Diário de Rafaela 2 — Capítulo 37 — Professor

Diário de Rafaela 2 — Capítulo 37 — Professor

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Rafaela acordou sentindo calor, Natali estava com ela na cama abraçando-a por trás, a mão segurando-a pela barriga, ambas dormiam apenas de calcinha devido ao clima quente daqueles dias.

— Bom dia — Natali beijou Rafaela no pescoço e se levantou indo ao banheiro — Preciso sair, tenho estágio! — Gritou de dentro do banheiro — Ouviu?

— Ouvi — Rafaela respondeu carrancuda — Eu não tô surda ainda

Ouviu a descarga em seguida o chuveiro ligando, tomou coragem e se levantou, olhou em volta e não encontrou os brinquedos, caminhou até o banheiro e o viu na pia, resolveu não falar nada, pegou e lavou, secou e guardou no armário.

Voltou para entrar no chuveiro e Natali já saia se enxugando

— Não vou te esperar, tá docinho? — Se aproximou pedindo um beijo, Rafaela se inclinou e deu um selinho — Preciso sair — Falou enquanto secava o corpo e Rafaela entrava no banho.

— Tá bom, volta hoje? — Rafaela perguntou se ensaboando

— Acho que não, hoje eu vou até tarde, vou ficar no AP do meu pai — Natali respondeu e saiu do banheiro

Rafaela ficou pensando, lembrou daquele apartamento, não sabia se era o mesmo que ela conhecia, quando terminou o banho saiu e viu Natali usando um vestido seu, preto com as costas abertas mas usava uma calça branca pelos joelhos

— Vai de vestido e de calça? — Rafaela perguntou confusa

Natali olhou pra ela

— Você é gostosa hein, puta que pariu — Natali falou tirando o vestido e puxando a calça para cima— Tava só testando, acho que engordei!

Usava uma calcinha branca e um sutiã branco de bojo, a calça também branca e uma camiseta branca de algodão, era o uniforme padrão para estágio de medicina.

— Rafa — Natali falou atarraxando o brinco — Tudo bem com o negócio de ontem?

— Que negócio? — Rafaela perguntou vestindo uma calcinha preta

— Não lembra? — Natali perguntou curiosa

— Lembro, mas não quero falar disso — Rafaela falou decidida de costas para Natali

— Entendo, se quiser conversar sabe que eu te amo né? — Natali falou pegando sua bolsa e preparando-se para sair

— Eu sei, obrigada — Rafaela respondeu desanimada

Natali se aproximou e a abraçou

— Meu beijo? — Ela pediu

Rafaela se virou e ganhou um beijo nos lábios, Natali pegou o rosto dela e sorriu

— Você só é linda assim por que parece comigo! — Rafaela falou

— Paga pau! — Natali sorriu e deu outro beijo — Tchau

— Tchau — Rafaela respondeu voltando a escolher a roupa no armário

Sentiu então um movimento rápido, Natali abaixou a calcinha dela e deu um tapa forte na bunda de Rafaela estalando em alto e bom som

— Eiii! — Rafaela colocou a mão na bunda e reclamou

— Rabão da porra! — Natali falou alto rindo e saiu quarto a fora.

Rafaela se trocou sem demora, viu as mensagens no celular, Amanda aparentemente estava bem, colocou uma calça legging preta e uma camiseta branca com a gola tão larga que os ombros ficavam de fora mostrando as alças vermelhas do sutiã.

Desceu as escadas e ouviu vozes na cozinha, quando percebeu a mãe estava sentada em uma cadeira, o pai em outra e Natali no colo de seu pai, quando viram Rafaela o assunto pareceu ter acabado.

Natali se levantou e se ajeitou

— Não tava com pressa? — Rafaela perguntou irritada

— O Marcel vai me dar uma carona — Natali respondeu ajeitando o cabelo

— É Marcel? — Rafaela olhou de forma desafiadora para o pai — Eu o senhor não leva né Sr Marcel? Eu é que vou de ônibus buscar seus carros.

— Você nunca me pede — Marcel deu um gole no café e se levantou, beijou Rafaela na testa — Pra você eu sou Pai, não Marcel.

Rafaela não respondeu

Ele beijou Rose nos lábios e abriu a porta, Natali saiu dando tchau com a mão, parecia envergonhada.

— Bom dia para você querida — Marcel disse à Rafaela

Rafaela se sentou carrancuda à mesa

— Vai, fala — Rose falou pegando o café

— Quero falar nada não! — Rafaela respondeu sem olhar para a mãe — Deixa pra lá, isso não é da minha conta

— Agradeço a maturidade — Rose respondeu ríspida

Rafaela deu de ombros

— Como está a Amanda? — Rose perguntou preocupada já mais branda

— Está melhor, mandou mensagem pra mim agora pouco — Rafaela respondeu pensativa

Tomaram café falando sobre coisas corriqueiras e Rafaela foi procurar Amanda, combinaram de se encontrar na academia.

Amanda estava na porta com seu cabelo comprido igual ao de Rafaela. Amanda usava um short jeans comportado e um top preto largo com alças largas.

— Oieee — Amanda falou amorosa ao ver Rafaela

Ambas se abraçaram e se apertaram por quase um minuto e se soltaram

— Se for ficar agarrada assim no meio da rua é melhor beijar né — Rafaela falou sorridente

— To com tesão amor — Amanda falou fazendo cara de coitada

— Eita, tão cedo assim?

— É, tive um sonho tão legal!

— Sério? me conta! — Rafaela pegou Amanda pelo braço e puxou para dentro da academia

— Bom dia — Falaram para a atendente — Cadê o Guilherme?

— Ainda não chegou — A atendente respondeu

Rafaela franziu a testa

— Não? — Pegou o celular — Beleza

Ligou para Guilherme e ele atendeu no terceiro toque

— Oi, alô! — Ele falou com muito barulho no fundo

— Onde você tá? — Rafaela perguntou direta

— Estou voltando — Guilherme disse

— Voltando de onde? Onde você tava? Com quem? — Rafaela metralhou de perguntas

— Eu to voltando amor, a Amanda tá bem? — Guilherme respondeu e perguntou

— Onde você tá Guilherme? — Rafaela reforçou irritada

— Já falo com vocês, chego em dez minutos, tchau — Desligou o telefone

— Filho da puta! — Rafaela falou olhando pra Amanda

— O que foi? Onde ele tá? — Amanda perguntou curiosa

— Ah isso tá me cheirando à merda, filho da puta! — Rafaela falou mais pra si mesma — Mano! — Olhou para Amanda estática

— O que foi? — Amanda ainda não entendeu

Rafaela a puxou pela mão e foram para o escritório da academia, lá conversaram e esperaram.

Guilherme chegou em menos de dez minutos

— Bom dia meus anjos — Ele falou animado

Rafaela notou que um homem grande forte caminhava junto dele mas não entrou no escritório

Ele beijou Amanda nos lábios, Rafaela puxou ela para trás, cruzou os braços com cara de poucos amigos ele se aproximou para beijá-la e ela deu um passo para trás

— Onde você tava? — Perguntou raivosa

— Eu fui beber com o pessoal da academia de artes marciais — Guilherme falou olhando para Rafaela

— E? — Rafaela entortou a cabeça — É assim? sai pra beber e volta de madrugada? sai pra pegar as meninas na balada e volta todo pimpão assim, você não tá esquecendo de nada não meu amigo? — Apontou para ela e Amanda freneticamente

Amanda também fechou a cara, parecia começar a entender o ponto de Rafaela

— Onde exatamente você estava? — Amanda perguntou

— Fui beber com eles, e ficamos jogando sinuca, a ideia é trazer o professor Hélio para dar aulas aqui no espaço novo, vamos ter horários e fui conversar com eles com meu pai

— Seu pai foi junto? — Rafaela perguntou

— Sim, mas ele saiu mais cedo e eu fiquei lá com eles, acabamos dormindo na casa do professor Hélio

— Professor Hélio? — Rafaela pensou um pouco — Esse cara ficava por aqui antes né?

— Ele dava aula aqui antes Rafa — Amanda complementou a informação

Ouviram-se batidas na porta

— Gui — Uma voz masculina empurrou a porta

A voz era grossa e grave, o homem entrou, estava vestindo uma roupa social visivelmente menor que seu número, os botões pareciam que iam explodir a qualquer momento.

Rafaela e Amanda mediram ele em um segundo, era gostoso.

— Eita — Amanda falou baixinho

Rafaela cutucou ela

Rafaela puxou Guilherme e deu um beijo nos lábios

— Bom dia — Falou se dirigindo ao homem grande

— Bom dia — Ele estendeu a mão

Mas Rafaela se aproximou para um beijo, ela ficou na ponta dos pés e ele se abaixou um pouco

— Sou Rafaela — Ela se apresentou gentil

Amanda se aproximou e repetiu o gesto

— Sou Amanda

Ele olhou para as duas ao lado de Guilherme, Rafaela e Amanda de braços dados

— Desculpe, quem é a sua namorada Guilherme? — O homem perguntou

— Éééé — Guilherme olhou para elas e coçou o pescoço

— Eu — Ambas falaram ao mesmo tempo e riram divertidas

— Esse é o professor Helio meninas, ele vai ser o professor de Jiu-Jitsu da academia aqui

— Vamos ver né! — Hélio falou sorridente

— Vem, vem ver a nossa estrutura — Guilherme falou animado — Você vai adorar, é a melhor da região

Eles saíram da sala e Rafaela trocou olhares com Hélio

— Eita nóis — Amanda falou quando eles saíram — Homem gostoso da porra!

— É, muito né! — Rafaela falou observando os dois indo ao longe para as escadas da academia

Deslizou a mão e passou na buceta de Amanda por cima do shortinho

— Molhou aí né? — Rafaela brincou

Amanda se encolheu

— Sai oh! — Amanda andou até a mesa e se sentou — Ele não te avisou que ia sair?

— Não, pra você também não né?

Amanda fez que não com a cabeça

Sentaram-se no computador e ficaram conversando vendo coisas na internet, Rafaela queria contar o que aconteceu na noite anterior, mas queria os dois juntos, não queria falar duas vezes aquela história chata.

Ficaram um tempão e perderam a noção do tempo

— Vamos comer fora? — Amanda falou — To com vontade

— Vamos — Rafaela pegou o celular — Vou ver se o Gui vai com a gente

Ela ligou e ouviu o telefone tocar na mesa, Guilherme havia deixado ele lá

— Ih, ele deixou aqui — Amanda falou pegando o telefone na mão e abrindo-o

Rafaela revirou os olhos

— Vou lá ver ele, ver se eles querem ir com a gente — Rafaela sorriu

— Sem se engraçar com o cara hein, você é comprometida — Amanda falou severa

— Relaxa! — Rafaela falou

— Você tá toda biscatona, to vendo, to de olho em você — Amanda disse severa

— Se liga! — Rafaela se virou para sair e sentiu um tapa na bunda bem forte

— Eita rabão hein! — Amanda falou rindo depois do tapa

— Aaaiii — Rafaela reclamou — Por que vocês ficam fazendo isso?

— Vocês quem? — Amanda perguntou enciumada

Rafaela deu um beijo nela e mostrou o dedo esfregando levemente na cara da namorada, saindo em seguida

— Eu vou com você! — Amanda falou

— Vai não, tem que subir escada e você vai ficar morrendo se subir e descer, não se esforce assim, espera aqui, eu não demoro — Rafaela bateu a porta e saiu andando rápido

Subiu as escadas, não havia entrado naquele espaço ainda, três salões grandes com equipamentos novos, alguns ainda guardados em plásticos, espelhos grandes nas paredes ainda com adesivos de proteção

— Guiiii — Rafaela chamou enquanto caminhava e olhava o espaço

Ela estava de frente para as escadas enquanto estava no escritório se Guilherme houvesse descido ela certamente teria visto, andou até o fim das salas e não encontrou ninguém, tudo apagado e escurecido, só a luz das janelas iluminando, voltou para a escada e olhou em volta frustrada, como haviam passado por ela.

Em frente à escada ela viu um tapume, um pedaço de madeira que parecia escorado, lembrou-se que aquele era o segundo andar e a casa e Guilherme ficava no terceiro andar, puxou o tapume e ele abriu como uma porta improvisada, havia outra escada, essa suja de concreto e com pedaços de madeira e tijolos em seus degraus e jornais imundos

O topo da escada estava escuro, havia uma iluminação lateral que provavelmente vinha das janelas, com cuidado Rafaela subiu as escadas e pisou em algo, logo se abaixou e pegou analisando viu que era uma carteira, abriu e viu que era de Guilherme, era medrosa, tinha medo do escuro total de lugares desconhecidos, guardou a carteira no elástico da cintura da calça, a curiosidade era mais forte que o medo, precisava saber o que estava acontecendo.

Silenciosamente ela subiu, com a respiração controlada com o lado direito da cabeça virado para cima com seu ouvido bom tentando escutar qualquer barulho, atingiu o topo da escada e se esgueirou lentamente, o andar de cima era igual ao de baixo, um longo corredor com 3 salas.

Devagar ela se aproximou da primeira sala e não havia nada, só uma bagunça típica de obras, foi até a segunda sala e ouviu, um barulho, parecia alguém fazendo algum tipo de esforço o exercício, olhou dentro da sala e ela estava vazia, olhou para a porta da terceira sala e decidiu ir até lá, mas algo a barrou.

No meio do corredor havia pedaços de pau empilhados a uns quarenta centímetros do chão, por um passo Rafaela não esbarrou neles, aquilo faria um barulhão

— Uma armadilha — Ela pensou, o coração acelerou e ela sentiu o suor na testa — Ele tá com alguém aqui

Levantou o pé com cuidado, segurou o cabelo e colocou todo para frente do corpo por medo de esbarrar em algo. Caminhou devagar até a porta, se esgueirou e viu algo que a deixou paralisada

Havia um papelão esticado e em cima dele um colchão sujo, provavelmente usado para os pedreiros dormirem ou fazerem outra coisa e essa outra coisa que preocupou Rafaela, Guilherme estava em cima do colchão, de quatro com as calças abaixadas e a camiseta levantada, encaixado atrás dele estava o Professor Hélio, sem camisa mostrando o físico atlético e perfeito, a cor dele era parecida com a de Rafaela.

Helio segurava a cintura de Guilherme com tanta força que Rafaela achava que os dedos iriam entrar na pele de Guilherme. Helio fazia o movimento de jogar o próprio corpo de encontro ao corpo de Guilherme e puxava o corpo de Guilherme para ele, a cada momento que se encontravam ambos emitiam um gemido gutural.

Paralisada Rafaela nunca havia visto uma cena daquela, vez por outra ela conseguia ver o pau de Hélio entrar e sair de dentro de Guilherme, por vezes Helio parava com o pau dentro de Guilherme e acariciava o corpo dele, pegava no pau dele e o masturbava

— Você tá uma delícia, garoto! — Hélio falou — Tava morrendo de saudade de você

— Vai, goza logo, vão desconfiar da gente — Guilherme falou virando a cabeça para trás fazendo Rafaela se esconder.

Ela esperou um pouco antes de olhar de novo.

Eles voltaram para o sexo selvagem, Helio fodia Guilherme de olhos fechados, parecia se deliciar

— Vai professor, rapido — Guilherme o apressou

— Tá com medo das garotinhas virem, é? — Hélio falou debochado

— Elas vão desconfiar — Guilherme falou recebendo a rola dura frenética de Hélio em seu cu

— Chama elas pra participarem da festa! — Hélio falou

— Não, tá doido? — Guilherme respondeu entre gemidos

— A Moreninha, chama ela, tem uma cara de safada — Hélio falou se referindo à Rafaela

Guilherme não falou nada, Helio anunciou o gozo

— Aaaahhh — Ele gemeu tentando se compor, abraçou Guilherme e beijou as costas dele de forma carinhosa — Você é muito gostoso

— Silêncio — Guilherme falou saindo da posição de quatro e virando-se para Hélio, agarrando pau gozado dele, tirando a camisinha e começou a masturbá-lo

— Nossa — Rafaela sussurrou — É enorme!

O Pau de Hélio era muito mais escuro que o corpo dele, não era cumprido, mas muito largo.

Rafaela ficou pensando como Guilherme ficou quando sentiu o dedo dela, estaria ele fingindo? aquilo era muito maior que o dedo dela

Helio empurrou a mão de Guilherme e terminou de se masturbar sozinho gemendo de forma contida, Rafaela reparou que Guilherme massageava o próprio pau devagar, não tinha expressão nenhuma

Hélio se levantou e apoiou os cotovelos no cavalete que havia no quarto, empinando a bunda

Guilherme não falou nada, apenas se aproximou, colocou uma camisinha rápido e se aproximou de Hélio imediatamente começando a enraba-lo

— Devagar porra, vai me arregaçar assim — Helio falou fechando os olhos

Guilherme ficou na ponta do pé

Rafaela observava apreensiva, não conseguia sair dali, queria entrar e gritar com ele porque aquilo era errado, mas ao invés disso fez uma reflexão, ela mesma havia transado bastante, amava transar com homens e com mulheres e não gostava de ser interrompida, sabia que o prazer sexual era sagrado, então por que ela iria repreender aquilo.

Voltou a prestar atenção, Guilherme comida o cu de Helio com força, passava a mão na cintura de Helio e apertava a bunda durinha dele Rafaela viu os sacos se batendo e achou curioso isso, não havia pensado no sexo entre dois homens.

Notou que estava com tesão, enfiou a mão por dentro da calça e calcinha, tocou a buceta, estava molhada, resolveu aproveitar aquele momento fazendo uma carícia, parecia muito errado, imoral, o próprio namorado dela era homossexual? Isso era confuso demais

— Vou gozar, vou gozar — Guilherme falou aos sussurros

Tirou a camisinha e Hélio se virou, abaixando-se e colocando o pau branco de Guilherme na boca, Guilherme urrou e gozou na boca de Hélio.

Rafaela caiu em si, eles acabaram, iriam vê-la, ela não queria confrontá-los, tinha que falar com Amanda.

Deu as costas e saiu com calma para não derrubar nada, desceu as escadas com cuidado até chegar na academia, entrou no escritório com cara de assustada, Amanda assistia algo na TV

“Presidente assina indulto de Natal e permite a saidinha esse ano, mais de mil presos serão beneficiados neste fim de ano com o retorno para suas casas para visitas familiares…”

Amanda percebeu Rafaela e desligou TV

— Que cara é essa? — Amanda falou ao ver Rafaela

— Eu, eu — Rafaela falou pensativa — Preciso ir ao banheiro

Rafaela correu e entrou no pequeno lavabo que havia no escritório, jogou água no rosto e olhou no espelho, a maquiagem borrada

— Oh cacete! — Ela falou distraída

Pegou papel e tentou acertar, mas a maquiagem escorria pela bochecha.

— Manda, da minha bolsa — Pediu pela porta

Amanda entregou a pequena bolsinha pela porta

— Tá tudo bem? — Amanda perguntou

— Eu não sei — Rafaela falou para Amanda enquanto pegava o lencinho demaquilante e limpava o rosto — Não sei mesmo Manda, mas eu preciso te falar

— Cadê o Gui? — Amanda perguntou

— Olha aqui — Rafaela deu a carteira para ela

— A carteira dele? Onde você achou

— Achei lá em cima, ele deixou cair, acho, sem perceber — Rafaela falou pensativa, pensou então que aquilo podia ser um tipo de armadilha, mas Guilherme não era tão esperto assim, pensou um pouco e se Hélio fosse? — Bem, lá em cima

— Meninas? — Guilherme chamou

Amanda se virou e foi até ele, Rafaela olhou pela porta do banheiro, ela beijando-o na boca animada e o abraçando

Tanto Guilherme como Hélio estavam suados, ofegantes

— Vocês viram minha carteira por aí? — Guilherme falou olhando em volta

— Ah, aqui — Amanda deu para ele — A Rafa achou lá em cima

— Lá em cima? Você foi lá em cima Rafa? — Guilherme perguntou parecendo aterrorizado

— Sim, achei lá em cima, no terceiro andar — Rafaela encarou-os conferindo o pano úmido, preto pela maquiagem

Helio e Guilherme se olharam sem saber o que dizer por alguns segundos

— Bem, eu já vou indo — Hélio falou sem jeito, deu um tapinha no ombro de Guilherme — Me liga depois pra falar o que deu — Deu as costas e saiu da Sala sem falar com as meninas.

— Eita que grosso — Amanda falou

— É grosso mesmo né Gui? — Rafaela falou se aproximando — Bastante grosso

Guilherme olhou pra ela sem saber o que dizer

— Estou com fome, vamos almoçar? — Amanda falou — No shopping!

— Vamos amor — Rafaela falou — O Gui vai levar a gente no Outback e vai pagar tudo, ele falou que é nosso presentinho

— Presente? Que legal, eu quero! — Amanda falou animada

— Certo Gui? — Rafaela perguntou desafiadora

— Certo, vamos — Guilherme falou enquanto o suor escorria de sua testa.

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Rafaela Khalil é Brasileira, maior de idade, Casada. Escritora de romances eróticos ferventes, é autora de mais de vinte obras e mais de cem mil leitores ao longo do tempo. São dez livros publicados na Amazon e grupos de apoio. Nesse blog você tem acesso a maioria do conteúdo exclusivo.