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gozar de pau mole – Blog da Rafaela Khalil https://rafaelakhalil.com Textos de romances eróticos sem limites Mon, 02 Dec 2024 15:29:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://rafaelakhalil.com/wp-content/uploads/2024/11/cropped-designer-3-32x32.jpeg gozar de pau mole – Blog da Rafaela Khalil https://rafaelakhalil.com 32 32 Danielle Trans, Evangélica – Capítulo 34 — Corrida no farol https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-34-corrida-no-farol/ https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-34-corrida-no-farol/#respond Sun, 20 Oct 2024 20:45:06 +0000 https://rafaelakhalil.wordpress.com/?p=424 location.href="https://rafaelakhalil.com/esse-conteudo-e-exclusivo/";

Dias depois

Danielle chegou no escritório, cumprimentou a todos, estava sorridente, havia dormido com seu namorado, Fausto, que era o presidente da empresa e haviam vindo juntos naquele dia, algo que não era comum, Danielle evitava ser vista com Fausto mesmo que a empresa toda já soubesse do relacionamento.

Mas naquele dia parecia mais leve, parecia que tudo era diferente.

Havia feito uma maquiagem bonita e trabalhada, o cabelo longo e castanho escovado preso com um arquinho de couro que Fausto havia trazido dos EUA. Usava a lingerie cor de rosa que havia ganhado, amava ela, era confortável e se sentia feminina e poderosa

“Um segredo que eu compartilho com a Vitória” — Ela falou para si mesmo no elevador

Permitiu-se passa um creme com glitter o que deixava seu cabelo levemente reflexivo 

Estava social, usava uma camisa social na cor chumbo, mesmo escura era possível ver o contorno do seu sutiã branco sólido, usava também um cinto combinando com o arruinou em uma saia social que ia até um palmo abaixo do joelho, com suas pernas cobertas por meias calças transparente.

As pessoas do escritório a elogiaram, ela se sentiu nas nuvens, estava linda, cheirosa e com o ego nas alturas, sentia-bem consigo mesma, não sabia se era o namoro além da expectativa ou a época da vida.

Perto das dez horas da manhã Fábio se aproximou dela, estava tenso, notou que a camisa social dela branca mostrava levemente o sutiã cor de rosa por dentro, rendado, bonito, mas tinha outras preocupações.

O celular tocou ao mesmo tempo, ela olhou e era uma mensagem de texto, ela viu o nome “Armando” o ex namorado dela.

Franziu o cenho, ele não costumava mandar mensagens a ela.

— Dani, aconteceu alguma coisa? — Fábio falou aflito

Ela olhou para ele pensando na mensagem de Armando, estava curiosa para ler, mas não na frente de Fábio, não era comum, viu a cara assustada dele e se preocupou

— O que foi? — Perguntou atenta — O que aconteceu?

— O Fausto tá me chamando na sala dele agora— Fábio disse assustado

— Você? — Ela disse lembrando da proposta secreta, não fazia ideia do que era, não achava que ele fosse compartilhar algo com Fábio sem ela. — Eu não sei de nada Fábio, ele não me falou nada disso, tem ideia do que é?

— Não, eu nunca falei com ele, você disse sobre nós? — Fabio perguntou nervoso

— Não tem nós — Ela pensou um pouco — eu nunca falei nada — Danielle disse — Só disse que você era meu amigo.

O canto da boca dele entortou

— Verdade, nunca teve nós, sempre fomos só amigos — Ele se virou aflito — Pode ser que eu volte só pra pegar minhas coisas — Dramatizou a situação de propósito

Danielle ficou olhando assustada, sabia que podia tentar intervir, mas se fizesse isso seria colocar o relacionamento no trabalho, algo que ela se esforçava para não se misturar, seu coração pulou para a garganta, Fausto sabia que Fabio era apaixonado por ela, por que chamaria justamente Fabio para conversar? Seria sobre o projeto ou queria falar algo a mais?

— Vai, e vamos ver, você me fala depois — Danielle disse — Ele é super legal, tenho certeza que vai ser bom

— Legal com você — Fabio disse azedo — Por que ele gosta de você 

— Eu gosto de você também — Danielle disse tentando anima-lo

Fabio só fez que sim com a cabeça e foi, o telefone de Danielle tocou, era Armando

— Alô — Ela disse se afastando da sala onde estavam as pessoas 

— O que tá acontecendo? Seu comedor novo me chamou na sala dele agora — Armando disse ofegante, parecia caminhar rápido 

— Eu não sei, ele chamou um rapaz aqui também o Fabio — Danielle disse sem se importar com o termo “comedor”

— Esse é o programador deprê que tava te comendo? — Armando perguntou nervoso

— Não tinha ninguém me comendo não, me respeita tá! — Danielle se defendeu — Para com isso!

— Vai Dani, para de frescura comigo, acho que ele vai me mandar embora por causa de você — Armando disse nervoso

— Eu não sei o que é, eu vou lá agora — Danielle desligou o telefone

Danielle correu até o escritório, passou por Fabio e viu Armando chegando ao longe, apertou o passo e falou com a secretária

— Oi, quero falar com o Senhor Fausto — Danielle disse, a secretária era nova

— Qual seu nome? Tem horário marcado? — A secretária perguntou

— Sou a Danielle, namorada do Fausto, preciso falar com ele agora! — Falou apressada

— Ah, Danielle — Ele disse que não é para deixar você entrar quando você viesse, não antes das 11:00 — A Secretaria disse

— Como é que é? — Danielle disse nervosa — Que história é essa?

— A senhora não pode entrar, por favor não insista, ele tem uma reunião agora

Fabio e Armando chegaram juntos à sala

— Senhores Fábio e Armando? — A Secretaria disse se levantando

Eles confirmaram

— Podem entrar ele está esperando — Ela disse solícita

Danielle foi em direção à porta pronta para empurrá-la, mas a secretária entrou na frente dela

— Se a senhora insistir eu vou chamar a segurança — A secretaria disse fazendo Danielle recusar

— Eu preciso falar com ele, é urgente, você sabe quem eu sou? — Danielle disse indo contra todos os seus princípios e dando uma carteirada

— Eu sei, mas ele deixou ordens específicas, não é pra deixar você entrar — Repetiu — Dona namorada

Danielle olhou para ela e para os dois, a secretária abriu uma das portas, e os dois entraram, Fábio olhava assustado para Danielle.

Ela tentou dar carinho pelo olhar, mas não sabia como fazer assim tão rápido, então apenas piscou devagar os dois olhos para ele, Fábio sorriu.

Quando a porta fechou Danielle pisou duro no chão e deu um grito abafado

— Filho da puta! — Falou irritada

— Posso ajudar a senhora em algo? — A Secretária perguntou

— Vai tomar no seu cu, vaca! — Mostrou o dedo do meio e saiu pisando duro

Voltou até a mesa e sentou-se aflita, as pessoas olhavam para ela, ou era o que ela imaginava, ficou na frente no computador esperando, clicando aleatoriamente na tela, tentando entender o que estava acontecendo, dez minutos, vinte, trinta, quarenta e nada deles voltarem até que viu Fábio.

Ela se levantou

— Fábio, e aí? — Perguntou nervosa ao se aproximar — O que houve

Ele pareceu ignorá-la por um momento, ela insistiu, ele se virou devagar para ela, Danielle viu seus olhos vermelhos, a sala inteira observava.

— Por favor, não fale mais comigo, apenas se for algo pessoal — Ele disse voltando a atenção para o computador — A partir de agora eu sou só um funcionário da mesma empresa que você, peço seu respeito e consideração para não dirigir mais a palavra a mim se não for trabalho.

A voz dele era alta e clara.

Danielle olhou em volta, todos olhavam em silêncio, aquilo não era típico de Fábio, ele a amava, jamais diria aquilo pra ela, ele havia sido forçado, forçado por Fausto. Sem sequer responder ela girou nos calcanhares e deu as costas, saiu andando rápido em direção à sala de Fausto, a secretaria estava lá, Danielle passou andando rápido, pegou as portas e abriu, a sala estava vazia

— Ele foi embora — Ela disse

Danielle pegou o celular, as mãos tremendo, ligou para ele, tocou várias vezes e não atendeu, ligou para Armando que também não atendeu

*** Antes, dentro da sala ***

Fausto observou Armando e Fábio entrando na sala, estava no telefone, fez menção dos dois se sentarem, Fábio e Armando se conheciam de vista, tinham falado poucas vezes sobre projetos.

Fausto ficou no telefone por quase cinco minutos causando muito desconforto nos dois, assim que desligou, arrumou o terno

— Bom dia, desculpem, a ligação era importante e de última hora

Ambos deram bom dia e ele se levantou, caminhou devagar

Armando o seguiu com os olhos, Fábio ficou olhando para frente como um robô

Fausto pegou o trinco da porta e girou trancando-a, andou até um móvel e sentou se em cima dele

— Vocês sabem por que estão aqui — Fausto disse pegando uma dose de Whiskey e servindo 3 copos

Eles não responderam, ele entregou o copo aos três

— Bebam se quiserem — Ele disse ao entregar, é um Whiskey de 23 anos, talvez seja uma oportunidade única

— Danielle — Armando disse direto

Fausto sorriu e olhou para Fábio

— O que eu tenho a ver com isso? — Fabio disse — Sou só o par dela

— Ah — Fausto disse ligando a TV — Tudo a ver, vocês dois se relacionam com ela

— O Armando foi namorado dela — Fábio disse, eu não namorei ela

— Eu namorei ela ano passado, não estamos mais juntos

Fausto parecia mais interessado em mexer no celular enquanto TV não mostrava sinal

— Não é bem assim né, a gente sabe — Fausto disse

Fábio se levantou

— Olha se isso é sobre a minha vida pessoal, sobre relacionamento eu vou embora — Se aproximou da porta

— Se eu fosse você eu ficava aí mesmo — Fausto disse e completou — Se for sensato sabe que tem mais a perder do que a ganhar

Fábio parou com a mão na maçaneta

A imagem apareceu na TV

Mostrava a escada de incêndio

Fabio sabia do que se tratava, sentiu um choque na coluna, não queria que as imagens mostrassem o que ele imaginava

— Isso, essa parte é interessante — Fausto disse e a tela mudou

Mostrava Danielle apoiada no corrimão e Fábio abaixado com o rosto dentro das nádegas dela

— Acho que você tem bastante a ver com isso, não é? — Fausto disse avançando e na sequência as imagens mudaram para Danielle abaixada chupando o penis de Fábio e depois ela apoiada no corrimão com ele transando com ela por trás enquanto ela se preocupava em erguer a saia enquanto vento forte batia

Fabio ficou em silêncio, respirando devagar, estava acuado, não sabia o que dizer ou fazer

— Dentro da empresa é foda — Armando disse pensativo — Eu não sabia que ela era esse tipo de mulher

Fausto sorriu e apontou para ele, como quem diz “Espera um instante” na TV apareceu Danielle entrando no carro de Armando no estacionamento, a câmera infravermelha mostrou a movimentação dentro, mostrou Danielle fazendo caras e bocas dentro do carro, a imagem acelerou e depois ela saiu nervosa e gritou “Me Solta!”

Saiu andando nervosa limpando o rosto

— Você fez ela chorar — Fausto disse — Zuado

— Não foi intencional — Armando disse

— Vocês dois transaram com ela dentro da empresa — Fausto disse deixando parada a imagem de Danielle chorando em preto e branco no estacionamento e dando uma volta na sala, parando na frente da empresa e bebendo um gole de Whiskey

— Você também fez isso — Fabio disse

— Ela te disse ou você tem alguma prova legal disso? — Fausto disse, mas Fábio se calou — Imaginei — Ele ficou contemplando a imagem da Namorada

— Tá bom, por que você trouxe a gente aqui? — Armando disse — Só pra torturar a gente antes de mandar embora? — Armando disse preocupado

— Não, eu não vou mandar vocês embora, isso iria destruir ela, iria destruir nosso relacionamento e particularmente eu amo ela demais, só queria bater um papo com vocês — Quer dizer, só se vocês quiserem engrossar, aí vocês vão se fuder, eu vou me fuder e ela vai se fuder também

— Ela se fuder como? Ficar sozinha? — Fabio perguntou preocupado — Ela só fica sozinha se quiser, tem gente que ama ela.

Fausto sorriu 

— É, eu sei que tem, mas no pior cenário — Fausto disse voltando para próximo da TV, eu mando vocês dois embora, mando ela embora e todo mundo se fode, vocês ficam desempregados e eu fico sem ela.

— E no melhor cenário? — Armando perguntou

— Boa pergunta — Fausto disse fazendo a imagem da TV mudar novamente — Essa foi em uma semana — Mostrou o vídeo de Fabio comendo Danielle na escada de incêndio, apertou outro botão — Esse foi no fim da outra semana — A imagem mostrou Danielle e Armando dentro do carro e ela saindo em seguida, apertou o botão e a imagem mudou. — Essa foi no dia seguinte — O Corpo nu de Danielle, ela estava de quatro enquanto o pênis enorme dele entrava e saia do cu dela enquanto ela gemia e Fausto puxava o cabelo dela, a câmera de um celular pegava o corpo branco como leite salpicado por gotinhas de chocolate ornando a cintura fina daquela fêmea fabricada.

Ele sorriu triunfante

— Essa aqui umas semanas depois, dentro do meu avião — Ele falou para fazer algum tipo de superioridade ser mostrada

Ele apertou novamente o botão e a imagem mudou

Dessa vez mostrava Danielle sorridente com o rosto sujo de semem branco escorrendo, e o penis gigantesco de Fusto indo da testa dela até o pescoço “É pesado nossa!” ela disse animada e risonha

Apertou o botão novamente, na próxima era um vídeo dela com o pau dele na boca e eles ouviram o áudio dela sorridente “É muito grande amor, não cabe!”.

Ele apertou outro botão e a imagem sumiu da tela

— Vocês entenderam que ela está bem mais feliz comigo do que com vocês — Fausto disse — Comigo ela tem um futuro melhor, a gente pode adotar filhos, posso pagar pelas cirurgias no corpo ela e tudo o que ela quiser, comigo ela vai ser bem mais feliz

— E o que isso quer dizer? — Fábio disse — Que ela é uma vagabunda? Pois é isso que eu estou entendo

— Não acho que ela seja — Armando disse — Quando deu pra você tava solteira, pra mim também tava e pra ele também — Disse apontando pra Fausto — Eu sou errado por que eu tinha namorada

— Você acha ela vagabunda Fábio? — Fausto perguntou sério

— Não acho — Fábio disse — Jamais diria isso dela.

— E o que você acha dela? — Fausto perguntou curioso

— Ela é a pessoa — Fábio se conteve, a voz custou a sair, respirou fundo e refez a frase — Ela é a mulher mais interessante, inteligente e linda de todo o mundo e eu sou completa e totalmente apaixonado por ela

Fausto apenas acenou positivamente com a cabeça, pensativo

— E você o que acha? — Se referiu à Armando

— Ela é incrível, eu que fui babaca com ela, fiquei com ela quando ainda era traveco — Armando disse

— Não fala assim dela — Fábio disse nervoso

— Calma — Fausto disse — Você quer dizer que ficou antes da Feminização Facial?

— Isso — Armando disse — Fiquei com ela antes de vocês, quando ela ainda era chamada de Moisés e eu amei ele, eu nunca fui homossexual, mas tinha algo ali, algo que me encantava, algo que me fazia sorrir, sempre teve um toque de magia nele — Pensou um pouco e se corrigiu — Nela

— E por que terminou com ela — Fausto perguntou

— Ela terminou comigo, por causa da minha família, minha mãe não a aceitava, dizia que ela era homem e a culpa foi minha por que eu não fui homem suficiente para bancar ela, menos de um ano depois eu me arrependo de corpo e alma e eu faria de tudo para tê-la de volta, daria tudo para voltar a ficar com ela e casar com ela

Fausto voltou para Fábio

— Você ela não quis? — Fausto perguntou curioso

— Ela estava num momento conturbado, ficamos alguma vezes, saímos, nos divertimos, mas ela disse que não queria um relacionamento

— Entendo — Fausto disse pensativo

— Mas na semanas seguintes ela assumiu um namoro com você — Fabio disse, então eu acho que eu não sou uma ameaça para você

Fausto sorriu, parecia confuso 

— Outra noite, a gente estava dormindo, ela estava comigo claro, e ela falou dormindo, vocês sabiam que ela fala dormindo?

Fabio e Armando se olharam, não sabiam

— Pois é, fala — Fausto disse coçando o queixo — E ela disse seu nome Fábio, disse que gostava muito de você, por que você era especial no coração dela

— Ela disse isso pra você? — Fabio perguntou

— Não pra mim, disse enquanto dormia no meu avião, então entendi que você é especial, talvez mais do que eu imagine

— Você trouxe a gente aqui pra esfregar na nossa cara o quanto você é mais foda? É isso? — Armando falou Irritado — O quanto seu pinto é gigante e o quanto ela gosta? Se for isso beleza cara, tá feito.

— Também é isso, mas não só isso, eu quero que vocês entendem que não tem nenhuma competitividade entre a gente, pois estou em outro patamar se comparado a vocês — Fausto disso de forma soberba

— Patamar de filho da puta manipulador? — Fábio perguntou

Fausto riu

— Acha que eu manipulo ela de algum  jeito? — Fausto pareceu nervoso — Eu engano ela?

— Não sei se engana, mas ela não costuma tirar fotos nuas ou fazer vídeos assim — Armando disse — Nunca gostou da própria imagem, ela não tira fotos pras redes sociais e nem deixa que tirem fotos dela, você fez tudo escondido, ela não vai ficar contente se souber.

— O nome disso é confiança, comigo ela é confiante de ser o que é — Ele disse triunfante

— Agora é fácil, ela tá feminina, bonita, apresentar pros pais e pra família evangélica moleza, eu fiquei com ela quando ela tava machinho ainda — Fábio disse

— Você comprou o apartamento valorizado presidente, a gente comprou na planta, o que ela é hoje grande parte é culpa minha, dias e dias metendo nela e dando juízo na cabeça dela, ela era bem fraca da cabeça antes de mim — Armando completou pensativo — Como ela é gostosa — Coçou o pau por cima da calça ao falar

— Isso não importa, chamei vocês aqui porque notei dois movimentos importantes. 

Fabio e Armando ficaram apreensivos olhando

— Você terminou com a recepcionista, e foi procurar a Dani — Fausto disse — Recepcionista aliás que ficou comigo mêses atrás, antes de eu conhecer Danielle — Falou triunfante

— Eu soube — Armando lembrou do enorme penis de Fausto comendo Danielle e imaginou ele comendo a ex namorada, pequena, delicada num tom quase infantil — Estamos dando um tempo

Fausto apontou para Fábio

— Você fez uma cirurgia de redução de estômago, para perder peso pois a Dani te disse que você estava acima do peso

Fabio engoliu seco, era verdade, não havia contado a ninguém. 

— O Fato é senhores — Fausto disse ao tomar ar — Todos nós amamos essa traveca e não adianta negar, o que ela tem no meio das pernas não faz diferença, é até o tempero, o jeitinho dela, a vergonha que ela sente

— O Cuidado que ela tem com quem ela gosta — Armando disse

— A inteligência superior dela — Fabio disse

— E como ela faz amor de maneira apaixonada — Fausto completou

Ficaram em silêncio alguns segundos, Fausto voltou à mesa

— O que eu quero propor é simples — Fausto disse olhando para o celular, procurando algo — E eu vou deixar claro que ela nunca mais será de nenhum de vocês, quero que desistam completamente, parem de investir nela, por que ela é minha

Armando riu

— Ela não é sua, só é a sua vez! — Armando riu debochado

Fausto e Fábio não riram

— Eu amo ela, não posso vender meu amor, eu vou continuar investindo e ela vai ser minha — Fabio disse se levantando — Ela não te ama

— Ela me disse que só amou a mim — Armando disse — Estou disposto a pedir uma nova chance, disposto a enfrentar o mundo

— Agora que ela está bonita né malandrão? — Fabio disse acusador

— Ah, vai se fuder moleque, sei nem o que você ta fazendo aqui, ela te descartou. — Armando debochou — Mosca de padaria, só fica em cima e não come

Na TV a imagem mudou, todos olharam.

— Isso foi nesse fim de semana — Fausto disse triunfante

No vídeo Danielle ajoelhada de costas, usava uma lingerie cor de rosa rendada, chupou brevemente  o penis gigante, grosso e duro dele e se posicionou de costas pra ele, estava linda, a lingerie era perfeita e ela parecia sorridente

O pênis dela estava apontando para o teto, escapando por cima da calcinha, estava duro, rosa combinando com a lingerie, ela estava sorridente, feliz e excitada

“Assim amor?” — Ela perguntou curiosa encaixando o penis na portinha de seu cuzinho e deslizando devagar com a ajuda de Fausto que a segurava pela cintura.

“Isso, devagar, sua delicia” — Ele falou enquanto guiava

A câmera os gravava de frente

Todos viram o penis dele endurecer, também ficou apontando para cima

“Ai amor, ai amor” — Danielle pareceu sentir dor 

“Olha pra lá, pra você” — Fausto apontou para a câmera

“Não gosto de espelhos” — Danielle disse fechando os olhos, Fábio e Armando já sabiam disso

“Olha, só pra você ver o quão linda você é” — A voz de Fausto era nítida no vídeo — Confia em mim, eu te amo

Ela abriu os olhos, parecia olhar diretamente para Fábio, Armando e Fausto através da TV

“Seu sorriso é lindo meu amor, seu corpo é lindo, você é perfeita” — Fausto a elogiou

O corpo dela subia e descia devagar, o penis a invadia e ela sorria, o corpo suado, os seios protegidos pela lingerie pareciam grandes, o pau duro balançando, contido pela calcinha rosa, no ritmo do penis brutal de Fausto.

“Você me ama?” — Fausto perguntou no vídeo, ele acariciava os pelinhos volumosos no púbis dela

“Amo” — Ela respondeu concentrada no sexo, parecia estar gostando de se ver, Armando e Fabio sentiam que ela os olhava nos olhos, feliz, sorridente, animada e com a cara de tesão que eles amavam

“Fala pra mim o quanto você ama, quero te ouvir, o quanto tá gostoso” — Fausto disse abraçando-a com carinho acariciando seu púbis peludo.

“Quer uma declaração de amor, seu guloso?” — Ela falou sorridente

“Quero saber o que você pensa de mim” — Fausto disse certeiro

Ela sorriu

“Amor, meu Faustinho lindo, pra mim você é mais do que tudo nesse mundo, você é incrível, é o homem que eu sempre sonhei, o melhor de todos que eu já tive na minha vida, quero passar a vida eterna com você, pra sempre, por que eu te amo do fundo do meu coração e não tem mais ninguém que possa competir com esse amor” — Ela fechou os olhos, o penis pulou mais para fora da calcinha e espirrou sêmen, ela gemeu animada — “Te amo, te amo, te amo” ela falou enquanto gozava.

— Chega — Fabio disse se levantando em lágrimas — Chega dessa humilhação, eu me demito, vai tomar no cu, desgraçado!

— Também não dá pra mim — Armando disse — Tô fora daqui

— Calma senhores — Fausto deixou o vídeo passar, nele ainda podiam ver ele a colocando de quatro e comendo Danielle enquanto ela dava risada e repetia o quanto o amava — Tenho uma proposta para vocês, peço que ouçam civilizadamente

Fábio se levantou e puxou a TV da tomada

— Você filmou escondido — Fábio disse — O quão baixo você é?

Fausto respirou fundo

— Vamos lá garoto, se ela souber disso, vai terminar comigo, vai sair daqui, nem vou precisar demitir ela, e vocês sabem que ela não vai arrumar vaga fácil, não tem traveco na TI.

— O que você propõe fodão? — Armando perguntou visivelmente abalado

Fabio e Armando estavam trêmulos, haviam acabado de ver a mulher que amavam nua, exposta, declarando amor a um homem superior em todos os aspectos.

— Fiquem quietos, esqueçam o que falamos aqui e se afastem dela, eu estou disposto a ajudar nesse afastamento, por que, como vocês a amam como eu, duvido que queiram o mal dela, estou certo? — Fausto perguntou, ambos responderam com a cabeça 

E ele continuou

— Eu dou uma promoção, aumento o salário e vocês assumem vagas fora daqui, de preferência fora de São Paulo.

Ambos ficaram quietos

— Ela estava lá fora, está aflita, o que vou falar sobre essa reunião? — Fabio perguntou interessado

Fausto foi até a gaveta e tirou uma caixa, colocou na mesa e abriu, era um anel dourado com um diamante azul

— Só falar pra ela que vim mostrar isso pra vocês e que fiz isso por que ambos são próximos dela — Ele completou — Aquele amigo viado dela, o Rodrigo já sabe, mas pedi segredo, queria falar com vocês a sós. 

Fabio fechou os olhos as lágrimas desceram dolorosas, Armando engoliu seco e sentiu-se mais amargo que o normal, repensou toda a sua vida até ali e pensou que tudo era sua culpa, por ter sido frouxo, tomou o Whiskey num só gole.

— E eu preciso de vocês para me ajudarem com presentes e lugares que a gostaria de ir, realizar sonhos dela — Fausto disse triunfante

*** Agora  ***

Danielle apertou o botão do elevador, devido ao firo havia colocado o blazer do terninho, o indicador mostrava estava no térreo, ela estava no quinto andar, abriu a porta das escadas e desceu correndo

Nas últimas semanas Danielle havia se tornado cada vez mais feminina no escritório, abandonou de vez a calça jeans e os tênis e passou ao terninho com saia social e sapato de salto fino, aquilo foi um desastre, pois salto era dolorido.

Puxou a porta com violência, desceu rapidamente pela escada de incêndio da maneira mais rápida que pode, saltando um lance de escada de uma vez, ao fazer a curva cambaleou, o salto quebrou e torceu seu tornozelo levemente e rolou escada abaixo sozinha ouvindo o eco dos ossos batendo no concreto, deu um gritinho fino que ninguém além dela ouviu

— Meu Deu!s — Falou ao cair

Sentiu cada quina do degrau acertar suas costas sem trégua e bateu forte no chão soltando o ar.

Imediatamente sentou-se e mexeu os pés, as mãos, o pescoço 

— Não quebrou nada! — Olhou para o sapato, o salto quebrado — Nada importante, meu Jesus, me dê uma ajuda, por favorzinho! — Levantou-se numa explosão de adrenalina

Tirou os sapatos dos pés e largou-os na escada mesmo, acelerou o passo descendo como um furacão aproveitando suas pernas cumpridas para descer as escadas rapidamente, quatro, três, dois, um, menos um, menos dois, menos três era o andar onde Fausto deixava o carro, avançou pela porta de saída e entrou no estacionamento escuro correndo o mais rapido que podia

Danielle procurou brevemente por Fausto, o arro não estava na vaga, ela estava ofegante, cansada da descida acelerada, mas o carro do namorado não estava mais lá. 

— Eu preciso encontrar ele meu Deus! — Falou pra si mesa e se virou-se para um lado pelo motivo que não conhecia

Viu o elevador, estava parado com a porta aberta, ela correu e viu ela emitir um barulho e começar a fechar, 

— Ah não! — Falou e apertou os punhos sentindo as unhas furarem

Acelerou o passo o máximo que conseguia e que a saia permitia, colocou a mão dentro segurando a porta, o sensor abriu e ela entrou, estava ofegante, apertou térreo, precisava se recuperar, mas a viagem pareceu ser imediata, assim que a porta abriu ela tomou fôlego e disparou corredor a fora

Viu o porteiro próximo às catracas

— Zé o Fausto passou aqui? — Gritou para o porteiro de longe

— Passou não! — O porteiro respondeu e deu passagem para ela que corria a toda velocidade

Ela lembrou que não havia pego seu crachá.

Danielle colocou a mão na catraca e se projetou para cima, para saltar, mas a saia limitou seus movimentos, caiu desajeitada do outro lado se espatifando de forma vergonhosa e bateu com o peito no chão, o bojo com enchimento amorteceu sua queda de forma parcial

Levantou rápido, o sangue fervendo, sentia vergonha, raiva e ansiedade, sem nem olhar em volta ela prosseguiu seu destino

Algumas pessoas vinham tentar ajudar, ela se endireitou e saiu correndo pela porta de vidro em direção à rua, olhou procurando o carro de Fausto, era fácil avistar, era incomum, uma lamborghini roxa, e ela viu, estava a um quarteirão de distância, parado no trânsito causado pelo farol.

— Menina você se machucou? — Ouviu a voz do porteiro proximo a ela

— Não! — Ela disse ao inclinar o corpo levemente, pegou a barra da saia

— Essa caralha! — Falou raivosa rasgando a saia até as laterais das coxas dos dois lados, revelando a cinta liga cor de rosa, fez de qualquer jeito, sem cuidado e sem se importar com quem via enquanto caminhava apressada e acelerou o passo. 

Como uma bala ela correu em desespero, apenas quando era uma criança havia corrido daquele jeito nas brincadeiras de pega pega da sua rua, quando ainda era um menino, teria que usar o que lhe restava de testosterona para avançar o mais rapido que podia, ela não ia deixar ele escapar dela, precisava de explicações

As pessoas olhavam, ela não estava preocupada com a roupa suja, rasgada ou por estar descalça, ou sua cinta liga rosa estar aparecendo, apenas queria respostas e isso não podia esperar nem um minuto.

Viu o carro de Fausto andar e passar pelo farol.

— Droga! — acelerou o passo, o peito começou a doer, ele parou novamente no farol, ela cerrou os punhos sentindo as unhas furarem as palmas das mãos,  trincou os dentes, sentiu o suor descer pela testa, entrar no seu olho e arder.

Dentro do carro Fausto conversava com a secretaria no viva voz

— Eu sei que ela está nervosa, vou ligar pra ela jaja, não se preocupe, vou vê-la hoje a noite, você conseguiu falar com a Miriam? — Fausto perguntou

— Consegui sim seu Fausto, ela vai esperar o senhor no seu apartamento — Está chegando lá, falei quando estava na sala.

— Obrigado, te ligo quando chegar lá — Ele falou pensativo

— Por nada — Ela desligou a ligação

O farol abriu

Fausto acelerou mas um vulto rápido e branco surgiu na frente dele fazendo ele frear bruscamente o carro e se assustar achou que fosse um bandido, um assalto, não tinha os seguranças em São Paulo, seu coração foi à boca por um segundo, mas entendeu logo.

Era Danielle, ela bateu as mãos no caput do carro, estava suja, descalça, a camisa social rasgada.

Dois policiais surgiram e apontaram a arma para ela

— Parada aí — Um dos policiais falou

Danielle ergueu as mãos e olhou para Fausto dentro do carro

Ele abriu a porta e saiu assustado

— É a minha namorada, ta tudo bem, tá tudo bem — Fausto disse se aproximando 

Os policiais custaram a acreditar

— Calma amor! — Fausto disse ao ver Danielle

Ela estava com a maquiagem borrada, ofegante, nervosa, o rosto brilhante, o glitter do cabelo havia escorrido para o rosto e para a roupa

Bateu com os punhos no peito dele e berrou o mais alto que pôde

— Que porra ta acontecendo aqui? — Empurrou ele com força, os policiais voltaram a segurar as armas

A multidão se formou, pessoas com câmeras do celular apontado para eles vendo o desfecho, Fausto colocou a mão no bolso, tirou uma caixa e mostrou à Danielle

— Senhor, está tudo bem? — O policial perguntou — Ela está te ameaçando!

— Não, tá tudo bem! — Fausto disso tranquilizando o policial — Ela não é perigosa

Danielle respirava ofegante, furiosa, olhou em volta, sentiu vergonha, as pessoas olhando e filmando ela

Fausto se ajoelhou na rua, na frente dela.

Aquilo não fez nenhum sentido para ela, o que ele estava fazendo? Amarrando o sapato? Procurando algo no chão?

— Danielle Montserrat — Fausto disse em voz alta

Ela sentia seu corpo formigar, achou que seu braço estivesse dormente, sentiu dor de cabeça, a garganta secou, inclinou a cabeça para tentar ouvir direito o que ele estava falando, para entender entender como se tombar o cérebro adiantasse para entender melhor

Você quer se casar comigo? — Ele perguntou deixando a multidão apreensiva e Danielle ofegante paralisada

Ela olhou por um instante, sacudiu a cabeça, olhou em volta, pareceu não acreditar 

“Como assim casar? você quer casar comigo? Logo comigo?” Ela pensou sentindo suas forças irem embora

Viu o anel, dourado com uma pedra brilhante em cima.

— Sério? de verdade? — Perguntou nervosa

— Sim, eu te amo, você é a mulher que eu quero pra vida eterna — Fausto disse animado

— Eu não sou uma mulher! — Ela disse ainda ofegante, não conseguia pensar direito — Não uma normal, você sabe! — Ela disse — Eu não quero te enganar

Fausto franziu o cenho, achou estranho

— Danielle, você é a mulher que eu preciso — Ele disse levantando-se

— Meu nome de verdade é Moisés — Ela disse e em seguida se assustou, não sabia por que havia dito aquilo

Ela sorriu e chorou, sentiu seus lábios ficarem dormentes

Um caminhão parou ao lado deles, as buzinas eram altas, ela sentiu o cheiro da fumaça do caminhão, lembrou da sua vida

— Um caminhão — Ela falou parecendo boba, uma criança

— Dani, você tá bem? — Fausto perguntou segurando a mão dela

Ela ouviu a voz dele distorcida, achou engraçada

— Aceito o sorvete — Falou sentindo sua visão escurecer

Ele pegou o anel, colocou no dedo dela e tentou abraçá-la, mas a expressão do rosto dela desapareceu, ele viu os olhos dela ficarem brancos quando ela caiu e ele a segurou pelo braço aliviando a queda do desmaio.

— Ambulância! — Fausto gritou para a multidão

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Cinco meses depois

— Isso, isso, vai amor, fode, fode! — Danielle estava deitada de lado, Fausto ajoelhado na cama a comia e a beijava na boca ao mesmo tempo — Seu gostoso, isso tá muito bom!

Ela parou de falar e fechou os olhos, o penis endureceu e ela lançou uma grande quantidade de esperma na cama e no chão seguido de um gemido abafado quando ela enfiou a cara no travesseiro

— Nossa, que forte, isso é tesão?— Fausto perguntou ofegante enquanto deslizava a mão tocando o púbis de Danielle, sentindo os pelos grossos — Que delicia tá isso aqui

— É, só pra você, me dá vem, me dá tudo o que você tem aí — Ela falou dengosa sentindo o pau enorme enlarguecer seu cuzinho — Me enche vem! — Ela sentia a ponta dos dedos dele brincando com os pelos dela

Não durou muito mais, cerca de dois minutos depois dela ser castigada, Danielle sentiu a pressão do enorme e poderoso penis de Fausto, sua boca se abriu instintivamente empinando a bunda e olhando pra cima quando seu cabelo foi puxado para trás com violência pelo namorado

— Amooor! — Ela chamou a atenção dele, ele abriu os olhos a encarando — Eu te amo! — Ela falou com uma expressão enigmática 

Ele sorriu satisfeito, era o que ele precisava, não conseguiria mais segurar, as mãos dele apertaram ela com toda a força deixando marcas por dias no corpo da namorada enquanto ele bombeava toda sua energia sexual para dentro dela.

— Isssooooooo — Ela falou ao sentir ser preenchida de porra — Da pra mim! Tudinho!

— Delíciaaa! — Ele falou deixando o corpo cair em cima dela após alguns segundos gozando

Em seguida a agarrou deitado de conchinha com ela, voltando a acariciar os pelinhos do pubis.

— Tá muito gostoso assim, macio — Ele disse

Fausto havia pedido para Danielle deixar os pelos crescer, ela sempre tirava na cera, não gostava de pelos, mas havia deixado por que ele tinha pedido

— Que bom que você gostou, deixou só pra você — Ela falou ofegante.

Danielle estava fascinada, apaixonada, olhava sorridente para a parede, fazia tempo que não sorria assim, que não se sentia bem assim, parecia um sonho.

Os dois ficaram quietos por alguns segundos se recuperando do sexo delicioso enquanto ele passava os dedos nos pelinhos dela que eram como um pequeno tapele felpudo de pelos curtinhos e bem aparados.

— Aquilo que você falou, foi da boca pra fora? Pelo tesão? — Ele perguntou acariciando a coxa dela com o dedo.

Ela se ajeitou na cama, virou-se para ele, de frente.

— Já que tocou nesse assunto quero te falar uma coisa, eu ia falar antes de agora, não sei se tem um momento certo pra isso— Ela disse animada ao encará-lo de frente — O que eu disse aqui meio que saiu sem querer sabe, eu não queria dizer

Ele se surpreendeu

— Foi sem querer? Não era isso que você queria dizer? — Ele perguntou sentindo sua auto estima se abalar

— Foi sem querer sim, mas não quer dizer que não era isso, só disse na hora errada — Ela falou parecendo confusa e pensativa

Ele sorriu pelo rosto amigável dela esperando ela falar.

Danielle tocou o nariz dele com a ponta do dedo e sorriu mostrando os dentes brancos perfeitos

— Eu te amo! — Ela falou sorridente

Ele a abraçou e a beijou, afagou a cabeça dela com carinho, ela se sentiu amada e acolhida, era um lugar seguro.

— Também te amo muito meu amor! — Ele disse sorridente e feliz.

Ficaram alguns minutos abraçados jogando conversa fora na cama e resolveram levantar.

— Meus pais levantam cedo, vamos chegar na mesa antes deles — Fausto disse procurando algo na mesa de cabeceira — Acabou a água!

— Corre pro banho que eu vou pegar rapidinho — Daniele saltou e colocou um roupão 

— Não amor, não se preocupa. — Ele disse, mas ela lançou um beijo para ele e saiu com o roupão de seda desenhando seu bumbum grande e sua cintura fina com um largo quadril que rebolava naturalmente ao se locomover.

Ela foi até a cozinha e bebeu água do filtro, encheu um copo grande e trouxe, o quarto que estava não era o último do corredor, mas ouviu um barulho, ficou Curiosa e se aproximou, ouviu barulhos rítmicos, violentos, alguém estava transando, aquele era o quarto dos pais de Fausto 

— Delícia! — Ouviu uma voz masculina, reconheceu como sendo do seu sogro, ouviu gemidos femininos.

Sorriu ao ouvir aquilo, os sogros ainda transavam, gostava de pensar que daqui a trinta anos teria ânimo para transar

— Pretinha gostosa! — Ouviu a voz masculina e em seguida uma risada fina

— Cuidado, seu pau é muito grande seu Fausto — A voz feminina falou de forma rouca — Já falei

Danielle se afastou, entrou no próprio quarto sorridente.

Ficou pensando no “Pretinha”, mas alguns casais tinham nomes próprios para tratar uns aos outros, isso não era incomum e era particular.

E pelo visto o sogro era realmente dotado, mas será que era como o filho?

Ao entrar no banheiro ouviu Fausto

— Eu não ouvi, a gente estava dormindo, mas o que tiver a gente come — Falou aguardando a pessoa falar algo — Tá bom mãe, a gente se encontra quando a senhora chegar.

Ele desligou, Danielle deu a água pra ele.

— Era sua mãe? — Perguntou curiosa

— Sim — Ele falou ao beber a água — Ela estava na feira, ligou pra perguntar se a gente queria algo, mas como não atendemos ela está chegando já. 

— Ah…entendi — Danielle respondeu pensativa, o que havia ouvido no quarto? Quem estaria com o Senhor Fausto?

O namorado saiu do chuveiro e a puxou para um beijo, ela estava distante 

— Tudo bem? — Ele perguntou percebendo isso

— Tudo bem, hoje você me arrebentou, preciso de uns minutos a mais aqui. — Ela disse envergonhada

— Desculpa tá — Ele a abraçou — Vou tomar mais cuidado.

— Tudo bem, eu gosto de ser maltratada desse jeito, é gostoso, mas preciso me cuidar. — Ela mostrou a necessaire que trazia consigo.

Danielle correu para o chuveiro para se lavar, Fausto secou-se e saiu. Ela tomou banho, se cuidou, saiu e se vestiu, colocou um vestido curtinho de alcinhas, fazia muito calor, quando foi atrás dele ele conversava com os pais na mesa.

— Bom dia, minha nora! — O pai de Fausto falou animado — Dormiu bem?

Ela sorriu

— Dormi sim seu Fausto! — Falou animada com os cabelos escorridos com as pontas molhadas.

Cumprimentou a mãe de Fausto

— Bom dia dona Roxane — Beijou a sogra

— Bom dia menina, precisa acordar cedo aqui no interior hein, senão alguém toma seu lugar — Roxane brincou

Danielle olhou para o Senhor Fausto e depois para ela e pensou na ironia da frase dela, Fausto pai estava transando com alguém justamente porque Roxane saiu mais cedo da cama.

— Anita, tem cuscuz? — Roxane gritou para a moça que trabalhava para a família.

Em segundos Anita apareceu com uma panela preta pequena

— Tem sim dona Roxane — Entregou para ela

— Obrigada! — Roxane agradeceu

Ao servir o cuscuz Danielle notou que ela se esfregou em Fausto, mas havia espaço. 

“Pretinha” Danielle pensou

Fazia sentido, Fausto pai estava transando com a empregada Anita, ela parecia jovem, mas não era, era uma daquelas pessoas que parecem ter décadas do que tem na idade real.

Faziam meses que Danielle frequentava a casa, mas fazia apenas passagens rápidas, dormia e ia embora voltando junto com Fausto a trabalho, nunca havia parado para conversar com Anita.

— Esse cuscuz tá maravilhoso! — Danielle disse pegando uma garfada cheia com manteiga e leite — Experimentou amor?

— Ah ele não come cuscuz — Roxane falou — Cheio de frescura

— Ah, não, você você experimentou? — Danielle perguntou para Fausto

— Não, não quero — Ele disse olhando para o celular

— Abre a boca vai — Danielle disse

— Não amor! — Fausto reclamou

Danielle fez como se fosse um avião

— Uuuuuóóóónnnn olha o aviãozinhoooo — Fez o garfo ir em direção á boca de Fausto, ele entortou a boca e comeu — Olha que bonitinho!

Anita, Roxane e riram

— Conseguiu fazer ele comer? esse menino é mimado demais — Roxane disse — Olha aí Anita, precisa de uma mulher na vida dele pra fazer ele comer de tudo

— Ah, comigo na cozinha ou ele aprende a comer ou morre de fome! — Danielle disse

— Isso mesmo nora, eu gosto assim, tem que aprender a comer!

Fausto não deu atenção

— Olha o aviãozinho! — Danielle falou e ele abriu a boca

Danielle fez ele comer o prato quase todo com ela, ele mal percebeu

Riram e conversaram normalmente no café,  quando Anita terminou de servir sentou-se para comer também e depois Danielle a ajudou a retirar tudo, na cozinha elas conversaram enquanto seu namorado se preparava para entrar em uma reunião internacional e seus sogros saíram para dar uma volta.

— Trabalha aqui há muito tempo? — Danielle perguntou curiosa

— Ah sim, uns quarenta anos já  — Falou sem dar muita importância enquanto arrumava as coisas — Pode deixar tudo aí, eu me viro — Completou

— Não estou fazendo nada, te ajudo — Danielle insistiu e começou a lavar a louça mesmo à contragosto de Anita — E quantos anos você tem?

— Cinquenta e três— Ela respondeu atarefada

— Nossa, mas você está aqui desde muito nova?

— Minha mãe trabalhava aqui e eu era pequena, aí trabalhava com ela, quando ela se foi eu fiquei aqui, só trabalhei aqui desde os meus dez anos de idade, trabalhava pra mãe do Sr Fausto

— Entendi — Danielle disse — Nossa, você não parece ter essa idade, achei que tinha no máximo trinta e cinco, da minha idade 

Ela sorriu satisfeita

— Minha família é assim mesmo, mas acho que é por que eu tomo pouco sol, aí fico com a pele boa

— Queria eu ter essa cara e essa pele — Danielle elogiou

— É que eu sou preta, a pele da gente é diferente de branco leite igual vocês. — Falou simplória. — Meu filho é branquinho igual a senhora.

— Eu uso um milhão de cremes! — Danielle falou pensativa sobre o filho dela

— Ah, mas você tá linda, e a pele de homem é diferente mesmo — Anita falou e se calou em seguida 

Danielle ficou pensando se aquilo significava mesmo o que ela entendeu

— Dona Danielle me desculpa, não é da minha conta isso, me desculpa — Anita falou visivelmente preocupada — Foi sem querer, eu só ouvi…

Danielle entendeu que Anita era uma mulher simples

— E o que foi que você ouviu? — O tom da pergunta era sereno, Anita pareceu estar em pânico — Tranquilo Anita, pode me falar, tá só nós duas aqui, duas fudidas no meio dos ricos — Falou e sorriu

Anita sorriu receosa

— Eu, eu — Pensou por alguns segundos

— Pode me falar, ninguém vai saber que foi você que me disse — Danielle disse enquanto esfregava uma panela.

— Outro dia eu vi eles conversando sobre você e o menino — Era assim que ela chamava o namorado de Danielle — Disse que você era mulher, mas não tinha nascido mulher e sim nascida homem, mas trocou e eu fiquei pensando “Quem no mundo iria escolher ser mulher? Essa vida é muito sofrida” — Anita disse pensativa

Danielle voltou a atenção para a louça, precisava pensar naquilo, alguns minutos depois respondeu

— É verdade, eu nasci homem sim, mas troquei — Usou o termo que Anita havia usado — Mas eu não escolhi sabe, desde pequena eu achava que era mulher, nunca pensei nisso, só nasci com o negócio errado no meio das pernas

— Você tirou? — Anita perguntou

Danielle sorriu

— Ah, isso eu guardo como segredo. É mais legal ver as pessoas imaginando — Danielle Riu debochada

Anita riu também 

— Você tá certa, quem paga suas contas é você! — Anita disse secando a louça que Danielle lavava — Mas eu fico pensando como seria isso, se o Menino iria aceitar, acho que não.

— Você quer mesmo saber? — Danielle perguntou

— Eu sou um pouco curiosa Dona Danielle, me desculpa.

— Faz assim, eu falo depois se você falar de você pode ser?

— De mim? — Anita disse sem entender — Tem nada de mim que interesse

— O Fausto pai de chama de pretinha? — Danielle olhou para ela e viu o choque no olhar

— Ele, eu — Anita gaguejou

— Eu ouvi — Danielle disse simplória 

— Por favor dona Danielle, não conta pra ninguém por que a Dona Roxane vai ficar brava comigo e vai me demitir

— Calma, pode Ficar tranquila, seu segredo está salvo comigo, não se preocupe — Danielle respondeu 

— Faz um tempo já que essas coisas acontecem, eu já tentei dar um chega, fui embora — Ela explicou assustada — Mas eu voltei porque eu não sei fazer nada fora daqui.

— Me conta, o que acontece? Alguém está te forçando a fazer algo? — Danielle perguntou preocupada

— Não, forçando não — Anita pensou um pouco — É que e Seu Fausto é gostoso demais, o homem é muito fogoso

A informação chocou Danielle

— Ah, então você gosta de dar pra ele? — Danielle resolveu ser direta

— Gosto, é uma coisa tão grande que chega preenche a gente aqui dentro — Anita colocou a mão no ventre — Parece um bebe entrando e saindo da gente

Danielle teve um estalo, pai e filho eram bem dotados

— Ah, ele também tem o negocião? — Danielle falou sem pensar

— Sim, não é tão grande quanto o do menino — Anita falou e pareceu sofrer um choque em seguida, ficou quieta

Ambas ficaram em silêncio, continuaram apenas com o barulho da água e das louças sendo depositadas secas umas sobre as outras, Daniele quebrou o silêncio.

— Você dormiu com os dois — Não era uma pergunta e sim uma afirmação.

Anita ficou pensando alguns segundos

— Eu vou perder meu emprego, falei mais do que eu devia — Anita disse

— Eu prometi que nunca ia dizer nada que te comprometesse, mas eu preciso entender a verdade Anita, por favor seja sincera comigo, eu namoro o Fausto, o filho, vocês ainda tem relação? — Danielle perguntou sentindo um aperto no peito

— Não! — Anita respondeu alto e repetiu — Por Jesus, não — Ela falou mexendo a cabeça e as mãos freneticamente indicando uma negativa — Eu tive com o menino quando ele era novo, pra tirar o queijinho dele, foram duas vezes e só, por que o pai dele não quis mais.

— Queijinho? — Danielle perguntou, mas entendeu em seguida — Você tirou a virgindade dele? — Perguntou curiosa

— Isso, tirei, e depois a gente fez de novo por que ele pediu por que no dia que a gente tirou ele foi rapido demais — Anita sorriu, mas em seguida se conteve

— Hoje ele demora bastante pra gozar — Danielle respondeu divagando, mais aliviada por aquilo fazer tempo — Faz tempo que vocês fizeram?

— Ah, uns vinte anos já a ultima vez — Anita disse — Mas fico feliz dele ter parado de ser rapido, da segunda vez ele também não conseguiu segurar

Danielle riu de nervoso, era do seu namorado que ela estava falando

— Mas então o filho é maior que o pai? — Danielle perguntou

— Eu acho que sim, os dois são jumentos, mas o filho me parece que é maior sim, mas ele é mais alto né, então o Seu Fausto parece um bicho pendurado por causa da altura

Danielle achou engraçado

— E vocês fazem isso desde quando? — Danielle perguntou curiosa

— Desde que eu era menina, antes da dona Roxane até — Anita respondeu — Mas ela sabe tá, não é nada escondido, ela deixa, ela concorda

— Ah, não é escondido, achei que fosse traição! — Danielle diz

— Não menina, pelo amor de Jesus Cristo, eu nunca seria capaz de morder a mão de quem me alimenta, a dona Roxane não aguenta o bicho todo, aí deixa que eu aguento pra ela. — Anita disse pensativa

— Mas eles não tem nada então? — Danielle perguntou preocupada

— Tem sim, mas o fôlego do Seu Fausto é grande demais, então ele cansa ela e eu venho pra ajudar — Anita respondeu simplória

— Vocês fazem juntos, os tres? — Danielle perguntou curiosa

— Só quando não tem ninguém em casa, aí nóis fica a vontade e faz nós três.

— E você e a dona Roxane mexem uma com a outra ou só com ele? — Danielle perguntou interessada

— Ah, Deus me perdoe, mas a gente de vez em quando faz uma coisa ou outra, mas eu tenho vergonha, por que aí é sem vergonhice demais — Anita disse corando

Danielle deu uma risada, não acreditava no que ouvia

— O Fausto sabe? — Danielle perguntou — Digo, o meu Fausto o Faustinho, ele sabe disso?

— Não, o menino não sabe, até onde eu sei, ninguém sabe, só a senhora agora — Anita disse — A senhora não vai contar pra ninguém né?

— Não, não vou, fica tranquila — Danielle olhou na louça, não haviam mais pratos — Terminamos!

— Muito obrigada dona Danielle — Anita disse — Pode ir lá que eu guardo sozinha

— Tá bom, obrigada por confiar em mim tá? — Danielle disse

— Tá, mas a senhora não me disse — Anita disse preocupada

— O que? — Danielle perguntou sem entender

— Se a senhora tirou ou não — Anita perguntou curiosa

Danielle tirou o avental, e erguei a saia do vestido, usava um shortinho de lycra por baixo, desceu até as canelas junto com a calcinha preta, puxou o penis cumprido, estava meia bomba devido a hitoria de sexo, puxou a cabeça pra fora, era cor de rosa, umido,

Anita olhou, ficou ofegante

— O menino gosta disso? — Anita perguntou curiosa

— Estamos falando de mulher pra mulher, né? Amigas? — Danielle disse preocupada — Segredos

— Sim, segredos — Anita disse fazendo o sinal da cruz — Por Deus

Danielle levantou a calça

— Ele ainda não sabe, está aprendendo a mexer comigo — Respondeu — Eu não forço a barra, deixo no tempo dele

Anita sorriu

— Esse menino é bonzinho dona Danielle, não larga ele não, é um bom partido — Anita disse recomendando — E gosta muito da senhora, tem que ver ele falando de você.

Danielle sorriu

— Obrigada pela dica, eu também gosto muito dele, mas vamos ver como a gente evolui — Danielle disse animada — Estou indo — Caminhou pela cozinha

Anita disse num tom mais baixo

— Quando vocês tiverem filhos eles vão herdar tudo isso — Anita disse animada

Danielle parou, olhou pra ela, Anita completou

— Você quer ter filhos, né? — Anita perguntou — Você tem o corpo bonitinho, não estraga o corpo não, fica tranquila

Danielle ficou séria, não havia entendido completamente a simplicidade de pensamentos de Anita, ela não havia entendido exatamente o que Danielle era

— Ainda estamos namorando, quando chegar a hora gente pensa nisso — Danielle disse sorridente, mas era um sorriso forçado, triste

— Ah senhora ta certa, tudo tem o seu tempo, Deus proverá pra senhora — Anita falou animada

Danielle sorriu desanimada, soltou o ar e teve vontade de chorar

— Amém — Deu as costas e limpou os olhos devagar, esse assunto magoava Danielle e um grau que ela sequer gostava de pensar nisso.

Voltou para a sala e se sentou, observou a reunião do namorado, durou mais meia hora, ela ficou no celular navegando na internet.

Quando terminou se levantou animado

— Vai rolar esse negocio hein amor, investimento foda pro call center — Ele disse sentando do lado dela

— E ae, o que eu posso ajudar? — Ela perguntou animada

— Então, tava pensando nisso, meio que preciso de alguém de muita confiança pra tocar esse projeto no sigilo e meio que eu não tenho mais ninguém que eu confie mais — Ele disse

— O que eu tenho que fazer? — Danielle perguntou interessada

— Vou te colocar no projeto, você não vai poder falar pra ninguém, mas vai escolher tres pessoas pra te ajudar e a gente ficar no sigilo, se der certo a gente divulga, senão ficamos na miuda mesmo

— Isso é legal né amor? Tipo, não da problema na justiça — Danielle se preocupou

Ele respirou fundo

— Olha, ilegal não, o maximo que pode dar pra mim é negocio trabalhista e tal, por que vou precisar das horas extras e não vou poder pagar por enquanto, só depois e vai precisar muito de hora extra

— Por você eu faço tá — Danielle disse sorridente

Ele abraçou ela forte

— Ainda bem que eu tenho você! — Ele disse animado

Resolveram sair para dar uma volta e foram assistir um filme no cinema, a sala do cinema estava vazia, a sala era pequena e discreta, eles se pegaram e se amaram, apenas dois homens estavam nos bancos da frente, eram os seguranças deles.

— Tô tão excitada — Ela falou passando a mão no pau dele — Ta tão duro, vamos pra casa vai

— Da pra gente fazer algo aqui — Ele disse — Quer?

— No cinema? Seu safado! — Ela falou — Quero, vou te fazer uma gulosa — Ela falou e riu do termo

— Gulosa? — Ele perguntou curioso

— É, uma mamada com vontade, bem gulosa — Ela riu de novo

Ele passou a mao no pau dela, levantou a saia

— Ai amor — Ela falou dengosa

Viu quando ele se abaixou e se ajoelhou no meio das pernas dela

— O que você vai fazer? — Ela perguntou nervosa

Ele puxou a calcinha dela revelando o pênis duro, antes dela falar algo ele abocanhou

Danielle gemeu jogando a cabeça para trás e colocando a mão na boca

— Jesus! — Falou baixinho, estava com muito tesão

O Boquete de Fausto era marailhoso, ele beijou, lambeu e chupou, Danielle abriu as pernas apoiando os calcanhares na poltrona, ele enfiou o dedo no cuzinho dela e ela rapidamente gozou na boca dele, enchendo imediatamente com semem fresco e quente

Ela gemeu tendo espasmos, enquanto ele recebia o liquido quente e salgado na boca, engolindo cada gota.

Quando terminou sentou-se na poltrona, ela olhou pra ele e o abraçou

— Eu te amo — Ela disse apaixonada

— Gostou da gulosa? — Ele perguntou no ouvido dela

Ela riu animada

— Adorei! — falou Beijando o pescoço dele — Guloso safado

Danielle não avançou mais, ficou esperando uma atitude dele, falaram mais sobre o projeto, como ficaria, Fausto perguntou sobre as pessoas do escritório, queria saber mais sobre todos, Danielle falou, inclusive de Fabio e Armando, mas ela disse algo por cima, sem detalhes.

Em casa, Danielle tomou um banho enquanto Fausta estava ao telefone.

— Veste isso — Ele falou ao mostrar uma sacola para ela

Quando ele entrou no banho Danielle pegou a sacola, era uma lingerie cor de rosa, linda, com uma etiqueta Vitória Secrets, ele devia ter comprado nos Estados Unidos.

Ela olho a peça, era maravilhosa, sentiu-se um pouco inferior achando que não era digna de usar aquilo, mas mesmo assim usou.

A peça era toda rosa rendada, o sutiã tinha um preenchimento de bojo para parecer que os seios eram maiores, claramente havia comprado pensado nela.

A calcinha era uma tanguinha que entrava no bumbum, Danielle fez seu costumeiro Tucking para prender o penis na frente de forma que parecesse que ela não tem nada, não costumava fazer pois era doloroso, mas estava apaixonada, ignoraria a dor por ele.

Havia uma cinta liga que ela colocou sorrindo, achou linda, pegou as meias negras que estavam no pacote e vestiu ligando à cinta, pegou os sapatos de salto que tinha e vestiu, sentou-se na cama para esperar enquanto ajeitava o cabelo.

Ele saiu depois de alguns minutos e sorriu pra ela

— Perfeita! — Falou animado

Ela sorriu também e se levantou, ele a agarrou e começaram se beijar, ele a mordiscava e agarrava

— Quer que eu tire? — Ela falou se referindo à lingerie

— Não, bonita assim não se tira — Fausto disse beijando-a

Ele se ajoelhou e beijou o púbis dela, puxou devagar a calcinha revelando os pelos volumosos e bem aparados

— É muito lindo assim — Ele disse animado

— Você gosta mesmo? — Ela disse — Normalmente eu não deixo assim, só por que você pediu

Fausto deu um beijo e cheirou os pelinhos dela, estavam com cheiro doce de perfume que permeava o corpo todo dela.

Ele se levantou e ficou com ela de frente para o espelho, foi atrás dela e segurou-a no pescoço

— Olha como você é linda — A fez olhar para o espelho

Ela desviou o olhar

— Para, amor — Ela disse envergonhada

— Olha, meu anjo, você é linda, olha — Ele disse insistindo

Ela olhou, se viu, estava bonita, sua pele branca ficava bem com a lingerie rosa, tinha pequenas pintas no corpo, ficou orgulhosa de como parecia realmente uma mulher

Fausto deslizou a mão e enfiou dentro da calcinha, tocando novamente os pelos enquanto beijava o pescoço dela, Danielle ficou observando no espelho

— Não faz isso, eu sei que te machuca — Ela disse passando a mão no pênis preso

— Fica mais feminino assim, essa lingerie é para mulher, assim fica lindo — Danielle disse entristecida

— Eu gosto da sua rola amor, eu gosto de você todinha, não se esconde pra mim — Ele disse sério

Ela respirou fundo, puxou o adesivo, desfez o Tucking com uma careta e um gemido, a pênis fez um volume na calcinha

Fausto apalpou, o penis enrijeceu, ele beijou o pescoço dela

— Quero que você olhe para nós ali, quero que veja a mulher linda e gostosa que você é, e quero que veja o amor que eu vou fazer no seu corpinho

Ela sorriu

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— Então você está praticando — Priscilla perguntou ao iniciar a sessão de terapia

— Estou — Danielle disse pensativa

— E por que está dispersa? — Priscilla perguntou vendo o olhar perdido de Danielle

— Ah, não sei, muita coisa na cabeça — Danielle disse

— Quer começar por onde? relacionamento, teorias, trabalho? — Perguntou à paciente

Danielle respirou fundo

— Apesar de eu estar bem esses dias com o Fausto eu sinto pena do Fábio — Danielle disse pensativa

— E por que sente pena dele?

— Não sei exatamente — Falou pensativa — Acho que eu devia fazer algo

— Devia? — Priscilla perguntou curiosa — Por que?

— Não sei — Danielle disse — Só sinto que deveria

— Você se sente responsável pelos sentimentos dele? — Priscilla perguntou

— Acho que sim — Danielle estava pensativa — Existe isso né, responsabilidade afetiva

— Existir existe, mas não é tão simples assim, pelo que sei você não o seduziu, sugou as coisas dele e tirou as esperanças — Priscilla disse

— Não, a gente ficou, transou e ele queria, mas eu sempre me afastei de relacionamentos e disse que não tava pronta para ter um relacionamento — Danielle relembrou

— E na sequência entrou num relacionamento sério com o Fausto — Priscilla relembrou

Danielle se afundou na cadeira

— Pois é… — Sentiu-se mal — Eu sou uma hipócrita

— Não é, isso é uma contradição, você não estava pronta para relacionamentos, não para o que o Fábio tinha condição de te dar, seria bem diferente do Armando, mas você não queria, creio que o Fausto lhe proporcionar algo totalmente fora do seu cotidiano, representa um pouco de caos na sua ordem.

Danielle piscou devagar observando e pensando, mas depois olhou para fora pela janela, parecendo procurar algo mais interessante

— Você está distante, quer fugir desse assunto — Priscilla disse assertiva

— Hoje é aniversário de um ex namorado meu — Danielle disse — Quer dizer, namorado não, ficante, sei lá

— E o que significa para você esse aniversário? — Priscilla perguntou interessada

Danielle cruzou a perna e tirou a botinha, depois a meia, no tornozelo mostrou um risco minúsculo que parecia uma cicatriz, Priscilla olhou com cuidado 

— Isso não é Natural né, parece uma tatuagem…

*** Anos antes***

— Tá bom, já to chegando, tem lugar pra eu me trocar? — Danielle perguntou ao telefone — Preciso!

— Tem sim, mas não precisa, pode ficar como você mesmo, já tem gente aqui! —  Respondeu Rodrigo com o seu tom afetado — Só bofe gato!

— Ninguém pode me ver assim! — Danielle falou preocupada

— Ai, relaxa, vem que a gente dá um jeito — Falou e desligou

Naquela época Danielle ainda era moisés usava roupas andróginas, roupas masculinas mas com detalhes que deixavam as pessoas na dúvida, seu cabelo até os ombros, seu jeito afeminado e sua voz macia deixavam as pessoas confusas.

Em sua mochila ela trazia tudo o que precisava, desceu do ônibus e foi até o lugar combinado.

Era a casa do seu ficante atual, Ercílio, um homem negro, todo tatuado e que recentemente havia se aventurado no mundo da Tatuagem.

Danielle e Ercílio haviam se encontrado cinco vezes, toda as vezes ele havia visto ela montada como uma garota, nunca como Moisés e não seria dessa vez

— Cheguei, tô ouvindo barulho, o que eu faço? — Danielle falou para Rodrigo ao atender o telefone

— Entra aqui, ninguém te conhece mesmo — Ele falou sem se importar

— Você disse que ia dar um jeito isso não é dar um jeito ele não pode me ver assim! — Danielle disse desesperada

Rodrigo revirou os olhos mesmo sem Danielle ver

— Tá, to indo aí — Desligou

Segundos depois ele apareceu pelo pequeno portão de ferro com o trinco quebrado

— Minha vó mora ali pra baixo, vamos lá e você usa o banheiro dela, melhor? — Rodrigo disse com um olhar tedioso


Danielle o agarrou num abraço

— Você é o melhor Rô! — Deum um beijo no rosto dele

Andaram pela rua

— Você tem vergonha de ser viado né? — Rodrigo perguntou chateado

— Tenho sim — Danielle respondeu simplória

Rodrigo parou na rua

— Tem vergonha de mim? — Perguntou ofendido

— De você não, ué, você é meu amigo — Danielle respondeu sem pensar

— Mas como você tem vergonha de mim? — Ele perguntou sem entender

— Eu não tenho vergonha de você, eu tenho vergonha de mim — Danielle explicou

— Mas você é viado também! — Rodrigo afirmou

— Não, você é viado, eu sou uma mulher num corpo de homem — Tocou o nariz dele com a ponta do dedo — É muito diferente!

— Você quer ter pepeca? — Rodrigo perguntou em deboche

— Quero, você não? — Danielle respondeu sinica

Ele se arrepiou e fez um gesto de nojo colocando a língua pra fora

— Que nojo, coisa úmida, rachada, horrorosa! — Respondeu divertido — Você é doida

Danielle sorriu e não respondeu.

Entraram na casa, ela usava um moletom e uma camiseta, boné e tênis e uma mochila grande.

— Olha, entra aí, minha vó tá dormindo, pode deixar sua mochila no canto da sala se não quiser levar, vou voltar pra festa e te encontro lá — Rodrigo disse — Algo mais que a madame mulher de pepeca precisa?

Ela sorriu

— Não, obrigada — Respondeu animada

— Obrigada — Rodrigo disse dando ênfase no “A” feminizando a frase — Que chique — Saiu rebolando.

Danielle entrou no banheiro e começou a transformação.

Não havia tido relações algumas com Ercílio, ele sabia que ela era uma mulher transexual, mas só haviam dado beijos e amassos bem quentes, nada relacionado ao sexo em si. Usou o chuveiro para se preparar caso algo acontecesse, não que estivesse disposta e esperando sexo, mas queria estar preparada se algo acontecesse.

Havia depilado suas pernas com cera sem que os pais vissem, colocou uma meia calça arrastão com aberturas pequenas, vestiu um shortinho roxo bem justo e pequeno, daqueles que mostram as polpinhas da bunda, uma saia preta com xadrez cinza e tons de roxo, com um cinto grosso com fivela prateada.

Puxou a meia calça arrastão até o umbigo para que ela passasse acima da saia e usou um sutiã preto com enchimento e uma blusinha preta com o desenho de um corvo no peito que mostrava sua barriga e seus ombros.

Com uma habilidade ímpar, calçou a bota preta com fivelas prateadas e pintou as unhas de preto depois de aplicar delineador e um batom roxo escuro.

Olhou-se no espelho sacudindo as mãos para o esmalte secar, estava linda, feminina, gótica.

Havia escolhido aquele visual pois Ercílio adorava uma personagem de desenho animado chamada Ravena, ele disse que Danielle ficaria linda se fosse gótica pois tinha pele branca como leite e ele adorava o contraste das peles.

Colocou a bolsinha preta a tiracolo só com o essencial dentro e escondeu a mochila na sala da casa da avó de Rodrigo.

Saiu da casa andando pela rua, sentindo-se poderosa

— Saiu do desenho hein — Ouviu um homem falar quando passou por um bar

— Coisa linda! — Outro disse no fundo

Ela fez cara de séria, não olhou, empinou o nariz e seguiu em frente até a casa onde estava a festa.

Colocou a mão no portão e o peso da insegurança caiu todo sobre ela, suas mãos tremeram

— Será que vão me achar brega? — Falou baixinha — Será que não estou ridícula?

hesitou por alguns segundos

— Vai entrar? — Ouviu uma voz feminina

Olhou para ver de onde vinha, uma mulher jovem, negra, alta com o cabelo em Dreads perguntou com um sorriso

— Vou, vim ver o Ercílio — Danielle disse envergonhada

— Ele tá aí já, o pessoal tá aí, pode super, vem! — Falou animada — Você é o que dele?

Danielle não sabia o que responder, mas a resposta veio automática

— Namorada — Se arrependeu imediatamente após falar

Ela olhou para Danielle e sorriu, viu que a mulher carregava duas sacolas e pegou uma da mão dela

— Eu te ajudo!

— Que bonitinha, qual seu nome? — Perguntou amistosa enquanto subiam as escadas

— Danielle, e o seu? — Perguntou também amistosa

— Thailane, mas pode me chamar de Thai — Ela respondeu animada

— É amiga dele também? Veio pra festa? — Danielle perguntou enquanto subiam

— Eu to mais pra mãe dele — Ela respondeu quando chegaram no topo da escada

— Mãe? — Danielle olhou para ela, parecia muito jovem, não era possível — Mas como assim? Qual sua idade?

— Mãe! — A voz de Ercilio retumbou de longe

Thai olhou e sorriu recebendo um abraço do filho enorme.

— Conheceu minha mãe já — Ercilio disse animado

— Conheci — Danielle respondeu quase num sussurro

— Bonitinha essa — Falou ao pegar a sacola da mão de Danielle e deu um tapa no peito do próprio filho — Toma cuidado

Ele deu um beijo molhado nela e ela se esquivou se limpando e rindo

Assim que ela saiu de perto ele segurou a mão de Danielle

— Uau, você está incrível! — Falou — Gótica

— Gostou? — Perguntou animada — Fiz pra você!

Ele a agarrou e deu um beijo na boca, a abraçou e no ouvido dela disse

— Tá um tesão — Agarrou-a bem forte, Danielle tinha a sensação de desaparecer no abraço naqueles 1,96cm de altura — Tava morrendo de saudades — Ele disse carinhoso

Danielle ficou feliz em ser bem recebida

Ercilio apresentou ela para todos os amigos, irmãs e irmãs como namorada, o que deixou Danielle sorridente e radiante.

Ela conversou com todos, as pessoas se interessaram nela, Rodrigo disse para alguém que ela era evangélica e houveram diversos questionamentos, a festa se estendeu até o começo da noite, Danielle estava preocupada por estar fora de casa

— Acho que preciso ir — Falou para Rodrigo

— Tão cedo? Por que não dorme aqui ou na minha vó comigo? — Rodrigo disse

— Não, não dá — Danielle disse preocupada

— Olha, eu não vou te morder por que você não é a minha praia, mas o seu namorado vai, só escolher — Rodrigo deu um gole na caipirinha e riu delicado

— Não, minha mãe não sabe que estou aqui — Danielle disse — Falei que estava num curso de programação

— Quantos anos você tem, garota? — Rodrigo perguntou afetado

— Dezenove — Danielle respondeu

— Tá na hora de sair da barra da saia da mãe, não acha? — Rodrigo perguntou enérgico

— Eu to tentando, vou conseguir já já — Danielle respondeu cheia de culpa, havia dado algumas bicadas em algumas bebidas alcoólicas, mesmo não tendo costume de beber, sentia-se um pouco aérea

— Você saiu escondida de casa gata, fica fantasiada de homem o dia todo e vem pra cá e precisa se fantasiar de desenho, pra mim você tá enganando seu namorado — Rodrigo disse parecendo soberbo

— Não tô não! — Ela disse quase infantil — Ele sabe o que eu sou, não estou enganando ninguém

— Sabe é? Ele te viu de Moisés? — Rodrigo perguntou debochado

— Cala a boca! — Danielle falou apertando o braço dele — Tá louco!?

— Uma hora você vai ter que crescer gata, olha pra você, você é linda, é mesmo uma mulher, uma garota! — Rodrigo disse

— Quem é linda? — Ercilio abraçou Danielle por trás arrancando um gritinho de susto dela — Se for essa gótica aqui ela é mesmo linda, minha gótica — Ele deu beijos no pescoço dela

Danielle riu animada sentindo seus pés saírem do chão

— Eu preciso ir — Ela falou desanimada ao se virar para ele

Ganhou um beijo nos lábios

— Dorme aqui! — Ercílio disse — Dorme comigo — Beijou o pescoço dela — Não quer?

— Quero muito — Respondeu num sussurro — Mas não posso, preciso ir, não posso ficar tarde — Assim que falou pensou na infantilidade disso

— Não aviou pra sua mãe é? — Ercilio perguntou preocupado

— Não — Ela falou desanimada

— Tudo bem, é importante a família saber sim, tem que avisar pra ela, se quiser ir agora eu vou com você até o ônibus

Ela sorriu e deu um abraço nele

— Tenho mais uns minutos — Falou carinhosa

Ele pressionou-a contra a parede, estavam num canto afastado, se beijaram de forma apaixonada, as imensas mãos dele tocaram o corpo dela de forma avassaladora, costas, coxas, bunda, rosto, cada toque grosseiro fazia ela se sentir mais e mais feminina pelo contraste de forças, ele poderia forçar ela a fazer o que quisesse.

— Não falou de mim pra sua mãe? — Ercilio perguntou durante os beijos

— Não — Ela respondeu tentando fazer ele parar de falar

— Não vai falar? — Ele perguntou novamente

Ela parou o beijo e olhou para ele séria

— Eu não falei de mim pra ela, por que você acha que eu ia falar de você? — Ela perguntou preocupada

— Poxa gata, tem que resolver essa treta — Ele disse — Posso te ajudar

— Como? — Danielle perguntou

— Eu vou com você pra sua casa e converso com ela, falo que a gente tá namorando — Ele disse simplório

— Tá louco? — Ela falou afastando o corpo dele — Você não entendeu o que tá acontecendo comigo?

— Parece que não — Ele falou franzindo o cenho

Ela coçou a cabeça nervosa, saiu de perto dele

— Estou com medo de você não ter noção do que eu sou — Danielle disse — A gente conversou muito por cima, agora eu to pensativa e to achando que isso pode dar errado

— O que pode dar errado? Só se você não me quiser mais, por que eu te quero — Ele disse preocupado se aproximando

Ela colocou as duas mãos no peito dele

— O que eu sou? — Danielle perguntou preocupada

— Uma gatinha linda, gótica, branquinha — Ele a agarrou e beijou o canto da sua boca quando ela desviou

Ela empurrou de novo, insistiu

— Não, sério, me fala o que você sabe de mim, como você me vê — Ela perguntou preocupada

— Eu sei que você é transexual, se é essa a sua dúvida, sei o que você tem aí, e eu senti você roçando em mim agora pouco — Ele disse tranquilo — É isso que você queria saber?

Danielle corou envergonhada, estava excitada, não sabia que ele havia percebido mesmo por cima da saia

— Você lembra quando o Rô falou que eu ando desmontada, você entendeu o que isso quer dizer? — Danielle perguntou curiosa

— Acho que você não anda gatona o tempo todo, anda como uma mulher normal — Ercilio respondeu

Danielle colocou a mão na boca

— Puta que pariu — Girou e ficou de costas pra ele por alguns segundos, virou-se para ele novamente — Eu não fico de mulher o tempo todo, só quando venho te ver, minha familia não sabe que eu sou tranexual

Ercílio franziu a testa de novo, entortou a cabeça, parecia querer entender

— Você fica de homem no dia a dia? — Ele perguntou pensativo

— Não, só quando estou em casa, eu não visto nada feminino, não uso maquiagem uso roupas neutras — Danielle respondeu

O olhar dele atravessou ela, parecia distante, longe.

Danielle respirou fundo

“Foi bom enquanto durou” — Pensou entristecida

— Você não vai contar pra eles? — Ercilio perguntou pensativo

— Acho que eles me matam, já tentaram algumas vezes por acharem que eu era Gay — Danielle disse encolhida no canto, se afastando de Ercílio

— Vai pra longe não gatinha — ele puxou ela e a abraçou — Você é cheirosa, se tem que ir eu te levo no ponto, pois estou sem carro

Ela o abraçou forte, não queria sair dali, ele também não falou nada por vários minutos

— Vão pra um quarto — Rodrigo gritou do outro lado do quintal arrancando risos das pessoas

Danielle ficou envergonhada

— Idiota! — Falou para ele de longe

Mas sentiu algo, o chão lhe faltou, e achou que fosse cair, em um segundo tudo estava se movendo, ela estava no ombro de Ercílio

— Vou dar um jeito nisso — Ele falou caminhando com ela entrando na casa e subindo a escada de Metal

Instintivamente ela colocou a mão na saia para cobrir a bunda que ficou exposta

— Onde a gente vai, seu doido!? — Ela falou com medo, mas divertida

Ele deu um tapa na bunda dela, Danielle ficou mais envergonhada e deu um gritinho.

Entraram em um cômodo que ficava em cima, ele a jogou na cama, era macia e Danielle quicou ao bater nos lençóis macios, riu divertida

— O que foi isso!? — Ela falou animada

— Olha Dani — Ele falou engatinhando pela cama e parando no meio das pernas abertas dela — Te quero muito, não ligo para problemas, eu te assumo para todos, pro mundo, falo com seus pais, trago você pra morar aqui comigo se você quiser

Aquilo atingiu Danielle no cortex e a fez ter uma descarga de amor incondicional, ela abriu a boca acariciou o rosto dele

— Eu amo! — Falou sem acreditar nas próprias palavras

— Também te amo gatinha — Ercílio falou e ergueu o corpo, tirou a camiseta mostrando o peito forte, braços musculosos, nada como nos filmes, mas bem acima da média dos caras.

Ercílio fazia trabalhos braçais enquanto estudava tatuagem trabalhava em um mercado descarregando e carregando caminhões o que lhe dava uma força física brutal.

— O que você tá fazendo? — Ela perguntou ao ver o peito Nu do namorado

— Algo que eu queria fazer faz tempo — Ele disse tirando o short e a cueca de uma só vez, ficando completamente nu, ajoelhado na cama entre as pernas de Danielle

Ela olhou para ele, o corpo negro enorme, forte, alto, largo, o cabelo em Dreads negro escorrendo pelas costas. Ele agarrou o próprio pau e ela direcionou o olhar

Estava apontando para cima em forma de meia lua, comprido, largo, Danielle sentiu seu corpo arrepiar de tanto tesão, sua respiração estava ofegante

— Me mostra o que você tem aí, gatinha! — Ele disse agarrando as coxas de Danielle, subindo por entre a saia e segurando o shortinho dela, ela não demonstrou reação

Ele tirou-o e levantou a saia, deixou seu pau tocar o pau dela.

O Contraste era incrivel, o pênis de Danielle não era pequeno, mas naquele cenário parecia menor que o normal, Ercílio puxou a cabeça do pênis dela para fora com tanta força no movimento que a fez franzir o rosto de dor, o pau dela era branco e com a cabeça molhada cor de rosa contrastando com o pênis escuro e de cabeça roxa de Ercílio igualmente molhado.

Ele se deitou em cima dela, ela tentou abraçá-lo, mas era enorme, eles se beijaram, ela sentiu o pau duro dele cutucando o saco dela e depois a barriga

— Da pra mim — Ele falou no ouvido dela

Ela fez que sim com a cabeça e girou o corpo embaixo dele ficando de bruços

Imediatamente ele mordeu o pescoço dela, enfiou a mão nas costas e soltou o sutiã, em seguida puxou a blusa dela deixando ela nua da cintura pra cima.

As enormes mãos procuraram por seios, mas só encontraram bicos, ele beliscou com força arrancando um gemido alto dela, em seguida deu um tapa forte na bunda de Danielle

— Aaaiii — Ela reclamou do tapa dolorido

— Safada gostosa! — Ele falou apertando a bunda com as duas mãos e dando uma linguada

— Aaaaaiiii aaaiii — Ela gemeu ao sentir a enorme, quente e molhada língua dele

— Você é toda rosinha né amor? — Ele falou animado

— Sou — Ela respondeu dengosa — Não gosta?

— Adoro! — Ele respondeu

Ele passou o pau no cuzinho dela, depois o dedo, Danielle pegou a lubrificação do próprio pau e passou no próprio cu para ajudar.

A meia calça arrastão permitia os movimentos e o acesso à Danielle sem precisar tirá-la.

Com violência ele puxou o corpo dela para trás

— De quatro vai! — Ele não tinha cuidado para falar, sua voz era alta e despreocupada, parecia que estavam sozinhos, mas haviam mais pessoas e provavelmente podiam ouvir, ela obedeceu — Vou entrar

Ele colocou o pau na porta do cuzinho dela

— Vai! — Danielle falou agarrando o lençol com medo do que viria

Ercílio forçou a entrada devagar

— Aaaaiiiiiiiii — Ela reclamou — Cuidadooooo

Ele não ligou, continuou entrando até ela parar de reclamar, agarrou-a com força.

— Aaaaiii Erciliiioooo — Ela falou mas sentiu algo na sua boca

Era a mão gigante dele, ela passou a murmurar, não conseguia mais reclamar.

O pau dele entrou todo nela até o fundo, causando tesão e um pouco de dor.

Ela não teve tempo de se acostumar, pois o pau saiu e entrou de novo, dessa vez com violência numa estocada sem dó

Ela gritou de novo, mas estava abafada pela mão dele, o processo se repetiu quatro, seis, dez vezes até ele tirar a mão, estavam ambos num movimento sincronizado

— Ai, ai, ai — ela gemia a cada estocada

— Tá curtindo gatinha? — Ele perguntou ao apertar a cintura dela e puxar o corpo da cor de leite para seu penis de chocolate

— Tô! — Ela respondeu ofegante enquanto era enrabada por aquele negro que estava apaixonada — Te amo!

Ele riu e ela tentou virar a cabeça para trás, conseguiram se beijar enquanto ele não parava de meter.

Ele empurrou ela pra cama, fazendo-a deitar, soltou o peso em cima dela e aumentou o ritmo de maneira frenética, ela continuou gemendo

— Ai, ai, ai — Com uma voz fininha quase chiada, um misto de dor, surpresa  tesão

Ela sentiu que ele estava indo mais rápido, mais forte, apertava ela, a mão dele agarrou a barriga dela e outra o pênis, quando ela sentiu a mão gelada dele tocar seu pênis ela o choque causou algo que ela não esperava, uma ejaculação, ela ejaculou na mão dele gemendo alto

Não teve tempo de pensar nisso pois o gemido dele foi mais alto que o dela e Danielle sentiu seu corpo ser preenchido com uma pressão tão forte que jamais havia sentido, era porra em grande quantidade sendo bombeada em alta pressão para dentro dela.

Os dois param de gemer, ele ficou em cima dela, apoiado nos cotovelos para não machucá-la.

Ficaram quietos ofegantes por vários minutos, o pau dele ainda dentro dela, diminuindo de tamanho devagar, Danielle com a cara amassada no travesseiro sujo de maquiagem e suor.

— Delicia, eu te amo — Ele falou beijando a bochecha dela e envolvendo o corpo dela num abraço ao mesmo tempo que o pênis saiu de dentro dela

— A gente não usou camisinha — Ela disse preocupada

Ele riu

— Eu quero colocar um filho em você minha delicia, vou ser o pai mais feliz do mundo

Ela sorriu feliz, mesmo sendo impossível ela ficava feliz de saber que alguém queria isso com ela, diversas vezes na vida ela topou com esse tipo de sentimento.

Mas ele sabia que isso era impossível… não sabia?

Ficaram de frente alguns minutos, namorando, abraçados se amando

— Eu preciso mesmo ir — Ela disse fazendo menção de se levantar e sentindo a porra escorrendo pelas pernas — Tem banheiro aqui?

Ele apontou para o canto. Não havia chuveiro, apenas uma pia e um vaso sanitario, ela se limpou como deu.

Quando saiu do banheiro ele estava deitado usando o short, sem camisa, de braços cruzados, deitado, quando ela apareceu ele se levantou, na cabeça dele estava a o shortinho dela

— Essa era sua calcinha? — Ele perguntou animado

— É minha calcinha — Ela enfatizou — Me dá

— Parece um shortinho — Ele disse curioso

— É um shortinho, acho mais confortável, e como ia estar de saia, mais seguro. — Ela estendeu a mão

— Não, perdeu, vou guardar de recordação — Ele disse pra ela

— Não, ta louco, eu to só de saia, não da pra descer assim com tudo livre — Ela falou envergonhada

— Da seu jeito gatinha — Ele se levantou e cheirou o shortinho colocando no bolso

— Não! — Ela resmungou

Ele se aproximou e deu um beijo na boca dela, Danielle passou a mão no pau dele

— Eu queria ter mexido aqui — Ela falou parecendo desanimada

— Você vai, vamos fazer com mais tempo, eu só tava com tanto tesão que precisava te pegar de jeito, foi bom? — Ele perguntou meio inseguro

— Foi muito bom! — Ela disse animada

Ele passou a mão nos seios diminutos dela

— Muito pequenos né, todas as garotas ali fora de olho em você tem seios grandes — Danielle falou insegura

— Mas nenhuma tem os bicos rosa assim — Ele passou as costas dos dedos fazendo ela se arrepiar contente.

Ela ajeitou a saia, o cinto e depois o resto da roupa, não havia tirado as botas então vestiu-se rápido.

— Eu to falando sério, pode vir morar comigo aqui se tua família não te aceitar, eu aceito você do jeito que for — Ele disse

Danielle se sentiu bem, sentiu-se acolhida

— Obrigada — Deu um selinho — Agora me ajuda a enfrentar a vergonha de descer e encarar todo mundo?

Ele sorriu

— Ajudo — Falou segurando a mão dela para descerem as escadas.

Danielle olhou em volta

— Aqui é seu quarto? — Perguntou notando onde estava

— Sim, meu quarto e meu estudio de Tatuagem — Ele disse — Não tivemos tempo, mas você está com pressa, aí outro dia te mostro tatuando

— Que legal — Ela falou olhando em volta — Dói?

— O que? — Ele perguntou sem entender

— Tatuagem! — Ela falou

— Ah, dói, bastante, mas é suportável — Ele falou pensativo — Quer fazer uma?

Ela riu

— Não posso, meus pais me matariam — Danielle disse

— Faz uma pequena que eles não vão ver — Ercilio falou pegando a maquininha e fazendo-a trabalhar num chiado barulhento que assustou Danielle no primeiro momento

— Não, eles não iriam gostar — Ela disse pensativa

Ele agarrou a bunda dela e deslizou até o cóccix, faz aqui, bem no triângulo onde fica a calcinha e o biquíni, só quem vai ver é quem você quiser.

Ela ficou pensativa

— Não sei o que fazer — Ela disse — Nunca pensei nisso

— Eu sei, escrevo “Propriedade de Ercilio” — Ele falou virando o corpo dela e beijando a região

Ela riu do carinho

— Bora? — Ele perguntou animado

— O que? Tatuar que eu sou sua propriedade? — Ela perguntou

— É! — Ele falou animada

— Tá doido né, não! — Ela disse preocupada

— Tá, então quando a gente casar eu vou fazer uma aí escrito isso! — Ele disse

Ela se virou e olhou para ele, estava sério, ela sorriu

— Casa comigo e me passa pro seu nome, aí sim você pode escrever aí que eu sou sua propriedade

Ele sorriu

— Então vamos fazer um teste — Ele disse

— Que teste? — Ela perguntou curiosa

Ele pegou ela pela cintura e colocou-a sentada na maca, o penis apareceu e ela cobriu assustada

— Deixa, deixa — Ele falou tirando a mão dela, Danielle obedeceu.

Ele colocou a maquininha pra trabalhar

— O que você vai fazer? — Ela se encolheu

— Calma — Ele pegou a tinha — Da o pé aqui, vou fazer um risquinho para ver o quanto é sua dor

Ela deu o pé, ele passou álcool no tornozelo dela

— Bem pequeno tá, por favor — Ela falou temerosa

— Pode deixar — Ele ligou a máquina, o barulho era alto, quando encostou na pele de Danielle e trincou os dentes e puxou o ar

— Ai ai ai ai ai — Falou sentindo dor

— Muita dor? — Ele perguntou

— Muita! — Ela repetiu

— Prefere dar o cuzinho ou fazer uma tatuagem? — Ele perguntou

Ela sorriu envergonhada

— O cuzinho — Ela falou sorridente

— Sem vergonha — Ele limpou o pé dela e passou alcool

— Nossa dói mesmo! — Ela disse — Acho que não aguento uma inteira

— Essa é uma das partes que mais dois, mas faz assim, fiz um risquinho, cada vez que a gente conseguir, fazemos mais um pouquinho pode ser?

Ela franziu o olhar pra ele

— Nada de propriedade hein! — Ela falou

— Juro! — Ele beijou dois dedos e levantou

Ela sorriu e deu a mão pra ele, vamos

Ele pegou a mão dela e desceram as escadas, ela segurando a saia, preocupada.

— Não vai me dar mesmo minha calcinha? Eu to desprotegida — Ela disse tentando mais uma vez

— Não, não vou — Ele prosseguiu descendo — Essa é pra lembrar da nossa primeira vez.

As pessoas não disfarçaram, olharam mesmo, pararam o que faziam, Rodrigo puxou o coro com as palmas

— Meteram, meteram, meteram — Falou animado

As pessoas acompanharam, Danielle escondeu o rosto no braço de Ercilio

— Meu Deus — Ela falou envergonhada

— Tá, a gente meteu sim, vocês sabem, tomar no cu vocês — Ele puxou Danielle e deu um beijo — Vou levar minha princesa no ponto e já volto

Danielle esticou a mão para Rodrigo, ele veio até ela

— Tenho que passar na vó do Rô, só me leva até o portão, de lá vou embora — Virou-se para Rodrigo — Vamos comigo na sua vó

— Vamos — Rodrigo respondeu

Desceram juntos, no portão Ercílio a agarrou, pegou na bunda dela, estava nua embaixo da saia, tocou o pênis dela no escuro que fazia no quintal, ela o beijou e não fez objeção.

No caminho até a vó de Rodrigo ela contou tudo para ele, vestiu suas roupas, olhou-se no espelho e ficou entristecida por deixar de ser Danielle.

*** Dias atuais ***

— Que interessante — Priscilla disse — Suas histórias são bem interessantes, você é intensa

— Acho que sim — Danielle disse pensativa

— Amava ele mesmo? — Priscilla perguntou interessada

Danielle respirou fundo

— Não sei, ele me tratava bem, era bonito, cheiroso, delicado comigo, me defendia, me assumia, eu acho que amava sim — Parou um pouco para pensar — Acho que ainda amo sabe.

— E por que não estão mais juntos? — Priscilla perguntou

— Ficamos dez meses juntos, ele havia me convencido a fazer algumas coisas — Danielle disse

— Que coisas especificamente? a tatuagem? — Priscilla perguntou tentando analisar a situação

— A Tatuagem eu já tinha sido convencida, eu iria fazer mesmo antes da gente se casar — Danielle disse

— E o que seria? — Priscilla perguntou

— A que ele disse “Propriedade de Ercilio” no cóccix — Danielle disse

— Isso não é loucura?

— Olhando agora sim, totalmente loucura — Danielle disse — Mas eu era mais inocente, o que aconteceu me deu uma amadurecida — Falou pensativa

— O que aconteceu? — Priscilla perguntou curiosa

— Ele me dava muito perdido — Danielle disse — Já tinha me convencido a apresentar ele pros meus pais, e eu me revelar

— E o que houve?

*** Anos antes ***

— Cheguei — Ercilio falou ao abraçar Danielle na cadeira do Shopping

Ela estava com cara de poucos amigos, os olhos vermelhos, não retribuiu o carinho

— Que cara é essa gatinha, o que aconteceu? — Ele disse carinhoso sentando-se no banco do lado dela

— Fazem duas horas que eu to aqui igual uma idiota te esperando — Ela disse carrancuda

— Eu me atrasei, desculpa — Ele disse

— Onde você tava? — Ela perguntou séria

— Me atrapalhei, apareceu um cliente de última hora, a tatuagem demorou mais que o normal pra ficar pronta, desculpe

— Nesses ultimos quatro meses você mudou — Danielle disse — O que aconteceu?

— Não mudei, não aconteceu nada — Ele disse

— É buceta, você sente vontade de buceta né? — Danielle perguntou

— Ah Dani de novo esse papo, puta que me pariu — Ele falou parecendo cansado

— Seja honesto comigo, você nem sabe se me pedir eu vou achar normal — Ela disse simplória

— Você acharia normal se eu quisesse? — Ele perguntou desconfiado

Ela respirou fundo

— Senhor Jesus! — Ela falou desanimada — Eu só to aqui pra você saber que eu não sou mais trouxa tá

— Que isso gatinha, nunca disse que você é trouxa, quem disse isso? — Ele pergunto irritado

Ela abaixou a cabeça, parecia cansada, ele viu as lágrimas brotarem, se aproximou, puxou ela para próximo

— O que te falaram meu amor, me conta, vamos resolver isso juntos vai, não chora — Ele disse beijando a boca dela molhada de lágrimas, ele pegou o lenço da mesa e limpou, ela não usava maquiagem

— Seja sincero comigo, por favor, para de mentir — Ela disse chorando de forma contida

— Eu não minto pra você meu amor, eu juro — Ele disse

Ela apertou mais os olhos, as palavras pareciam facas em seu peito, ela soluçou ao chorar

— Você sente falta né? — Danielle perguntou

— De que? — Ele perguntou sem entender

Ela olhou para ele e não disse nada, parecia um anjo com os imensos olhos castanhos brilhantes cheios de água, ele entende, ela se referia às partes intimas femininas

— Não sinto, eu juro pra você — Ele disse — Prefiro seu botãozinho cor de rosa, apertadinho, cheirosinho — Ele disse beijando ela novamente

A cada resposta ela fechava mais os olhos, apertando com força como se doesse mais

— Você transou com alguém fora eu depois que a gente ta namorando? — Ela perguntou e olhou para ele, a resposta não veio — Nos ultimo quatro meses quando oficializamos mesmo, você transou com alguém?

— Não amor, desde que a gente tá ficando eu não fico com mais ninguém — Ele disse carinhoso

Ela soluçou de chorar, parecia sentir uma dor imensa, ele limpou mais ela com o guardanapo

— Calma amor, o que te falaram, eu não sei, mas eu te amo, estou aqui com você, fica tranquila

— Se você me ama para de mentir, por favor — Ela falou em súplica — Poxa eu to aqui, toda disponível pra você e você some, mente, ta na cara que não ta falando a verdade

— Eu to sim gatinha, o que de mentira você acha que eu to contando? — Ele perguntou direto

Danielle apertou as próprias coxas de nervoso, fechou os olhos

— Quem é Gabriela? — Ela perguntou e não quis olhar no rosto dele, desejou estar enganda, desejou que aquilo fosse um sonho

No fundo ela queria o homem só pra ela, mas ela sabia que a necessidade de uma vagina era grande em homens que eram heteros e ela ficou sabendo do passado de Ercilio, ele era o comedor do bairro, na festa que eles transaram ele já havia, com exceção da mãe e das irmãs, transado com todas as mulheres dali, por isso elas olhavam torno para Danielle.

Ele não respondeu, ela esperou alguns segundos, a resposta não veio ela soluçou de novo

— Meu Deus! — Ela falou desesperada segurando o rosto com as mãos

— Gatinha — Ele tocou a perna dela

— Tira a mão de mim — Ela falou sem tirar as mãos do rosto — Não encosta em mim

— Foi só uma coisa passageira, me perdoa, eu tive um caso com ela antes de conhecer você, ela foi no estudio fazer uma tatuagem e rolou, mas não foi nada sério, eu juro

— Vocês transaram? — Danielle perguntou

— Não! — Ele disse sem pensar

Ela encheu o pulmão de ar

— Mentiroso! — Gritou, todos no restaurante olharam para eles, Danielle pegou algo de dentro da bolsa e tirou, eram papeis, jogou na mesa 

Ercilio pegou

Eram conversas de Danielle com Gabriela, ele pegou os papéis, olhou por alguns segundos, parecia preocupado, em panico.

Ela pegou um envelope e abriu, colocou os exames na frente dele

— Já viu isso em algum lugar? — Danielle perguntou

Ele olhou, já conhecia, eram exames de gravidez

— Quatro meses, ela está grávida de quatro meses — Danielle disse pesarosa

— Eu não sei se o filho é meu — Ercilio disse tentando banalizar

Danielle pegou um papel, tinha um print de mensagem dele com Gabriela

“Pode ficar tranquila amor, vou assumir a criança e vamos nos casar”

— Isso aí é mentira Ercilio, é montagem? — Ela perguntou com as lágrimas caindo dos olhos

Ele demorou uns segundos para responder e fez que não com a cabeça

— É ou não é caralho? — Danielle perguntou nervosa

— Não é montagem, é tudo verdade — Ele disse entristecido

— Então eu só vim aqui pra você saber que não tem mais trouxa aqui não — Ela pegou a bolsinha, deixou os papeis na mesa e se levantou

— Você pode ir pra puta que pariu traidor filho da puta! — Ela gritou chamando atenção do restaurante

— Moça, calma, ta tudo bem aqui? — Um homem de terno se aproximou

— Não, não tá, dez meses de namoro e esse vagabundo filho da puta, que não tem trabalho de verdade engravidou uma biscate de rua — Ela gritou com o homem — É um desgraçado mesmo, tem que se fuder — Virou-se para Ercilio — Ouviu, filho da puta, eu desejo todo o mal pra você, que você se foda, que ela se foda, que essa criança morra! — Ela berrou

Ercilio se levantou

— Calma Dani — Ele disse

Mas Danielle fechou o punho e o acertou no meio do Nariz fazendo ele voltar a sentar com a mão no rosto.

Ela parou por alguns segundos, sua imagem ficou preta, ela perdeu a consciência.

Saltou em cima dele com fúria

— Eu vou te matar, era perfeito, você estragou tudo! — Gritou em desespero, mas não atingiu seu objetivo, o homem de terno a segurou no ar e a levou para longe

*** Dias atuais ***

— Nossa — Priscilla disse preocupada

— É… Nossa — Danielle disse pensativa

— Você ta bem com isso? — Priscilla disse — Quero dizer hoje em dia

— Não tenho opção, isso me fortaleceu — Danielle disse — Eu acho, mas me ajudou a não ser mais trouxa e nem falar eu te amo

— Entendo o que você disse sobre o Fábio e sobre responsabilidade afetiva

Danielle sorriu de forma entristecida

— Foi um dos piores momentos da minha vida, eu me senti humilhada, se não fosse meu Jesus provavelmente eu teria feito alguma bobagem

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Danielle Trans, Evangélica – Capítulo 31 — Retorno https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-31-retorno/ https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-31-retorno/#respond Sun, 20 Oct 2024 20:44:59 +0000 https://rafaelakhalil.wordpress.com/?p=418 location.href="https://rafaelakhalil.com/esse-conteudo-e-exclusivo/";

Os dias passaram voando, Danielle e Paulo mantiveram um contato estreito via aplicativo de mensagens e ele pediu um novo encontro, mas ela disse que não queria por hora, mas que no futuro aquilo viria.

Naquela manhã estava particularmente animada com o retorno de Fausto, não que ele fosse o amor da vida dela, e ela havia pensado muito nisso durante esses dias, depois do anuncio de Mirian

— Será que o Fausto é o homem que eu vou me casar e ficar o resto da minha vida e ter uma familia? — Ela se perguntou no caminho até o aeroporto

Esperava no portão de desembarque, os passageiros saindo de longe, observava atenta e o viu ao longe, ele trazia uma mochila e uma mala grande de rodinhas, estava conversando com uma mulher loira, Danielle observou, falaram algo, ele estava sorridente, a mulher foi embora e ele procurou Danielle acenou para ela.

Danielle se aproximou e ele a agarrou num abraço tirando-a do chão

— Que saudade de você meu amor — Ele cheirou o cabelo de Danielle — Seu cheirinho é tão gostoso

Ela o abraçou também, adorou o abraço apertado daquele homem gigante. Deram um beijo na boca e ele a colocou no chão dando um selinho, ambos sorridentes

— Quem era a peituda? — Danielle perguntou se referindo a mulher que ele vinha falando

— Ah, conheci no voo, perguntou se eu ia topar rachar um taxi por que iriamos para o mesmo lado, mas eu disse que a minha namorada vinha me buscar — Fausto disse animado

Danielle sorriu, gostou de ser chamada de namorada

— Você consegue ser linda mesmo não se arrumando — Fausto falou ao ver Danielle

Ela vestia uma roupa comum para seu dia a dia. Usava uma bata verde musgo com desenhos negros e vermelho escuro parecendo um tipo de camuflagem, um decote generoso que mostrava parte do seu sutiã negro de forma sexy, uma calça social preta bem justa e botinhas de salto para ficar da alturad ele, usava também brincos prateados, maquiagem leve com um batom vermelho forte e vibrante combinando com as unhas vermelhas.

Deram as mãos, ela quis puxar a mala de rodinhas mas ele não deixou, foram até o carro dela, colocaram as coisas no porta malas, ele entrou no banco de passageiros

— Carrão hein, eu não tinha visto ainda — Ele falou colocando o cinto

— Até parece né, nem perto dos seus — Ela disse — Esse é modesto

— É nada, é muito acima da média — Ele disse passando a mão no painel e olhando em volta — Banco de couro, automático, completo, é o Top! 

Danielle ligou o carro, não fez barulho, ela sorriu, gostava das suas conquistas e aquele carro era dela.

— Eu gosto, é muito bonito! — Falou animada saindo do estacionamento e pegando a estrada.

Fausto falou sobre a viagem, sobre as reuniões, disse que da próxima vez levaria Danielle de qualquer jeito e disse que era para ela preparar o passaporte por que ela iria viajar muito.

Danielle não gostava de ser carregada, queria ser independente, mas ser levada com ele nas viagens a animava de uma maneira fora do comum, mesmo ela não querendo demonstrar.

— Você vai ficar comigo aqui hoje né? — Fausto falou ao chegarem em seu apartamento

— Não posso querido, tenho que ir trabalhar — Danielle disse — Vou subir com você pra te ajudar e já vou

— Sabe que eu sou seu chefe e posso dar o dia se eu quiser né? — Ele falou enquanto estavam na entrada do prédio

Ela deu um beijinho nos lábios dele

— Sei, mas você não vai fazer isso — Ela disse — Eu tenho responsabilidades, não se intrometa

Ele sorriu, gostava dela ser independente e não querer nenhuma facilidade

Subiram, ele puxou as malas e sentou-se no sofá, abriu e em cima tinha um pacote, deu para ela

— Isso é seu! — Ele falou animado

— Meu? — Danielle disse curiosa abrindo

— Sim, chocolates, você mesma pediu — Ele disse

— Ah sim, é pra draguinha que tenho em casa — Danielle disse se lembrando de Mirian

— Mirian né? Sua sobrinha — Fausto disse — Quero conhecê-la

— Você vai — Danielle disse animada

Ele fechou as malas

— Não quero que você veja minhas roupas sujas! — Ele disse envergonhado

— Nada a ver, vai tomar um banho que eu coloco pra lavar, relaxa — Ela falou se levantando

— Não — Ele disse — Não tenho máquina de lavar, a empregada pega e leva, aí tras lavado

— Ah — Danielle falou um pouco envergonhada — Tá bom entao

— Vem tomar um banho comigo? — Fausto falou se aproximando dela no sofá

— Tenho que trabalhar, já disse — Ela disse recebendo beijinhos  carinhos no braço que fizeram seus pelos se arrepiar

— É que eu eu to meio suginho — Ele disse beijando a bochecha dela

— Toma um banho então eu espero — Ela disse no ouvido dele

Fausto levantou-se e correu para o chuveiro

Danielle ficou olhando os chocolates, os papeis, a carteira dele tinha um papel saindo… por curiosidade ela puxou e leu, era um cartão de visitas

“Heather Peacok” “Business Consulting”

Pegou o celular e bateu uma foto, aquilo poderia ser util, talvez fosse daquela mulher loira, seguia seus proprios instintos.

Pegou sua bolsa, tirou o gel que havia comprado na semana anterior, com cuidado lambuzou a ponta do dedo e enfiou na calça procurando seu anus, lambuzou e empurrou um pouco para dentro, ele iria diminuir a dor que ela teria com aquele pau enorme.

Danielle não sabia se iria transar, mas tudo indicava que sim, em casa havia se preparado para o sexo, mas se não acontecesse, tudo bem.

— Amor! — Fausto gritou do banheiro — Vem cá

Dani subiu as escadas pequenas em direção ao quarto dele, Fausto estava nu, o pau meia bomba 

— Isso é lindo demais — Ela falou se aproximando e tocando o enorme pau de Fausto em seguida o beijou na boca, sentindo o pau pulsar — Tá crescendo — ela falou entre os beijos

— Tá linda com esse batom, to apaixonado — Ele disse olhando-a nos olhos

Ela sorriu e colocou a lingua para fora por instinto, pareceu uma menina envergonhada

— Você tá com roupa demais — Ele falou agarrando-a com as duas mãos na bunda e jogando-a na cama

Danielle deu um gritinho divertido

— Cuidado! — falou sorridente

Ele avançou para cima dela voltando ao beijos e tirou a bata que ela vestia, deixando-a de sutiã, com mãos habilidosas ele desabotoou a calça dela e ela ajudou a tirar pois estava apertada

— Seu Jesus é justo, mas essa calça — Ele disse no ouvido dela

Ela riu e o abraçou animada

Ele se afastou

— Deixa eu ver — Falou olhando para Daniella

Ela estava deitada olhando para ele, apoiada nos cotovelos com o tronco erguido, usava calcinha box e sutiã pretos rendados combinando e meia calça também preta até o meio das coxas

— Linda, uma obra de arte — Ele disse sério

Ela chamou ele

— Para de conversa, vem pra cima! — Ela falou animada chamando-o com a mão

Ele obedeceu, foi para cima dela, abraçou-a tirou o sutiã e sem esperar caiu de boca nos seios de Danielle

Ela entortou as pernas, era delicioso, os seios eram sensíveis

— Esses moranguinhos cor de rosa são lindos — Ele disse ao beijar e fazer um fio de baba

Ela olhava séria e ofegante, entorpecida de tesão

— Tem outro moranguinho além — Ela falou não se reconhecendo, ela não tinha costume de fazer aquele tipo de referencia, mas se sentia a vontade com Fausto, mesmo ele não mostrando diretamente esse tipo de interesse

Fausto passou a mão na calcinha de Danielle, sentiu o pau dela meia bomba pulsando, de lado

— Já chego nesse morangão — Ele falou e voltou a chupar os seios dela

— Não me tortura assim — Ela falou de olhos fechados se contorcendo

Sentiu as mãos dele na lateral da calcinha dela, apoiou-se nos cotovelos de novo, ele puxou para baixo e o pau de Danielle apareceu, duro, apontando para cima

Fausto pegou, puxou a cabeça para fora e deu um beijo, olhou para ela e abocanhou, ela gemeu e jogou a cabeça pra trás

— Aaaiiii amoooorrr — Gemeu de tesão apertando a cabeça dele

Fausto desceu beijando o penis e pegou acariciou o saco de Danielle, beijou, ela colocou a mão e flexionou as pernas

— Chega de carinho aí – Falou animada — Deita aqui vem! 

Fausto deitou-se na cama, Danielle imediatamente agarrou o pau dele, com as duas mãos, puxou a cabeça enorme para fora e abocanhou chupando a base da glande, sabia que ali era fatal

— Aaaa — Fausto gemeu de boca aberta — Isso é bom demais

— Eu sei! — Danielle disse tirando o cabelo colado no rosto — Quando você for me mamar, faz assim — Mostrou como fazia e ele se contorceu, deu um joinha com a mão e fez um sinal de OK, ela continuou

Danielle chupou o pau do namorado por alguns minutos, deixando bem duro, estico-se até a gaveta da cama, havia deixado um gelzinho ali da outra vez, ainda estava lá.

— Senta na minha cara, to com saudade desse cu cor de rosa! — Fausto disse

— Não gatinho, a Dani promete que volta depois tá, mas eu tenho que trabalhar, vou só tirar leite desse pau aqui e ir embora — Ela falou enquanto passava gelzinho no próprio cu com uma mão e acariciava o pau de Fausto melado de Gel.

Danielle engatinhou para cima ele e sentou na barriga de Fausto, sorriu

Ele acariciou os seios dela e a cintura, ela levantou a perna e virou-se de costas pra ele exibindo a bunda enorme e branca, ele imediatamente agarrou com as duas mãos e deu um tapa deixando a marca vermelha

— Aaaiii Filho da puta — Ela reclamou

Ele riu

— Gostosa! — Falou apertando e passou o dedo no buraquinho dela

Mas Danielle se afastou e ergueu o corpo, ficou em pé e se posicionou em cima do pau dele, abaixou-se com os pés plantados na cama e posicionou o pau na porta do cuzinho

— Fica quietinho pra não me machucar tá — Ela falou cuidados

— Tá — ele respondeu atento

O pau era enorme, mais pargo que o pulso de Danielle, mas perto da enorme bunda e das coxas grossas dela parecia ridículo

Devagar o botãozinho cor de rosa de Danielle engoliu a cabeça do pau dele, Fausto observou, piscava, parecia uma boca engolindo algo, uma boca beijável, parecia ter vida própria, a cada piscada o pau entrava mais e mais.

Fausto sentia a sensação de seu pau ser apertado quase como se fosse espremido, era quente, melado, apertado

— Aaahh que gostoso — Fausto disse

— Aaaa — Danielle só gemeu, sentiu as gotas de baba descerem pelo pescoço, ficou com vergonha, mas deu graças a Deus que Fausto não havia visto, estava de olhos brancos revirados.

Danielle não tinha uma ânsia muito grande por paus enormes, não era algo que ela procurava, tinha curiosidade, um amor seu antigo, um tatuador chamado Ercilio tinha um pau bem grosso, ela chegou a chorar nesse pau e achava uma delícia, mas esse era praticamente o dobro do pau de Ercílio.

Ela desceu, centimetro a centimetro até que a bunda encostou no púbis de Fausto, ela ficou alguns segundos parada, quietinha

Então jogou o corpo levemente para frente, apoiando-se nos joelhos dele e ergueu a bunda enorme, o penis saiu quase inteiro, mas voltou rápido para dentro

Ambos gemeram junto

— Gostoso, né? — Danielle perguntou ofegante

— Muito — Fausto disse

— Então segura aí! — Ela falou sorridente

E começou a subir e a descer no movimento chamado bate estaca, algo que ela não havia feito com Fausto, não com tamanha violência e velocidade, parecia outra pessoa, parecia mudada, parecia ter praticado, o pau enorme de Fausto entrava e saia do cu de Danielle que parecia não se importar.

Durante quase três minutos ela repetiu o gesto até que ela deu um gritinho fino

— Ai meu Deus — Falou e parou

— Tudo bem? — Fausto perguntou preocupado

Ela agitou o braço, não conseguia falar

Fausto sentiu os jatos quentes em suas coxas, ela estava ejaculando

— Aaaaiii! — Ela tremia — Gozei — Falou ofegante

— Bom? — Ele perguntou interessado

Ela riu

— Vai, fode esse cu! — Ela falou em fúria voltando a pular

Dessa vez com mais intensidade, o barulho da bunda dela batendo no púbis dele era alto, o saco dela bateu algumas vezes nas coxas dele produzindo estalos, mas parou, ela o segurou, não gostava daquilo

Menos de um minuto depois foi Fausto que tremeu e gemeu

— Ai Senhor, isso é muito bom — Assim que gemeu Danielle sentiu a pressão dentro de si, estava gozando

Ela não diminuiu o ritmo, continuou, o semem começou a escorrer pelo pau dele, enquanto ela descia e subida fazendo a sujeira mais linda que Fausto havia visto, a bunda de Danielle brilhando de porra fresca, cara vez que ela subia e descia o pau ficava mais mole e fios de porra dele e dela uniam os corpos temporariamente

Até que ela parou e se sentou no pau dele que pulsava e amolecia

Ela estava ofegante, parada, trêmula, as mãos apoiadas nas coxas dele

— Tudo bem Dani? — Ele perguntou sem poder alcançá-la com as mãos

— Preciso de água — ela falou ofegante e se levantou, saiu do quarto e desceu as escadas nua.

Voltou minutos depois com um copo de água grande e uma toalha

— Toma, bebe — Estava menos ofegante, tinha um sorriso no rosto

Fausto bebeu e a puxou pra cama

— Fica comigo — Ele insistiu

— Não posso querido — Ela falou olhando nos olhos dele, acariciou o rosto, era bonito

— Eu te amo — Ele disse sincero — Nos tempo que fiquei fora só pensei nisso, pensi em você o tempo todo, em você comigo, a gente viajando

— Ama mesmo eu sendo uma travequinha? — Ela falou amigável

— Não, esquece isso, não vamos mais usar isso — Ele disse

— Na boa, pensei bem, vamos usar entre nós, nosso segredinho, só nosso — Ela disse tocando a ponta do nariz dela

— Te amaria mesmo se você fosse tivesse nascido mulher — Ele disse carinhoso

Ela sorriu e segurou o rosto dele, sorrindo, observando com cuidado cada fio de cabelo, cada poro da barba por fazer.

— E eu pensei em outra coisa — Ele disse sério

— No que? — Ela perguntou franzindo a testa

— Pode apresentar seu Jesus pra mim? — Ele perguntou

Ela ficou surpresa, se sentou na cama

— Meu Jesus? — Ela perguntou confusa

— Sim, obviamente não é o mesmo Jesus que eu conheço, você fala com tanto amor, tanta devoção e se existe algo que você ama eu quero amar também — Ele disse

Ela sorriu animada, seus olhos encheram de lágrimas de felicidade, abraçou-o

— Apresento sim, pode deixar, você vai adorar! — Falou animada

Ela tomou um banho rápido, vestiu-se e saiu antes dele implorar para ela ficar novamente.

Já na porta ele a segurou

— Fica — Fausto implorou

— Não posso, tenho que ter minhas responsabilidades, se eu parar num dia de semana para te ver como é que você vai saber que eu sou uma boa esposa?

Ele sorriu

— Uma pergunta — Ele falou pensativo

— Logo que eu preciso ir — Ela abraçou ele e ficou na ponta dos pés

— Isso que você fez foi maravilhoso, você andou treinando de algum jeito? — Ele disse, mas se justificou — Não estou sugerindo nada, só que foi diferente tá

Ela riu debochada

— Um dia eu te conto o meu segredo! — Falou divertida — Pode ficar despreocupado quanto a isso — Deu um beijo nos lábios dele e foi virou as costas

Fausto deu um tapa na bunda dela e ela se apressou para dentro do elevador privativo.

Chegou no trabalho

— Bom dia — Falou animada, parecia estar nas nuvens

— Bom dia — Carol falou ao passar por ela — Amei o batom

— Obrigada — Danielle sorriu.

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Danielle Trans, Evangélica – Capítulo 30 — Vou pro inferno https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-30-vou-pro-inferno/ https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-30-vou-pro-inferno/#respond Sun, 20 Oct 2024 20:44:58 +0000 https://rafaelakhalil.wordpress.com/?p=416 location.href="https://rafaelakhalil.com/esse-conteudo-e-exclusivo/";

— Tia! — A voz estridente de Mirian acordou Danielle juntamento com a luz do quarto se acendendo

A cama se deformou ao lado dela com o peso

— Apaga isso! — Danielle 

— Tia, você tava na TV, era você? — Mirian falou mostrando o celular, a imagem de Danielle saindo junto com a policia

— Era sim — Danielle respondeu dando uma uma olhada no telefone e virando de lado

— O que aconteceu, teve um assalto, você ta bem? — Mirian pergunto preocupada

— Eu to, não foi nada, me deixa — Danille se cobriu

Mirian insistiu tanto que Danielle se descobriu irritada

— Ai meu, me deixa! — Falou nervosa

Mirian olhou para ela, piscou os dois olhos devagar e se levantou

— Trouxe pão, vou fazer ovo pra tomar café, levanta — Deu as costas e saiu

Mirian não viu, mas Danielle revirou os olhos.

Levantou, tomou um banho e foi tomar café, Mirian havia preparado tudo, teve que explicar o que havia acontecido nos minimos detalhes, explicou que precisou ficar nua e que aquilo tinha sido humilhante

— O Véio te viu pelada então? — Perguntou pensativa — Ele não sabia que você era… — Não terminou a frase

— Não, obvio que não, e isso era uma coisa que eu não ia falar — Danielle disse

— Ué, ia ter um relacionamento no segredo? — Mirian perguntou confusa — Pensei que você não gostasse desse negócio de sigilo

— Que sigilo nada, eu não quero relacionamento com ninguém, tem gente demais já em cima de mim, eu queria só sair para papear por que eu tinha prometido e acabei ligando sem querer, não queria que passasse disso, não tinha por que

— E agora? — Mirian perguntou curiosa

— Agora nada, sigo minha vida e provavelmente não vou ver ele nunca mais — Danielle falou tomou um gole demorado de café

Ouviram, olhou para o Relógio, eram 8 da manhã, domingo

Uma buzina tocou em frente à casa e uma voz feminina “Entrega!”

Ambas se olharam e franziram a testa, Mirian correu para ir ver, Danielle não se incomodou, apenas esperou a sobrinha voltar.

Ela demorou quase dois minutos, mesmo impaciente Danielle resolveu não dar atenção, ouviu um barulho de passos e de plástico amassando

— Tia olha isso! — Mirian entrou pela porta com uma cesta de palha com um plastico cobrindo e muitas coisas dentro

—  O que é isso? — Danielle perguntou curiosa se aproximando

Mirian colocou na mesa mostrando que era pesada

— É pra você — Mirian deu um envelope para Danielle

Danielle abriu

“Espero que seus dias não sejam ruins, esqueça o incidente de ontem, vamos recomeçar? Quero ser seu amigo, quero saber mais sobre você. Você é uma MULHER incrível e linda, não deixe que te digam o contrário, Assinado: Paulo

PS: As tâmaras são deliciosas”

Danielle sorriu sem perceber, mas a voz da sobrinha chamou sua atenção

— É do véio? — Mirian perguntou curiosa

— Que véio Mirian, o nome dele é Paulo e sim, é dele — Danielle disse puxando o saco plástico

Abriram e ficaram admirada, era uma amontoado de comida de todos os tipos, chocolates, doces, frutas, biscoitos, queijos, era tanta coisa que Danielle ficou confusa

— Sabe o que isso quer dizer? — Mirian disse misteriosa

— O que? — Danielle prestou atenção

— Que ele acha que você tá magra olha só a quantidade de coisa! — Mirian disse admirada

Danielle sorriu

Mirian correu para o quarto e pegou o Celular de Danielle

— Faz uma pose na frente da Cesta tia! — Mirian falou, Danielle sorriu amigavelmente. Mirian deu o celular na mão dela — Agora manda pra ele a foto agradecendo

— Eu não — Danielle disse deixando o celular de lado

— Ai tia, deixa de grosseria, manda! — Mirian disse

— Eu não quero esperança de mais ninguem em cima de mim Mirian, chega! — Danielle disse irritada

— Oh Jumenta, não é esperança é educação, minha vó não te ensinou nada não!? — Mirian disse nervosa

Danielle pegou o celular com cara de poucos amigos e enviou uma mensagem para Paulo junto com a foto “Não precisava disso, amei a cesta, muito obrigada, tenha um bom dia”

Ele apenas reagiu a foto com um coração.

Sentaram-se e começaram a comer as coisas, falaram de varios assuntos que não tinham ligações com Paulo ou como evento

Depois de muito tempo Danielle mudou de assunto bruscamente

— E aquele seu noivo? — Danielle perguntou curiosa — Tomou vergonha na cara e largou ele?

— Não exatamente, preciso até falar com você mesmo sobre isso, sobre algo que aconteceu — Mirian estava temerosa

Danielle olhou bem pra ela

— Se ele colocou a mão em você eu corto o saco dele fora, você sabe né? — Danielle disse agressiva

— Não, ele não é agressivo comigo — Mirian perguntou curiosa — Por que você não gosta dele? Eu queria tanto que vocês se dessem bem, você é a pessoa mais importante pra mim, você é praticamente minha mãe

Danielle abriu a boca e puxou Mirian para um abraço, apertou ela bem, Mirian não disse nada até desfazer o abraço, Danielle parecia querer prolongar aquilo, quando se afastaram Mirian estava séria

— Fala — Disse seca, Danielle viu que aquele gesto amargo era parecido com o dela

Danielle respirou fundo

— O que eu vou falar, certamente será negado por ele, e eu juro que é verdade — Danielle disse

— Sou toda ouvidos, confio em você — Mirian disse preocupada

— Um pouco antes de te conhecer, ele me conheceu, ficou sabendo que eu era trans de algum jeito, acho que a piada dos cara na igreja é essa, de traveco.

— Sim — Mirian respirou fundo ao dizer

— Os caras riram de mim pois falaram que eu tava “Parecendo uma irmã de verdade” — Quando eu passei, e eu tava me sentindo linda naquele dia, não me abalou, eu tava namorando, tava muito bem, seu namorado tava no meio dos caras

— O que ele disse? — Mirian perguntou interessada

— Não importa não dei ouvidos, foi alguma piada idiota que eu nem melembro — Danielle disse — Mas aí tivemos o culto, e no fim, você sabe, o pessoal fica de papo, eu tava conversando com uns meninos no canto e com sua mãe — Danielle disse — Ele se aproximou da gente, perguntou de você, já estava interessado

Mirian ouvia atentamente

*** Dois anos antes ***

Danielle conversava com a cunhada, mãe e outras pessoas da igreja

— Boa noite, eu sou o Carlos Henrique — O homem bonito de cabelos volumosos bem aparados se aproximou, Danielle já havia reparado nele, era bonito, usava uma cavanhaque estiloso — A Senhora é a Mãe da Mirian?

— Eu mesma! — Respondeu curiosa

— Ela não veio hoje? — Ele perguntou interessado

— Não, não estava se sentindo bem —  Respondeu sorridente

— Você conhece ela? — Danielle perguntou entrando na Conversa, naquela época ainda era conhecida como Moisés, mas Claramente não era uma homem normal, era afeminada.

Carlos Henrique olhou para ela debaixo em cima com certa superioridade, uma cara de nojo

— Quero conhecer — Ele disse

Danielle não respondeu

— Ela é comprometida? — Ele perguntou fazendo as mulheres sorrirem, exceto Danielle

— Que eu saiba não — Respondeu seca

O Pastor chamou atenção na porta da igreja e os fieis foram até ele, Danielle ficou sózinha com Carlos Henrique

— E você? — Carlos Henrique perguntou

— Eu o que? — Danielle respondeu ríspida

— É comprometido? — Carlos Henrique perguntou

— O que te interessa? — Danielle respondeu de forma áspera

— Vai, não se faça de dificil viado, os caras falaram que você transa — Carlos Henrique falou — To na seca, preciso de uma mamada

Danielle arregalou os olhos

— Vai ser fuder, palhaço! — Danielle falou tentando sair de perto dele

Mas ele a segurou pelo braço

— Essa sua bundinha arrebitada deve ser uma delicia, da ela pra mim vai — Ele falou no ouvido dela

— Me solta! — Danielle tirou o braço com força

Ele riu debochado e andou em outra direção

*** Dias atuais ***

— Caralho — Mirian disse devagar, em seguida bateu na própria boca — Desculpa Jesus!

Danielle também bateu na própria boca devagar, mas não disse nada

— Eu não sabia que ele tinha falado isso, não sabia que ele pensava assim — Mirian disse preocupada — Eu vou falar com ele

— Não, não vai, sabe por que? — Danielle disse se levantando 

— Por que? — Mirian perguntou interessada

— Por que ele vai mentir, vai dizer que eu sou louca, que eu sou um viado e que ele é de Deus e que eu não sou, sou do demônio, aí você vai ficar na dúvida e vai ficar com raiva de mim e ele com mais ódio de mim ainda

— Ele tem raiva de você por que você não quis ficar com ele — Mirian falou pensativa — Por que você não quis ficar com ele? Não é seu tipo?

— Ele perguntou de você, perguntou se você era solteira, tava interessado em você, nesse momento ele perguntou qualquer possibilidade comigo — Danielle disse

Mirian ficou quieta

— Vamos fazer o que hoje? ver TV? — Danielle disse tentando mudar de assunto

— Mas você sente algo por ele? — Mirian perguntou preocupada

— Pelo amor de Deus Mirian, não, eu não gosto dele por que ele é o tipico cara “do sigilo” é o cara que tem uma namorada e trai com outra, se um dia vocês se casarem — Levantou as mãos em oração — Que Deus te livre, ele vai meter chifre em você

Mirian abaixou a cabeça, Danielle observou, sabia que ela queria falar mais alguma coisa, conhecia a sobrinha, sentou-se na cadeira  na frente dela.

— Tem outra coisa — Mirian disse

— Fala — Danielle sentiu um calafrio, um aviso de que não era algo bom — Não fala que você tá grávida por favor — Danielle disse em suplica

— Não, eu não transei, você sabe — Miran disse — Com ele eu não fiz nem atrás.

— Então o que? — Danielle perguntou curiosa

— Ele me pediu em casamento — Mirian disse observando a expressão do rosto de Danielle

Danielle colocou as duas mãos no rosto e apertou, apoiou os cotovelos no joelho, em seguida sem levantar a cabeça disse com a voz abafada

— E você disse o que? — Perguntou sentindo seu estômago revirar

— Eu disse que a gente precisa noivar primeiro — Mirian disse

Danielle não se mexeu

— Quanto tempo — Perguntou

— Não se, pelo menos um ano — Mirian falou — Algo assim

Danielle respirou fundo

Levantou a cabeça, estava com o rosto vermelho, os olhos vermelhos, olhou para Mirian e fez um sinal positivo com a cabeça

— Você pensa o que disso? — Danielle perguntou — Ele é o cara para você passar o resto da sua vida?

— Acho que sim, eu gosto dele — Mirian disse

— Gosta Mirian, você gosta de mim também — Danielle disse — Quer casar comigo?

— Você eu amo, você é minha mãe! — Mirian disse se levantando — Pense que você ia ficar feliz por mim

— Eu to com medo por você! — Danielle disse

— Por que medo!? — Mirian respondeu — Ele não é má pessoa

— Eu sinto o cheio de problemas nele, eu não se explicar — Danielle disse — Eu, eu, simplesmente acho que ele não é pra você

— Nunca vai ter ninguém pra mim se depender de você — Mirian disse desanimada

Danielle engoliu seco, era bem crítica com os relacionamentos de Mirian

— Vai me bater de cinta de novo? — Mirian perguntou mostrando a mágoa do passado

— Não, aquilo foi diferente — Danielle disse

— Foi? — Mirian disse — Só uma outra escolha errada do seu ponto de vista né

— Meu, para, não é isso — Danielle disse

— E o que é? — Mirian perguntou curiosa

— Eu não gosto dele, eu acho ele uma pessoa ruim, ele esconde as coisas, simplesmente não gosto dele! — Danielle disse — Porra preciso dar motivo pra tudo? Meu santo não bateu com o dele e pronto, ele me olha atravessado você viu

Mirian ficou em silencio introspectiva, Danielle se aproximou agarrou o braço dela e beijou a mão

— Não sou eu, é você, você que tem que saber, se você gosta vai em frente eu te apoio e ajudo, mas que fique claro e isso é oficial — Danielle olhou para Mirian nos olhos

— Se ele te fizer algum mal, eu vou pro inferno por que ele vai sofrer — Danielle disse séria

— Tia — Mirian disse em súplica — Ele não vai me fazer mal

— Espero que não — Danielle disse, agarrou ela — Parabéns querida, espero que você seja fez tá, te amo muito

Tanto Danielle como Mirian choraram no abraço, Mirian de felicidade pela tia ter dado aquele carinho, Danielle de tristeza e preocupação.

— E aí, fica pra almoçar e vermos algo? — Danielle perguntou

— Não, eu preciso trabalhar, tenho um relatório e hoje vai ter uma implantação no fim da tarde, preciso acompanhar — Mirian respondeu, também trabalhava na área de Tecnologia, havia conseguido emprego graças à Danielle que havia dado aulas a ela e indicado nas empresas onde havia passado

— Tá bom querida, eu vou ficar por aqui, qualquer coisa me chama — Danielle disse.

Estava frustrada, precisava fazer algo para espairecer

Ficou isolada no domingo, foi curta e grossa com todas as mensagens que respondeu e foram muitas de Fabio, Fausto, Paulo e até Armando.

Pegou o celular e procurou por Sex Shop, achou um grande, longe, pegou o carro e foi até lá.

Olhou algumas coisas, brinquedos, óleos com essências, dildos, cintas, conversou com a vendedora e abriu o jogo, disse que era uma mulher transexual e que tinha um parceiro sexual que tinha um penis grande demais.

Tenho dois produtos para isso

Ela se abaixou no balcão e pegou alguns frascos e bisnagas

— Esse chão géis para amortecer o sexo anal — A vendedora disse

Mostrou como funcionavam, Danielle ficou interessada e pegou algumas opções, iria testar

— E tem outra coisa — Ela disse pegano a escada e subindo até a parte mais alta, pegou uma caixinha, o desenho parecia uma bomba de encher pneu de carro

Colocou no balcão e abriu a caixa, Danielle não entendeu a principio, ela tirou da caixa e ligou na tomada

Um pequeno pistão se mexeu fazendo movimentos para frente e para trás, depois cima baixo, a vendedora começou a mostrar as posições, Danielle não estava entendendo bem, então a vendedora pegou um Penis de Borracha e encaixou na extremidade e tudo fez sentido.

O penis se movia de maneira viril para frente e para trás, com um pequeno ajuste para cima e para baixo e em diversos ângulos e direções, um pequeno pistão hidráulico ligado na tomada.

— Ele vem com esse conjunto de dildos aqui, mas se você comprar eu te dou desconto num do tamanho do do seu namorado ai você pratica de verdade — A vendedora disse

Danielle ficou corada, parecia legal, parecia uma boa ideia, e ela fez, comprou o motor.

Em casa, ela olhou para a caixa e se arrependeu, mas não havia o que fazer, já havia comprado.

Foi até o chão do quarto, esticou um tapete, colocou o motor, ligou na tomada, pegou o controle remoto, encaixou um penis pequeno e observou os movimentos, imaginou como aquilo funcionaria.

Tomou um banho quente e demorado, pensando se aquilo funcionaria ou se iria devolver, pensou que Mirian não poderia ver por que aquilo seria extremamente pessoal e dificilmente ela conseguiria esconder da sobrinha, talvez se falasse que era uma aparelho de inalação Mirian acreditaria, riu sózinha disso.

Saiu do banho, passou pelo aparelho e foi para o quarto, deitou-se na cama, colocou um filme, mas não prestou atenção, ainda estava com aquilo na cabeça, já tinha comprado, não iria deixar de lado, precisava testar, voltou ao banheiro.

Arrumou o tapete, um penis de tamanho médio esta acoplado, lubrificou a si mesma e o penis, queria só ver se aquilo iria funcionar, tinha certeza que não, que seria chato e mecanico.

Fez alguns testes com o controle, viu que ele conseguia ir bem devagar ou bem rapido, ajoelhou-se na frente dele e deslizou para trás delicadamente colocando a cabeça lubrificada do pênis de borracha na porta de seu cuzinho e apertou no movimento devagar, ele forçou sua portinha ela gemeu e se projetou pra frente

— Calma aí rapaz! — Falou para si mesma e riu por parecer uma doida falando sozinha.

Fez o pistão voltar para a posição original

— Vamo — Repetiu o movimento.

Dessa vez o pistão veo mais devagar, forçou a porta do seu cuzinho cor de rosa e ela parou

— Isso, deixa eu acostumar com você, vamos nos conhecer primeiro — Falou apoiando os cotovelos no não em cima do tapete e abrindo bem as pernas, ficando totalmente vulnerável. Aquele tipo de posição era perigosa pois os homens se empolgavam com a bunda dela e metiam muito fundo, mas ali era um cenário controlado, ela saberia o que fazer.

Empurrou a pequena alavanca do controle devagar e o penis obedeceu, entrou devagar, ela gemeu 

— Uuuuuuu — Falou fechando os olhos e contendo a entrada — Cuidado — falou para a máquina

Aguardou alguns segundos e empurrou a alavanca de novo, o penis entrou um pouco dentro dela

— Isso garotão! — Ela falou já em delírio, empurrou um pouco pais e ele entrou dentro dela devagar, mas como uma viga de aço sem se conter — Pooorrrraaaa! — Ela falou parando o movimento — Caralho! —- Falou ofegante

Ficou mais alguns segundos e voltou a fazer o movimento, dessa vez o pistão entrou maus um pouco e foi na direção contraria saindo dela

— Onde você vai, vem aqui — Falou de forma gentil

O penis saiu dela e entrou com a mesma firmeza

Ela riu

— Entendi, isso vai ser da hora! — Falou animada se posicionando — Manda bala querido!

Apertou o botão pre programador e ele repetiu o movimento, entrou dentro dela e saiu, devagar, mas com firmeza, uma firmeza que um pau normal não tinha, era reto, duro, firme, agressivo mas também delicado e apaixonante.

Danielle largou o controle e agarrou o tapete, quando percebeu estava jogando o corpo devagar contra os movimentos do penis fazendo com que ele entrasse mais e mais fundo

— Ai meu Deus, isso muito bom — Ela falou — É bom demais!

O barulho era praticamente imperceptivel, daria para fazer com dezena de pessoas em casa e ninguem saberia o que está acontecendo, teria apenas que controlar os gemidos.

Danielle sentiu um calor subindo por suas costas, algo que ela já conhecia, abriu os olhos

— Oh! — Antes de pensar ou falar algo sentiu o jato

Fazia tempo que não gozava, o jato foi forte, atingiu o tapete e seu proprio queixo, ela riu animada

— Meu novo amor! — Falou ofegante enquanto brinquedo entrava e saia castigando ela sem dó

Ela não parou, deixou prosseguir, nos primeiros dez minutos foram quatro orgasmos, na próxima hora que Danielle ficou imóvel recebendo aquele penis dentro de si ela perdeu a conta de quanto gozou, a ultima gozada foi dolorida, seu penis pulsou, seu cu apertou o brinquedo que já estava na velocidade maior e mais barulhenta.

Ela resolveu desligar, seu coração estava acelerado

— Vinte eu acho — Falou olhando para o teto sentindo seu cuzinho piscar, riu de si mesma — Acho que vinte cinto — Deu um tapa no próprio rosto — Você é patética Danielle — Mas achou engraçado

Tentou se ajoelhar para se levantar mas as pernas estavam bambas, tremeram, não houve firmeza, ela se deitou no tapete

— Preciso de uns minutinhos — Falou ofegante e fechou os olhos.

O alarme tocou, ela acordou, estava com frio, a claridade entrava pela janela do banheiro, o telefone marcava 6:00 da manhã

— Droga! — Ela falou ao ver a hora

Tentou se levantar, com dificuldade, com dificuldade andou até o box para tomar outro banho, estava suada, cansada, o cuzinho não doía, mas latejava ela deixou a água quente bater em seu corpo e sorriu

— Se tudo der errado eu abandono os relacionamentos e fico só com você! — Falou para o aparelho.

Ao sair do banho, guardou o aparelho e viu na bolsinha o pênis gigante do tamanho do de Fausto, acariciou ele.

— Bom, hoje à noite eu pratico — Deu um beijinho e o guardou.

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Danielle Trans, Evangélica – Capítulo 29 — Tirem as roupas https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-29-tirem-as-roupas/ https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-29-tirem-as-roupas/#respond Sun, 20 Oct 2024 20:44:43 +0000 https://rafaelakhalil.wordpress.com/?p=414 location.href="https://rafaelakhalil.com/esse-conteudo-e-exclusivo/";

Danielle acordou pensando ser um dia comum, mas não era, nas primeiras horas do dia entrou em pânico, se deu conta de que iria encontrar um homem aparentemente muito rico e poderoso e ainda por cima experiente.

Não que ela tivesse pretensão alguma com ele ao menos nesse encontro pois estava disposta realmente a esperar Fausto voltar.

Tomou café da manhã rápido e correu para o salão de beleza, fez uma limpeza de pele, hidratou o cabelo e fez um penteado bonito, colocou unhas de gel e fez uma maquiagem profissional, pediu para ficar leve e bonito.

Comprou um vestido novo, algo que normalmente ela não compraria, mas seu sexto sentido apitou quando passou por ele.

Era uma peça simples e comportado, um pequeno decote V, ombros cobertos e braços expostos, o vestido era amarelo bem claro com pequenas flores diversas todas em tons de amarelo, laranja e vermelho claro, a cintura bem definida com um cinto que já vinha junto o fazia escorrer como um véu de seda até um pouco depois dos joelhos.

A vendedor sugeriu um sapato de salto que combinava com o vestido, Danielle levou também.

Estava aflita, não sabia o que esperar, normalmente um homem mais novo teria enviado mensagens confirmando ou dando mais informações ou até perguntando como ela estava, mas até ali nada.

O Carro de aplicativo a deixou na frente da empresa e ela pensou como aquilo havia sido aleatŕoio, ela havia ligado sem querer para alguém que ela nem se lembrava e ali estava ela, se questionava as vezes se Deus colocava essas pequenas aventuras em sua vida de propósito por algum motivo que ela não sabia.

— A vida é assim né? — Ela falou em um tom despreocupado, mas para si mesma

— Assim como? — A voz áspera de Paulo surgiu atrás dela

Ela se virou e sorriu, não o esperava, se atrapalhou e não sabia como cumprimentá-lo, ele se aproximou e deu-lhe um abraço.

O Perfume dele invadiu as narinas dela, era maravilhoso amadeirado e lembrava uma brisa na floresta, usava uma camisa Pólo com uma calça de sarja e tênis esporte, um blazer creme discreto, estava bonito, era um homem fisicamente idoso, mas a sua mente estava longe disso.

— Uau! — Ele disse — Que cheiro espetacular esse seu perfume, doce, suave! — Ele acrescentou

Ela sorriu contente.

— O seu também é ótimo — Ela disse sorridente

— Angel? — Ele perguntou curioso

Ela sorriu, ficou contente por ele ter reconhecido, aquele perfume era caro para os padrões de Danielle

— Sim, ele mesmo! — Ela sorriu satisfeita — Mas o seu eu não sei qual é, não conheço tantos perfumes assim.

— O meu é um Spiritueuse Double Vanille — Ele disse calmamente

Danielle piscou forte e balançou a cabeça levemente sem entender o que ele havia dito, soava como francês.

— Vai dizer que você não fala francês? — Ele disse com uma cara de quem não entendia o que havia dito

— Não — Ela falou sentindo-se inferiorizada por um instante

— Essa juventude, ninguém mais sabe francês — Falou revirando os olhos — Merde! — Falou de maneira afetada

Ela achou engraçado

— Isso eu entendi — Ela disse atenta

— Então não posso dizer que você não sabe Merda nenhuma! — Ele falou sorridente — Vamos lá, repita comigo

Ele fez um gesto com a mão que lembrava a batuta de um maestro

— Abajur — Ele disse

— Abajur! — Ela repetiu

— Croassant — Ele disse

— Croissant — Ela repetiu

— Ótimo, Vitrô, Sutiã e Lingerie — Ele disse

— Vitrô, Sutiã e Lingerie — Ela repetiu sorridente

— Viu, só, você fala francês perfeitamente — Ele disse dando um soquinho no braço dela

Danielle riu de novo, notou que estava parecendo muito receptiva a ele, a impressão que estava tendo dele depois do encontro no avião estava sendo completamente diferente, ele ainda era o mesmo homem invasivo e incisivo, mas ela parecia mais aberta.

Ele deu o braço para ela

— Mademoiselle? — Falou esperando ela pegar o no braço

Danielle pegou delicadamente com um ar de superioridade falso

— Você está maravilhosamente linda — Ele disse — Adorei tudo em você, conforme o esperado!

— Obrigada! — Danielle estava nas nuvens — Onde vamos? — Danielle perguntou enquanto caminhavam tranquilamente pela calçada guiados por Paulo.

— É perto, vamos caminhar por seis quilômetros — Ele disse simplório — Mas você vai adorar a escadaria, tem 400 metros de altura! — Ele falou maravilhado

— Sério? — Ela perguntou assustada

— Não, eu vi que você está de salto, isso seria desconfortável — Ele falou e a olhou sorridente

— Engraçadinho — Ela falou desdenhando

— Chegamos! — Ele disse olhando para uma barbearia antiga, tinham se deslocado uns vinte metros

Danielle olhou em volta

— Aqui? — Perguntou curiosa — Eu trabalho aqui, não tem restaurante aí

— Ah minha querida, o essêncial é invisível aos olhos, entenda que a conquista é algo muito maior do que ter uma coisa, é saber o que é e onde está essa coisa — Ele disse fazendo-a entrar na barbearia

Na infância Danielle era obrigada a ir na barbearia cortar o cabelo, viu um garoto pequeno cortar o cabelo, ele olhava para o espelho enquanto o barbeiro passava a navalha fazendo as costeletas, isso trouxe lembranças ruins, ela respirou fundo

— Tudo bem? — Ele perguntou — Calor?

— Não, não, eu só… — Ela não queria falar nada sobre o sentimento — Tudo bem

Ele olhou para o barbeiro e do bolso da calça puxou um cartão, o barbeiro sorriu e foi até a parede no corredor ao fundo e a puxou. Como se fosse uma parede secreta de filmes antigos a parede deslizou mostrando um salão com mesas e um piano, Danielle abriu a boca, foi conduzida por Paulo para dentro, o lugar era amplo, colunas antigas condizentes com o prédio, mesas e cadeiras antigas, um balcão antigo, o ambiente era escuro e iluminado por luzes amarela

— O que achou? — Ele perguntou puxando-a levemente

Danielle não conseguia pensar direito e falou a primeira coisa que lhe veio à mente

— Puta que pariu! — Imediatamente bateu na própria boca — Desculpa Jesus!

Paulo franziu o cenho, achou graça

— Senhor Strauss, Senhora Montserrat — O homem falou ao se aproximar

Danielle sacudiu a cabeça e olhou para ele e depois para Paulo, mas não disse nada, foram guiados até uma mesa redonda, pequena quase em um canto protegido, Danielle ficou intrigada.

O garçom puxou a cadeira para ela e para Paulo se sentarem.

— Bonito o lugar? — Paulo perguntou e em seguida completou — Faço umas reuniões aqui as vezes, só para fechar o negócio pois é bem discreto

— Você sabe meu sobrenome por que? — Danielle perguntou cortando o assunto

— Como? — Ele perguntou aparentemente sem entender

— Danielle Montserrat, como você sabia meu nome? — Ela perguntou ajeitando o guardanapo nos joelhos

— Eu vi na ficha do aeroporto — Falou simplório — Vinho tinto ou branco? — Perguntou como se fosse algo sem importância

— Paulo — Danielle chamou a atenção dele com a voz sua e séria, sem expressão no rosto

— Você fica muito séria sem óculos — Ele disse querendo fazer uma graça, a expressão dela não havia mudado — Ok, estou ouvindo — Ele disse mudando a postura

— Eu não escrevi Danielle Montserrat na ficha do aeroporto Coloquei Danielle Silva — Ela disse com um ar severo

— Tá bom, eu não tenho boa memória, pedi para investigar você

— E o que mais você encontrou sobre mim? — Ela perguntou temendo que ele falasse sobre a sexualidade dela

Ele soltou o ar fazendo um barulho com os lábios

— O que eu descobri é que eu devo ter péssimos funcionários pois não acharam muita coisa sobre você, na internet você é praticamente um fantasma, então foi difícil, mas como eu tenho acesso aos dados na minha empresa de veículos eu tenho seu nome endereço e etc — Mas eu gostaria de reiterar que eu queria só saber seu nome mesmo e se você não me ligasse em alguns meses eu iria te procurar.

Ela tentou processar o que ele disse, era uma invasão considerável do espaço pessoal dela, ele completou

— Não fique assustada por favor, eu tenho uma tendência a ir atrás das pessoas que gosto, fiquei aliviado que você me ligou ontem, como você pode imaginar eu não posso perder muito tempo com relacionamentos platônicos

— Por que não pode perder tempo? — Danielle perguntou inocente

— Eu sou um homem velho Dani, não tenho muito tempo — Ele disse mostrando os cabelos brancos — Entende?

Ela mudou a expressão

— Entendo — Falou sem saber se era algo bom a se dizer mesmo

— Não fique chateada — Ele disse

— Não estou, só não gosto de ser espionada — Danielle disse — Se as informações sobre mim não estão disponíveis é que eu não quero que elas apareçam

— Eu queria até falar com você ir lá na minha empresa e dar uma palestra para o funcionários de como faz para esconder as informações tão bem, você é um fantasmo online e em tudo o que e lugar, seus dados não batem com nada — Ele disse simplório — Pelo menos foi isso que o meu analista financeiro disse. Então descobri pouca coisa, algo que não faz muito sentido.

— O que não faz sentido? — Ela perguntou curiosa

— Você tem um irmão chamado Matheus ou Moisés algo assim, em alguns cadastros ele aparece com seus dados — Ele disse sem parecer dar muita atenção a isso — Quando eu era pequeno meu nome foi registrado com uma letra a menos, eu não mexi nisso e até hoje tenho problemas com documentos errados.

— Entendi — Ela disse pensativa — Talvez você entenda isso depois — Ela disse, fez uma pausa dramática — E não.

— Não o que? — Ele perguntou surpreso

— Eu não bebo — Ela disse direta

— Não é beber, é vinho, Jesus bebia vinho também — Ele disse direto — E não é qualquer vinho é uma garrafa que eu tenho aqui que é caríssima

Ela abriu a boca para responder 

— Vamos, experimente, se não gostar não precisa beber tudo, e uma experiência única, garanto! — Ele falou animado, sinalizou para o Garçom e falou algo que ela não entendeu.

— Beber vinho não é alcoolismo — Ele completou — Não é um pecado mesmo, é degustação

Ela não respondeu e ele continuou

— Você não parece ser uma garota que comete pecados — Ele disse analítico — Acertei

— Se eu disser que acertou eu vou estar pecando — Ela respondeu simplória

O garçom apareceu do lado deles trazendo junto duas taças e uma garrafa azulada

— Esse é um Brunello — Falou ao abrir a garrafa e servir os dois

— Balance-o e cheire — Paulo disse dando instruções ao mostrar como fazia à Danielle — beba só um pouquinho

Ela obedeceu imitando-o nos movimentos.

O gosto era bom, um pouco doce, o gosto do álcool mesmo não a agradava, pensou se podia tomar álcool com o tanto de remédios que tomava diariamente, mas nunca havia ouvido que fazia mal. Imaginou que talvez o álcool com a dose de estradiol injetável daquela manhã fizesse nascer um braço nas costas, ela sorriu com esse pensamento.

— Bom? — ele perguntou curioso com o sorriso dela

— É gostoso — Ela respondeu desfazendo o sorriso levemente — Não é algo que eu beba diariamente, mas isso está particularmente agradável

— Claro que está — Ele disse sorridente — É um dos melhores do mundo eu amo esse — Pensou um pouco — Você é educada né? “Particularmente” — Ele disse fazendo aspas na palavra

Ela sorriu receptiva

— O que vamos pedir para acompanhá-lo, creio que tenha algo que combine com ele — Ela disse sabendo que certos tipos de vinhos ornavam com certo tipo de comida

Ele deu de ombros

— Eu não tenho essas bobagens, venho aqui por que o macarrão é incrível, topa? — Ele disse animado

— Amo macarrão! — Ela disse animada — Mas você podia ter me avisado, aí eu vinha com um vestido vermelho

Ele sorriu

— Ótimo, vou te dar uma experiência que é a mais próxima de um orgasmo possível! — Ele disse chamando o garçom ao levantar a mão discretamente — Melhor que isso só… — Pensou tentando encontrar as palavras para substituir um orgasmo

— Só um orgasmo mesmo! — Ela disse sorridente — Daqueles bem fortes!

— Isso — Ele apontou para ela e parou por alguns segundos, pensou no que ela havia dito e abaixou o tom da voz — Isso.

Pediu a comida, espaguete com molho, Danielle conferiu o celular rapidamente, colocou-o no modo silencioso e o enfiou na lateral da coxa embaixo da cadeira, tinha mania de ficar quase sentada em cima do celular mesmo no trabalho.

Conversaram sobre assuntos diversos, ele não era invasivo em nenhum ponto, se interessou pelo trabalho dela, falou de carros que ele tinha de como começou a empresa, o tempo passou rápido a conversa estava tão boa que Danielle sequer verificou o celular nenhuma vez, se esqueceu dele.

— Você é diferente das mulheres da sua geração — Ele disse  passando um pedaço de pão no prato para aproveitar o molho

— Eu sou bem diferente das mulheres no geral — Ela disse pensativa, mas voltou a atenção ao comentário — Mas por que você diz isso?

— Por que você não fica o tempo todo com o celular na mão, conferiu ele só uma vez, eu acho isso particularmente irritante, tenho uma neta mais nova que você e ela simplesmente não presta atenção em nada — Ele falou pensativo — É aquela epidemia de TDAH, todo mundo tem essa merda

— Eu tenho idade pra ser sua neta então? — Ela perguntou maliciosa

— Tem idade pra ser minha filha, neta eu não sei, acho que não — Ele falou pensativo — Mas você pode ser o que você quiser pra mim

Ela riu, mas não respondeu, era engraçado e interessante ser galanteada por ele.

— E esse mistério todo? — Ele falou se debruçando na mesa e apoiando o queixo nas costas das mãos, um gesto que poderia facilmente ser apontado como algo homossexual, mas que ele transformou em uma pose máscula — Você é bem dificil de ler, acho que não entendi um ponto em você, mas assim que eu entender tudo vai fazer sentido, sinto que você é como uma equação, quando eu achar o valr do X tudo se resolve.

Ela se arrumou na cadeira preocupada

— Eu não sou tudo isso, você está me supervalorizando, vai se decepcionar quando descobrir que eu sou… — Ela pensou um pouco e escolheu cuidadosamente as palavras — Uma pessoa comum para os dias de hoje 

Ele cerrou os olhos

— Você nunca fala o que tem que falar, sempre dá uma volta, sempre escolhe as palavras — Ele falou analisando ela como quem aperta os olhos para ver algo pequeno — Porque suas frases são ensaiadas, o que eu não estou vendo que devia ver Danielle?

— Nada Paulo, não tem nada para ver aqui, só o que eu posso te contar — Ela disse — Você tá vendo coisas, só.

— Agora uma pergunta bem pessoal — Ele disse se arrumando na cadeira — Se você não quiser responder está tudo bem, mas antes de eu fazer saiba que eu posso te ajudar se você precisar

— Do que está falando? — Ela perguntou curiosa

— Vocẽ é vítima de alguma violência física, talvez violência doméstica?

Ela ergueu as sobrancelhas, não esperava aquele tipo de pergunta, lembrou-se que foi sim durante muito tempo, mas não mais, foi responder, mas gaguejou

— É, eu, é…é, não — Respondeu nervosa sem conseguir formular a resposta, um homem como Paulo entenderia aquilo facilmente.

Ele colocou a mão em cima da mão dela

— Tá tudo bem, aqui é um lugar seguro, eu sou um pessoa totalmente externa a tudo que você conhece, eu posso te ajudar por que estou de fora disso tudo, pode confiar em mim — Ele disse carinhoso

— Não tem nada acontecendo — Ela disse — Não mais.

— Entendo, eu não vou insistir — Ele disse — Você tem que saber que eu posso te ajudar, mas só se você quiser.

— Por que você acha que eu sou vítima de violência doméstica? — Ela perguntou curiosa — Posso saber qual foi a conclusão da sua análise? Foram seus funcionários que fizeram essa análise para você?

Ele pegou a mão dela e puxou os dedos fazendo-a abrir a mão

— Seus dedos da mão esquerda foram quebrados, são tortos — Ele observou cuidadoso

Ela tirou a mão dele, estava assustada

— Seu nariz foi refeito, ele não é natural — Completou olhando a reação de espanto dela — Tudo isso parece um pouco antigo, mas essa lateral do rosto em recuperação sugere que você levou uma pancada no rosto recentemente — Ele fechou os olhos — E isso me dói, por que quero te ajudar

— Não foi uma pancada, foi uma cirurgia — Ela respondeu direta

— Do que? — Ele perguntou curioso — Foi uma cirurgia corretiva?

Ela abaixou a cabeça, pegou o vinho e deu uma golada secando a taça, o Garçom imediatamente se aproximou e encheu novamente. Ela olhou para Paulo, olhou para a taça e tomou novamente, sentiu queimar ao descer na garganta.

Respirou fundo

— Isso parece bem dolorido para você — Paulo disse — Não a cirurgia, digo, o sentimento e eu respeito seu momento, se quiser mudamos de assunto, me desculpe

A taça estava cheia de novo, ela a ergueu e a contemplou, era bonita, o líquido vermelho era forte

— A quanto tempo estamos aqui? — Ela perguntou pensantiva

Ele olhou no relógio de ouro no pulso

— Umas quatro horas, você tem algum compromisso? — Ele perguntou curioso

Lágrimas brotaram dos olhos dela, ela piscou e uma desceu pela bochecha, ela levantou os dedos compridos e com unhas negras foscas bonitas e limpou a bochecha

— Vamos mudar de assunto Danielle, desculpe — Ele disse entregando o lenço a ela

— Foi corretiva sim — Ela disse sentindo o calor do álcool e pegando o lenço

— Alguém te machucou no rosto? — Ele perguntou

Ela fez que sim com a cabeça

— Quem? — Ele perguntou

Ela olhou e apontou para cima 

— Foi Deus, ele me machucou, me fez um monstro — Ela falou sem se importar com as lágrimas que já brotavam

—Entendo, está tudo bem querida — Ele disse — Está tudo bem — Ele pegou a taça de vinho da mão dela e a depositou em seu lado, afastando-a — Está tudo certo — Empurrou a taça de água para ela — Beba um gole de água, você não é acostumada com vinho.

Ela obedeceu, olhou para a taça de água, cristalina, viu seu reflexo a ergueu e contemplou sua imagem distorcida pela água e a curva da taça.

— Eu sou bonita? — Ela perguntou para ele demonstrando sua fragilidade com sua auto estima

Ele deu uma risada

— Rá! — Falou sem se conter — Que tipo de pergunta é essa? Você é uma das mulheres mais maravilhosas que eu já vi, tanto na aparência como na sua mente — Ele apontou para a cabeça de Danielle — E é essa última parte que importa de verdade

Ela parecia entristecida

— Nem sempre foi assim — Ela disse — Eu era um monstro a até pouco tempo atrás

— Um monstro? — Ele perguntou — Isso está me aparecendo mais com uma síndrome do vira latas ou síndrome do impostor

— Síndrome do impostor — Ela repetiu — Perfeito, é isso que eu sou, eu sou um impostor!

— Uma impostora no caso — Ele corrigiu

Ela olhou séria para ele, tinha muita tristeza no olhar. Ouviu um barulho ao longe, o restaurante já estava lotado àquela hora, todas mesas ocupadas em sua maioria por casais, a maioria de homens e mulheres muito bonitos e bem, vestidos, o barulho ficou mais alto, parecia uma gritaria.

Danielle achou estranho, conhecia uma confusão quando acontecia

— Está acontecendo algo — Ela falou virando-se para trás

— Deve ser algo na rua — Ele falou tentando olhar por cima dela

— Não, estamos longe da rua, alguém tá falando muito alto — Ela disse e ouviram um estrondo

Paulo e os outros clientes olharam intrigados para a porta.

— Fica calm… — Paulo ia falar, mas notou Danielle ao longe indo em direção ao banheiro a passos acelerados, não caminhava em uma linha reta, parecia tonta pelo vinho, imaginou que ela precisava ir ao banheiro e simplesmente foi.

A porta secreta por onde haviam entrado foi derrubada com pontapés, em segundos homens de capuz armados com armas grandes entraram

— Todo mundo quieto, ninguém faz um barulho — Um dos homens disse — Tá tudo dominado, ninguém pega no celular entenderam! — O homem disse, outros cinco homens passaram por ele e se espalharam pelo salão.

Paulo ficou quieto, esperava que Danielle fugisse pelo banheiro, esperava que ela por ser magra passasse em alguma janela.

Os bandidos demoraram alguns segundos e passaram recolhendo os aparelhos de celular, bolsas, joias e dinheiro

O homem cutucou Paulo com a arma

— Celular e carteira — Ao lado dele uma outra pessoa menor, visivelmente uma mulher tinha um saco preto grande, Paulo depositou o celular e a carteira

— E esse relógio aí tio, manda pra dentro — O bandido mascarado falou — Tá sózinho aqui? — Ela perguntou

— Pois é — Paulo deu de ombros tentando indicar de forma ambígua que estava só.

Sem pestanejar Paulo tirou o relógio e colocou no saco preto

— Oh caralho, tem gente no banheiro, vocês não viram no banheiro porra! — Um dos homens gritou e dois deles foram correndo imediatamente

Da porta do banheiro saiu Danielle, usava fones de ouvido com fio, com cara de inocente, colocou a mão no peito, parecia bêbada

— O que é isso? — Parecia não entender do que se tratava

— Aí mina, ta locona? Não ouviu o comando? — O homem falou ao apontar a arma pra ela

— Que comando? — Falou tirando os fones de ouvido e levantando as mãos assustada

O homem puxou a bolsa dela e olhou dentro, pegou o telefone em que o fone estava ligado, Colocou o som no ouvido

— Quem ta falando nessa porra? — Apontou a arma pra Danielle

Ela ergueu as mãos 

— É um vídeo, é um vídeo — Apontou o dedo na tela e desbloqueou o aparelho mostrando um vídeo sobre espaço e estrelas, ela pausou e o som parou.

O homem a empurrou

— Vai pro seu lugar — Falou com brutalidade jogando a bolsa dela com as coisas dentro para a mulher com o saco.

Danielle andou até a mesa, o rosto em pânico, sentou-se aflita, Paulo olhava preocupado 

Ela olhou para ele

— Isso não é uma coisa sua é? Por favor — Ela disse preocupada

— Não, não é nada meu, por favor fique calma — Ele disse parecendo nervoso segurando as duas mãos dela por cima da mesa

— Calma, vai ficar tudo bem, só fiquem calmos — A mulher falou para Danielle, também mascarada — Dá suas coisas

— Já dei tudo — Danielle disse

A mulher olhou em volta e foi pra outra mesa recolher mais coisas.

— Tá tudo bem — Paulo disse

— Eu estou calma Paulo, Você está bem? — Ela perguntou, ele era um homem idoso, ela olhou em volta os homens armados estavam espalhados entre as mesas, as pessoas apreensivas

Ele segurou as mãos dela por cima da mesa, num gesto delicado o toque quente fez ela se sentir reconfortada, alguém estava querendo cuidar dela em um momento de tensão, normalmente ela era a vítima, quase ninguém a ajudava

Ela sorriu apertando as mãos dele em retribuição 

— Estou sim — Ele respondeu — fique tranquilo comigo — Falou sorrindo de forma sutil — obrigada por se preocupar.

Um homem subiu em uma cadeira do outro lado do salão e assobiou alto chamando a atenção de todos no salão. 

— Ninguém tenta ser herói hoje, se todo mundo ficar quietinho — Gritou um homem erguendo uma arma — Tudo vai dar certo, e só ficar de boa — Ele disse olhando em volta — Mas se tiver algum heróis aqui já me avisa logo que eu passo fogo e a gente acaba logo, tem herói aqui?

Olhou em volta e ninguém se manifestou.

— Outra pergunta, algum príncipe ou princesa está armado só esperando para dar o bote?

Ninguém se manifestou

— Por que a gente vai revistar todo mundo agora e quem tiver armado tá fudido, só levantar a mão e se entregar e fica tudo certo — Ele fez um X acima do coração e deu para ver a boca dele sorrindo pelo recorte da máscara — Eu juro!

Danielle sentiu Paulo apertar as mãos dela, ficou preocupada, ele olhava em volta aflito, olhou para ela e abaixou a cabeça em seguida ele levantou as duas mãos. 

Dois homens se aproximaram apontando as armas para ele

O homem que fez a pergunta veio correndo e se aproximou.

— Tu é polícia? — Perguntou desconfiado

— Não, eu pratico tiro esportivo, tenho porte — Paulo disse — Posso pegar?

— Não — O homem se aproximou — Onde tá?

— Na cintura — Paulo disse

— Mão pra cima e levanta devagar— O homem falou enquanto o outro homem levantava o blazer de Paulo e pegava a arma

Danielle piscou forte, se perguntava como não tinha visto aquilo, era enorme

— Ótimo, falou com ar triunfante — Cutucou Paulo — Só essa mesmo né? Não tá com graça não né?

— Só essa — Paulo disse sério. 

O homem deu as costas e falou para os outros homens

— De olho no Vô aí e na neta dele — Falou em tom de deboche.

Os homens continuaram andando e saqueando todos os clientes enquanto alguns que haviam entrado na cozinha e saíram com alguns funcionários rendidos com a mão na cabeça colocando todos sentados em um canto.

Foram de mesa em mesa pedindo para se levantarem e irem para o canto.

Foram até o canto do restaurante onde já havia um punhado de pessoas assustadas e se sentaram encostados na parede.

As pessoas se olhavam assustadas

— Não conseguiu né ? — Uma mulher petulante falou pra Danielle

— O que ? — Danielle franziu o cenho

— Fugir, na entrada era térreo, mas nos fundos é mais alto — A mulher disse com um ar desafiante.

Danielle mediu a mulher, com um vestido azul fino maravilhoso.

— Não tentei fugir, são três andares até o chão por trás, e se for igual o prédio do lado tem mais três níveis de estacionamento subterrâneo — Danielle falou abraçando os joelhos de olho nos bandidos

— Eles vão matar a gente — Um dos homens disse, aparentemente em pânico

— Não vão! — Danielle disse séria — Vieram atrás de dinheiro, joias e mais algo. — Ela olhou em volta — Levaram o pessoal que trabalha no restaurante la pro fundo, deve ter cofre ou algo assim

— Você não tentou fugir? Achei que ia tentar sair pela janela — Paulo disse baixinho ao lado dela

— Não, eu sabia que não ia dar — Ela falou baixinho e o abraçou num gesto carinhoso para falar no ouvido dele — Aí chamei a polícia e deixei meu outro aparelho de telefone no banheiro ligado, escondido e saí, espero que aquele lance de rastreio seja verdadeiro 

Paulo piscou assustado e a apertou no abraço

— Danielle e seus mistérios — Ele falou fascinado — O que é você é garota?

Ela desfez o abraço e sorriu levemente, ainda estava preocupada, a voz alta de um homem a assustou.

— Todo mundo levanta! — Um dos homens disse severo

Todos se levantaram imediatamente 

— Façam fila e vão um por um lá pro fundo e fiquem no canto.

O casal que estava mais próximo foi primeiro, era um quartinho, só dava para ver a porta e umas caixas dentro

— Tirem toda a roupa — O homem disse

— Que? Isso é um absurdo! — O homem na fila disse irritado — Me recuso!

Antes de falar mais algo levou um chute nas costas e outros dois o encostaram na parede com a arma na cabeça 

— Pelado aí gordinho, você e a gostosa que tá com você — Apontou para a mulher que o acompanhavam que era muito bonita

Ela não pestanejou, soltou o vestido azul comprido e em segundos estava de calcinha e sutiã também azuis combinando.

O homem tirou a roupa e ficou de cueca

— Vai gordinho, tenho o tempo todo não, mostra essa merda aí logo — Ele apontou a arma para o homem que ficou nu em seguida apontou pra mulher — Você também bonitona, pelada, vamo!

Ela olhou para ele, para a fila, para o homem que viera com ela, mas ninguém disse nada, pessoas desviaram o olhar, ela tirou o sutiã, os seios brancos e perfeitos dela saltaram apontando para cima, Danielle reparou nas cicatrizes sutis do silicone na base do seio, tirou a calcinha revelando que era completamente depilada, usava meias Transparente ⅜, mas não as tirou

— Vai entra! — O homem disse pegando as roupas e colocando em cima da mesa — Peladinha hein gordinho, se deu bem! — O homem com a arma falou ao empurrar o homem nu para dentro da sala.

O casal entrou assustado.

Danielle andou para trás se se deslocando devagar para o último lugar da fila, parecia em pânico 

— Fudeu, fudeu, fudeu — Danielle falou baixinho

Paulo ouviu e segurou a mão dela, estava gelada e suada

— Calma, nada vai acontecer — Ele disse — E só pra ninguém ir atrás deles

— Eu sei — Danielle disse aflita — Eu sei, eu sei— Ela repetia as palavras num comportamento frenético que não combinava com ela. — É pra polícia perder tempo quando chegar e eles já tiverem ido embora

— Então se acalme — Jaja eles saem e nos vestimos

— Eu não vou tirar a minha roupa! — Ela falou nervosa — Nem fudendo!

— Dani, tá tudo bem, ninguém vai olhar Pra você — Paulo tentou tranquilizá-la 

Ela riu nervosa, parecia uma doida

— Vão sim — Falou assustada — Ah se vão!

— Você é linda, mas todo mundo tá tão nervoso que ninguém vai ver, se você quiser pode ficar atrás de mim escondida — Paulo a puxou para perto dele

Ela olhou para ele curiosa, estava roendo as unhas de gel, as pessoas andavam e tiravam a roupa, Paulo já se preparava.

— Você não tem outra arma aí não? — Ela perguntou pra ele — Se tiver me dá, por favor. 

— Você está em pânico — Paulo disse sério — Se acalme!

Ela respirava alto e olhava freneticamente em todas as direções, arrancou uma das unhas com os dentes

— Danielle — Paulo segurou e sacudiu pelos ombros — Calma, seja aquela mulher de minutos atrás, nada vai acontecer se mantermos a calma, são só roupas, você por acaso é virgem?

Danielle juntou as mãos e começou a orar ignorando Paulo

— Senhor, me ajuda, por favor, não me deixa tua serva passar por isso, eu imploro, ajuda sua serva mais devota, não deixa isso acontecer que eu não vou suportar essa humilhação — Ela falava já chorando,  as lágrimas escorrendo no rosto — Eu preciso de você meu senhor, me ajuda.

Paulo a abraçou 

— O que foi aí? — O homem com a arma perguntou

— Ela ta nervosa, só isso — Paulo disse

— Oh gatinha, fica de boa, vai dar nada não — O cara falou se aproximando 

— Eu não posso tirar a roupa moço! — Ela falou em tom de súplica para o homem — Por favor,  me ajuda!

Já se aproximavam da porta quando viu a morena de cabelos cacheados nua, o corpo incrível, a bunda arrebitada, dois pequenos furinhos na cintura acima das nádegas, algo que Danielle achava lindo nos corpos das mulheres voluptuosas.

— Porra, mais uma sem pelo, vocês ricas tem nojo de pêlo é? — O homem armado na porta falou indignado — As gostosas, as véia, tudo sem pelo, caraio! — Falou admirado.

O homem olhou para Paulo de longe 

— Vai, adianta aí, piroca pra fora Vô!

— Vamos Dani, é rápido, isso não vai dar problema — Paulo disse tirando a cueca e ficando nu — Viu, estou nu já, não tem problema. 

Ela o mediu de cima embaixo, o corpo de um homem velho, mas em forma, peludo, cabelos brancos no peito, braços e pernas, na região pubiana os pelos aparados na maquina, o penis de um tamanho normal, a cabeça exposta por uma circuncisão mas diminuído pela situação estressante.

Ela coçou o pescoço com força deixando a pele vermelha. 

— Vai gostosa, peito pra fora — O homem falou pra ela a empurrando pra frente — Quero ver aí, tu é rosa, certeza!

Outro homem atrás dele riu

— Não moço, por favor, eu não posso tirar a roupa, por favor, eu sou evangélica, eu não posso — Ela falou com lágrimas já borrando sua maquiagem — Eu sou crente, eu não posso!

— Ih fia, deus já viu, dá nada não vai, mostra aí que eu quero ver mesmo — Falou apontando a arma pra ela 

— Não, por favor, não faça isso comigo, pelo amor de Deus!

Outro homem apontou a arma para ela num gesto violento

— To brincando não patricinha do caralho, tira essa porra logo! — Falou severo.

— Vamos Dani, eu te ajudo — Paulo disse paciente tocando no vestido dela

— Não! — Ela deu um berro chamando a atenção dos bandidos

— Vou dar um tiro na sua cara sua filha da puta — Homem falou nervoso

— Dani, calma — Paulo disse preocupado — Ela vai tirar, espera um pouco

— Vou tirar porra nenhuma, atira então filho puta — Ela gritou — Se é macho atira!

O homem trincou os dentes e colocou a arma na cabeça de Danielle, outro homem colocou a arma no pescoço de Paulo, ela fechou os olhos esperando o impacto.

— Você vai lá pra dentro velho pelado — Guiou Paulo com força pois ele resistiu 

— Não resiste Dani, por favor, eu cuido de você, vem aqui! — Paulo disse entrando na sala.

— O que tá pegando aí? — Um homem saiu da cozinha, aparentemente era o chefe

— A patricinha não quer tirar a roupa aqui, ta de escândalo

Ele apontou a arma para ela e engatinhou. 

— Tira a roupa patricinha do caralho, tá escondendo o que? — Ele falou irritado

— Eu sou evangélica moço, não posso — Falou chorando.

— Evangelica o caralho, num lugar de rico da porra desse, tomar no cu branquinha, tira essa porra agora senao vou rasgar tudo essa merda aí 

— Ela que tá com o véio — Um outro homem falou

— Ah, tá me tirando, tá saindo com o véio da lancha? duvido que você seja evangélica — Falou em tom de deboche

— Eu juro, não posso tirar a roupa, por favor — Danielle suplicou

— Você tem, tem dez segundos senão vai ser pior

— Por favor, nao faz isso comigo — Danielle disse chorando — Pelo amor de Deus

Sentiu uma mão no seu pescoço, o homem puxou o vestido com violência fazendo um rasgo expondo sua lingerie, Danielle gritou e se protegeu batendo as costas em uma estante de pratos 

— Para caralho, tá loco? — Ouviu uma voz feminina se aproximar e empurrar o homem, era a garota que passou recolhendo os aparelhos — Ela vai tirar, deixa que eu ajudo

Foi para trás de Danielle e puxou o zíper devagar

O chefe deu as costas

— Se eu voltar aqui e ela estiver vestida é fogo em vocês duas, avisei — Saiu pisando duro e voltou para a cozinha

— Moça, não posso ficar sem roupa, por favor — Danielle implorou — Eles não podem me ver, me ajuda

— Não tem jeito, tem que ficar, a mina ali tá de chico e tirou, você tira também. — A mulher falou explicando a situação

— Não é isso— Danielle falou deixando o vestido cair.

Usava um conjunto preto transparente por baixo.

— Lingerie bonita! — A mulher disse aparentemente tentando tranquiliza-la — Fica de boa, vai ser rapidinho, já estamos indo embora

Danielle tirou o sutiã tremendo, usava meias calças com desenho de morcegos diversos e uma calcinha shortinho comportada.

Os seios dela eram diminutos, bicos grandes e cor de rosa apontando para cima, os homens encapuzados olhavam curiosos 

— Aí, rosinha, falei! — Um dos homens disse — Maravilha!

— Cala a boca retardado! — A mulher disse severa

— Já tá bom moça — Danielle disse — Deixa eu ir assim, por Deus.

— Você é bonita meu, fica com vergonha não — Falou e empurrou Danielle para a sala devagar

— Tira tudo — o Homem armado

— Assim ta bom — Danielle disse preocupada 

— Deixa ela — A mulher disse — Assim tá bom 

— Deixa não, puta escândalo, vai ficar pelada sim, todo mundo ficou, morre não, vamo lá filha, calcinha no chão. 

Danielle tremeu, olhou pro homem severo procurou ajuda no olhar da mulher mas não encontrou.

Respirou fundo e tirou o shortinho revelando seu penis flácido, enorme para os padrões dos homens que tiraram as roupas antes dela

— Eita porra! — O homem armado disse — Olha isso! — Falou rindo confuso

A mulher se assustou brevemente, se aproximou e empurrou Danielle com delicadeza para dentro da sala para que os outros homens não vissem.

— Tá bom, vai — Fez ela entrar na sala, os outros bandidos não viram 

Ela entrou na sala tropeçando, todos olhando para o penis dela, ela colocou as duas mãos e se encolheu no canto oposto da sala onde todos estavam, encostou-se na parede gelada e viu a expressão de horror de Paulo, deslizou para o chão sozinha, chorando.

Menos de um minuto depois ouviram barulhos.

— Perdeu perdeu! — Ouviram uma explosão, estrondo, tiros e gritos

— Fodeu! — O homem da porta gritou e correu atirando para algum lugar no salão. 

— Pro chão! — Danielle gritou para todos e se jogou imediatamente no chão para se proteger das balas. Todos obedecerem. 

Foram alguns minutos de tiros, gritos e confusão e então silêncio total até que alguns homens da polícia apareceram na porta da sala.

— Polícia — O Homem anunciou ao entrar pela porta empunhando a arma seguido por outros dois — Tem alguém machucado?  — o Policial Militar gritou olhando todos no chão. — Tem algum dos bandidos infiltrado aqui com vocês?

Ninguém estava machucado, não havia bandido ali.

— Fiquem aí! — ele mostrou a palma da mão . 

Em alguns segundos entrou trazendo peças de roupas que eles usavam

— Vistam-se, mas não saiam daqui!

Paulo procurou suas roupas, era de uma grife exclusiva,  achou rápido e se vestiu, procurou em volta e nao achou Danielle, fez uma busca pela sala e ela estava encostada no canto abraçada com o vestido florido rasgado, chorando desconsolada

Ele se abaixou e parou ao lado dela.

Ela olhou para ele e voltou a esconder o rosto.

— Esse era o mistério? — Ele falou pensativo — Isso até que faz sentido de certa forma. — Tentou ser engraçado 

Ela levantou a cabeça 

— Não precisa falar comigo — Ela limpou as lágrimas e meteu o vestido por cima da cabeça cobrindo rápido seu corpo

— Quem é Danielle Montserrat? — Um policial perguntou

Ela se levantou limpando as lágrimas e arrumando o cabelo bagunçado. 

— Sou eu — Ela levantou a mão 

— O delegado precisa falar com você, pode vir aqui?

Ela foi em direção a ele

Paulo segurou a mão dela

— Eu vou com você — Ele disse preocupado

Ela soltou a mão 

— Não precisa, você descobriu o mistério, já teve o que queria, eu devo ser nojenta pra você, não preciso da sua compaixão — Ela disse fungando o nariz esperando ele responder por dois segundos, ele não disse nada.

Ela saiu da sala sem esperar mais, foi conversar com o delegado e lá explicou o que fez, mostrou no banheiro onde estava o celular, pegou sua bolsa de volta. 

Ao voltar para o salão Paulo a aguardava.

— Vamos conversar — Paulo disse se aproximando, trazia algo na mão

— Eu vi sua cara quando entendeu o que eu era, não precisa insistir nisso. — Danielle disse — Eu já tô acostumada, se você sair agora não vai ter dano pra ninguém, eu já to acostumada com essas coisas pra mim é um dia comum.

Ele mostrou o objeto, era um botom que ela não conseguiu distinguir o que estava escrito, ele pegou a parte do vestido dela rasgado que mostrava a pele em seu peito desprotegido e prendeu o pano

Aquele gesto simples de cuidado fez o coração de Danielle se aquecer brevemente, mas ela lutou contra qualquer esperança, combinou consigo mesma que sempre lutaria e nunca teria esperanças.

— Eu sabia que a zona leste era violenta, mas esse tipo de coisa é comum? Caramba! — Paulo falou tentando soar engraçado 

Danielle não sorriu, parecia amarga, sentia vergonha, culpa, se odiava por ser daquele jeito.

— Obrigada pelo momento de luxo, foi muito bom o papo, mas é isso, eu sou só uma gata borralheira mesmo — Ela passou por ele e parou — Ou um gato vira-latas, sei lá — Continuou a andar.

Sentiu a mão dele na barriga dela

Danielle parou

Ele se aproximou e a abraçou. Ela retribuiu o abraço e chorou, ficaram assim por alguns segundos, ele desfez o abraço e pegou na mão dela.

— Vamos para a delegacia, a gente vai conversando. — Ele disse delicado

Danielle estava abalada, triste e com o orgulho ferido. As pessoas não trataram ela com diferença, mas com certeza contariam para todos que ela era um traveco, ficou pensando que seria o desfecho engraçado nas histórias em festas de família quando contassem para outros sobre o assalto, respirou fundo e soltou o ar dos pulmões como se pesasse 1 tonelada. 

Sentiu o braço de Paulo em seu ombro, o carro da polícia balançava e o banco de plástico era duro e desconfortável. 

Na delegacia todos deram o depoimento, próximo das 23 horas eles foram liberados, não tiveram oportunidade de conversar a sós  

— Pra onde vamos? — Paulo disse com ar cansado

— Pra casa, quero dormir e esquecer esse dia maldito — Ela respondeu pegando o celular

— A gente precisa conversar sobre o que houve, não tivemos um momento a sós  — Ele disse

— Não tem muito pra falar, você descobriu meu segredo, sou um traveco, acabou o mistério — Danielle falou cansada tocando a tela do aparelho

— Traveco, isso é ofensivo, não é? — Paulo perguntou curioso

— É sim — Danielle respondeu como se não fosse nada, mas era bem ofensivo, tateava o celular para pedir um transporte por aplicativo

— Qual o certo? — Paulo perguntou curioso

Ela olhou para ele atenta, ele era um mistério para ela, ela não sabia o que pensar. Imaginou que um homem daquela idade iria se afastar imediatamente, mas ele estava surpreendendo-a.

— Mulher transexual — Danielle disse exausta

— Vamos ao meu apartamento, lá você toma um banho e descansa — Paulo disse solícito 

— Não — Danielle respondeu seca

— Deixa eu te levar então — Ele disse preocupado — você é não está bem

— Estou sim, não se preocupe. — Ela respondeu ríspida. — O que eu mais quis evitar aconteceu, quais são os planos para o pós apocalipse? Não se tem opção.

Paulo pegou o telefone

— To aqui já — Falou enquanto a pessoa do outro lado dizia algo — Ótimo, venha — Desligou o telefone

— Não chame um aplicativo— Paulo disse — Eu te levo

— Você está exausto, dá pra ver na sua cara — Um carro preto grande parou na frente deles, um que Danielle não conhecia, mas parecia um tanque de guerra. — Não está em condições de dirigir.

Paulo pegou na maçaneta puxando a porta para abri-la

— Meu motorista leva, não eu — Paulo Falou mostrando-a o interior do veículo iluminado por leds sutis e bancos caramelo com chocolate.

Ela olhou para o aplicativo “Procurando motorista parceiro” apertou o botão de cancelar e entrou no carro no banco de trás, Paulo entrou junto.

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Danielle Trans, Evangélica – Capítulo 28 — Pretendente viável https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-28-pretendente-viavel/ https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-28-pretendente-viavel/#respond Sun, 20 Oct 2024 20:44:41 +0000 https://rafaelakhalil.wordpress.com/?p=411 location.href="https://rafaelakhalil.com/esse-conteudo-e-exclusivo/";

Danielle chegou no trabalho, o rosto vermelho, estava abalada quando se sentou, algumas pessoas já haviam chegado inclusive Fábio.

— Oi — Ele falou por cima da baia

Ela olhou para ele de lado, não queria encará-lo diretamente, tinha vergonha e sabia que todos viam seu rosto vermelho e seus olhos marejados, não respondeu.

Ele deu a volta pacientemente e sentou-se ao lado dela.

Fabio havia tido uma noite tranquila, havia chegado a beira do abismo, Danielle não tinha ideia daquilo, não imaginava que os pensamentos dele iriam tão longe, ele se sentou.

— Vocẽ ta bem? — Ele perguntou ao lado dela

Ela mexeu a cabeça de forma negativa e fungou pegando o lenço e limpando as lágrimas.

— Quer conversar? — Ele perguntou solícito

Ela olhou para frente, sabia que muitos a olhavam.

Se levantou e saiu caminhando para o corredor até o elevador, parou esperando Fabio, esperava que ele viesse.

— Não sei se era para eu ter vindo — Ele disse

— Era — Ela respondeu e apertou o botão do térreo — Toma um café comigo

No elevador haviam algumas pessoas, eles entraram e encostaram no fundo, lado a lado,as mãos se tocaram, Fabio tateou os dedos de Danielle, ela correspondeu, em seguida colocou a cabeça no ombro dele, limpando o nariz novamente com um lenço e dando um suspiro.

Chegaram ao café, pediram algo para beber e comer.

— O que aconteceu? — Fabio perguntou, imaginava que a conversa de ontem havia tido repercussões.

— Ontem foi um dia mais pesado do que eu poderia ter imaginado — Ela falou respirando fundo — Recebeu minha mensagem?

Ele sorriu brevemente

— Recebi — Ele falou tranquilo

— Eu sei que você não acredita nisso tá, mas foi Jesus que mandou eu te enviar uma palavra de carinho — Ela falou tocando a mão dele

— Você enviou só por que ele falou? — Fábio perguntou sentindo-se mal, parecia algo obrigado

— Não, eu tive a ideia de mandar, só não tinha certeza se era certo, mas ele disse que era sim, que você precisava daquilo, se eu gostasse de você eu deveria enviar — Ela falou — E eu enviei

— Então você gosta de mim? — Ele perguntou

— O que você acha? — Ela perguntou torcendo o canto da boca

— Eu não sei — Ele disse confuso

— Acabei de falar, mandei a mensagem por que eu gosto de você — Danielle falou balançando a cabeça negativamente — Ai Fábio, tem que dar uma melhorada nessa auto estima, é foda também — Repreendeu

Fábio se retraiu

— Foi muito importante sua mensagem, foi em uma hora oportuna — Ele falou pensativo — Mas me diz, por que você tá triste?

Ela tocou a mão dele, apertou os dedos e segurou

— Me conta, por que foi importante, eu senti no meu coração que era importante, que eu deveria fazer isso — Ela falou — Era verdade?

— Eu não quero mentir pra você Dani — Fabio disse sem rodeios — A nossa conversa de ontem me fez sofrer muito — Ele falou entristecido

Ela soltou o ar decepcionada e olhou para baixo

— Me perdoa, eu achei que era aquilo que você queria, a verdade, você parecia tanto querer saber, na minha cabeça de pastel eu achei que em algum momento saber de detalhes sórdidos seria — Ela pensou por um instante — Libertador, sei lá — Apertou a mão dele de novo — Eu vou ser mais cuidadosa, eu prometo, essas coisas não vão mais acontecer, prometo que nada vai ficar subentendido nunca mais.

— Obrigado — Ele disse pensativo sentindo-se feliz pelo toque constante da mão macia e fria dela.

— Mas por que foi importante, a mensagem te ajudou em algo? — Ela perguntou curiosa colocando o celular em cima da mesa.

O Celular era um iPhone de ultimo modelo, brilhante na cor rosa, a tela gigante

— E esse celular? Você disse que não compraria um Apple por que achava caro — Fábio disse curioso

— Eu ganhei — Danielle disse e se arrependeu imediatamente — De um amigo

— Ele te deu um iPhone novo? — Fábio disse curioso

— Ele comprou e ia vender, aí… — Ela falou — Ele não tinha pra quem dar aí ficou comigo, depois de explico, mas não quero falar disso agora, me fala da mensagem por favor.

Fábio pareceu distante, coçou a barba por fazer.

— Depois do trabalho eu voltei pro fumódromo — Ele disse, sentei no corrimão

— Aquele corrimão range Fábio, é perigoso e se você cair? — Ela repreendeu e ficou olhando para ele, Fábio não disse nada, sustentou o olhar sério por alguns segundos a expressão dela mudou

Danielle tirou a mão dele, como se tivesse tomado um choque

— Ah não — Ela falou — Você tava lá pra… — Ela não teve coragem de falar

— Sim, eu tava — Ele disse

Os olhos dela ficaram vermelhos de novo, ela pegou o lenço e colocou no rosto, emitiu um chiado iniciando um choro descontrolado, chegou a engasgar

— Tudo bem, precisa de alguma ajuda? — Uma garçonete se aproximou ao vê-la naquele estado

— Não moça, é uma notícia triste — Fabio disse — Pode deixar

A Garçonete tocou o ombro de Danielle

— Eu estou ali tá, só chamar se precisar

Danielle fez que sim com a cabeça, não conseguia, falar, apenas chorava copiosamente tentando se controlar, isso durou quase cinco minutos até ela tomar fôlego e pegar um copo de água, bebeu, respirou fundo.

— Por que? Eu sou tão ruim assim que você queria me punir desse jeito? É isso? — Danielle perguntou tentando limpar as lágrimas — Sabe que isso é sem perdão Fábio, sabe que é uma das poucas coisas que te manda direto pro inferno? Sabe como eu ia ficar? Suas filhas, seus pais? — Ela falou parecendo desesperada, repentinamente deu um soco na mesa — Você é retardado!?

As pessoas que observavam olharam para eles apreensivos

— Eu não pensei muito — Fabio disse olhando para baixo, envergonhado

Sentiu o toque frio da mão dela parecendo procurar o calor da mão dele

— Olha pra mim — Danielle falou séria, o rosto retorcido — Nunca mais na vida você vai sequer pensar nisso entendeu?

— Entendi — Fabio disse

— Você tá me entendo, tá prestando atenção em mim Fabio? — Ela falou séria

— Estou — Fabio repetiu

— Se você tem um mínimo de consideração por mim e pela sua filha esse é um pensamento que nunca mais vai passar na sua cabeça, pensa nisso — Danielle disse

— Eu vou pensar — Ele disse triste

— E a minha mensagem te atingiu? — Ela perguntou ainda segundo a mão dele

— Direto aqui — Ele colocou a mão no peito — Eu achei que a nossa história havia acabado, mas você falou justamente que a nossa história não acabou

Ela pegou a outra mão ele, ficaram de mãos dadas por cima da mesa

— E não acabou mesmo, a gente não estaria aqui tomando esse café se você tivesse feito isso, ela teria acabado, mas ela não acabou — Danielle disse tentando sorrir, mas o rosto estava retorcido de dor e mágoa

— Eu não sei o que isso quer dizer Dani, sinceramente — Fabio disse — Você me confunde

Ela soltou as mãos dele, arrumou o cabelo e se arrumou na cadeira

— Fábio — Ela falou pensativa olhando pra ele — Eu sou confusa — Ela falou — Eu faço terapia, tento tocar a minha vida, tenho as minhas contradições, mas no geral eu não sou uma pessoa muito certa das ideias.

— Você é muito mais sã do que todas as pessoas que eu conheço — Fábio disse elogiando

— As vezes eu acho que não sou uma boa compania sabe, eu faço mal pras pessoas

— É o tal do campo de mágoas e frustrações que voce falou? — Ele perguntou lembrando-se da conversa do dia anterior

Ela sorriu por ele ter prestado atenção

— É, é isso, mas eu não tenho controle disso, eu não sei como não magoar as pessoas, mas parece que eu sempre acabo magoando, a melhor solução parece estar simplesmente longe de todos

— Se afastar não é uma boa solução, sozinho ninguém se desenvolve, civilizações isoladas de contato tende à pré estória — Fabio disse sábio

Ela olhou para ele, refletiu sobre o conhecimento, sorriu, gostava de citações inteligente

— Pois é — Respondeu pensativa, ficou quita por um instante, tomou um gole de café, uma foto da cidade de São Paulo de da década de 1920 chamou a atenção dela, colocou a xícara na mesa e esticou a mao tocando a mao de Fábio novamente, ficaram em silencio de mãos dadas. — Eu gosto de você, bastante — Ela disse depois de muito tempo — Eu gosto de estar com você, gosto da sua compania — Pensou um pouco e sorriu — Seu humor e tão sarcástico e você tem uma pegada meio dark que me atrai

— Esse sou eu — Fábio disse

— O que você gosta em mim? — Danielle disse — O que você viu em mim? — Ela apoiou o cotovelo na mesa e o queixo na palma da mão enquanto mordiscava o dedo mindinho.

— Sem contar isso? — Ele fez um gesto como se apontasse o visual dela da cabeça aos pés

— Não é isso, por que eu era feia quando a gente ficou a primeira vez — Danielle falou em desdém

— Você nunca foi feia, eu sempre achei você linda, mesmo de Moisés — Fábio disse simplista

Ela soltou o ar do Nariz e colocou o dedo na boca

— Viadinho — Falou baixinho quase como uma chacota

Ele riu

— Eu to falando sério — Ele disse — Eu ficava vendo você e ficava sei la — Falou pensativo

— Sei lá o que? — Ela perguntou curiosa — Com tesão em mim de minininho?

— Não, ficava confuso — Ele disse — Eu via você e me via te beijando, abraçando, namorando — Falou pensativo — Isso era bem pesado pra mim

Ela piscou devagar olhando para ele

— Caramba, não imaginava que me viam assim — Ela falou

— Muita gente sempre te cobiçou e agora ainda mais né — Fabio disse

— Agora eu to bonita de rosto né? Pareço uma mulher de verdade — Danielle disse — Ficou bom?

— Não importa, pra mim tanto faz — Ele apertou a mão dela, em seguida a mão deslizou e entrelaçou os dedos com ela.

Danielle lembrou do que ele disse, que fazia aquilo com as filhas, que representava a conexão deles, mas ela se lembrou também que havia feito aquele mesmo gesto com Fausto e representava algo sexual, sentiu o seu sexo responder, fechou as pernas apertando-se discretamente com força com a mão sem que Fabio percebesse.

— Mas você gostou de mim por nada? De graça? — Ela disse — Por que eu não gostei de você não, sempre te achei meio estranho, só naqueles dias que a gente ficou junto que eu comecei a ver algo e na boa, eu só queria diversão, depois foi diferente claro, mas no começo era diversão mesmo. — Ela falou sincera sentindo o toque dele.

Danielle ainda estava triste, mas queria se conectar com ele, estava com medo do que ele podia fazer, mas não queria pensar muito nisso, lembrou-se da terapia de mais cedo, não queria que ele perguntasse, não queria falar sobre aquilo

— A gente ta aqui a bastante tempo já — Fabio disse olhando o relogio

— Quer voltar? — Ela disse soltando a mão — Acho que ta bom já

— Por mim eu ficava aqui o dia todo — Ele disse

Ela sorriu e pegou a mão dele

— Obrigada por ficar aqui comigo — Ela disse — Aqui eu digo é nesse mundo tá, não me deixa, por favor

— Não me deixa você — Fábio disse — Eu te amo, eu preciso de você

Aquilo atingiu ela como um raio. Ela queria amá-lo, queria corresponder, queria estar completamente apaixonada. Pensou que poderia falar “Eu também te amo”, mas não seria verdade, um relacionamento fundamentado em uma mentira seria como uma viga em um balde de areia

Ela sorriu

— Obrigada, eu vou respeitar seu sentimento, eu peço que você me dê a chance de pensar sobre ele, só me dê meu espaço e meu tempo para entender isso — Danielle disse

Fábio fez uma cara que ela não esperava, era como uma decepção

— Não fica decepcionado por favor, eu estou sendo sincera, nesse momento eu não consigo corresponder ao seu amor, mas não é por você, eu te acho maravilhoso, mas eu nao consigo amar ninguém ainda, eu estou machucada “Fá” — Havia chamado ele por um apelido muito íntimo que só chamava em momentos de intimidade total — Só deixa meu coraçãozinho se curar

Ele sorriu

— Eu deixo Dani — Ele disse sorridente — Vamos subir?

— Vamos — Ela se levantou

— Eu pago — Ele disse pegando a carteira

— Oxê, é bom mesmo, homem que não paga pra mulher eu descarto — Falou fingindo soberba e dando as costas.

A semana correu normal, mais animado que o comum, Dani passou a chamar Fábio de “Fá” e mesmo com olhares dos outros programadores ela não ligou, o constrangimento passou rápido, ele passou a chamá-la exclusivamente de Dani, mas isso era algo natural para o nome dela.

Almoçaram juntos e tomaram café juntos, conversaram bastante, no fim da sexta-feira Fábio se aproximou

— E aí, vamos dar um rolê hoje? — Fábio disse sorridente

Danielle digitava rapido, resolvia um problema compenetrada

— Pra onde você quer me levar Fá? — Ela falou sem olhar pra ele

— Sei lá, um barzinho, uma balada, algum lugar pra ficar so nós e conversar — Ele disse pretensioso

Ela parou de digitar e olhou pra ele

— Só nós dois? — Ela perguntou curiosa 

— Sim, dar uma namorada, talvez — Fábio disse — Se você quiser

Ela entortou a boca, levantou-se

— Cafézinho antes de fechar o dia? — Falou indo em direção ao café, Fábio veio atrás.

Não havia ninguém na sala, naquela hora todos estava se preparando para sair, ela esperou ele se aproximar

— Eu não posso — Ela disse parecendo decepcionada

— Ah, tudo bem, amanhã então? — Ele contornou

— Não, eu não posso sair pra ficar sozinha com você — Ela disse pensativa

— Por que não? — Ele disse malicioso — Eu não mordo

Ela sorriu

— Morde sim, mas o fato é que eu tenho um laço pra desfazer, não dá pra sair com você e me relacionando com outro homem — Ela explicou

— Então você está namorando com ele? — Fábio perguntou — Eu achei que não estivesse

— Não namorando, mas a gente tá ficando — Danielle explicou

— Mas a gente também tava ficando e você saiu com ele — Fábio disse sem entender

— Mas ele me pediu exclusividade, ele disse que queria namorar comigo, que gostaria de ter um relacionamento fixo comigo — Danielle disse sem demonstrar surpresa

— Ué, mas eu também quero — Fábio disse — Eu me casaria com você

— Mas ele disse isso primeiro, eu achei que você quisesse so diversão, você não deixou claro isso pra mim, ele foi mais direto, chegou a falar em casamento

— Ele te pediu em casamento? — Fábio perguntou chocado

— Não, a gente conversou e ele falou de namoro, não foi um pedido de namoro, mas ficou acordado que a gente estava iniciando algo — Danielle disse

Viu a cara de Fábio, chocado

Ela cerrou os punhos e pisou no chão com força

— Que droga, por que voce pergunta as coisas e depois fica com cara de cu? — Ela falou nervosa — Aí eu fico me sentindo a escrota que destrói corações, puta que pariu — Falou chateada, bateu de leve na boca e levantou os dedos num gesto de pedido de desculpas à Jesus.

Ela respirou fundo

— Eu tinha esperança — Fábio disse entristecido

— Tinha? — Danielle perguntou — Perdeu já? — Pareceu confusa

— Você vai terminar com ele? — Fábio perguntou

— Não sei — Ela disse sem pensar muito — Você quer que eu termine?

— Quero — Fabio disse

— Parece que você já desistiu, não sinto firmeza — Danielle disse preocupada

Ele a agarrou e deu um beijo nos lábios, ela aceitou inicialmente e o abraçou sentindo seu corpo, em seguida o empurrou

— Para, seu louco, assim não! — Ela falou repreendendo, mas havia gostado da atitude — Você emagreceu?

— Eu faço qualquer coisa para ter você pra mim — Ele disse olhando pra ela — Eu estou fazendo academia

Ela entortou a cabeça, ela havia sugerido a ele que cuidasse do peso e da saude, isso estava sendo feito.

— Eu to fudida mesmo né? — Ela falou — Não precisa de nenhum sacrificio, só seja você e respeita meu tempo, mas fico contente de você estar se cuidando, vai ficar mais gatinho.

— E ele está respeitando seu tempo? — Fábio perguntou curioso

— Tive uma breve conversa com ele sobre isso, mas está sim, ele respeita bastante meu espaço

— Eu não respeito ne? — Fábio disse pensativo — Isso me faz pior

— Você é você, ele é ele, nem melhor nem pior, só diferentes — Danielle disse — Você tem que ser você mesmo ué

Ele ficou pensativo

— Só não me agarra assim em lugar publico, por que tem câmera o RH pode pesar na nossa, ok? — Danielle disse

— Desculpe — Fabio disse — Só vou te agarrar quando ninguém puder ver

Ela sorriu

— Preciso fechar umas coisas antes de ir tá, mas hoje eu vou pra minha casinha, fazer uma pipoquinha com bastante manteiga e comer deitada com creme no rosto e o cabelo cheiroso

— Programão hein — Ele disse em deboche

— Meu momento, eu disse, to tentando pensar mais em mim, ter meus momentos e hoje a miriam não vai estar lá, normalmente ela fica tão colada em mim que nem bater punheta eu consigo — Falou debochada querendo causar uma reação nele

— Você faz isso? — Ele perguntou curioso

— Ué, por que não faria? Você não faz? — Ela perguntou 

— Não! — Ele disse sarcástico

Ela riu

— Tá bom, entendi — Deu as costas — Vamos voltar

Ela sentiu ele pegar no pulso dela, se aproximou do ouvido dela e disse

— Você vai ser minha — Fabio disse e passou por ela

Danielle sorriu

Chegou em casa a noite, comprou um refrigerante zero, pipoca e tomou um banho demorado, quente, lavou o cabelo e fez pipoca com bastante manteiga como havia prometido, colocou um filme de ficção científica para ver e assistir enquanto acertava suas unhas, puxou sua mochila do trabalho e resolveu dar uma limpada jogou as coisas na cama, viu um cartão azul escrito “Paulo Strauss”, olhou para ele e pensou, haviam se passado algumas semanas.

Devia ter ligado para ele, pois havia prometido, era tarde, pegou o celular, cadastrou o telefone dele

“Amanhã eu ligo” pensou, jogou o celular de lado, pausou o filme, precisava ir ao banheiro

“Alô, alô?” ouviu uma voz baixinha? olhou em volta alguém falava algo, olhou para o celular “Chamada em curso 00:01:20” arregalou os olhos segurou o celular na mão e apertou o botão de desligar.

Olhou no histórico, havia ligado para Paulo

— Ai cacete! — Falou colocando a mão na boca

Em seguindos o celular tocou, ela respirou fundo e atendeu

— Alô — Ela falou ao atender

— Oi, boa noite, meu nome é Paulo Strauss, recebi uma ligação desse número agora, quem esta falando? — A voz grossa e áspera dele era nítida, falava todas as palavras, um homem explicado e inteligente

Ela demorou alguns segundos para falar

— Alô? — Ele perguntou — Alguém aí?

— É… — Ela gaguejou — Oi Paulo sou eu, a Danielle, falamos no avião

Ele demorou alguns segundos

— Ah, sim, a garota do segredo, sobrinha do Ariel — Ele disse animado

Ela ficou feliz por ele ter se lembrado do tio dela.

— Eu mesma — Ela se ajeitou na cama para ficar mais confortável, notou que se sentia bem falando com ele

— E por que me ligou essa hora menina? Não sabe que é hora de velho estar dormindo? — Ele falou animado

Ela riu

— Me desculpa, eu anotei seu telefone e ia ligar amanhã, mas liguei sem querer — Ela falou explicando — Obra do acaso, não queria te importunar

— Não existe acaso, tudo é Deus agindo para juntar as peças no enorme jogo do universo — Ele disse filosófico

— Nossa, amém! — Ela respondeu impressionada

— Ligou pra me chamar para sair? Saiba que eu sou difícil — Ele disse convencido

Ela riu

— Te liguei por que eu prometi que iria ligar e eu cumpro minhas promessas — Danielle disse descontraída

— Olha, bom saber, eu tenho um bom olho para pessoas de bem, foi bom ler você fiquei pensando em você depois que você se foi

Danielle ficou em silêncio, ficou imaginando no que ele estava pensando

— Ah, não desse jeito que você esta imaginando — Ele riu — Fiquei pensando como você é misteriosa

— Eu não sou misteriosa, so que você não me conhece ainda — Danielle disse

— Amanhã você me conta pessoalmente — Ele disse direto

— Oi? — Ela perguntou sorridente

— Ai você me conta todo o seu mistério no nosso almoço que vai ser… — Esperou um pouco parecia procurar em algo — Eu ainda uso agenda de papel, um minuto — Ele disse arrancando risos dela — Aqui 13 horas amanhã, sábado almoço com Madame Mistério

— Madame Mistério sou eu? — Danielle perguntou

— Sim! — Ele respondeu parecendo anotar algo — Já estava anotado aqui, eu juro

Ela riu de novo, ele era expontâneo e cara de pau a fazia sentir-se bem

— Se a madame mistério fosse mesmo onde seria? — Danielle perguntou

— Olha pelo que eu vi, se eu pagar de machista e disse que vou mandar um carro te buscar você vai ficar bem brava comigo por que você é bem independente, acertei? — Ele disse

— Em partes sim — Ela respondeu

— Eu posso te buscar aí onde você mora — Ele disse, aí fica mais fácil — Ele disse sendo direto de novo

— Não, eu não quero que você venha aqui — Ela disse também direta

— Hmm, ninguém pode me ver? — Ele disse pensativo

Ela riu alto

— Não, é que aqui é Guaianazes é bem feio, não quero que você veja que eu sou uma Maria do Bairro — Ela disse sorridente

— Entendi, eu vou ser o cara rico que tira você da pobreza? — Ele disse — Também assisto novela mexicana

Ela riu 

— Danielle, queria ficar falando com você a noite toda, mas infelizmente tenho um compromisso agora, está de pé nosso encontro? — Ele disse — Não vou aceitar não como resposta e eu posso ser bem chato hein, melhor já resolver isso

Ela riu de novo

— Esta sim, onde te encontro? — Ela disse receptiva

— Pode ser no seu lugar de trabalho mesmo — Ele disse — No centro, né?

— Sim, como você sabe onde eu trabalho? — Ela perguntou desconfiada

— Ah, sim, eu sei de tudo, amanhã eu te conto e a propósito, sua mobília nova fica linda vista pela janela da sala! — Ele falou parecendo psicopata

Danielle olhou em volta e se deu conta de que não tinha uma sala e que não tinha janela para fora, deu uma gargalhada alta

— Combinado, boa noite Paulo — Falou animada

— Boa noite Maria do Bairro — Ele disse e desligou

Desligou e ficou pensando, como aquele homem era incisivo, delicado e agressivo, era estranho porque ele fazia uma conversa parecer tão íntima sem ser invasivo demais, pensou que ele era um galanteador e que provavelmente deveria ter tido muitas mulheres a vida toda e pensou que se ele fosse mais jovem certamente seria um pretendente viável.

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Danielle Trans, Evangélica – Capítulo 27 — Os vermes https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-27-os-vermes/ https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-27-os-vermes/#respond Sun, 20 Oct 2024 20:44:40 +0000 https://rafaelakhalil.wordpress.com/?p=409 location.href="https://rafaelakhalil.com/esse-conteudo-e-exclusivo/";

Fausto chegou no aeroporto, estava cansado, levemente entristecido, puxava sua mala de roupas e usava uma mochila

— Oi — Ouviu a voz doce que gostava

Se virou

— Dani? — Perguntou surpreso

Danielle estava ali, vestida com uma roupa casual, camiseta, jeans, tênis, óculos e cabelo amarrado

— Vim te dizer tchau — Ela disse sincera

Ele se aproximou e a agarrou tirando ela do chão num abraço apertado

Ela riu e adorou

Ele a colocou no chão e a beijou

— Eu te amo — Ele disse quando terminou o beijo

Ela colocou os dedos nos lábios dele

— Eu sei — Ela disse — Me eu quero também, eu vou ser sincera com você por que eu quero ter amor também, me dá uma chance?

— Chance do que? — Ele perguntou confuso

— Para eu tentar te amar também — Ela disse olhando-o nos olhos

Ele a beijou novamente a abraçando

— Desculpa por ontem, eu não estava brava com você, foi muita coisa, dormi, acordei e repensei — Ela disse

— Tudo bem — Ele disse — Eu pedi pro meu pai não usar mais aquele termo

— Não, não — Ela disse — Eu pensei nisso, é estranho, mas de certa forma é carinhoso também

— Travequinha — Fausto disse

Ela olhou pra ele

— Oi? — Respondeu com ar de inocência

— Não quero que seus pais me vejam como uma pessoa chata, lacradora, nem que quer impor nada, vou tentar ser mais flexível tá?

Ele sorriu e a abraçou, ele fez o Checkin e ela o acompanhou ate o portão de embarque

— Volto em duas semanas — Ele disse

— Trás um presente pra sua travequinha? — Ela falou dando uma conotação sexual que excitou Fausto

— O que você quiser — Ele disse animado

— Trás uns chocolates diferentes — Ela disse

— Que tipo? — Ele perguntou curioso

— Qualquer tipo que não tenha aqui, preciso dar pra minha sobrinha, conversei com ela ontem e  ela foi mais esperta que eu, abriu meus olhos

— A inteligência é de família então? — Fausto disse — Tô doido para conhecer ela

— Não, ela é bonita demais, você não vai conhecer ela — Danielle disse

— Fiquei curioso — Fausto disse

Ela fez cara de desdém 

— Sou eu mais nova, nada de diferente

Fausto avisou que precisava ir, deram outro beijo

— Isso quer dizer que estamos namorando? — Ele perguntou curioso

— Eu acho que ainda não, quando você voltar vamos falar sobre isso e se você ainda me quiser faz o pedido e eu penso no seu caso.

Ele riu e a beijou novamente.

Se despediram, ela ficou esperando o avião decolar e foi direto à psicóloga.

Aqueles dias pediam sessões extras.

Contou tudo o que havia acontecido

Priscilla piscou forte

— Você vive vidas inteiras em poucos dias não é mesmo?

— Bastante — Danielle respondeu cansada

— Isso tá ligado às coisas que você acha que nao fechou na sua vida

— Que coisas? — Danielle perguntou curiosa

— Relacionamentos inacabados ou com um fim torto, sua transição que você não acaba nunca, as conversas com seu pai que nunca acontecem — Priscilla disse direta

Danielle se encolheu na cadeira

— Vamos lá, vamos continuar então pelo que eu tenho aqui. — Priscilla mexeu nos papéis — Vamos voltar à história do traficante do Bóse

— O que tem ele? — Danielle perguntou retraída

— Você deu a entender que tinha encontrado ele de novo, vamos continuar isso para eu entender?

Danielle olhou para ela por alguns segundos, parecia fria, distante, então seus olhos se encheram de lágrimas e ela soluçou num choro instantâneo

— Calma — Priscila deu um lenço para ela — Respira — Levantou-se e pegou um copo de água, sentou-se e ofereceu à Danielle — Puxa o ar e toma um gole devagar.

Danielle obedeceu, Priscila continuou

— Por que esse choro dolorido, o que houve? — Priscilla perguntou

— Eu não gosto de falar disso — Danielle disse afetada pelo choro

— Entendo, então fale, aqui é o lugar pra você falar do que não gosta — Priscilla disse interessada

Os olhos de Danielle brilharam distantes

*** Anos antes ***

Danielle acordou cedo, fez o café, não estava caracterizada com uma mulher, mas seus trejeitos femininos e seu cabelo longo não a afastaram do estereótipo do gay afeminado.

O Pai de Danielle acordou, olhou para ela, parecia irritado

— Bom dia — Falou ao se sentar à mesa

— Bom dia — Danielle respondeu sem emoção — Vou fazer um pão com ovo para mim, o senhor quer?

— Faça — Ele respondeu

Danielle começou a fazer a comida, a mãe deu bom dia e começou a pegar a própria comida também, em seguida apareceram sua irmão e seu irmão e também sua cunhada.

Danielle foi até a porta do quarto

— Café, vem — Gritou para Miriam, a tempo tinha desistido de fazer voz masculina, treinava muito a voz feminina e falava normalmente num tom mais suave mesmo que isso fizesse o pai revirar os olhos.

Voltou para a mesa

— O que aconteceu lá? — O pai perguntou

— Eu ajudei ela, estava sendo mantida em cárcere privado — Danielle respondeu sentando-se

— A gente tem que denunciar para a polícia — A mãe de Mirian disse indignada

— Não — Tiago, o pai de Mirian retrucou — Não dá, eles são traficantes a policia não vai fazer nada e se souberem da denúncia vão vir atrás de nós

— Mirian! — Danielle gritou novamente chamando-a

— Mas ela foi abusada? — Léia, a irmã de Danielle perguntou curiosa

— Isso é subjetivo, ela foi uma idiota e caiu no papo de bandido, a culpa inicial foi dela, mas depois não mais — Danielle disse se levantando

Abriu a porta do quarto

— Levanta o rabo da cama e vem tomar café que eu sei que você ta acordada, vem agora! — Falou enérgica

Voltou à mesa e Mirian apareceu menos de um minuto depois, cabeça baixa, envergonhada, sentou-se do lado de Danielle

— Come — Danielle empurrou o prato com ovos para ela

Mirian pegou sem olhar para ninguém.

— E o que aconteceu? — O pai de Danielle perguntou — Eles te fizeram mal filha? — Tocou no braço de Mirian

Ela se assustou e olhou para Danielle

Todos olharam para Danielle, ela respirou fundo

— Eu vou explicar, mas só uma vez, então quero todo mundo prestando atenção — Todos pararam e a observaram sem piscar — Ela foi nessa onda de namorar bandido por que é legal, certo Dona Mirian?

— É — Mirian respondeu de cabeça baixa

— Aí ela foi pra favela e o bandido apaixonou nela por que ela é bonita, so que esse bandido é meio doido e até o dono do tráfego e meio ressabiado com ele por que ele tem uma fama meio estranha de ser imprevisível.

Todos continuavam a olhar para elas sem se mexer

— Então era aniversario dele e ele cismou que a Mirian era a namorada dele — Danielle falou e comeu um pedaço de pão

— E o que ele fez com ela? — Tiago o pai de Mirian perguntou, ignorando a presença da filha

— O que os namorados fazem com as namoradas quando estão sozinhos e em uma comemoração?  — Danielle perguntou

O pai arregalou os olhos

— Mirian, você, não é mais… — Ele não quis dizer a palavra

— Eu sou pai, eu juro que sou virgem! — Mirian disse assustada

— Então não entendi — Tiago disse olhando pra Danielle

— Já ouviu o termo “Crente do Cu Quente”? — Danielle disse simplória

O pai bateu na mesa

— Eu não admito esse tipo de coisa dentro da minha casa! — Falou nervoso

— Mas é isso pai, é isso que ela é, ela fez sexo com o traficante sim, mas não perdeu a virgindade, entendeu? — Falou olhando para o pai enquanto dava outa mordida no pão

As pessoas da mesa pareceram confusas, mas em seguida entenderam, Danielle viu a luz acendendo na cabeça de cada uma delas, uma por vez e ficaram quietos, voltaram a comer.

— Mas e você — A mãe perguntou — Como você conseguiu tirar ela de lá?

Danielle respirou fundo

— Eu tive que me sacrificar, fui lá, conversei com o traficante dono da boca, entrei lá nessa festa infernal, e resgatei a princesa aqui — Danielle disse

— Mas demorou muito — Leia disse — Era tão longe assim

— Não era longe, mas não foi só pedir, eu cheguei e a festa estava rolando e eu fui forçada a participar

— Forçado — O pai de Danielle corrigiu

— Acho que nesse ponto da história pai, é mais fácil eu me referir a mim no feminino mesmo, mas acho melhor parar por aqui, vocês talvez não tenham estômago — Danielle falou tranquila

— O que aconteceu? — O pai de Danielle perguntou curioso e temeroso

— Eu tive que participar da festa — Danielle disse

— Você teve que fazer algo com ela? — Apontou para a neta

Danielle olhou para Mirian, lembrou da interação forçada delas, não valia a pena explicar aquilo, Mirian balançou a cabeça negativamente de forma sutil.

— Não, com ela não — Falou dando uma pausa — Mas junto dela

— Como assim? — O pai perguntou rispido

— Eu tive que ser a mulher deles pai, fui obrigada a ser mulher igual a Mirian, fiz igual ela

— Você deu o rabo Moisés? — O pai bateu na mesa e se levantou

Danielle sentiu medo, seu coração palpitou

— Se eu não fizesse isso eu não trazia ela — Danielle disse esperando a violência costumeira, segurou a faca embaixo da mesa. — Não acha que ela vale esse tipo de coisa?

— Você não devia ter feito isso — Ele disse se apoiando na mesa

— Isso é pederastia — Tiago o irmão de Danielle disse

— É pecado — Tereza, a mãe de Danielle reiterou

— Não é coisa de homem da igreja — A mãe de Mirian adicionou

Danielle explodiu, se levantou também, a faca apertada na mão colada ao corpo

— E eu devia fazer o que? Deixar a menina ser estuprada lá a vontade? Maltratada? Vai saber o que iam fazer com ela? Vocês esperaram eu chegar e não fizeram porra nenhuma! — Falou esbravejando — Tive que vir eu do trabalho, o viado da familia, aquele que todo mundo rejeita por que é atribulado e vive no pecado — Danielle bateu no peito — Eu subi o morro e fui lá buscar minha sobrinha por que ninguém teve coragem de fazer isso e o preço foi dar o meu cu! — Falou em seguida olhou para o pai — É isso pai, eu dei o cu pros traficantes sim, ou fazia isso ou iam matar nós duas! — Falou irritada

Todos olhavam para ela assustado

— E muito fácil me criticar e me chamar de viado pelas costas, pensam que eu não sei? Mas isso tá prestes a acabar tá, isso vai parar, eu fiz por que ela é a única pessoa que me respeita e a única que me ama sem me julgar — Danielle estava nervosa

— Moisés — A mãe chamou

— Moisés porra nenhuma! — Gritou irritada, olhou em volta ofegante, babando e lágrimas descendo, sentou-se — Eu fiz o que tinha que fazer e faria de novo pra salvar ela, vocês deviam me agradecer, não me condenar.

Miriam abraçou Danielle

— Obrigada Tia — Falou dando um beijo nela

Todos viram a tratativa feminina que Miriam deu à “Moisés”

O pai olhou para Danielle com severidade por alguns minutos, Danielle olhou de volta sentia medo. Ele empurrou a cadeira e saiu sem falar nada.

Tomaram o café em silêncio, quando terminaram MIrian foi embora com os pais, Danielle a irmã e a mãe ficaram na mesa.

— Achei que ele ia te matar — Léia falou — Você deu a bunda! — Falou de forma engraçada

Danielle riu limpando as lágrimas

— Isso não é engraçado! — A mãe delas repreendeu — Isso não é coisa de Deus, mas dessa vez tenho certeza que ele vai perdoar você Moisés, por que você perdeu a sua virgindade sagrada de homem por amor a sua sobrinha.

Danielle olhou para Léia que tomava um copo de café e deu um solução, em seguida cuspiu o café de lado de forma engraçada, engasgando, Danielle também riu, mas sentia medo da reação da mãe

— Virgindade Sagrada — Repetiu em alto tom — Até parece!! — Léia falou sorridente

Danielle jogou o saco de pão na irmã

— Cala a boca! — Falou de longe

— Não foi sua primeira vez Moisés? — Tereza, a mãe de Danielle e Léia perguntou assustada

— Eu preciso ir trabalhar — Danielle se levantou, mas a mãe segurou ela pelo braço

— Você já deu alguma vez antes disso? — Tereza parecia amedrontada

— Mãe, isso não importa — Danielle disse — Preciso ir, me solta

— Importa sim Moisés — Tereza disse — Isso é pecado, eu não posso ter um filho pecador dentro da minha casa, Deus não aceita isso, seu pai não vai aceitar isso

— Ah mãe, sério? — Léia falou — Deixa ela ir

— Ela quem Léia? Você tá atribulada! — Tereza disse

Danielle soltou a mão e foi ao seu quarto se trocar. Sempre vestia uma roupa mais masculina, mas levava algo na mochila mais feminino, acessórios, maquiagem ou algo que dissesse claramente “Não sou um homem afeminado, sou uma mulher trans”.

A campainha tocou, ela não deu importância, procurou o telefone e lembrou-se que ele havia ficado na comunidade na festa, não tinha intenção nenhuma de ir atrás, havia dado como perdido

A porta do quarto se abriu

— Danielle? — Ouviu a voz da mãe

Olhou para a porta e a mãe trazia uma caixa de presente

Se aproximou e olhou para ela, estava escrito “Para Danielle ❤

Ela se aproximou e pegou a caixa.

 — Quem é Danielle? — Tereza perguntou

— Você sabe quem é mãe — Danielle respondeu

— Moisés, você tá se prostituindo é? — Tereza perguntou

— Não mãe, pelo amor de Deus, eu não sou prostituta — Tereza disse

A mãe ficou atônita observando, Danielle pegou a mochila, jogou o pacote dentro e passou por ela apressada

— Tchau, vou trabalhar — Falou andando rápido.

Foi até o ponto de ônibus que já estava vindo, correu e entrou, conseguiu se sentar, abriu o pacote

“Oi Princesa, você esqueceu seu celular, peguei ele pra você, queria me desculpar por ontem e me acertar com você, me liga e o número anotado – Assinado Fernando”

Era uma mensagem de Bóse.

Alguns dias se passaram, o assunto não voltou mais à tona na casa deles, no trabalho e recebeu uma mensagem no celular, era Bóse, quando ela viu o nome que havia anotado na agenda ela tremeu de medo, achou que ele a esqueceria de alguma forma.

“Preciso falar com você” — A mensagem era curta e objetiva

Estava no horário de almoço, não respondeu a mensagem ligou direto para ele, não costumava fazer isso.

O Celular tocou quatro vezes, ela quase desistiu

— Olha a princesa ligou mesmo — A voz grossa quase como um veludo disse de forma sorridente do outro lado da linha

— Oi — Danielle disse tentando ser mais feminina ainda — Quer falar comigo? — Perguntou parecendo dispersa

— Quero sim, eu queria saber se você quer sair comigo, sei lá, pra gente conversar sobre aquilo, para eu me desculpar por aquela barbaridade

— Não precisa se preocupar, tudo está resolvido, você não tem divida nenhuma comigo, só eu com você — Danielle disse

— Se está em dívida comigo eu vou cobrar então — Bóse disse sério

Ela espertou apreensiva, não sabia o que dizer, ele completou

— Sábado eu vou te buscar na sua casa pra gente ir comer num lugar bacana, fechou? — Ele disse e em seguida completou — Você me deve! 

Ela riu

— Combinado, que horas? — Ela perguntou

— Aaaahhhh, umas 18:00 pode ser? — Ele perguntou curioso

— Pode sim! — Ela respondeu animada, mas querendo conter a animação.

Desligaram o telefone, não se falaram mais.

Danielle não quis admitir, mas ficou ansiosa, foi naquele mesmo dia e comprou uma roupa nova, tudo novo o mais feminino possivel.

No dia seguinte após o trabalho comprou mais outra roupa pois não queria que seus pais a vissem saindo daquele jeito, daria briga

Na sexta-feira comprou mais uma roupa, não sabia o que fazer.

No sábado próximo do horario ela estava apreensiva. Ela já havia feito o cabelo e as unhas estrategicamente não pintou de cor alguma para não chamar a atenção da familia, mas estavam cumpridas e bonitas.

Optou por um macacão preto com um decote comportado, colocou seu sutiã com bojo, e colocou as proteções para se sentir confortavel com seu sexo, se maquiou e olhou no espelho.

Estava bonita, feminina, linda, respirou fundo e juntou as mãos

— Jesus, me ajuda, faça com que eu seja invisível e não me vejam, que a violẽncia não me enxergue, que o amor do senhor me cubra hoje a noite por que eu preciso ser feliz eu preciso disso para mim, eu preciso viver.

Sentiu uma emoção, uma comoção, se controlou para não chorar, não queria borrar a  maquiagem, sentiu um calor, uma luz intensa batendo direto no seu rosto como se fosse a luz do Sol.

“Chego em cinco minutos ”  — Recebeu a mensagem e Bóse no celular, respondeu com um simples “OK”

Colocou a bolsa feminia que havia pagado centenas de reais a tiracolo, segurou a maçaneta da porta.

— Jesus está comigo — Falou respirando com dificuldade, suas pernas tremiam, sua mão estava gelada

Girou a maçaneta e abriu a porta, deu de cara com seu pai, ele trazia amendoins e um refrigerante na mão, olhou para ela nos olhos, eram quase na mesma altura quando ela usava salto.

— Moisés? — A Mãe falou ao vê-la

Danielle fechou os olhos, pensou em Jesus, pediu ajuda

— Mãe, o chefe do tráfico, o dono da boca quer sair comigo, ele quer se desculpar pelo que aconteceu, eu vou com ele para que ninguém fique em perigo

O pai a observava com curiosidade

— Vem Valdir, vai começar — Alguém gritou da sala

O pai de Danielle deu as costas e saiu, haviam outros homens assistindo alguma coisa na TV, provavelmente era futebol, os homens da igreja secretamente amavam isso.

— Você não pode fazer isso — Tereza disse para a filha — Moisés isso é falta de Juízo

— Mãe, meu nome é Danielle — Ela disse — Não me chama de Moisés por favor

— Você tá atribulada só pode — Tereza a tratou no feminino e isso deu satisfação em Danielle

— Eu preciso fazer isso, preciso falar com ele, para que não ache que a gente prejudicou o negócio deles, o que a miriam fez foi perigoso demais, mexeu com gente muito ruim

— E ele é ruim também? — Tereza perguntou apreensiva

— Ele é o chefe dos ruins mãe — Danielle disse

Ouviram uma buzina

— Eu não tenho muita escolha, preciso ir — Danielle disse

— Espera — Tereza disse e se aproximou, com o dedo acertou o batom de Danielle no canto da boca — Vai com Deus.

Danielle sorriu, mas não falou nada, deu as costas e saiu caminhando até a porta.

Um carro importado grande, preto com rodas grandes a esperava. Bóse saiu do carro e veio até ela, deu-lhe um beijo na bochecha e abriu a porta para ela entrar.

Era um gesto simples, mas que Danielle não esqueceria jamais

— Boa noite, vou cuidar bem da sua filha! — Bóse falou para Dona Tereza que olhava no portão com os olhos assustados — Devolvo ela em segurança, prometo

Ele entrou no carro

— Onde vamos? — Danielle perguntou curiosa

— Você está maravilhosa — Ele falou beijando a mão dela

— Obrigada — Ela agradeceu corando imediatamente

Conversam descontraídos a viagem toda, nada sobre o assunto que haviam passado.

Chegaram em um restaurante caro, Danielle sempre via, mas não tinha pretensões com ele, entraram e a conversa fluiu, Fernando Bóse era realmente um homem incrível, rico, inteligente, encantador

— Eu tenho mesmo que me desculpar sobre o Claudinho — Bóse falou tomando vinho — Ele realmente é descontrolado, tenho planos para ele, preciso resolver esse tipo de coisa, sua sobrinha está bem?

— Ela está sim, ela se envolveu com ele, ficou encantada pelo esteriótipo do bandido malvadão — Danielle disse

— So ela? — Bóse disse quase num desafio

Danielle bebeu o vinho também sem responder, ele riu divertido

Conversaram sobre muitas coisas até que Danielle disse algo que nem ela esperava

— Você é muito inteligente e interessante, rico e tem dezenas aos seus pés, mas por que tem interesse em pessoas como eu? — Achou que talvez fosse o vinho falando por ela mesma

— Pessoas bonitas? — Ele perguntou dissimulando

— Mulheres Transexuais — Danielle disse direta

— Tirando o elefante da sala né — Bóse disse, coçou a cabeça — Olha, na verdade eu não sei, só sei que me agrada bastante essa ambiguidade, esse mistério

— Você é travequeiro? — Danielle perguntou sendo afetada pela bebida novamente

Ele riu

— O que é isso? — Perguntou sem entender

— A minha vida toda eu sempre tentei me manter distante do tipo “Travequeiro” — Fez aspas com os dedos — Caras que tem fetiches em Mulheres Transexuais como eu, principalmente quando não estamos prontas

— Você não esta pronta? — Bóse perguntou curioso

— Não, de forma alguma, é só olhar — Ela disse — Tenho muito pra mexer ainda

— Tipo o que? Peito? — Ele perguntou curioso

Ela lembrou que ele havia visto ela nua, haviam transado, ela não queria que fosse daquele jeito

— Desculpa — Ele disse em seguida — Aquele nosso encontro me revelou muito de você, a gente pode fingir que não existiu

— Não, ta tudo bem — Ela respondeu, mas não estava. Respirou fundo — Eu quero por peito sim, mas quero fazer a cirurgia de feminizaçao facial, pescoço, talvez cordas vocais, outros procedimentos estéticos como laser e talvez uma outra coisa

— Você vai cortar fora? — Ele perguntou se referindo ao pau dela

Danielle ficou envergonhada

— Peguei pesado né, desculpa — Ele disse rindo e com vergonha — Nâo vou mais beber — Empurrou o vinho

— Não sei  — Ela respondeu — Eu não sei sobre isso

Ficaram se olhando de forma constrangedora.

— Bem, está ficando tarde — Bóse disse — Acho que a gente já conversou bastante, eu tenho que te devolver em casa por que sua mae parecia assustada com a filhinha dela saindo

Danielle se mostrou decepcionada

— Ela tava é assustada por me ver de mulher — Danielle disse sentindo o peso da bebida, devagar empurrou a taça de vinho para longe de si

— Você não fica assim o tempo todo? — Bóse perguntou surpreso

— Só não fico dentro de casa, senão — Ela pensou um pouco — Enfim… não é legal

— Entendo, familia evangélica né, preconceituosa pra caralho — Ele disse se compadecendo

— Sim — Ela respondeu.

A conta chegou, Danielle se ofereceu para dividir, mas ele recusou, ela sabia que ele recusaria, mas tinha que se oferecer para não parecer interesseira.

Entraram no carro

— E aí — Ele disse pra ela — Foi boa a janta?

— Foi ótima, obrigadinha — Falou sorridente

— Vale um beijinho pelo menos? — Bóse disse

Ela sorriu, corou novamente e se inclinou pra ele

— Super vale — Falou animada

O Beijo foi bom, ele era paciente, as mãos logo apertaram as coxas de Danielle e a barriga, subiram e ela o segurou

— Pronto — Interrompeu o beijo — Beijo dado — Falou sorridente como se contasse uma piada

— E agora? — Ele perguntou

— Agora o que? — Ela perguntou para ele

— Te levo pra casa ou vamos pra outro lugar? — Ele perguntou

— Olha — Danielle disse pegando na mão dele, sentiu-se tonta, não era acostumada a beber, mas sentia-se bêbada — Pode ser a bebida falando por mim, eu nao sou acostumada a beber

— Eu percebi, você tá falando mole — Bòse disse

— Tô é? — Ela riu de forma exagerada, ele a beijou de novo, dessa vez de forma mais quente

— E o que a bebida vai falar por você? — Bóse perguntou curioso

— Eu to doidinha pra pular nessa sua pica! — Ela falou apertando o pau dele por cima da calça

Ele respirou fundo e ligou o carro sorridente.

Começou a ir em direção a algum lugar

Danielle abriu a calça dele

— Deixa eu ver, to com saudade — Conseguiu tirar o pau dele para fora, estava duro, não era nenhum colosso, mas era bonito — Que lindo, tá molhadinho já! — Falou abocanhando, Bóse gemeu

Ela continuou a chupá-lo devagar e gemendo, ele acariciava a cabeça dela, embicou o carro em um motel que Danielle não viu

— Identidade — A moça da recepção perguntou, Danielle pegou a bolsa

— Não precisa — Bóse disse

Ela viu quando ele colocou dinheiro no balcão

— Não para, tá muito bom — Ele disse para ela, Danielle continuou

O carro parou na garagem do quarto

Eles saíram e foram para o quarto, ele agarrou ela de forma voraz

— Gostosa do caralho! — Ele falou mordendo o pescoço dela e puxando o zíper do macacão e revelando o sutia rendado rosa e preto de Danielle. — Que lingerie bonita — Ele disse beijando o pescoço e o peito dela

— Comprei só pra você — Ela disse

— Se é minha eu vou levar embora — Ele disse — Prêmio

Ela riu

Ele continuou a puxar e tirou todo o macacão, viu a calcinha dela combinando, deu um beijo no abdomem dela e desceu pelo umbigo e beiojou a calcinha

— Você é muito gostosa Dani — Ele falou ofegante

Ela o empurrou

— Minha vez! — Tirou a roupa dele e repetiu o gesto, beijou e mordiscou o pescoço dele, desceu pelo peito forte beijando e lambendo, o abdomem era forte, ela dedilhou os gominhos — Delicia de barriguinha tanquinho — Ela falou

Ele riu animado

Se agarraram ao beijos de novo, ele soltou o sutiã dela e puxou a calcinha, Danielle removeu o adesivo que usava para se proteger de forma que ele não visse.

Estavam ajoelhados de frente um pra o outro, ambos de pau duro, eram quase do mesmo tamanho, ele olhou pra baixo e pegou no pau dela

— Bonito — Ele disse animado e ofegante

Ela pegou no dele

— O seu também é — Falou beijando-o na boca enquanto um masturbava o outro

Danielle pegou os dois paus e expôs a cabeça, estavam molhados, esfregou um no outro suavemente, com a pele do próprio pênis cobriu o pênis de Bóse e o masturbou dentro dela.

— Que legal — Ele falou enebriado — Nunca tinha feito isso

— Comigo tudo é exclusivo — Danielle disse animada 

Ele sorriu e a empurrou para a cama.

Beijaram-se novamente, ela deitada e ele em cima, ela pegou a bolsinha e tirou um tubo de Gel, camisinha e deu pra ele.

Bóse colocou a camisinha nele mesmo imediatamente, tiou o tudo da mão dela e melou o dedo com gel passando no proprio pau e dedilhando o anus de Danielle, com habilidade ele enfiou o dedo devagar, parecia ter experiencia, estava colocando mais gel lubrificante dentro dela.

Então ele se abaixou e abocanhou o pau dela

Danielle gemeu, não esperava isso, ele acariciou o saco dela com cuidado, o boquete era quente e molhado, Danielle então sentiu um tranco no peito

— Espera, não não — Ela tentou empurrar ele, o pau pulsou e ela não conseguiu se segurar — AAaaaahhhh — Gemeu descontrolada

Estava goazando, a bebida havia facilitado aquilo, a primeira gazada de Danielle era sempre facil, mas normalmente vinha com um pau entrando em seu bumbum, nao com um boquete, sentiu espasmos pelo corpo enquanto gozava, sentiu a lingua dele e a boca quente, quando olhou ele estava olhando para ela com o pau dentro da boca, sem sinal algum de porra.

Ele tirou a boca e engoliu

— Gala grossa hein Dani — Ele falou admirado

Ela ficou envergonhada, ninguém tinha falado aquilo para ela

— Posso? — Ele perguntou — Ou tem que esperar um pouco? — Ele parecia saber como as mulheres transexuais funcionam, Danielle estava aflita

— Manda bala vai! — Falou animada

Ele colocou o pau na porta do cuzinho dela, pulsava e piscava descontrolado e entrou devagar, ela gemeu e sentiu seu pau pulsar de novo, jorrando mais semem dessa vez caindo em sua propria barriga.

Ele deu risada

— Gostosa do caramba, vou pegar você pra mim! — Ele falou animado enquanto inicava o movimento de entrar e sair dela — Vou casar com você

Ela ouvia aquilo e se animava

— Coisa linda! — Ele falava comendo ela com vontade

Danielle sorria animada, era incrível ver alguém tão apaixonado por ela mesmo que só naquele instante.

Ambos se olhavam nos olhos e sorriam pareciam um casal apaixonado a anos, o sincronismo era incrivel, o pau dele parecia ser feito exclusivamente para ela

– Você é perfeita demais, nossa – Ele falou animado

– Isso tá bom demais, não para por favor! – Danielle falou em súplica. 

Ele pegou nas canelas dela e a dez girar

– De quatro – Ele ordenou

Sem perder tempo Danielle ficou de quatro e empinou a bunda.

Ele passou a mão devagar e apertou, em seguida deu um beijo no bumbum dela.

– Bumbum gostoso, é guloso também? – Ele suspirou 

Ela fez que sim com a cabeça de forma dengosa.

– Deixa eu ver então – Ele falou colocando o pau de uma vez dentro dela

– Filho da puta! – Ela falou alto

– Tá doendo? – Ele perguntou 

– Tá! – Ela falou gemendo

– Quer que pare? – Ele perguntou 

Ela começou a jogar o corpo contra ele fazendo ele meter nela.

Ele riu e deu um tapa na bunda dela

– Safada – Falou animado

– Eu sou crente! – Ela falou arrebitando a bunda recebendo ele dentro dela

– Crente safada – Ele disse animado – Crente vagabunda igual a sua sobrinha, sua familia só tem puta!

– Eu sou a mais vagabunda de todas! – Danielle se surpreendeu com a propria fala

– E? Por que? – Ele perguntou sorridente e curioso

– Por que eu dou o cu pra traficante gostoso – Falou sentindo a pressão de Bóse

Ele riu animado

Meteram por quase cinco minutos, Danielle rebolava e se deliciava até que ele avisou que ia gozar,

– Não para, tá muito gostoso – Danielle gemeu

Bóse começou a gemer e a tremer, Danielle virou-se e o empurrou, sentou em cima dele com o pau dentro e rebolou da melhor forma que podia, não era muito experiente, mas sabia fazer gozar só com o rebolado.

– Ai Dani, eu quero colocar dentro de você, deixar minha marca em você, marcar meu território.

Ele gemeu alto ao mesmo tempo que o celular dele tocou.

– Vem, me da tudo! – Danielle disse

– Uuuuuhhhh – Ele gemeu e as mãos se entrelaçaram, o corpo dele tinha espasmos de gozo

– Aaahhh – Danielle gemeu

Ele abriu os olhos e a viu, ela se masturbava e gozava na barriga dele, também tremia de olhos fechados o pau dele pulsando no cu dela, a cada pulsada ela gozava mais.

Ele ficou olhando para ela sorrindo, ambos se encarando, ele olhou para o celular e foi em direção a ele

— Eu vou me apaixonar por você assim Dani, não fode gostoso desse jeito que você me quebra! — Ele falou animado

Ela ficou cheia de orgulho e se jogou cansada na cama

— Alo — Ele falou no telefone e a expressao do rosto delu mudou para seria — Quando?

Ouviu algo que falavam, Danielle conseguia ouvir a voz de alguém, parecia gritar ou falar muito alto, ouviu barulhos no fundo

— O que houve? — Ela perguntou assustada

Ele pediu silencio pra ela, falou por mais alguns minutos

— Caralho! — Falou levantando e procurando as roupas

— O que houve? — Ela perguntou

— Pegaram a gente — Falou preocupado procurando as roupas — Puta que pariu!

— Calma querido — Danielle foi até ele — O que houve?

— Os vermes estão entrando lá e estourando a boca, preciso ir lá, vai dar merda, é tocaia, tava ligado já, só nao sabia que ia ser hoje, bando de sanguessugas – Ele vestiu a camiseta – Paguei a prenda e esses filhos da puta vieram mesmo assim, bando de caeniceiros

Danielle se levantou e colocou a calcinha

— Não não — Bòse falou sério — A lingerie é minha, você disse, é meu presente! — Ela ficou surpresa, ele estava sério, ela deu para ele e vestiu o macacão sem nada por baixo, o pênis ainda duro

— Dani — Ele falou ao terminar de se vestir — Não vem comigo, vai ser perigoso — Pegou a carteira e puxou duas notas de cem dando pranrla — Pega um taxi, nada de aplicativo, pega um taxi e volta pra casa entendeu?

— Entendi — Ela respondeu apreensiva – Eu tenho dinheiro, nao precisa

– Eu to mandando – Ele colocou o dinheiro no decote dela

Danielle sentiu um arrepio, era ultrajante ser mandada assim, mas era delicioso um macho desse calibre mandando nela.

—Espera vinte minutos quando eu sair e pede pra chamar um taxi na recepção — Ele falou calçando o sapato – Vai direto pra sua casa e fica lá. 

— Onde você vai? — Ela falou

— Vou lá ver a merda que ta dando — Falou preocupado

— Mas é perigoso, espera eles irem embora — Danielle disse — Fica aqui comigo!

Ele olhou pra ela, sorriu

— Amei você — Abraçou ela — Queria muito ficar, faz assim, eu volto — Ele disse carinhoso

— Promete? — Ela falou já afetada sentimentalmente

— Volto só se você se prometer casar comigo — Ele disse animado — E a gente criar um monte de filho

Ela olhou ofegante para ele, sorriu

— Tá bom seu doido — Falou animada com a possibilidade imaginária de ter uma familia – Volta pra mim e eu caso com você de vestido Branco.

Ele deu um beijo na boca dela, foi muito quente e se despediram

– Promessa é divida

*** Dias Atuais ***

Danielle chorou alto, descontrolada, fazia muito tempo que não lembrava daquela história, havia guardado dentro do seu íntimo.

— E o que aconteceu? — Priscilla deu outro lenço para Danielle que chorava descontroladamente

— Ele morreu aquela noite, vi noticias no jornal, ele e todos os seguranças, até tal do Claudinho

— Os problemas com o crime então foram “resolvidos” — Priscilla fez um movimento de aspas com as mãos

— Foram ao custo de um pedaço do meu coração — Danielle disse chorando copiosamente

— Eu sinto muito — Priscilla se levantou e se abaixou ao lado dela a abraçando

Danielle tentou se recompor

– Eu ia me casar, ter uma familia – Danielle falou aumentando o choro,  eu ia ser feliz!

– Você acha que isso era verdade? Ele iria sustentar isso? – Priscilla perguntou analítica. 

– Ele nunca mentiu pra mim, eu nunca vou ter um homem que me assume assim.

– Você tem esse sonho? Se casar, ter filhos e uma família?

– Jesus vai me dar uma família, tenho fé – Danielle disse

 — Vamos encerrar por aqui, Dani, isso foi demais pra você.

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Danielle Trans, Evangélica – Capítulo 26 — Salto para o infinito https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-26-salto-para-o-infinito/ https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-26-salto-para-o-infinito/#respond Sun, 20 Oct 2024 20:44:32 +0000 https://rafaelakhalil.wordpress.com/?p=407 location.href="https://rafaelakhalil.com/esse-conteudo-e-exclusivo/";

Fausto sentiu o calor do corpo de Danielle, a noite fez frio e ele sentiu ela o abraçando, beijou sua cabeça, era fofa, quente, inteligente, ele pensava muito nos prós e contras de se ter uma namorada transexual, gostava muito de Danielle, ela era mais incrível do que qualquer mulher que ele havia se relacionado, o que mais gostava nela era a total falta de interesse nos bens materiais dele, isso era totalmente contrário a praticamente todos os relacionamentos que eles já tiveram.

Era um homem adulto, teria que bancar com a família e os amigos qualquer decisão que tomasse em relação à Danielle.

“E no meio profissional, como isso se sairia?”

Era algo que pairava na mente dele, pessoalmente perguntou para algumas pessoas o que achavam de Danielle e as respostas eram sempre neutras na parte da sexualidade e muito positivas na parte profissional, quase como se não soubessem que ela não era uma mulher, imaginou que isso poderia ser positivo

Sentiu um calor maior, que foi aumentando, um tesão sem igual, ouviu um barulho molhado, quase como um barulho de algo sendo chupado então sentiu seu penis pulsar, algo molhado e quente fez sua coluna receber uma descarga

Abriu os olhos, viu Danielle de olhos fechados com a boca aberta recebendo seu penis dentro, sabia que tinha o pênis monstruosamente grande, muitas mulheres haviam dito para ele, muitas fugiram dele por medo, alguns amigos ficaram horrorizados quando viram e isso lhe causou alguns conflitos.

Por seu grande, não era qualquer mulher que conseguia chupar ou transar com ele, mas Danielle era diferente em tudo.

Ela se esforçava, masturbava o pênis dele com as duas mãos de forma delicada enquanto abocanhava de uma vez, ele via a baba de Danielle escorrer pelo corpo de seu pau

Sem se controlar ele gemeu olhando para ela

Danielle abriu os olhos grandes e castanhos, olho-o diretamente, tirou a boca do pau molhado e um fio de baba surgiu entre a boca dela e a cabeça enorme e inchada de seu pau

— Bom dia dorminhoco — Ela falou com um sorriso largo em sincero voltando a chupar ele imediatamente

— Bom dia — Ele respondeu deixando a cabeça cair e aproveitando o boquete delicioso

Abriu os braços e abraçou o travesseiro macio, aquilo era maravilhoso, surreal, se perguntava se só era bom assim por que ela também tinha um pau e sabia como fazer.

Sentiu os movimentos parar e a cama sacudiu levemente, abriu os olhos e a viu pegar algo no lado da cama, um pacote prateado, ela rasgou

— O que é isso? — Fausto perguntou curioso imaginando o que seria

— Camisinha — Ela falou enquanto tirou o objeto transparente e gosmento de dentro

— Não precisa, isso aperta muito — Fausto disse

— Cala a boca, eu não sou uma mulher trouxa que cai nessa de — Fez as pas com os dedos — “Camisinha aperta meu pau”

Colocou a camisinha na cabeça do pau de Fausto, apertou a ponta e desenrolou devagar, as unhas pintadas bonitas, curtas deram um charme ao movimento.

Fausto por instinto passou a mão nos seios diminutos de Danielle e apertou o bico grande

Ela sorriu e se arrastou para cima dele sentando na barriga de Fausto

— Ja acordou pelo visto — Falou animada

— Acordei com esse veludo aqui — Fausto passou a mão na boca dela, Danielle chupou o dedo dele — Gostosa

Ela riu sapeca e colocou a mão para trás

— Passa bastante lubrificante — Fausto advertiu pois não havia visto ela fazer isso

Ela riu debochada

— Faz seu trabalho que eu faço o meu — Falou num movimento sério enquanto encaixava o pau de Fausto na portinha do prórpio cu

Danielle fechou os olhos e forçou devagar, rebolou e fez movimentos pra frente e pra trás.

O pau dela não era pequeno, era considerado acima da média, mas eli era praticamente algo infantil se comparado ao colosso de Fausto

— Caralho Fausto! — Ela falou de olhos fechados dando pequenos solavancos — Muito grande, caralho! — Ela falou deixando o pudor de lado

Fausto puxou-a pelos braços a assustando, os rostos ficaram a um centímetro de distancia, ele a beijou na boca, ela correspondeu, as linguas se entrelaçaram por quase um minuto

— Bom dia — Ela falou carinhosa

— Bom dia meu amorzinho — Ele disse acariciando a cabeça dela

Danielle mostrou a língua e ergueu o corpo

— Deixa eu resolver isso aqui que a gente já vê esse lance de bom dia — Ela falou concentrada

Fausto achou engraçado

Danielle continuava a forçar devagar o pau de Fausto dentro de si, Fausto sentiu que ela conseguia, parecia séria, concentrada, a cada solavanco delicado ele sentia o cu dela apertando cada vez mais

— Cuidado — Fausto a advertiu

— Eu consegui aquele dia, vou conseguir de novo — Falou decidida, o pau entrou dois dedos e ela parou gemendo — Falei, eu consigo

Posicionou o corpo ereto, de joelhos, começou a descer devagar, gemendo, não parecia algo prazeroso, mas algo dolorido

Fausto passou as mãos na perna dela

— Tá tudo bem? — Ele perguntou

Ela olhou para ele, boca aberta, ofegante, parecia cansada, fez um movimento positivo com a cabeça, mas parecia forçado

— Só preciso de um minuto aqui, espera — Ela falou colocando as duas mãos em cima das mãos dele em suas coxas, olhava para um ponto além, na parede — Devagar — Ela falou e ele viu ela rebolando para frente e para trás

Fausto sentiu o pau entrar e sair dela devagar, era gostoso, apertado, quente, molhado, ela provavelmente havia colocado muito lubrificante ao ponto de estar sentindo como se fosse uma buceta.

Ele deixou ela comandar, não falou nada, não fez nada, sentia muito tesão.

Ver Danielle era algo incomum, ela era bonita, séria, o cabelo cumprido castanho escuro, o rosto cumprido, o queixo perfeitamente desenhado, o nariz empinado, a voz fina com uma certa rouquidão no fundo

— Aaaaiii — Ela gemeu e parou — Caralho Fausto! — Ela disse de olhos fechados

— O que foi? — Ele perguntou preocupado sentindo a força do anus de Danielle praticamente estrangulhando a base de seu pau

— Consegui — Ela falou com dificuldade — Cavalo filho da puta! — Ela falou com uma certa dor na voz

— Cuidado Dani, não vai se machucar — Fausto disse

— Vai se fuder! — Ele disse nervosa — Eu consigo, sei o que to fazendo — Ela falou parecendo sem paciência — Agora vai seu papel de macho e me come! — Ordenou

Fausto segurou a cintura dela, imaginou se aquele corpo feminino esculpido era algo natural ou obra dos hormônios que ela tomava desde nova.

Com movimentos delicados ele dava pequenas estocadas

Danielle gemia de forma incomum

De boca aberta, o suor começava a correr de sua testa, dos seus olhos lágrimas desciam.

— Ta tudo bem mesmo Dani? — Fausto perguntou preocupado

— Manda bala caralho! — Ela falou de forma quase artificial

Ele a segurou pela cintura e ensinou os movimentos que le gostava, ela aprendeu rapido, em segundos estava cavalangando no enorme pau dele para frente e para trás com movimentos suaves e levemente circulares

Olhou para ele e sorriu

— Tá gostoso assim amor? — A expressão na face ela era enigmática, similar à expressão infantil que tinha quando dormia

— Ta demais! — Fausto respondeu sorridente, era verdade, estava incrível, setia algo diferente, era muito quente, muito apertado, molhado e aquela mulher era incrivel fazia tudo parecer algo potencialziado

Ela então colocou as mãos no abdomem dele e parou, abiru a boca

— Aaaahhhh — Ela gemia e as pernas pareciam ter um ataque de convulsao de tanto que tremia — Ai meu Deus, Jesus é o meu senhor — Ela falou fechando os olhos e jogando o cabelo para trás, falou bem baixinho — Me permita Senhor — O corpo dela todo tremeu

Fausto viu quando o pênis dela se ergueu de uma so vez enquanto ela gemia e ele pulsou jogando semem quente na barriga, no abdomem e depois no peito de Fausto

— Aaaaahhhh aaaiiii Senhoooooorrrrrrr — Ela gemeu parecendo agradecer — Ai, que delicia! — Danielle disse

O Corpo trêmulo, parecia em febre, Fausto observava, a cena era bonita, alguns fios colcaram no rosto, ela parecia cansada, ofegante, fora de si

Olhou para ele quase perdida, como se fosse outra pessoa, piscou, olhou em volta, pegou uma toalha pequena que ele não havia visto e limpou o peito dele

— Me desculpa, por favor, sujei você — Ela disse preocupada

Fausto segurou a mão dela e jogou a toalha de canto

— Foi gostoso? — Ele perguntou curioso

— Foi incrível, um orgasmo animal — Ela disse tomando fôlego

— Então não peça desculpas — Ele falou sério

Ela olhou para ele por alguns segundos, assustada, fez que sim com a cabeça e sorriu, estava ajoelhada, sentada, se poisicionou inclinando o corpo para trás colocando a planta dos pés na cama

— Agora é a sua vez. — Falou com um rosto que parecia em furia

Fausto viu quando o corpo dela subiu e desceu, viu o pau dele praticamente sair e entrar novamente dentro dela, Danielle deu um gemido fino e Fausto um gemido grosso

Ela repetiu o processo por algumas vezes, estava masturbando o pau de Fausto com o próprio anus, ele sentia uma série de movimentos como se massageiam seu pau, ele não sabia que aquilo era possivel, Danielle repetiu o movimento como uma dança por quase cinco minutos ate que Fausto

— Ai, eu vou gozar — ele anunciou em êxtase

Ela mudou a posição, se inclinou para frente mas continuava a saltar no pau dele fazendo penis entrar e sair com muita força.

— Aaaaiiiii — Ele gemeu — Aaaaiii Dani

— Isso, isso — Repetiu — Vem pra mim, me dá tudo!

Ela clamava

Fausto olhou para ela, Danielle estava de boca aberta, com o olhar vidrado nele, então ele viu, o pau dela pulsou novamente e ela gozou novamente

Danielle deu um grito fino

— Poooorraaaaaaa — Falou arranhando a barriga de Fausto — Gostoso do caralhoooo

Mais semem quente jorrava do pau dela, dessa vez em menor quantidade e com menos intencidade, os primeiros dois jatos o atingiram na barriga e abdomem os outros foram apenas pingos que escorriam ela aumentou o ritmo

Um misto da visão de Fausto vendo ela gozar, vendo o corpo dela suando, ouvindo os gemidos e vendo o rosto dela causou uma comoção mental em Fausto e ele sentiu seu corpo explodir e sua energia se concentrar na cabeça do pau

— AAAAAAHHHHH — Ele gritou ao gozar — Te amo Dani! — Ele falou de olhos fechados

O pau dele pulsou causando dor nela, ficou maior por alguns segundos, ela sentiu, mesmo com a camisinha ela sabia que ele estava gozando, diminuiu o ritmo devagar até parar, deixou o pau sair e se arrastou para trás sentando-se no joelhos de Fausto.

Agarrou o pau dele e masturbou devagar enquanto ele ainda sentia o tesão.

Apertou a base, Fausto olhou pra ela 

— Tudo bem? — Ela perguntou sorridente — Gozou gostoso?

— Gozei — Ele falou soltando o ar e sentindo seu corpo relaxado

Danielle tirou a camisinha devagar, ele olhando para ela atencioso, a expressão severa dela havia sumido, parecia novamente uma adolescente, uma criança.

Tirou a camisinha e se levantou, foi até o banheiro, demorou alguns minutos e voltou caminhando nua enquanto Fausto se recuperava.

— Bem, a gente tem que ir, não posso chegar tarde, meu chefe é um carrasco! — Ela falou olhando em volta

— Vem aqui — Ele disse chamando-a com a mão

Ela foi, engatinhou na cama

— O que foi? — Ela perguntou

— Fica um pouco comigo — Ele disse carinhoso

— Pós sexo? — Ela falou brincalhona ao se deitar

— Você não gosta? — Fausto disse curioso

Danielle ficou em silêncio por alguns segundos constrangedores, balbuciou algo e tomou fôlego

— Acho que é falta de costume, nunca querem ficar de conchinha comigo, sempre é goza e sai fora — Ela falou pensativa — Desculpe ser tão sincera, mas isso não é comum pra mim.

Ele a agarrou puxando-a para ele, ficando de conchinha

— Precisa aprender que eu sou incomum — Beijou o pescoço dela

Danielle não repeliu o carinho, mas ficou quieta

— Não gosta do carinho? — Fausto perguntou preocupado

— Gosto, claro, só preciso a me acostumar com um homem de verdade querendo se relacionar comigo assim — Ela respondeu

— Assim como? — Ele perguntou

— Ah, deixa Fausto, eu sou besta mesmo — Se aconchegou — Vamos curtir, tá gostoso

Ele a apertou e beijou o pescoço, ela se encolheu e riu.

Ficaram quietos por alguns segundos, mas em seguida Danielle apontou para a viga romana.

— Por que romana? — Ela estava curiosa

— Tava assim quando peguei, na verdade, não escolhi muito sabe, o antigo dono era meio megalomaníaco — Ele disse

— Quem era? — Danielle perguntou — Famoso?

— Ele foi preso nesses esquemas de corrupção do governo, dono de empreiteiras — Fausto explicou

— Aaahhh — Danielle pareceu entender

Conversaram por mais alguns minutos, até que ela deu dois tapinhas na mão dele

— Vamos querido, preciso ir, tenho horário — Ela falou sentando-se na cama

— Eu sou seu chefe, eu te libero — Ele disse animado — Fica comigo aqui vai!

Ela riu e se levantou

— Nem fodendo! — Falou sorridente, mas em seguida bateu na própria boca — Desculpa Jesus

Ele achou curioso, ela havia falado muitos palavrões e sido muito agressiva minutos antes

— Você não pediu desculpas quando falou palavrão naquela hora — Fausto disse sorridente

Ela olhou séria pra ele

— Não tem Jesus no sexo — Falou como se fosse algo normal

— Você chamou Jesus e agradeceu a ele — Fausto disso, mas foi interrompido

— Cala a boca, nunca mais fala disso — Ela disse parecendo frustrada, pensou por um segundo — Desculpa, eu so não gosto de fazer isso, eu perdi o controle, não misturo meu senhor com essas coisas.

— Entendi, mas sexo não é coisa de Deus? — Fausto perguntou curioso

— Sim, o amor é coisa de Deus — Mas ela apontou para ele e para ela — Mas a gente só devia estar fazendo isso se fossemos casados, então estamos em pecado

— Pecado? — Ele perguntou — E como fica isso? pede desculpas?

Ela olhou para ele e entortou a boca

— Eu me viro com meu senhor tá bom? — Ela falou de forma grossa

— Tá bom, desculpa — Ele disse preocupado

Ela pegou as roupas e uma toalhada, foi em direção ao banheiro, parou na porta

— Olha, eu não sou santa e não tenho a pretensão de ser o tempo todo, não fica me colocando em cheque com a minha fé, eu sei que eu sou uma contradição ambulante, não faz isso comigo, por favor.

Fausto se levantou rapido e foi ate ela, abraçou

— Desculpe, de coração — Deu um beijo no pescoço dela — Eu só to me esforçando pra te entender

— Obrigada — Ela disse retribuindo o abraço — Mas vamos devagar tá, nem eu me entendo.

Entraram juntos no chuveiro, tomaram um banho divertido, rindo e namorando, saíram animados e foram ao trabalho, deixaram o carro no estacionamento e saíram a pé para tomar café em uma Padaria, era mais cedo que o normal.

Enquanto comiam, Danielle viu algumas pessoas que conhecia e se arrependeu de ter ido lá.

Terminaram e ela voltou ao escritório, não havia ninguém.

Começou a trabalhar, as pessoas foram chegando, olhou o código dos programas para saber se Fábio havia colocado algum gatilho de alerta para o nome dela ou de alguém, consultou os históricos e também não havia nada, mas ele poderia ter feito algo em sua própria máquina, não queria pensar nisso.

— Bom dia — Ouviu a voz de Fábio ao cumprimentá-la do outro lado da mesa

Ela olhou séria pra ele

— Bom dia — Em seguida olhou de volta para o computador

Olhou os arquivos de Fabio na rede, uma pasta chamada “Oibaf” ele tinha mania de colocar proprio nome ao contrário, voltou aos programas  e procurou “Elleinad” e encontrou, alguns pontos onde ele observava o nome dela ao contrário e depois invertia. Digitou “Otsuaf”, Fausto ao contrario, também achou.

Ele deu a volta na mesa, sentou-se ao lado dela, ela mudou a tela que via.

Ela parou o que estava fazendo e se virou para ele

— Pois não? eu falei bom dia — Ela disse num tom indelicado

— O que você espera de mim? — Ele perguntou num tom de voz baixo

— Que você faça seu trabalho, que não fique me espionando, que não espione ninguém por que isso fere o compliance da empresa — Danielle falou séria

— Você quer que eu pare de falar com você? — Fabio disse resoluto

— Não foi isso que eu disse, você está dizendo — Danielle disse séria — Só quero que pare de me espionar

— Você acha que eu faço isso ainda? — Fábio disse

Ela respirou fundo e se inclinou para ele, juntou as duas mãos como se fosse em oração

— Vai ser a última vez que eu te pergunto isso, prometo, e eu peço sinceridade — Ela falou

Ele não respondeu, ela continuou

— Você vai tirar os mecanismos que me espionam? — Danielle perguntou séria

Ele sorriu

— Você acha mesmo que tem isso? — Ele perguntou quase em um deboche

— “Oibaf”, eu não acho, só sei que “Elleinad” é óbvio demais

Ele endireitou o corpo, parecia em choque

— Pela breve história que a gente teve, eu vou fingir que não vi isso — Apontou para a hora do computador, eram 08:30 da manhã — Ao meio dia, antes de sair para o almoço eu vou procurar de novo, entendeu?

— Entendi, senhora — Fabio disse sério — Ajudo em algo mais?

Ela se virou para o computador ignorando o jeito formal com que ele a tratou, Fábio ficou alguns segundos parado ao lado dela de forma constrangedora, então se levantou e foi embora.

O Dia correu normal, Fausto mandou uma mensagem carinhosa para ela, Danielle respondeu com um coração e agradeceu por ele ter ouvido ela e a acolhido no momento de tristeza.

Lembrou-se de algo que Fausto havia dito durante o orgamos, ele havia dito que a amava, isso a preocupava pois Danielle tratava o amor de forma séria, amava poucas pessoas e quando dizia aquilo era algo que duraria para sempre, mesmo a pessoa a magoando e ela dizendo que a odiava

— O amor é eterno — Ouviu alguém falar na fila para pegar a comida — Isso que eu tava escrito, mas é bobagem — Uma mulher falou, Danielle tentou não ouvir a conversa

Pegou a comida no refeitorio da empresa, sentou-se sozinha com seus fones de ouvido canceladores de ruído, assistia um vídeo sobre telescópios, queria retomar seu projeto, lembrou-se do encontro desastroso com Marcelo na festa de seu amigo, sentiu uma pontada de dor, mas se sentiu agradecida por ter encontrado Fausto

Se perdeu em pensamentos, “O Marcelo era gigante, maior que o Fausto, será que ele tem um pinto gigante? Todo homem que gosta de mim é pirocudo?” deu uma risada sozinha quando viu alguém se sentando do lado dela na mesa, olhou para ver quem era, era Fabio, ela desligou o cancelamento de ruido.

— Quero te fazer uma pergunta — Fabio disse

— Eu não olhou o código e eu não vou te denunciar pra ninguém, por ficar tranquilo, eu não sou esse tipo de pessoa.

— Eu sei que você não olhou e não vai denunciar, mas a questão é justamente sobre que tipo de pessoa voce é — Fábio disse sério

Ela se virou para ele

— Agora você tem minha atenção — disse de forma ríspida — Fala! — Ordenou

— Você não dormiu em casa ontem, certo? — Fabio perguntou direto

Ela levantou uma das sobrancelhas

— Isso não é da sua conta Fabio — Ela disse — Eu não te devo explicação nenhuma sobre a minha vida pessoal

— Eu fui ontem na sua casa e falei com a Mirian — Fabio disse

Ela mordeu forte

— O que você foi fazer lá? — Danielle perguntou

— Fui te procurar para pedir desculpas e fazer as pazes — Fabio disse

Ela respirou tentando se acalmar

— A Mirian é uma imbecíl — Danielle disse voltando para a sua comida

— Ela disse que você não estava lá, é mentira? — