Diário de Rafaela 3 — Capítulo 08 — Com o pai

Diário de Rafaela 3 — Capítulo 08 — Com o pai

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Ao chegar em casa Rafaela voltou ao seu quarto,pegou seus documentos e foi até a sua universidade acertar seus papéis de matrícula, foi resolver diversos problemas e no fim do dia foi ao cinema sozinha.

Recebeu mensagens de Paulo da Oficina, da mãe e de Natali. Respondeu a todos falando onde estava e disse exatamente o que estava fazendo, que queria ficar sozinha.

Chegou tarde em casa, falou brevemente com a mãe e o pai e foi dormir assim que viu a mensagem do irmão avisando que havia chegado bem.

Acordou cedo, era um sábado, tinha um objetivo em mente para aquele dia, essa vez foi ao banheiro e ligou o chuveiro, tomou um banho rápido se limpando bem e sentou-se no chão, precisava pensar no que havia acontecido.

Amava seu irmão e adorou toda a interação dos dois, aquela noite havia sido mágica, mas era hora de colocar os pés no mundo real, aquele tipo de coisa era inaceitável para a sociedade contemporânea

— Rafaaaa — Ouviu a voz de Natali no andar debaixo — Magrelaaaaaa!

— To aqui — Gritou de dentro do chuveiro

Alguns segundos depois Natali entrou no banheiro

— Nossa, que vapor, tá cozinhando é? — Falou abanando a mão para tirar o vapor da frente

— Tô só relaxando — Rafaela falou pensativa — Quer vir aqui?

— Não, arrumei o cabelo, não vou lavar não — Natali falou — Vai demorar?

— Precisa de algo? — Rafaela perguntou olhando pra irmã

— Nada específico, só queria sua companhia — Natali falou de forma fofa

Rafaela revirou os olhos

— Oh Carência, tô indo já — Falou se levantando e em seguida se preparando para sair

Saiu nua para o quarto, Natali estava sentada no computador navegando na internet

— Cadê as putarias? — Natali perguntou enquanto mexia na internet

— Entra em algum site de video — Rafaela disse enxugando os cabelos

— Não, quero putaria sua, não tem? — Natali perguntou curiosa

— Não né, tá doida, se colocar essas coisas no computador, fudeu — Rafaela disse explicativa

— ah é? por que? — Natali perguntou olhando para ela curiosa

— Nati, qualquer coisa em computador, email, internet não é seguro, alguém pode entrar, pegar suas coisas e expor por aí

— E se tiver no celular? — Ela perguntou curiosa

— Se alguém roubar seu celular ou invadir também — Rafaela disse observando Natali pensar sobre isso

Natali pegou a bolsa e pegou o celular, mexeu

Rafaela se aproximou, viu fotos e vídeos de corpos, parecia ela

— Tá cheio de putaria sua aí? — Rafaela perguntou observando

— Um pouco — Natali respondeu parecendo preocupada

— Nati, você mandou isso pra alguém? — Rafaela perguntou curiosa

— Posso ter mandado — Natali respondeu

— Tinha seu rosto nessas fotos e vídeos? — Rafaela perguntou

— Pode ser que sim — Natali fez uma careta

— Mano, você é doida? — Rafaela perguntou nervosa

— Mas quem eu passei nunca passaria para outras pessoas — Natali disse — É tranquilo

— Tá bom, e se essa pessoa for roubada ou invadida e pegarem essas fotos? — Rafaela perguntou

Natali piscou, entortou levemente a cabeça

— Ah Rafa, fudeu — Natali falou preocupada — O que eu posso fazer?

— Só daqui pra frente, não manda foto com seu rosto ou tatuagem ou video nem nada — Rafaela disse

Natali ficou pensando, não respondeu.

Rafaela deu as costas e se dirigiu ao armário

— Rabão! — Ouviu a voz de Natali e um tapa forte na bunda

O barulho na bunda foi alto e a dor instantânea, Rafaela avançou para se livrar, colocou as duas mãos na bunda

— Vaca! — Falou nervosa pegou um sapato e jogou em Natali

Natali riu

— Vai trocar de roupa, vamos tomar um sorvete!

— Você vive fora de casa é? — Rafaela perguntou passando a mão na bunda — Tem formiga no cu?

— Por que? — Natali perguntou sem entender

— Você só vem aqui me chamar pra sair — Rafaela falou observadora

— Rafa, meu trabalho é vir aqui tirar você de casa, vai, veste uma roupa que te deixe gostosa e vamos sair pra comer, talvez tomar um sorvete por que tá um calor da preula — Natali falou se levantando e indo ao armário

Pegou uma blusinha branca e deu

— Tó, veste essa sem sutiã, seu chocolate vai aparecer — Natali beliscou o peito de Rafaela

— Aí porra! — Rafaela se encolheu — Nada de fantasia de puta, hoje não

— Oxe, por que não? — Natali falou — Vai ver um namorado é?

— Hoje eu vou visitar o Diu, na cadeia — Rafaela disse pegando o sutiã bege e vestindo — Não dá para ir mega sexy na cadeia

— Caraca Rafa, virou mulher de porta de cadeia agora? Vai lá pra visita íntima? — Natali perguntou debochando, mas com um fundo de verdade e preconceito

Rafaela ficou séria

— Brincadeira tem limite, ele ta preso por mim, ele não é bandido — Rafaela falou nervosa

Natali a abraçou

— Eu sei linda, to brincando — Falou beijando a boca dela com selinhos pequenos

Rafaela se desvencilhou, não estava brava de verdade, olhou para Natali, ela usava um vestido preto justo com alças finas, estava bonita, mas a maquiagem estava passada, o cabelo levemente desarrumado, a boca cheirava álcool

— Sai pra lá — Rafaela se virou e pegou uma calcinha comportada combinando com o sutiã. — Você bebeu, né? — Perguntou nada discreta

Vestiu uma saia comprida até o tornozelo, e uma blusinha preta sem estampa, sem decote, comportada

— Bebi um pouco — Natali falou baforando na mão e cheirando — Deu pra sentir o cheiro?

— Você veio direto da balada? Dormiu? — Rafaela perguntou enquanto se preparava

— Dormi um pouco, acordei e vim pra cá — Natali falou pensativa e se abaixou na frente do espelho para se arrumar

— Dormiu onde? — Rafaela perguntou

— Um motelzinho meia boca aqui pertinho — Nati disse

— Conheço o cara? — Rafaela perguntou

— Não, nem eu conheço, foi um casal — Natali disse de forma tranquila

— Você transou com um casal? — Rafaela estranhou

— Foi, conheci ela na balada, a gente ficou, aí o marido dela tava lá, a gente conversou e eu topei a tres

— Foi bom? — Rafaela perguntou curiosa

— Foi sim, o cara tinha pinto pequeno, mas a mina tinha uns peitos siliconados da hora — Falou fazendo um gesto com as mãos nos próprios seios — Assim ó, grandão!

Rafaela fez que não com a cabeça, mas sorridente pela falta de vergonha na cara da irmã

— Se protegeu né? — Rafaela perguntou

— Claro, claro, não pego doença não mina, tá doida é? — Natali falou divertida — Sou médica mano, tá me tirando? — Forçou gestos conhecidos por Rappers, como se ela fosse uma mulher “da quebrada”

Rafaela riu

Natali esperou ela se vestir.

Rafaela estava pronta

— Sorvetinho? — Natali perguntou sorridente

— Você perdeu a noção né, são seis da manhã — Se aproximou e cheirou o hálito da irmã — Você tá com bafo de cachaça e mau hálito, quer dizer que você tá com fome, e tá com essa cara de cu derretida por que tá com a glicose baixa por que ta com fome

— Ôh caraio, a médica aqui sou eu hein, eu dou diagnóstico — Natali falou cruzando os braços

Rafaela cruzou também observando-a nos olhos coloridos

Natali revirou os olhos

— Vamos comer vai, to com fome

Resolveram sair dali e ir até a padaria, Natali estava realmente com fome, pediu pão, queijo, uma coxinha, tomou dois café espressos e um chocolate gelado

Rafaela observou horrorizada a quantidade de comida

— Foi cansativa a noite Nati? — Rafaela perguntou curiosa

— Bastante, a garoa me fez gozar umas quatro vezes, acabou comigo — Falou com a boca cheia

— E o cara? Nada? — Perguntou curiosa

— Eu logo vi que ele não era de nada, dei pra ele, e depois nós duas chupamos até ele gozar, aí ele ficou no canto e a gente transou. — Falou animada — Você tem que conhecer Rafa, maior gatinha — Natali olhou para cima pensativa — Mas acho que não dei meu telefone pra eles, caramba!

Rafaela riu, Natali estava acelerada

— Mas e ae, seu irmão, como foi o sexo? — Perguntou direta

— Minha mãe te contou? — Rafaela perguntou falando baixinho e olhando em volta

— Não, nem falei com ela, você me contou agora — Natali sorriu com as bochechas marcadas pelo chocolate gelado do copo grande

Rafaela revirou os olhos

— Deixa pra lá — Rafaela disse

— Não, deixa não — Natali pegou as mãos dela — Seu irmão é o maior tesão, bati uma pra ele outro dia — Natali disse

— Ué, por que não deu pra ele então, se tava no tesão? — Rafaela perguntou — Certeza que ele te comia

— Comia nada Rafa, ele ta igual namorado apaixonado, só tinha olhos pra você e você toda cheia de ciúmes, certeza que se eu pegasse ele você nunca mais falava comigo

— Nada a ver — Rafaela disse franzindo a testa

— Ai amor, se abre comigo vai — Natali disse beijando as mãos de Rafaela

— Ai Nati, tá bom, a gente transou — Falou revelando a verdade

— Ele tem pintão, né? — Natali perguntou

— Tem sim, grandão — Rafaela sorriu, achava engraçado Natali estar meio bêbada meio bem humorada

— Fode gostoso né? — Natali perguntou — Igual a você!

— Fode sim, é um puta garanhão, me fodeu a noite inteira umas quatro vezes — Rafaela sorriu e olhou pra cima

— Caraaaacaaaa — Natali disse — Que sorriso é esse? Seu irmão te arrebentou mesmo então? — Natali perguntou — Que da hora!

— Fala baixo sua doida! — Rafaela disse

— Queria que meu pai fosse assim comigo — Natali falou rindo e levantando a mão para a garçonete

— Como é? — Rafaela perguntou levantando a sobrancelha

— Queria que ele fosse potente igual seu irmão — Natali falou pensativa — Mas você sabe né, não preciso te falar — A garçonete se aproximou e ela falou — Me vê outro desse com bastante gelo e me vê aquele enroladinho de salsicha ali

A garota acenou com a cabeça e foi buscar os pedidos

— Nati, Nati, explica isso — Rafaela falou quando a garçonete saiu — Que negócio é esse com seu pai? O que vocês fizeram?

Natali piscou forte, parecia assustada

— É…. — Tentou pensar em algo, mas estava lenta — Não, nada! — Natali falou atrapalhada

— Nati — Rafaela falou severa

— Ai Rafa, não briga comigo por favor, eu te amo — Natali falou fazendo uma cara de choro

— Me fala — Rafaela disse nervosa

— Eu já fiquei com ele — Natali disse — Eu nunca te falei por que achei que você ia ficar nervosa

— Desde quando vocês transam — Rafaela perguntou

— Ele foi o meu primeiro, aí eu de vez em quando eu durmo no apartamento dele e as vezes, só às vezes a gente fica — Natali falou — Por favor, não fica brava comigo

— Por que não me contou isso? — Rafaela falou nervosa

— Quando a gente começou a falar vocês namoravam, aí a gente tinha parado de meter, por que ele não queria, eu fiquei irritada com você no começo, mas depois a gente se conheceu melhor e eu te amei — Natali disse preocupada

— Enquanto eu estava com ele, vocês fizeram? — Rafaela perguntou pensativa

— Não! — Natali gritou e depois disse mais baixo — Não, não, só, antes — Demorou um pouco — E depois…

— Vocês continuam transando? — Rafaela perguntou

— As vezes, mas é raro, só de vez em quando mesmo, eu juro — Natali disse — Desculpa

— Não precisa pedir desculpa pra mim Natali — Rafaela disse

— Ai, Natali é foda hein, me perdoa amor, eu não queria te magoar — Natali disse

— Eu — Rafaela disse pensativa — Preciso ir tá, preciso chegar cedo na prisão

Natali arregalou os olhos, colocou a mão na boca e saiu correndo até o fundo da padaria, entrou no banheiro correndo, Rafaela foi atrás dela e ouviu os barulhos, ela estava vomitando.

Rafaela esperou um pouco, empurrou a porta. Natali estava ajoelhada com a cabeça no vaso, o cabelo todo melado

— Ai meu caralho — Rafaela falou e prendeu o próprio cabelo, foi até o lavatório e molhou as mãos, pegou papel e limpou os cabelos de Natali prendendo-os no topo da cabeça

— Desculpa amor — Natali falou chorando — Me perdoa — Assim que terminou de falar sentiu ânsia e voltou a vomitar

— Tá Nati, não foi nada, relaxa eu to de boa — Rafaela disse preocupada

Esperou a irmã colocar tudo o que tinha no estômago para fora, se levantou e limpou-a

— Desculpa tá — Natali falou com a maquiagem escorrendo

— Cala a boca meu — Rafaela falou pegando o papel tentando limpar a maquiagem dela o máximo que podia — Fica quietinha, seu pai ta na cidade?

— Tá sim — Falou parada de olhos fechados

— Tá bom, vem comigo — Rafaela pegou Natali e levou para a mesa, fez ela sentar e foi pagar a conta, mas Natali segurou a saia dela, Rafaela parou para olhar

Natali esticou um cartão negro e disse

— Paga aqui, a senha é seu aniversário — Natali falou e pegou salgado que estava na mesa e começou a comer devagar.

Rafaela pagou com o cartão da irmã, pegou uma água. Pegou Natali pela mão e foram até a rua, entraram num Táxi. Rafaela deu o endereço do apartamento de Carlinhos, o Pai de Natali e foram para lá.

Pegou o telefone e ligou para Carlinhos, chamou algumas vezes antes de atender

— Rafa? — Carlinhos estava com voz de sono — Tá tudo bem?

— Tá sim, tá no seu apartamento agora? — Rafaela perguntou

— Tô sim, precisa de algo? — Carlinhos perguntou curioso

— Preciso, chego aí em uns cinco minutos, se veste — Rafaela disse assertiva

— Vamos sair? — Carlinhos perguntou preocupado

— Não, vou deixar uma coisa com você e já vou embora — Falou deixando-o curioso de propósito — Um beijo — Desligou o telefone se arrependendo de ter mando beijo

Natali dormia no ombro dela, chegaram ao hotel e Rafaela teve trabalho para tirar Natali de dentro do táxi. Entraram sem problemas no prédio, eram conhecidas da recepção, subiram e bateram na porta.

Natali estava abraçada com Rafaela, Carlinhos abriu a porta, estava vestido decentemente, quando viu as duas correu para socorrer Natali

— O que aconteceu? — Perguntou segurando a filha e a deitando na cama, o apartamento era bem pequeno

— Ela bateu lá em casa, não parecia bêbada, mas a gente foi tomar café da manhã e deu um revertério de uma hora pra outra

— Hmmm — Ele disse pensativo, pegou o pulso da filha e olhou no relógio — A pressão tá boa, não deve ter comido nada e tomou pouca água — Carlinhos disse

— Ela tomou uma garrafinha de 500 ml vindo pra cá, acho que dá pra começar — Rafaela disse

— Pai, eu falei pra ela — Natali falou e se virou na cama pegando o cobertor

— Contou o que? — Carlinhos perguntou curioso

— Ela contou que vocês transam — Rafaela disse como se fosse algo corriqueiro

— Olha Rafa, sobre isso — Carlinhos disse preocupado

— Não precisa falar nada, você não me deve explicações — Rafaela avançou sobre Natali e a puxou pelos pés

— Nããããooo — Natali falou com a voz pesada e grave

Rafaela a fez sentar com ajuda de Carlinhos e puxou o vestido dela por cima da cabeça, não usava sutiã, tirou os sapatos dela deixando-a só de calcinha

— Espera ela acordar tá — Rafaela disse se levantando e falando com Carlinhos

— Como assim? Você acha que eu… — Ele ia falar mas foi interrompido

— Eu não acho nada — Rafaela disse séria — Eu não sou louca e você sabe

— Fica comigo Rafa! — Natali disse em seguida apontou pros próprios peitos nus — Olha meus peitos! — E deu risada molenga de bêbada

Rafaela riu, Carlinhos ficou preocupado, Rafaela se abaixou e beijou os lábios dela, ergueu o corpo e olhou para Carlinhos, se dirigiu até a porta e se virou.

— Cuida da sua filha tá — Rafaela disse — Eu volto mais tarde

Carlinhos se aproximou, inclinou o rosto em direção à Rafaela, ela não se opôs, deu um beijo na bochecha dela, próximo da boca

Ela observou séria e depois disse

— Tchau Dr Shoemaker — Deu as coisas e saiu em direção ao seu compromisso

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Rafaela Khalil é Brasileira, maior de idade, Casada. Escritora de romances eróticos ferventes, é autora de mais de vinte obras e mais de cem mil leitores ao longo do tempo. São dez livros publicados na Amazon e grupos de apoio. Nesse blog você tem acesso a maioria do conteúdo exclusivo.