Danielle Transexual 2 — Capítulo 09 — Acerto de contas
— Tia, você está bem? — Miriam perguntou já no elevador do prédio, apenas as duas estavam no local.
Danielle abraçou Miriam
— Eu te amo cabeça — Danielle falou em seguida largou Miriam
— Endoidou foi? — Miriam perguntou engraçadinha
Danielle deu um beijo nos lábios de Miriam e acariciou o rosto dela
— Se você me trair eu te mato — Danielle disse séria
— Oxe, por que eu ia te trair, está louca? — Miriam disse empurrando-a
— Ninguém vai me trair mais, não vou mais aceitar isso de ninguém, quem me trair morre — Danielle disse — Ao menos para mim, entendeu?
Miriam piscou séria, o elevador fez “plim” havia chegado no térreo
— Entendi, credo — Miriam disse saindo do elevador. — Você diz “morre” para você né? Ou literalmente?
— Pra mim — Danielle respondeu olhando no celular — Não vou perder meu tempo matando uma pessoa que me traiu, ela não merece essa atenção da minha parte.
Miriam arqueou as sobrancelhas.
Danielle saiu atrás dela.
— Vou falar com o Fausto — Danielle disse
— Vou junto — Miriam disse
— Não, você vai fazer suas coisas, eu vou lá terminar isso — Danielle disse
— Vai terminar com ele? — Miriam perguntou curiosa
— Não sei, mas tenho dúvida se eu confio nele — Danielle disse
— Você não vai meter a faca no homem não né? — Miriam disse — Por favor tia
— Não, não literalmente, eu disse — Danielle disse — Mas eu não sei se a gente tem futuro juntos.
— Ele está no escritório onde você trabalha — Miriam disse
— Como você sabe? — Danielle perguntou
Miriam mostrou a tela do celular com o aplicativo de mensagens aberto
— Ele está me mandando mensagem perguntando como você tá, eu tô atualizando ele em tempo real — Miriam disse — Digo que você vai pra lá?
Danielle esticou a mão e pegou o celular da sobrinha, viu a conversa com Fausto, mandou um Áudio.
— Estou indo aí pra gente conversar — Danielle disse
— Que seca — Miriam disse
— Você não viu nada, agora vai cuidar da sua vida que eu vou lá resolver isso
Miriam agarrou Danielle
— Não vai fazer nenhuma merda, me promete? — Miriam disse — Nada que você vai se arrepender — Miriam pensou um pouco — Ou que eu me arrependa sei lá.
— Eu prometo, pode deixar — Danielle disse — Eu não sou doida não, relaxa.
Se olharam no olho, Miriam deu um beijo nos lábios da tia, devolvendo o gesto de Danielle no elevador.
— Te amo — Miriam disse sorrindo — E você é doida sim.
Danielle sorriu, apertou o seio direito de Miriam e fez um som de buzina com a boca, Miriam se encolheu e fez uma careta.
Se despediram e Danielle chamou um carro de aplicativo, em menos de meia hora chegou na empresa.
Chegou na empresa, cumprimentou o porteiro, ele perguntou se ela estava bem, Danielle foi simpática e respondeu que sim, pegou o elevador e desceu no andar certo, outra recepcionista estava no lugar, ela se identificou e pediu para ver Fausto
— Dani! — Paula gritou do outro lado, viu ela da sala dos programadores
Em segundos havia várias pessoas em volta dela
— Oi como você tá?
— Tá tudo bem?
— Você teve um treco?
— Tá voltando hoje?
Danielle respondeu todas as perguntas de forma simpática, não sabia que gostavam tanto dela e estavam tão preocupados
— Seu namorado está aí — Rodrigo disse chamando a atenção dela
— Meu namorado? — Danielle perguntou
— Oi amor — Fausto se aproximou e deu um beijo nos lábios dela
Danielle ficou paralisada após o beijo, não havia falado para ninguém, aquilo era um segredo até aquele momento.
Fausto disse
— Ah, eu atualizei hoje cedo a sua equipe do que aconteceu e disse que a gente ta namorando — Fausto disse abraçando-a na frente de todos
Danielle sorriu sem graça
— Pois é, eu tô bem agora, volto na segunda — Falou sendo simpática
Fausto a arrastou para dentro do escritório e fechou a porta:
— Está bonita, com sua barriguinha aparecendo — Ele disse quando fechou a porta
Ela puxou a camiseta para esconder a barriga, não era intencional, mas ao soltar a barriga lisa apareceu novamente.
Fausto deu um abraço nela e um beijo chupando sua língua, Danielle ficou com tesão e afastou a cintura, queria conversar antes de tudo.
— Amor — Ele disse — Meu amor — Ele abraçou sem deixar ela falar — Eu agradeço muito o seu perdão juro que vou me esforçar para ser melhor para você, obrigado por essa chance, eu juro que vou te amar e fazer o meu melhor
Soltou Danielle
Ela estava apreensiva, respirava com dificuldade, olhou para ele debaixo em cima, agora que estava ali não era fácil dizer o que sentia
— Você me traiu — Danielle disse lembrando-se
— Eu traí e vou carregar isso comigo para sempre — Ele disse erguendo a postura, ficando ameaçador, Danielle amava aquela postura máscula dele — Sei que conversamos ontem, mas também sei que você não estava tão bem assim, acho que me ver foi um choque
— Foi — Danielle disse colocando a mão na cabeça — Eu não lembro muito bem, minha memória tá meio confusa, mas o que está martelando na minha cabeça é que eu não confio em você.
— Eu sei, mas por favor, peço a esperança, a dúvida para eu tentar me redimir
Ela respirou fundo
— Ai Fausto — Ela colocou as mãos na nuca, preocupada, e esticou o corpo
— Não quer mais? — Ele perguntou — Eu não quero forçar você
— Eu não sei — Ela disse — Sinceramente, eu to uma nuvem de confusão
— Eu estive pensando no que você disse ontem — Fausto disse se aproximando dela
— O que eu disse? — Ela perguntou — Falei tanto
Ele a abraçou e as mãos deslizaram pela cintura dela, o corpo quente dele fazia ela arrepiar, tocou o bumbum dela
— Essa calça deixa eu seu bumbum gostoso — Ele disse animado dando um beijo no pescoço
Ela sentiu novamente seus anus piscar e seu pau pulsar, a mão dele deslizou segurando o pau dela
Danielle não havia amarrado ele de alguma forma especifica, usava uma “calcinha de aquedar” que era específica para segurar seu pau em um lugar certo.
Ela soltou o ar
— Não amor — Ela falou delirando, estava a alguns dias necessitada de sexo, a lembrança do volume do pau de Fausto a fazia ter pequenos ataques de ansiedade pois era extremamente difícil ser enrabada por ele, mas depois que entrasse era muito prazeroso.
— Eu vou fazer o que você disse, mas temos que ir devagar — Fausto disse
— O que? — Danielle perguntou sem entender
Fausto se ajoelhou na frente dela e beijou o zíper da sua calça, ela se assustou
— O que você ta fazendo? — Ela perguntou envergonhada
Ele abriu o zíper e desabotoou o botão da calça dela
— Para Fausto, o que você ta fazendo? — Ela disse nervosa
— Ontem você disse que queria isso — Fausto disse — Mudou de ideia?
Danielle pensou e se lembrou do que havia falado, não tinha certeza se era um sonho ou se era verdade, mas lembrou que havia pedido para comer Fausto, olhou para ele por alguns segundos e simplesmente abaixou a calça com a calcinha junto até os joelhos
O pênis meia bomba de Danielle balançou na frente do rosto de Fausto
— Eu te amo — Ele disse segurando o pênis dela e colocando na boca
Danielle gemeu e segurou a cabeça dele acariciando o cabelo com carinho
— Devagar — Falou sôfrega enquanto recebia o boquete desajeitado de Fausto — Cuidado com os dentes amor, devagar — Ela falou — Menos pressão por favor
Ela pegou a mão dele e colocou no próprio saco e a outra na bunda
— Faz carinho aqui — Ela disse enquanto ele continuava, em alguns instantes ela gemeu gostoso — Isso, ta bem gostos assim.
Fausto continuou, de olhos fechados chupando o pênis cada vez mais duro de Danielle, não estava uma pedra, mas o suficiente
— Olha pra mim safado — Ela disse
Ele abriu os olhos e olhou para ela, Danielle sorria já sem a parte de cima da roupa, com o peito nu, os bicos dos pequenos seios cor de rosa entumecidos
— Aaaiii — Ela gemeu — Para amor, para — Falou dengosa — Por favor
Mas ele não parou e ela continuou
— Fausto, para eu vou gozar — Ela rebolou, mas ele a segurou pela cintura comas duas mãos e ela gemeu soltando um chiado fino da garganta
— Aaaahhhh — Danielle estava gozando
Fausto sentiu um jato quente e salgado dentro da sua boca, o gosto não era bom, sentiu uma pequena ânsia, mas em seguida continuou a chupar e engoliu, não foi uma inundação, foi pouco, uma espirrada, gosto fraco e aguado, mas de um tesão enorme.
— Para, para — Ela falou empurrando-o e fazendo ele tirar o pau da boca
Ela olhou pra ele ofegante e com os pés mesmo tirou o sapato e a calça, olhou em volta e viu o sofá, pegou seu gelzinho e deu para ele, voltou ao sofá e ficou de quatro nas almofadas apoiando as mãos no encosto
— Vem — Ela disse ofegante com o cabelo arrepiado
Fausto não esperou acelerou até ela, tirou o pênis para fora, estava duro com a ponta molhada, se ajoelhou no chão atrás dela, agarrou as coxas de Danielle e enfiou a cara no meio da bunda dela, Danielle sentiu a língua dele no saco e depois no anus dela, ela fez questão de piscar o anus a cada lambida, por vários minutos ela foi lambida no cu, teve o saco acariciando o pênis masturbado e a bunda e as coxas mordidas.
Ele passou o gelsinho no anus cor de rosa dela e ela rebolou devagar, usava apenas meias brancas com coraçõezinhos delicados
Danielle estava ansiosa então sentiu uma pressão no anus, algo largo, quente e molhado, Fausto estava forçando a entrada do pênis, ela revirou os olhos de dor e tesão enquanto ele forçava a entrada, a sensação era sempre a mesma, parecia que ele estava rasgando-a
— Devagar filho da puta! — Ela falou nervosa enquanto ele entrava arrombando-a sem trégua
— Tá bom assim? — Ele perguntou ao entrar
— Não caralho, mete até o talo — Ela disse — Vai, porra! — Ela ordenou
Fausto obedeceu, segurou a cintura de Danielle e enfiou devagar até suas bolas encostarem nas dela
Ela riu animada rebolando devagar, ora sentindo dor, cólica e tesão, era tudo muito confuso, mas sentia aquela massa enorme dentro dela, achava engraçado como suas pernas ficavam separadas devido ao pau gigante a rachando no meio.
— Essa sensação é gostosa pra caralho, eu confesso que ia sentir muita falta desse tronco — Danielle disse — Manda bala vai — Falou jogando o corpo contra ele
Fausto obedeceu, tirou o pau e colocou, primeiro devagar, poucos solavancos, depois mais um pouco e cada vez mais e mais, quando embalaram Danielle estava com os antebraços apoiados na parede e recebendo aquele monstro do tamanho do seu antebraço, ela sorria satisfeita, era muito gostoso, ficava nervosa pois a massa de pênis era muito grande, a sensação do anel do seu anus se abrindo e o atrito na sua próstata
— Aaaahhhh — Ela gemeu com um chiado novamente, rapidamente o pênis se endureceu e ela gozou novamente, agora no sofá de couro tendo solavancos no corpo, um liquido transparente saiu em um jato único enquanto o pau pulsava e diminuia
Fausto parou um pouco, ficou dentro dela
— Não pulsa o pau filho da puta! — Ela falou dando um tapinha bem humorado nele
— Não tô pulsando — Ele disse — Não de propósito
Alguns segundos depois ela autorizou e ele continuou devagar, repetiu a dose por mais cinco minutos sem parar até que ele anunciou o gozo Danielle empinou a bunda por instinto recebendo as estocadas quentes e sentindo o pau encher seu bumbum, tinha a sensação de que aquela quantidade de porra estava na sua barriga, por isso sempre tinha o impulso de segurar a barriga, quando Fausto tirou o sêmem escorreu por entre as pernas dela. Danielle se jogou no sofá em cima dos sêmens misturados, ofegante
Ele se ajoelhou do lado dela no chão e a beijou na boca
— Foi bom? — Ele estava ofegante também
Ela sorriu e acariciou o rosto dele
— Foi muito bom — Ela se afastou no sofá — Deita comigo
Ele obedeceu, mas deitou atrás dela, ela se aninhou no colo dele e a abraçou
— Eu vim aqui pra terminar com você — Ela disse — Acho que eu queria isso
— E vai terminar? — Ele perguntou
— Eu não sei — Danielle disse — Nesse momento eu estou curtindo os meus orgasmos e seu pau incrível me fez esquecer disso — Ela riu, ele também mas estava tenso — Mas eu tô tentando ta, não sei como foi nossa conversa de ontem, não sei o que foi real ou sonho ainda estou meio confusa.
— Eu aceito sua decisão seja qual for — Fausto disse abraçando-a
— Eu gosto que você seja docinho comigo e eu te amo — Ela disse — Mas preciso de um tempinho para processar tudo isso tá
— Eu sei meu amor, obrigado por ser sincera comigo — Fausto beijou ela no pescoço e se preparou para levantar — Eu preciso conversar com você uma coisa séria
Ele pegou sua própria calça e vestiu
Ela olhou para ele sem camisa e se sentou, o pensamento dela foi “Como ele é gostoso”, ela sorriu
— O que quer conversar? Se for sobre o nosso relacionamento, eu disse, vamos devagarinho por favor — Danielle disse
— Sim, eu sei, não é por isso — Ele vestiu a camisa colocando os botões — Na verdade é e não é, por que problemas seus são meus também — Ele disse
Ela achou fofo, ele foi até o banheiro e pegou uma toalha de pano para ela. Danielle se limpou e em seguida foi ao banheiro ainda nua, mas levando as roupas. Pegou o chuveirinho do vaso que Fausto mandou instalar apenas para ela e se lavou de forma confortável.
Pegou o celular e viu as mensagens, havia uma de Fabio dizendo que estaria perto da empresa e que precisava falar com ela, Danielle respondeu, disse para almoçarem juntos.
Saiu e se sentou na mesa em frente
— O que você quer falar? — Danielle disse já recomposta
Fausto apertou o telefone
— Pode mandá-lo entrar
— Sim — A voz do outro lado do aparelho ecoou
A porta abriu e um homem alto, magro e careca entrou, usava terno e óculos redondo.
Se aproximou e esticou a mão para Danielle, ela olhou para o sofá e estava limpo, viu um frasco de álcool ao lado, Fausto devia ter limpado tudo.
— Eu sou o Dr Lucas Souza, sou contador pessoal do senhor Fausto, você deve ser Danielle a noiva dele.
— É, noiva, eu mesma — Ela disse não se acostumando ao termo que já havia esquecido
— Sentem-se por favor — Fausto disse — Dr. Souza, obrigado por ter vindo.
O Doutor pegou o notebook e colocou em cima da mesa
— Tivemos pouco tempo, mas fizemos alguns levantamentos em seu nome Senhora Danielle, o Senhor Fausto explicou que seu nome mudou
Ela olhou para os dois preocupada, mas ele continuou
— Levantamos todas as pendencias financeiras, todas as dívidas, empréstimos e chegamos a conclusão que o pagamento a prazo vai dar cerca de 800 mil reais em cerca de vinte anos de financiamento
— Pera aí, por que a gente está falando disso? — Danielle disse
— Você disse ontem amor, que tinha problema e eu resolvi te ajudar, não dá para brincar com dívida isso já está uma bola de neve — Fausto disse
Danielle corou
— Essas coisas, eu quero dizer, não foi jogo, não foi à toa — Danielle tentou se justificar
— Não estou perguntando o motivo amor, vamos resolver primeiro e depois falamos disso e como isso não acontecer de novo — Fausto disse — Pode continuar Dr. Lucas.
— Certo — Ele mostrou todas as dívidas para Danielle, ela ficou horrorizada, o valor era astronômico, por mais de uma hora ficaram conversando em como fazer o pagamento, ele indicou empréstimo para centralizar a dívida e cobrir
— Eu posso te fazer o empréstimo em meu nome, por que tenho uma taxa de juros menor e podemos fazer o desconto em nome da empresa direto em folha de pagamento para você
— Me ajudaria assim? — Ela perguntou sorridente
— Sim, mas com uma condição — Fausto disse
— Qual? — Danielle perguntou
— Que me explique por que chegou nessas dívidas
— Bem — O Contador disse fechando o notebook — Se não forem precisar de minha ajuda nesse momento, eu preciso ir.
— Não precisamos mais, vamos entrar em contato Dr. Lucas, retornamos
Dr. Lucas Souza guardou o notebook e cumprimentou ambos antes de sair.
— Então? — Fausto disse para Danielle
— Não é nada errado, eu acho — Ela disse
— É por que você tentou acompanhar minha classe social, certo? — Fausto disse — Se endividou para não fazer feio pra mim, meus amigos e minha família certo?
Ela encheu o peito pensando em algo para falar, mas soltou o ar
— Foi — Falou desanimada
— Eu devia ter dito algo, via você com roupas caras, joias, perfumes, sapatos, minha mãe me alertou, mas eu fui negligente com você. — Ele coçou o queixo — Minha mãe percebeu, disse que sua bolsa era bonita e que era cara, eu não me liguei nisso.
Ela se levantou e sentou-se no colo dele, colocou as mãos em volta do pescoço
— Eu não sou criança, mas obrigada pela preocupação, eu aceito você me ajudar com isso, sem pagar nada, só me ajudar a organizar — Ela disse preocupada — Eu não quero dinheiro
— Quando a gente se casar essas dívidas serão minhas — Fausto disse — E eu vou pagar
— Mas ainda não são suas — Danielle disse — Então me ajude a organizar por favor, por que eu tô perdida, admito — Ela disse — Foi a cabeçuda que te deu detalhes né?
— Se for a sua sobrinha, sim, ela é uma mulher encantadora — Fausto disse
— Encantadora né? Sei — Danielle disse desconfiada
— Senhor Fausto — Uma voz chamou no telefone
Ele tocou o botão
— Sim pode falar — Ele respondeu à secretaria
— Reunião agora na sala São Paulo com os diretores da Telecom, tema de aquisição — Ela disse
— Sim, estou indo, obrigado — Fausto disse e se virou para Danielle — Eu queria almoçar com você, mas vou ter uma reunião bem pesada agora
— Tudo bem — Ela beijou os lábios dele — Vou almoçar com o Fabio hoje
— Com o Fabio? — Fausto se assustou
— Sim, aqui pertinho — Falou sem demonstrar sentimentos — Não se preocupe eu não amo ele, eu amo você e isso a gente não escolhe
— Vocês ontem fizeram algo, vocês… — Fausto disse preocupado
— Ontem ele me mamou, eu tava no tesão total pra transar com ele ontem — Danielle disse — E eu ia se você não tivesse chegado.
— E hoje? — Fausto perguntou
— Você me acalmou, eu precisava do seu pau enorme, sinceramente qualquer outro pau meio que perde a graça quando transo com você
Fausto sorriu satisfeito por um instante
— Mas eu não sei — Danielle falou pensativa
— Não sabe o que? — Fausto perguntou nervoso — Se vai transar com ele?
— Amor — Danielle disse — Eu não sou de trair, e eu disse que eu te amo, mas ontem tinha uma coisa não resolvida, eu não quero o Fabio, não se preocupe, mas as coisas terão que ser um pouco diferentes, eu vou precisar aparar umas arestas e fazer algumas coisas.
— Que coisas? — Fausto perguntou preocupado
— Coisas, você meu viu transar com outros homens, me expos para eles também, e eu não esqueci disso — Danielle disse séria — Se eu fizesse algo não seria segredo nenhum
Fausto engoliu seco, ela sorriu, deu um beijo nos lábios dele.
— Não se preocupe, eu não vou te falar nada que te deixe preocupado — Danielle disse saindo da sala e virou-se, mandou um beijo pra ele — Olha como meu bumbum fica gostoso nessa calça — Pegou a bolsa e deu as costas rebolando e saiu rumo ao elevador.
Andou um pouco pelo centro da cidade, segurou o impulso de comprar alguma coisa e pelo celular, por mensagem falou com Fabio, encontrou-o em um restaurante a alguns quarteirões de distância da empresa.
Pegou uma mesa, era um restaurante árabe, ela adorava, Fabio chegou e se cumprimentaram com um selinho, ele pareceu confuso.
— E como foi ontem? — Fabio perguntou ao se sentar
— Vamos comer primeiro, tô morrendo de fome — Danielle sugeriu e se levantaram para irem ao Buffet, pegaram a comida e se sentaram — Ah, você paga tá?
Fabio sorriu
— Eu pago se for um encontro — Ele disse brincando
— É um encontro — Ela disse séria começando a comer
— Então eu pago — Ele disse sorridente, mas em seguida continuou — E aí, como foi ontem?
— A gente voltou — Ela disse mostrando a aliança
— Por quê? — Fabio perguntou nervoso
— Por que eu ainda amo ele — Danielle respondeu
— Mas ele te traiu, você o viu te traindo com uma mulher na cama dele, a cama que você dormia, ele te expos, ele me ameaçou
Ela fechou os olhos devagar e levantou a palma da mão:
— Eu sei, mas resolvi dar uma chance pra ele — Danielle disse
— Então — Ele disse chateado — E eu?
— O que tem você? — Danielle perguntou seca
Ele riu
— Deixa pra lá — Fabio disse desolado
Danielle soltou o talher e tocou a mão dele
— Eu não esqueci de você — Danielle disse
— Você voltou com ele, como eu fico nessa história — Fabio perguntou nervoso
— Você é meu amigo — Danielle disse
— Não quero ser seu amigo, quero ser seu namorado, seu marido — Fabio disse — Pensei que isso estivesse claro, eu quero viver com você do meu lado para sempre.
Aquilo atingiu Danielle por dentro, ela fez uma pausa, pensou um pouco.
— Está claro sim — Danielle disse — Mas por favor tenha paciência
— Você está tramando algo? — Ele perguntou nervoso
— Não, tramando não, mas eu tô muito confusa sabe, eu só quero um tempo, quero paz para poder viver — Ela pegou a mão dele e beijou — Mas a gente pode ficar junto
— Ficar junto? — Fabio perguntou sem entender
— Ontem você me chupou e foi muito gostoso — Danielle disse — Fiquei morrendo de vontade de transar com você — Danielle completou
— Mas transou com ele ontem — Fabio disse amargo
— Não transei com ele ontem — Danielle disse
Fabio sentiu um alívio
— Que bom — Falou animado
—Transei agora pouco antes de vir pra cá — Ela disse séria
Fabio ficou sério
— Mas eu quero dar o bumbum pra você, terminando aqui a gente pode ir para um quarto, ou algum lugar reservado e você pode colocar seu pinto duro aqui — Colocou a mão no bumbum dando um tapinha sem alterar a expressão do rosto
— E aquele lance de você não trair? — Fabio estranhou
— Bem — Ela disse dando de ombros — Parece que as coisas estão mudando né, então vamos nos acostumar.
Terminaram o almoço e tomaram um café, Danielle comeu uma bomba de chocolate branco como adorava.
Caminharam por mais um quarteirão e Danielle viu um motel simples e barato
— Vamos nesse? — Cortou a conversa no meio
— É sério? A gente vai pro motel mesmo? — Fabio perguntou nervoso
— Não quer? — Danielle perguntou confusa
— Quero sim! — Ele falou animado pegando na mão dela
Ela tirou a mão
— Não, se alguém ver vão achar que tô traindo
Fabio franziu os cenhos, mas resolveu não insistir
— Entra e já já eu vou atrás de você — Danielle falou e continuou andando, entrou em uma farmácia, comprou camisinhas, remédio para ereção e uma garrafinha de água, tomou um comprimido.
Voltou ao motel e entrou na portaria, na recepção perguntou
— Moça, um rapaz entrou agora, qual o quarto? — Perguntou à recepcionista
— Quarto vinte e três, se for programa tem taxa — A Recepcionista disse
— Não é programa, sou só vagabunda mesmo, obrigada — Danielle disse indo em direção ao quarto vinte e três
Se aproximou e bateu na porta já abrindo, viu Fabio sentado na cama, entrou e fechou a porta, se aproximou dele com uma sacolinha, tirou a água e abriu, deu um gole e deu para ele, pegou o remédio para ereção e destacou dois comprimidos deu um para ele e tomou o outro com um gole de água
— Toma — Ela disse
— Pra ereção? — Ele disse sem entender — Eu não preciso
Ela pegou da mão dele e colocou na boca dele
— Toma, eu tô mandando! — Falou delicada, mas com certa dose de autoritarismo
Ele bebeu água e engoliu o comprimido.
Ela se deitou na cama e se arrastou até o travesseiro deitando-se de lado, ele deitou-se na frente dela a encarando.
— Tá tudo bem? — Fabio perguntou
— Não, eu não queria ser vagaba desse nível, sei lá — Danielle disse nervosa
— Não seja, larga ele, fica comigo — Fabio disse nervoso, mas tentando ser engraçado
— Se eu largar ele e ficar com você, o que você vai pensar de mim, eu uso isso — Mostrou o anel para ele — E tô com outro homem deitada numa cama de motel
— Mas eu te amo, nunca iria pensar mal de você — Ele disse
Ela sorriu, acariciou o cabelo dele e depois a barba
— Precisa cuidar mais do cabelo, acertar essa barba — Ela deslizou os dedos entre as sobrancelhas, também preciso dar uma mexida com a pinça aqui, se você for meu namorado paralelo vai ter que se cuidar mais
— Paralelo? — Ele perguntou curioso
— Tô brincando — Ela piscou para ele
Ela se arrastou até juntar o corpo ao dele
— Pode me abraçar? — Danielle perguntou carente
Ele a abraçou e beijou a testa dela, ficaram em silêncio por alguns segundos
— Você me apresentaria para sua família? — Danielle perguntou — Digo, dizendo que eu sou um traveco?
— Você não é um traveco — Fabio disse — E sim, eu diria que você é uma transexual, eu até já falei de você pra minha mãe, você sabe
— Sua mãe sabe o que eu sou? — Danielle perguntou com o rosto no pescoço de Fabio
— Sabe, eu disse para ela que te amo e que você é transexual e é incrível. — Fabio disse
— E o que ela disse? — Danielle perguntou curiosa e admirada
— Minha mãe é bem maleável, ela não tem preconceitos comuns da idade dela, quando eu disse, ela perguntou se você era legal, eu disse que sim e ela pediu para eu te apresentar quando fosse oficial, antes não — Fabio disse
Danielle sorriu e brincou com a roupa dele
— Que legal, dificilmente me aceitam assim — Danielle disse chateada, mas com uma pitada de esperança.
— Eu aceito, ela aceita, duvido que minha família vá te rejeitar, e se rejeitar que se fodam — Ele disse — Afinal, ninguém rejeita pessoas bonitas.
Danielle riu animada, confusa, mas animada
— Pode apagar a luz? — Danielle perguntou
Fabio ergueu o corpo procurando o interruptor ao lado da cama sem falar nada e apagou a luz, Danielle tirou a camiseta rapidamente ficando de sutiã e de calça justa.
— A gente vai poder ser sincero né? — Danielle disse — Por que eu quero ser sincera
— Sim podemos — Fabio disse
— Eu preciso tomar um banho, ainda estou com o sêmem dele dentro de mim — Danielle disse — Espero que isso não seja ruim para você.
Fabio pensou por alguns segundos
— O pau dele é bem largo, eu não vou conseguir te satisfazer — Fabio disse — Isso me preocupa — Eu não fico arrombada pra sempre, em meia hora fica igual já era antes — Danielle disse — Vai ser apertado igual, você vai ver — Ela se levantou correndo para o banheiro — Espera aí.


