Diário de Rafaela 2 — Capítulo 48 — O Quartinho
No hospital Rafaela pegou o carro de Moacir e levou Amanda embora, voltou para casa e se vestiu de forma adequada, foi até o trabalho de Moacir e colocou o carro na garagem paga próxima ao hospital, voltou correndo para o hospital, quando chegou na recepção viu Cláudio lá, dona Maria estava na recepção.
— Claudio, oi — Rafaela falou se aproximando receosa
— Rafinha — Ele falou surpreso ao vê-la — Você está linda
Ela sorriu sem jeito
— Obrigada — Maria a viu e veio em sua direção — Oi tia!
— Rafa, o que aconteceu? — Maria perguntou se aproximando
— Ah, eu tava no postinho aqui perto conversando com umas amigas enfermeiras e coincidentemente o Tio Moacir tava lá, mas tava meio grogue, pressão alta e ele apagou, as meninas me chamaram porque viram eu falando com ele, aí vim com ele até aqui no hospital. — Rafaela mexeu na bolsa e deu o recibo, a chave e o documento do carro de Moacir para ela — Aí vim dirigindo o carro dele, ta no estacionamento aqui do lado.
Maria pegou a chave e abraçou Rafaela
— Você é mesmo uma garota incrível, muito obrigada por ser tão boa assim! — Maria falou apertando-a — Queria muito que você e o Claudio tivessem dado certo, para você ser minha nora.
Rafaela se afastou sorrindo sem graça, Claudio só ouvia
— É, às vezes não dá certo — Olhou para Cláudio — Melhorou a perna já? Cem por cento?
— Perna? — Cláudio perguntou, fazia mais de um ano que ele havia quebrado a perna — Sim, está boa já, faz tempo que tirei o gesso.
— Bem, gente, eu preciso ir para casa, tava só esperando vocês chegarem — Rafaela falou apressada
— Espera Rafa, vamos comer alguma coisa, você deve estar com fome, ficou aqui o tempo todo, deixa eu te agradecer — Cláudio falou solícito tentando se aproximar novamente da ex namorada
— Ah… eu… — Rafaela não queria dizer não direto para não magoá-lo, Tia Maria olhava para ela apreensiva
— Vamos Rafa, come alguma coisa, só vamos poder entrar em vinte minutos mesmo — Maria falou sorridente.
— É que eu — Rafaela olhou em volta e viu uma figura conhecida, um homem de cabelos brancos, grande, vestido de Jaleco branco
— Meu namorado está aqui — Rafaela falou abaixando a cabeça
— Onde? — Maria procurou
Rafaela olhou para o homem, era Carlinhos
— Oi amor, to aqui — Rafaela sorriu para ele e acenou
Carlinhos se aproximou, olhou para os dois que estavam com ela, era inteligente, sacou rapido que Rafaela precisava de algu
— Olá, boa noite, você vai subir Rafa? — Carlinhos falou cumprimentando brevemente Maria e Claudio com um aceno
Rafaela o abraçou e lhe deu um beijo nos lábios
— Vou sim, rapidinho, tava aqui com a minha Tia Maria e com o filho dela, o Marido dela está internado, pressão alta
— Ah, entendi, uma vez aqui dentro, com pressão alta dificilmente dará algum problema, ele estará salvo. — Carlinhos falou de maneira formal e confiante
— Então tá, vamos — Rafaela falou agarrando o braço de Carlinhos e se despediram, foram andando
— O que tá acontecendo? — Carlinhos perguntou para Rafaela enquanto caminhavam
— Só anda — Rafaela falou com a boca quase fechada
Entraram no elevador, Carlinhos apertou o botão para o décimo andar, Rafaela apertou para o primeiro
— Onde você vai? — Carlinhos perguntou curioso
— Vou dar a volta e descer por trás — Rafaela respondeu impaciente
— Não quer conversar um pouco Rafa, a gente não tem se falado muito, tenho muito a te falar
— O que você quer falar? — Rafaela cruzou os braços agressiva
Carlos titubeou, não falou nada
— Eu esperava, não tem nada pra falar né? Você tá sempre errado — Rafaela estava irada, a porta se abriu e ela saiu, não conhecia o andar direito, virou toda a direita pois sabia que havia uma escada de incêndio.
Achou a porta e colocou a mão na trava mas sentiu um tranco por trás, foi virada e colocada na parede com violência
— Você vai me escutar! — Carlinhos estava com o rosto vermelho e apontou o dedo na cara dela
— Você vai falar o que, que não é um traidor filho da puta, que não fica pagando de médico garanhão com várias mulheres pra lá e pra cá? Que não tem vários filhos por aí com várias mulheres? É isso?
Carlinhos olhou para ela, Rafaela vestia uma saia comprida verde musgo e uma blusinha preta justa com alcinhas finas.
