava Guilherme, era seu primeiro namorado, o primeiro homem que ela havia se interessado de verdade em namorar depois do caso com Carlinhos, ela esperava sinceramente que aquilo seria um relacionamento para vida toda, planejava realmente se casar, ter filhos e viver feliz para sempre com ele.

— Eu vou separar suas coisas e levo na sua casa — Ele falou fazendo Rafaela entender a gravidade da situação

Ela virou-se para o armário, de costas para ele novamente, abriu a porta e viu uma caneca negra com os dizeres “Star Wars”, pegou na mão.

Olhou e se lembrou quando havia dado para Guilherme, quando havia viciado ele em Star Wars, agora ele amava a série de filmes, mas sequer conhecia, lembrou da cara de felicidade dele quando viu a caneca negra com letras amarelas e estrelas distantes.

Virou-se para ele com o rosto vermelho a boca arqueada em ódio, apertou a caneca na mão querendo fazer ela explodir, colocou toda a força mas sentiu um tranco no pulso, um choque que a fez abrir a mão e derrubar a caneca que caiu e se espatifou imediatamente, não era algo planejado

Guilherme revirou os olhos

— Vai começar a quebrar as coisas agora? Você não precisa disso — Ele falou cruzando os braços pra ela imitando a posição passiva agressiva que Rafaela usava em discussões.

As palavras dele foram simples, a mão dela doía mas isso não importava, sentiu um apito nos ouvidos, um som agudo de fundo, como se estivesse se recuperando de um barulho muito alto, sentiu seu corpo tremer.

— Faz o que eu estou falando, vai embora e se acalma, a gente fala depois, levo suas coisas — Guilherme disse paciente — Vou até a sua casa com você, se quiser.

Olhou para ele brevemente e depois para pia e havia um balde de pipoca também do Star Wars, andou até ele e o pegou

— Você nunca mandou em mim — Ela falou examinando o pote por alguns segundos, em seguida levantou o olhar e atirou-o em Guilherme — Não é agora que você me abandonou que vai mandar em mim

O pote era leve, ele ergueu o braço e se protegeu sem dificuldade

— Você vai fazer barraco mesmo? — Ele perguntou

Isso fez o sangue de Rafaela subir ela bateu as mãos no balcão que os separava

— Barraco? — Ela gritou — Barraco? Seu filho da puta broxa, traidor desgraçado!

Ele não respondeu, Rafaela virou-se em fúria e abriu o armário, identificou tudo que havia dado de presente para ele, outra caneca, verde com a cara do Mestre Yoda, pegou-a e jogou em direção à Guilherme, com força, ele se abaixou e ela explodiu na parede do outro lado da sala

— Que isso Rafa? pode parar — Ele falou assustado

Mas assim que ele terminou de falar um prato voou na direção dele fazendo desviar e atingindo a estante da sala derrubando estátuas e vasos que lá haviam

Ele olhou preocupado

— Rafa, calma! — Ele falou mostrando as mãos pra ela.

Mas não adiantou, ela estava frenética, achou mais alguns presentes, pratos e copos que ela havia dado, mas eram poucos e se quebraram rapido.

Passou então a ignorar a temática e pegar qualquer coisa e a jogar nele, a cada arremesso de copo, prato e tudo mais Guilherme desviava, ela sentia cada vez mais raiva queria machucá-lo queria cortá-lo queira matá-lo

— Filho da putaaaaa! — Ela gritava com enquanto arremessava tudo o que tinha na sua frente e Guilherme

— O que é isso? — A irmã de Guilherme apareceu no corredor — O que tá acontecendo

— Seu irmão é um traidor, ele tá me traindo com a Amanda, ele vai me deixar pra ficar com aquela puta magrela aidética!

— Calma Rafaela — Giulia, a irmã de Guilherme falou — Não precisa quebrar as coisas, vamos conversar

Guilherme observou Giulia e o objetivo de Rafaela foi alcançado, ele sentiu algo vindo em sua direção, era uma xícara branca, grande que explodiu em sua testa.

A percepção de Guilherme foi ver a xícara vir em sua direção e acordar no chão com Rafaela com o rosto cheio de lágrimas ao lado, junto com a irmã ambas com cara de assustadas.

Assim que ele abriu os olhos, viu as duas

Rafaela se levantou carrancuda

— Não morreu, que pena! — Deu as costas e saiu, foi em direção à escada, colocou a mão em na maçaneta e ela se abriu antes de tocar

Era Amanda, ambas se olharam por segundos, os olhos de Amanda percorreram a sala, viu o estrago.

Guilherme se ergueu com o rosto escorrendo sangue com um pano que Rafaela havia colocado em sua testa

— Gui! — Amanda falou desesperada passando por Rafaela

Mas foi desequilibrada por um puxão de cabelo, Rafaela a segurou pelo rabo de cavalo e a jogou no chão

— Quem você pensa que é pra roubar macho de mim, sua vaca? — Rafaela colocou o joelho no seio de Amanda

— Aaaaaiiii paraaaa, ta me machucando — Amanda falou em desespero

Rafaela ergueu a mão, virou o Anel com uma pedrinha para a parte de dentro, ia arrancar um pedaço da cara de Amanda com um único tapa, um talho certeiro na bochecha para que la se lembrasse da ex amiga sempre que olhasse no espelho.

Mas algo aconteceu, a mão enorme de Guilherme agarrou o pulso de Rafaela e a tirou de cima de Amanda jogando-a de qualquer jeito no canto da cozinha em cima dos cacos de cerâmica e das panelas caídas no chão, ela viu ele pegar Amanda no colo e colocar no sofá de maneira delicada e apaixonada como fazia com ela própria no começo do relacionamento.

Se levantou sentindo-se ofendida, dolorida, traída

Deu um berro sem sentido, gutural de ódio e saiu correndo escadas abaixo com os ouvidos apitando, e pequenos cortes no corpo causado pela queda.

🕒🕑🕐Agora🕕🕔🕓

— Ficamos pela primeira vez naquela noite — Guilherme continuou

— Você amava ela? — Rafaela perguntou sentindo as lágrimas descerem

— É complicado — Guilherme respondeu com os olhos cheios de lágrimas

— O que é complicado Gui? — Rafaela se levantou e aproximou-se dele, ele desviou o olhar — Você me amava ainda? — Rafaela insistiu

Ele colocou a mão na parede e abaixou a cabeça, em seguida levou a mão ao rosto, e ela viu ele soluçar

— Você me ama ainda? — Rafaela perguntou

Ele deu um passo para trás e se sentou no chão abraçando os joelhos

— Por que você é assim Rafaela? — A voz dele era fragilizada — Por que não podia ser compreensiva, por que tinha que ser um demônio em forma de gente?

Rafaela observou, parecia um garotinho indefeso, frágil, ela nunca o havia visto assim

Se ajoelhou ao lado dele e o abraçou também, aperto o máximo que podia, até suas mãos doerem, mas ela sabia que para ele aquela força não era nada

— Desculpa Gui, desculpa por toda a dor que eu fiz você… — Ela pensou um pouco — Vocês passarem, eu fui uma idiota narcisista e egoísta, eu odeio o que eu fiz, do fundo do meu coração, você é o amor da minha vida, me perdoa.

Guilherme levantou a cabeça e olhou nos olhos dela

— Eu te perdoei no segundo que você saiu pela porta — O Rosto dele era vermelho e a voz grossa

— Você também me ama né? — Rafaela perguntou com a voz falhada

Ele fez que sim com a cabeça, um movimento curto e breve, quase imperceptível, do tipo que se luta contra.

Rafaela segurou o rosto dele e puxou para um beijo, mas ele desviou, rejeitando-a

— Não posso, ela está frágil, não iria suportar isso — Guilherme falou

— Foi por isso né? — Rafaela perguntou com o rosto iluminado

Guilherme não respondeu

— Você não a ama, foi por pena? — Rafaela insistiu

— Não por pena, para ajudá-la, ela não tinha mais você, ela sofria com seu tratamento de indiferença e agressividade com ela e sofria por eu rejeitá-la — Guilherme falou ainda abraçando os joelhos. — Precisava de alguém, então eu assumi a responsabilidade, é isso que um homem tem que fazer — Ele pensou por alguns segundos e olhou para Rafaela novamente, parecendo uma criança confusa — Não é? Um homem protege as pessoas que ele ama.

— Você a ama? — Rafaela perguntou sentindo seu peito doer

— Hoje em dia sim — Ele respondeu sensato — Ela é uma pessoa incrível, não é tão otimista, é realista o que pode atrapalhar um pouco, mas é agarrada à vida, a força dela me encoraja, ela me fez repensar toda a minha vida então sim eu a amo.

Rafaela sentou-se no chão ao lado de Guilherme, segurando os joelhos também

— Sim, ela é melhor que eu — Deu palmadinhas no joelho de Guilherme — Você também é melhor que eu, eu sou péssima

— Você não é péssima — Guilherme a corrigiu

— Eu vim aqui e transei com você à força, só pra arrumar confusão

Ele a olhou e se lembrou

🕒🕑🕐Um ano antes🕕🕔🕓

Guilherme se vestiu rápido, pegou a camisinha e jogou-a no lixo do banheiro, havia acabado de transar com Rafaela, estava desesperado, ela fez uma cena ligando para Amanda e depois para a polícia e havia feito sua mãe pagá-los no flagra, muita confusão para um só dia.

Menos de um minuto Amanda chegou e abriu a porta do quarto com violência, Guilherme estava sentado na cadeira do computador, ofegante, o quarto cheirando a sexo

— Por que ela me ligou? — Amanda perguntou

— Ela é louca amor, ela veio aqui pegar as coisas dela e ficou tentando me seduzir

Amanda andou até o lixo do quarto, haviam alguns papéis, Guilherme foi até o banheiro

— Nem pensa nisso, pode voltar aqui agora!— Amanda falou andando ofegante, havia acabado de voltar de uma sessão, usava peruca para evitar que vissem seu cabelo ralo

Caminhou até o banheiro devagar foi direto ao lixo, abaixou-se e virou-o no chão, papéis sujos apareceram e um diferente, ela pegou com cuidado, era pesado e embrulhar algo vermelho, cuidadosamente ela desembrulhou, era uma camisinha, ela pegou, estava quente, o parte do semem ainda não havia se liquefeito, era branco e espesso.

Colocou todo o lixo de volta e voltou ao quarto segurando a camisinha, Guilherme estava sentado na cama balançando a perna freneticamente.

Mostrou a camisinha pra ele

— Quer me dizer alguma coisa Gui? — Amanda perguntou estranhamente calma

— Você sabe que eu me masturbo as vezes — Guilherme falou

— De camisinha? — Amanda perguntou se aproximando e se ajoelhando na frente dele

— Sim — Ele respondeu

— Cor de rosa? — Ela continuou perguntando

— Qual o problema? — Ele perguntou sem saída

Ela balançou a cabeça afirmativamente e ficou de quatro, engatinhou para baixo da cama e pegou algo, se levantou e mostrou pra ele, era uma calcinha fio dental preta, com a frente transparente e detalhes rendados vermelhos e as alças arrebentadas

— Vitctoria’s Secret — Amanda falou — Essa é a cara da Rafaela

Guilherme olhou ofegante, nervoso, não sabia o que dizer.

— Foi bom pelo menos? — Amanda perguntou entristecida

— Amor, me perdoa, eu..eu… — Guilherme tentou encontrar palavras, mas estava errado, não havia desculpa

Depois de quase um minuto de silêncio

— Você o que? — Amanda perguntou dando chance de resposta — Anda, eu estou esperando, continua, você ia dizer algo.

— Ela veio aqui, e eu não queria — Guilherme falou

— Aí ela tirou a sua roupa, colocou a camisinha em você e te obrigou a comer ela, por que ela é bem mais forte — Amanda falou observando-o — E ela obrigou você a rasgar a calcinha safada dela — Mostrou o pequeno pedaço de pano preto para ele.

Guilherme não respondeu

— Ou ela tava armada? — Amanda falou sarcástica, tinha um tom parecido com o de Rafaela, foram criadas juntas, pensavam parecido

— Eu não consegui resistir — Guilherme respondeu — Desculpe amor.

— Você a ama? — Amanda perguntou séria

— Que isso amor? — Guilherme perguntou

— Ai ai — Amanda suspirou, pegou a cadeira do computador, colocou de frente para Guilherme e sentou-se — Eu não sou mais criança, eu sei que estou frágil, fraca, desiludida, morrendo e tudo o mais.

— Você não vai morrer — Guilherme a cortou

Ela levantou a mão pedindo para ele parar

— Para Guilherme, eu já aceitei sua compaixão demais, e não quero sua pena, quero seu amor, e tá claro que isso eu não consigo. — Os olhos encheram de lágrimas

Ele olhou para ela pensativo

— Eu transei com ela — Guilherme falou — Por que eu quis

— Ótimo, não é melhor assim? A verdade? — Amanda sorriu de forma triste

Guilherme não respondeu e ela continuou

— Ela é muito bonita, mais bonita do que deveria na verdade e eu não te culpo, por que você ainda ama ela, eu sei, e ela também deve te amar, mas está enlouquecida e não vê isso. — Pensou por alguns segundos — Eu queria entender o que está acontecendo, talvez ela precise mais da minha ajuda do que eu da dela, eu gostaria de entender esse amor seu por ela e o dela por você.

Guilherme não teve palavras, se olharam por cerca de dez segundos, um estudando o outro, então Amanda respirou fundo de novo, seu rosto se retorceu, entristecido

— Era essa confirmação que eu esperava — Amanda falou entristecida — Claro que eu não queria, mas eu já esperava.

— Qual? — Guilherme perguntou

— Que você ainda a ama! — Amanda respondeu se levantando

— Eu não disse isso! — Guilherme se defendeu

— É, mas não desmentiu também — Amanda constatou

— Desculpe amor, eu, eu — Guilherme falou se desculpando

Amanda se aproximou e sentou no colo dele

— Foi bom? — Ela perguntou abraçando ele de dando um beijo nos lábios

— Foi — Ele respondeu — Foi sim

— Muito né? — Amanda insistiu — Eu não te culpo não até eu queria experimentar — Limpou as lágrimas que brotavam nos próprios olhos.

Guilherme estranhou

— Como assim? — Guilherme perguntou

— Ela é a mulher mais linda que eu conheço, acho que você também, se não fosse o gênio ruim dela, seria perfeita, mas ela nem sempre foi assim — Amanda falou pensativa — Eu esperava que ela voltasse a ser minha amiga, pelo menos agora no fim — O olhar de Amanda era distante — Queria tanto.

— Fim do que? — Guilherme passou a mão na cintura dela e a puxou para ele, tinha carinho e cuidado por Amanda

— Meu fim, eu vou morrer em breve, você sabe — A expressão dela parecia tranquila

— Não vai! — Guilherme esbravejou

— Eu não sou criança, o tratamento não está surtindo efeito, a probabilidade é baixa — Amanda falou parecendo conformada

— Você não vai parar com o tratamento né? — Guilherme perguntou

— Não, todo mundo ia me encher o saco, eu vou continuar

— Me desculpa, Manda, por favor, eu não queria isso… — Guilherme a abraçou

— Não queria mesmo? — Amanda perguntou sentindo o abraço do namorado — Mente pra mim não, por favor, mentira acaba comigo mais do que essa doença maldita que tá me comendo por dentro.

— Tá bom — Ele respondeu — Desculpe.

— Queria né? — Amanda perguntou sendo abraçada

— Queria — ele respondeu escondendo o rosto no peito dela — Me desculpa, isso foi traição

— Eu te desculpo, você é muita areia pro meu caminhão mesmo — Amanda falou sorrindo de forma entristecida

Guilherme se afastou do abraço

— Como assim? — Ele perguntou desconfiado

— Eu queria que ela estivesse aqui, seria perfeito eu ir embora e ela ficar para cuidar de você né? — Amanda falou sorridente

— Para com isso, por favor — Guilherme falou — Você não vai embora

Amanda passou a mão no rosto do namorado

— Você é tão lindo, eu queria você desde o começo, mas ela pegou primeiro, na verdade, você pegou ela. — Amanda falou — Não estou te acusando, mas eu adoraria realmente que ela voltasse a ser minha amiga, eu preciso dela.

— Quer que eu converse com ela sobre isso? Ninguém sabe da sua condição — Guilherme falou empático

— Não, se não ela vai vir por pena, e isso eu não quero nem de você — Amanda tomou ar — Ver sua cara de dor quando eu estou mal é a pior coisa do mundo.

— E o que você quer de mim? — Guilherme perguntou atencioso — O que posso fazer?

Amanda se aproximou do pescoço dele e cheirou

— Ainda está com o cheiro do perfume dela, Angel né — Amanda falou num sussurro

— Desculpe, vou tomar banho — Guilherme falou tentando se levantar

— Não, não, eu amo esse perfume, me dá saudade — Ela o abraçou e beijou o pescoço dele — Saudades da minha amiga

Guilherme paralisou, Amanda continuou com os carinhos, as mãos dela acariciavam o peito dele, por cima da blusa

Ele ficou tenso,não sabia o que fazer, não sabia se aquilo era uma cilada ou não

— Você gosta desse perfume? Doce? — Amanda perguntou sedutora

— Gosto — ele respondeu

— É bem gostoso mesmo, perfume de gente gostosa — Amanda disse com uma voz sensual

Ela o beijou na boca, em seguida tirou a camiseta cor de rosa e mostrou os seios ornados pelo sutiã branco com rendas brancas

— Faz amor comigo — Amanda falou acariciando o pau dele

— Agora? — Ele perguntou eufórico e confuso

Ela se levantou e desabotoou a calça fazendo-a cair no chão e mostrando uma calcinha também branca combinando com o sutiã

Ela empurrou ele devagar para a cama

— Faz amor comigo como se fosse com ela? — Amanda perguntou mordendo o lábio, parecendo em dúvida

— Como é? — Ele perguntou

— Não me pergunta, por favor, só faz isso pra mim, consegue dar outra seguida? — Amanda perguntou acariciando o pau duro dele por cima da bermuda — Você acabou de fuder ela né…

— Consigo — A Resposta dele foi de desconfiança

Amanda sorriu:

— Ótimo!

Deslizou pelas pernas dele e tirou o short, ele não usava cueca na ocasião, olhou o pau dele, meia bomba

— Ela chupou seu pau? — Amanda perguntou

— Hmmrummm — Guilherme murmurou de forma positiva

— Não, vou fazer igual, me fala o que ela fez por onde ela começou? — Amanda perguntou

— Ela chupou meu peito — Guilherme falou levantando a camiseta regata

Amanda não falou nada, deslizou pelo corpo sarado dele chupou o mamilo, em segundos sentiu o pau dele bater na perna dela

— Ah, isso é um botão de ligar e você não tinha me avisado? — Ela agarrou o pau dele e continuava a chupar o mamilo

Guilherme gemia de olhos fechados, aquela era uma zona erógena desesperada que só Rafaela sabia, agora Amanda também

— E depois, o que ela fez?

— Ela colocou a camisinha — Guilherme falou

Amanda pegou a camisinha usada e jogou para o canto

— Não, sem camisinha — Amanda falou — Como vocês fizeram?

Guilherme ergueu o corpo e rasgou a calcinha de Amanda puxando-a para o colo dele, em seguida tirou o sutiã da namorada.

Ela deu um gritinho divertida

— Ela te deu pelada? — Amanda perguntou

— Sim, peladinha! — Guilherme estava inebriado

— Que sem vergonha né amor? — Amanda perguntou fazendo Guilherme pulsar de tesão

Ele passou a mão na buceta de Amanda, estava molhada, posicionou o pau e a puxou para seu colo, o pau deslizou

— Aaaiiii — Ela gemeu — Foi assim que você comeu ela?

— Foi — Guilherme falou com tesão — E ela mordeu meu pescoço um pouco

Amanda aproveitou e mordeu também

— Me agarra forte — Guilherme falou — Não solta

Ela obedeceu, agarrou-o como um bicho preguiça, com toda força

Guilherme pegou na bunda dela e a fez subir e descer no pau dele, repetiu o movimento algumas vezes e Amanda colocou os pés na cama começando a quicar no pau dele exatamente como Rafaela fez

Ele pegou Amanda pelo cabelo e a puxou para um beijo, ela correspondeu, foi molhado e gostoso, o beijo de amanda era macio e delicado então ouviu um murmúrio de Amanda, um gritinho fino, ela parou o beijo e o abraçou

— Aaaiiiii — estava gozando, gemendo, exatamente no mesmo momento que Rafaela

— Fica de quatro na cama — Guilherme ordenou

Amanda estava mole, gozar a cansava demais, mas queria continuar, obedeceu o namorado, ficou de joelhos na borda da cama e apoiou a palma das mãos no colchão

Guilherme apertou a bunda dela e colocou um dedo no cuzinho, forçou a entrada

— Aaaiii amooorrr — Amanda falou manhosa — tá sequinho, cuidado

— Me dá esse cu Manda — Guilherme falou cheio de tesão

— Ela te deu o cu? — Amanda perguntou curiosa

— Não, eu pedi e ela negou

— Então não, fode na buceta, cu é só pra ocasião especial, mas fode logo! — Amanda falou

Guilherme teve um djavu, Rafaela havia falado algo muito parecido

Sem esperar ele se aproximou e colocou o pau na porta da buceta de Amanda, empurrando devagar para não machucá-la, ele a achava frágil

Comeu Amanda sem dó depois que entrou, castigando-a com vontade

— E aí, o que ela fez — Amanda falou

— Ela foi embora, mas eu to quase gozando amor

— Não, não, sai! — Amanda se projetou pra frente na cama

— O que foi?

— Ela parou de transar e me ligou né? — Amanda falou

— Isso, mais ou menos

— Você não gozou?

— Não — Guilherme respondeu

— Mas a camisinha tem porra — Ela perguntou

— É que eu bati uma punheta quando ela saiu — Guilherme respondeu

— Pensando nela? — Amanda perguntou

— Sim

Amanda se levantou e foi até a porta, olhou para ele nua

— Então bate uma que eu quero ver!

🕒🕑🕐Dias atuais🕕🕔🕓

Rafaela ouviu o som da Marcha Imperial, a música usada em Star Wars para o vilão Darth Vader

Era o telefone de Guilherme tocando

— Você deixou o nosso toque para outra pessoa? — Rafaela falou lembrando que ele havia colocado aquele toque para ela — Confesso que isso me magoava pra caralho — Rafaela continuou

— Agora é o meu toque, não é pra você ou pra ela, é para todos — Guilherme olhou para a tela — É ela, vou atender

— Atende, fala que eu estou aqui, ela vai entender

Ele olhou para ela desconfiado

— Eu juro que ela vai entender, ela já imagina que eu estou aqui falando com você, confia em mim dessa vez, por favor — Rafaela tocou o braço dele levemente.

Rafaela olhou para o próprio telefone, havia uma chamada não atendida de Amanda e uma mensagem de texto de um número desconhecido

“Achei você, seu pai me deu seu número😼”

e depois outra mensagem do mesmo número

“Aqui é o Paulo da oficina, me responde ae morena! 😸”

Rafaela lembrou-se do rapaz, era a foda que havia dado no porta malas do carro do pai, resolveu não responder por hora, tinha coisa mais importante para fazer.

— Alô? — Guilherme atendeu o telefone — Sim, to aqui no escritório — ouviu o telefone e Rafaela não pode escutar — Estou com ela, pode vir aqui sim,claro.

Rafaela mandou uma mensagem de texto

“Anotei seu número Paulo da Oficina, depois falamos, bom dia 😽 “

— Ela vai vir pra cá — Guilherme falou — Melhor a gente parar essa conversa, não quero dar motivo

— Que motivo? — Rafaela perguntou se levantando e indo ao sofá

— Não vai pegar bem ela te ver aqui, você sabe, tem o histórico disso

— Eu sei que tem, mas conversei bastante com ela, e a gente realmente se acertou — Rafaela pensou — Ela estava agindo como eu enquanto vocês transavam, minutos depois da gente ter transado também?

Ele respirou fundo, mas devagar

— Sim — Guilherme respondeu

— Por que as pessoas fazem isso, eu não entendo — Rafaela franzia a testa confusa

Guilherme ia responder, mas a pergunta parecia ser para ela mesma, não para ele

Uma batida na porta e ela se abriu

— Alguém aí? — Era Amanda

Entrou em seguida

Guilherme sentado na mesa da escrivaninha, Amanda se aproximou e o beijou nos lábios

— Oi amor — Ela falou sorridente

Usava uma peruca loira, escorrida e virou-se para falar com Rafaela

— Oie! — falou animada indo em direção à amiga

Guilherme viu a bermuda dela, bem curta e justa valorizando a bunda, usando uma sandália preta e uma camiseta cor de rosa, que era de Rafaela, ele sabia por que ele mesmo havia dado à Rafaela, quando namoravam no passado.

Aproximou-se e deu um beijo nos Lábios de Rafaela

Talvez pelo ângulo ou pela ação inesperada, mas Guilherme não entendeu, achou que foi um beijo na bochecha.

Sentou-se do lado de Rafaela, bem próximo

— Você tá melhor? — Rafaela falou acariciando o rosto dela — Estava meio dodói a noite

— To sim amor, to bem — Amanda beijou a mão dela, olhou para Guilherme e bateu no sofá, entre ela e Rafaela, e se afastou — Senta aqui com a gente amor

Guilherme se aproximou e Rafaela também se afastou para dar espaço à ele, como se fosse sincronizado ambas colocaram os pés no sofá e o abraçaram

Guilherme olhou desconfiado para as duas, levantando os braços e apoiando no sofá, como se fosse abraçar ambas, fez-se um silêncio por quase um minuto

— O que está acontecendo? — Guilherme perguntou desconfiado e desconfortável

— Amor — Amanda falou olhando para ele, e afastando o corpo levemente — Conversei muito com a Rafa, com ela e com a Nati

— Nati é a menina parecida com ela né? — Guilherme falou

— Sim, eu sei que você paga pau pra ela, esquece isso — Amanda falou — E queria te falar uma coisa, queria ver o que você acha

— O que? — Guilherme perguntou desconfiado e curioso

— Visto que teve essa confusão, que a gente agora é amiga, e vocês conversaram, e eu acho que deu certo e eu… — Amanda estava dando voltas, tinha medo de falar algo

— Deixa que eu falo Amor — Rafaela falou segurando a mão dela e repousando no colo de Guilherme

— Gui, nós conversamos e fizemos algumas coisas que quero entrar no detalhe já já, por que sua opinião realmente importa, queremos nos tornar mais próximas, e o plano inclui você — Rafaela falou com o semblante tranquilo — Eu queria ter mais liberdade com você assim como ela tem — Rafaela apontou para Amanda

Guilherme olhou para Rafaela e viu sua roupa, vestia uma roupa de academia, maravilhosa e morena, depois olhou para Amanda, com os cabelos parecidos com os verdadeiros cabelos dela, branca, rosada com olhos azuis, também muito bonita.

— Qual é a pegadinha? Se isso for um teste de namoro Manda, eu não gosto de testes, você sabe

Amanda colocou o dedo na boca dele

— Sem testes! — Falou séria em seguida tirou o dedo devagar

— Você não precisa responder agora — Rafaela falou — Eu sei que eu te magoei, eu sei que eu magoei a Amanda e eu pedi desculpas pra ela já por que eu fui uma vaca, mas — Rafaela se levantou, parou na frente dos dois e se ajoelhou

Tomou ar e olhou para eles continuando

— Manda, você é a minha melhor amiga, sempre foi, sempre te amei, desculpa não te dar a ajuda que você precisava no começo do seu dodói, mas eu estou tentando remediar agora, eu vou ficar com você pra sempre, por que eu te amo e peço do fundo da minha alma que você me perdoe — Rafaela falou coms os olhos cheios de lágrimas

— Não precisa pedir perdão de novo meu amor! — Amanda falou sorrindo e emocionada — Eu também te amo e te perdoo, mas só por que você é linda!

Rafaela sorriu, e girou devagar os joelhos para ficar de frente para Guilherme

— Gui, você também, eu não quero mais guardar isso, eu ainda te amo, e quero muito ter uma vida com você, quero que você seja o pai dos meus filhos, quero namorar e me casar com você, peço desculpas pela babaca, egocêntrica e insensível que eu fui, eu não vou tentar me justificar por que simplesmente não tem justificativa para o que fiz. Por favor, me perdoa e me aceita de volta

Guilherme olhou-a por alguns segundos

— Eu disse que já tinha te perdoado — Guilherme falou — Mas o que quer dizer com aceitar de volta? Ser amiga da Amanda vai fazer você estar sempre por aqui, e eu tenho medo disso causar ciúmes

— Eu vou ser mais direta — Rafaela falou se levantando — O que a Manda quer propor é uma relação a três

— Como assim a três? — Guilherme perguntou

— Eu volto a ser sua namorada e começo a namorar a Amanda — Rafaela falou simplista — Aí o ciclo todo se fecha, entendeu?

Rafaela conhecia bem Guilherme, sabia que ele não era uma pessoa complexa, era humano comum e inexato, não exato.

Ele não respondeu

—  Bem, pensa um pouco, eu vou pra casa tomar um banho e trocar de roupa e a gente pode sair pra algum lugar se vocês quiserem

— E se eu não aceitar? — Guilherme perguntou curioso

Rafaela e Amanda se olharam parecendo preocupadas

— Acho que a gente não tem essa resposta — Rafaela respondeu

— Nesse caso eu vou namorar com a Rafaela — Amanda respondeu

— Sem minha permissão? — Guilherme falou

— É — Amanda respondeu simplista — Eu namoro com ela e com você, como ela é mulher, não é traição

Guilherme parecia confuso

— É tipo uma coisa aberta, uma relação aberta? — Guilherme perguntou

— Não não! — Rafaela mesmo respondeu — Nada de relação aberta, ela e eu, você e ela, mas se você quiser, você e eu também

— Vocês estão malucas?— Guilherme falou — Cara, não to acreditando nisso que vocês estão me falando!

Amanda se levantou e se aproximou de Rafaela

— A gente programou uma coisa pra te ajudar amor! — Amanda falou animada caminhando

Foi até a porta e girou a chave fechando a porta, puxou as persianas para garantir que estavam fechadas, mas Guilherme já havia fechado por precaução.

Amanda puxou a camiseta e a tirou jogando-a em Guilherme, revelou um sutiã sódio cor-de-rosa com bordas negras.

Ele se assustou

— Que isso amor!? — Parecia surpreso e eufórico

— Eeeeiiii — Rafaela reclamou com as mãos na cintura fazendo cara de brava — Esse sutiã é meu!

— É? — Amanda falou sorridente — Vem pegar!

Rafaela se aproximou sedutora e passou a mão no rosto de Amanda em seguida deu-lhe um beijo, as línguas se fundiram temporariamente, se enrolaram e se acariciaram, ambas sentiram as pepecas piscarem e molharem, terminaram num riso bobo com o rosto corado.

Rafaela abaixou a cabeça e puxou a trava da frente do sutiã fazendo ele abrir e revelando os seios de Amanda, viraram de frente para Guilherme e Rafaela foi para trás de Amanda agarrando os seios dela

— Ela não é linda Gui? — Rafaela perguntou sorridente

Guilherme apenas respirava com dificuldade e com olhos arregalados

O alarme de Rafaela tocou, ela pegou o telefone

— Vixe amor, temos que ir, só temos meia hora! — Rafaela falou

— Ir pra onde? — Guilherme perguntou

— Temos que ir na faculdade, ver umas coisas — Rafaela falou — Voltamos no fim da tarde

Guilherme estava ofegante

— Mas se você colaborar — Amanda falou — A gente colabora com você!

— Como? — Guilherme perguntou eufórico

— Põe essa rola pra fora vai! — Rafaela falou, sabendo exatamente como Guilherme gostava — To morrendo de saudade!

Guilherme tirou a bermuda junto com a cueca e permaneceu sentado, mostrou o pau duro, Rafael deixou Amanda de lado e se aproximou rápido se ajoelhando e pegando o pau na mão, esfregando no rosto

— Nossa, que saudade dessa pica Gui, você não tem ideia! — Assim que falou deu um beijo na cabeça que já estava molhada — Nossa, já ta molhada! — Falou ao ver o fio de baba que ligava seus lábios ao pênis de Guilherme.

Amanda se aproximou e também deu um beijinho

— Já recebeu um boquete duplo amor? — Amanda perguntou contente

Guilherme só conseguiu responder que não com a cabeça

Rafaela abocanhou e deu duas chupadas no pau dele, Guilherme gemeu de tesão, Rafaela direcionou o pau para Amanda que também chupou

Os boquetes eram diferentes, ambos maravilhosos, o de Rafaela era mais forte e selvagem, de Amanda delicado e molhado

— Peladinho — Rafaela falou animada – Vamos Gui, fica peladinho pra gente! — Rafaela tirou seu top revelando os seios morenos, pesados e com bicos rústicos que faziam Guilherme sonhar e se masturbar a noite

Guilherme ficou nu e agarrou o peito de Rafaela com saudades e com a respiração pesada

— Safado! — Ela falou subindo e beijando-o na boca

O Beijo de Guilherme era gostoso, ela adorava, sentia saudade daquela língua anormalmente grande, começou a chupar o mamilo de Guilherme enquanto Amanda fazia um boquete incrivel

Guilherme aproveitou e pegou na bunda de Rafaela, nos seios, beijou-lhe a boca, chupou os peitos e tremeu

— Não, ainda não! — Rafaela falou desceu rápido para o pau dele

Quando ela chegou o primeiro jato já havia sido na boca de Amanda, puxou o pau para si e levou uma esguichada de porra quente no rosto, a outra foi dentro da boca, mas estava fraca em pouco quantidade, ambas terminaram de lamber o pau dele e se ajoelharam na frente dele, contentes, Rafaela com a cara suja, Amanda com os lábios e o queixo brilhando pelo boquete guloso.

Rafaela olhou para Amanda, a expressão séria

— Lambe! — ordenou

Amanda parecia não entender

Rafaela apontou a porra de Guilherme em sua boca

— Lamber, me limpa! — Rafaela repetiu

Amanda se aproximou, lambeu o queixo de Rafaela e a linha subiu pelo canto da boca até a bochecha, voltou dando beijinhos e terminou chupando o queixo da amiga.

Ambas sorriam e deram as mãos entrelaçando os dedos, satisfeitas.

— E aí amor — Amanda perguntou olhando para Guilherme — Sim?

— Eu tava com saudade Gui, você é tão gostoso — Rafaela falou

— Vamos ver no que isso vai dar! — Ele falou ofegante e pensativo

Elas sorriram e se beijaram, Rafaela se levantou e puxou amanda

— Gui, a partir de agora para de bater punheta tá, essa porra ta rala demais! — Rafaela falou se levantando

— Eu te disse, fica rala! — Amanda falou pegando o sutiã no chão

— Não, isso é por que ele tá batendo uma de manhã, deve tar olhando algum nude meu — Rafaela falou colocando o Top — Tem nude meu ainda Gui?

— Para de bater punheta amor, você não precisa disso! — Amanda falou já vestindo a camiseta — É só pedir pra gente

— Se prepara que quando a gente voltar você vai levar a gente pra sair e namorar tá, aí a gente inaugura nossa relação de verdade! — Rafaela falou animada

— Isso, vamos dançar! — Amanda falou animada e Rafaela concordou

Guilherme estava contente pelo boquete e a pegação, mas estava confuso e a confusão agora era dupla.

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Rafaela Khalil é Brasileira, maior de idade, Casada. Escritora de romances eróticos ferventes, é autora de mais de vinte obras e mais de cem mil leitores ao longo do tempo. São dez livros publicados na Amazon e grupos de apoio. Nesse blog você tem acesso a maioria do conteúdo exclusivo.