— Vai Doutor — Rafaela falou com a voz irônica, ele a observou, estava nervoso, tremia — Imaginei — Rafaela o empurrou e se preparou para sair de perto dele
Mas Carlinhos a pegou pelo pescoço e a colocou na parede
— O que você tá fazendo? — Ela reclamou — Me solta!
Ele deu um tapa forte na cara dela
— Cala a boca! — falou enérgico
— Não coloca a mão em mim! — Rafaela disse nervosa
Levou outro tapa com mais força
— Cala a boca Rafa! — Carlinhos ordenou
— Carlos, para! — Rafaela pediu com a voz mais branda, a bochecha vermelha pelo tapa
Mas tomou outro tapa com força
— Calada! — Carlinhos colocou o dedo na ponta do Nariz dela — Sua puta!
Ela respirava assustada, o rosto ardendo, ele pegou na mão dela e a puxou pelo corredor, havia uma sala, ele abriu e olhou dentro, era um quartinho pequeno com prateleiras de medicamentos, ele a puxou para dentro, ela não resistiu, estava escuro, ele acendeu a luz na parede, era fraca, iluminava apenas radiografias na parede, iluminava eles indiretamente.
— Espera — Rafaela disse — O que você vai fazer
Carlinhos não respondeu, as mãos dele deslizaram por baixo da blusinha de alças finas empurrando o sutiã e tocando os seios da garota, Rafaela não teve reação positiva nem negativa
— Deixa eu ver uma coisa — Ele deslizou as mãos e entrou por baixo da saia dela tocando a buceta
— Não, me deixa — Rafaela respondeu
Ele tocou levemente, os dedos melados
— Tá molhadinha já — Carlinhos falou ofegante
Rafaela olhou para ele sério
— Me obrigue — Rafaela disse num tom severo — Mesmo ele a chateando demais não conseguia deixar de amá-lo, separ-se dele foi uma decisão lógica e não amorosa, separou-se pois sabia que ali só teria sofrimento para ela.
Carlinhos deu outro tapa no rosto dela, e outro
— Filho da puta! — Ela disse nervosa — Quem você pensa que é pra me bater!?
Ele a puxou e se sentou numa cadeira de canto, a fez deitar de bruços em seu colo, ela não resistiu, levantou a saia e abaixou a calcinha preta de Rafaela, começou então a dar tapas na sua bunda.
— Isso é por que você é uma má garota! — Ele bateu
— Não faz isso! — Rafaela tentava impedir
Os tapas eram fortes e ritmados
— Você tem que aprender a me respeitar, você é uma puta, você me pertencer, eu comi você a primeira vez, eu gozei dentro de você primeiro, marquei meu território em você, você é minha para sempre! — Ele disse em um tom autoritário e ofegante
Rafaela parou de se debater, a situação era péssima, e ela estava péssima porque aquilo dava tesão, as palavras dele faziam ela pensar
Carlinhos pegou uma luva numa caixa que estava a mostra, enfiou o dedo na buceta de Rafaela
— Aaaiii! — Ela reclamou — Eeeii
Ele apertou a bunda dela e enfiou dois dedos, deixou ela se levantar, Rafaela se apoiou na cadeira de pernas abertas enquanto Carlinhos metia os dois dedos nela a masturbando, ela deixou por alguns minutos
Apalpou o pau de Carlinhos sentiu um volume
— Tem pau aí seu velho broxa? — Falou desafiadora
Carlinhos deu outro tapa na cara dela
— Filho da puta! — Rafaela o ofendeu
Ele deu outro tapa mais forte ainda
Ela chorou
— Desgraçado! — A voz chorosa
Carlinhos a fez se ajoelhar na cadeira e tirou o pau pra fora passou na buceta dela mas se arrependeu, puxou-a pelo pescoço
— Mama aqui, deixa bem molhado — Carlinhos direcionou para o pau dele
— Vou morder, vou arrancar essa merda mole — Rafaela falou agressiva
— Vai nada, você vai mamar e eu vou te comer gostoso — Ele falou e apertou o pescoço dela — Não vai?
— Vou — Rafaela respondeu satisfeita, abocanhou o pau dele e riu
— Tá rindo do que?
— É gostoso mesmo — falou sorridente
Chupou pouco e se levantou
— Come vai — falou empinando a bunda e levantando a saia
Carlinhos a puxou com violência, posicionou o pau e entrou de uma só vez
— AAaaaaaiii…. devagar, seu filho da puta! — Rafaela falou com uma voz sensual mas Carlinhos já metia com vontade
Ela ficou se segurando nas paredes, empinando a bunda para ele enquanto ele a comia e se deliciava
— Goza amor, goza aqui dentro, quero levar você pra casa — Rafaela falou dengosa, Carlinhos mordia o pescoço dela — Você faz como eu gosto — Ela soltava o ar nostálgica enquanto falava — Você é perfeito — O Penis de carlinhos entrava e saía nela causando um tesão fora do comum — Por que você é vagabundo e pilantra?
As lágrimas desciam dos olhos de Rafaela, ela esmurrou a parede
— Seu filho da puta cafajeste! — Rafaela falava enquanto era comida e tinha os seus seios acariciados causando uma onda de choque em seu corpo todo
Carlinhos anunciou o gozo
— Dentro, dentro, eu quero dentro! — Rafaela falou — Vai que agora você me acerta!
Ele gozou, ficaram grudados como animais por mais de um minuto, ele beijando ela devagar o pescoço e as costas dela e ela gemendo e acariciando a cabeça dele, resolveram se distanciar.
Se recompuseram, ela encostou na parede e olhou para ele com cara de envergonhada, ele se aproximou e pressionou ela na parede
— Eu ainda te amo Rafa! — Falou beijando ela nos lábios, ela correspondeu brevemente, devolveu um beijo ardente e apaixonado
— Eu também te amo, sempre te amei e acho que vou te amar para sempre!
— E por que você não me quer? — Carlinhos disse pesaroso
— Você é traidor, você vai me fazer sofrer, e eu te amar não quer dizer que a gente tem que ficar junto
— Nem você acredita nisso! — Carlinhos disse repetindo a sessão de beijos, Rafaela correspondeu a principio, mas virou o rosto depois
— Para amor! — Rafaela fechou os olhos e tomou ar, empurrou ele — Carlinhos, Carlos, para por favor
— O que está impedindo, quer que eu peça perdão de novo? — Carlinhos disse — Eu juro que tomo jeito, você vai ser a única, abro o jogo com você, sem mais nenhum segredo, te falo qualquer coisa, vamos ser amantes de novo, eu te amo.
— Você nunca pediu perdão! — Rafaela disse magoada — Não que isso importe, não é isso.
Rafaela pensou sobre ele abrir o jogo, pensou em perguntar muitas coisas, pensou em saber se havia algo entre ele e Natali ou aconteceu em algum momento, pensou em perguntar dos filhos em outros casamentos e também o que havia acontecido com a moça grávida, mas achava melhor não saber para não se magoar, a ignorância seria uma benção nesse quesito.
— E o que é? — Carlinhos perguntou magoado
— Eu, eu não estou nessa vibe de namorar, sou eu, não é você — Rafaela disse — E mesmo que eu quisesse agora, eu não te perdoei dessa traição
— Foi sem querer Rafa, já tinha acontecido — Carlinhos se defendeu
— Mas você escondeu de mim, eu me abri pra você, contei todos os meus segredos, cara eu dei minha virgindade para você — Ela pensou um pouco enquanto se recompunha, pegou a calcinha que ele havia tirado e colocou — Do meu cu e da minha buceta no mesmo dia, quem faz isso?
— Eu sei, sou grato, por isso quero que você seja mulher da minha vida, você já é, só precisa ficar do meu lado — Carlinhos segurou a mão dela
— Não Carlos, por favor, não vamos voltar nisso — Ela soltou a mão dele
— E o que foi isso agora? — Carlinhos passou a mão no rosto vermelho dela
— Sexo Carlos, tesão, saudade foi isso, só isso — Rafaela falou de uma forma simplória
Carlinhos respirou fundo, visivelmente frustrado
— Me dá um tempo, to com muita coisa na cabeça — Rafaela disse também frustrada
— Eu quero te contar tudo — Carlinhos — Você vai entender que eu não sou esse nojento que você pinta na sua cabeça
— Tá, eu te dou a chance, não agora, quando eu estiver mais tranquila, ultimamente não consigo mais focar em nada
— Tá certo. — Ele disse pensativo — Vou parar de te encher, mas como vou saber que você está disponível?
— Eu te falo — Ela disse se aproximando da porta
Carlinhos era um homem racional, passou a mão na bochecha dela
— Machucou? — Perguntou preocupado
— Machucou — Rafaela respondeu positivamente — Mas eu gostei, tava com saudade, mas não faça de novo, por favor, isso me confunde
— Tá bom — Carlinhos se recompôs e deu outro beijo em Rafaela
— Você vai ficar bem? — Ela perguntou
— Qual a minha alternativa? — Carlinhos perguntou
Rafaela sorriu e o abraçou, pendurando-se no pescoço dele sem dizer nada. Ficaram abraçados por quase cinco minutos, em silêncio, sentindo os corpos e a respiração um do outro.
Desfizeram o abraço, ela passou a mão no rosto dele.
— Preciso ir — falou carinhosa
— Você vai com a Nati no natal? — Carlinhos perguntou
Rafaela parou na porta e olhou para trás, sorriu
— Quem sabe?
Carlinhos achou-a linda como sempre


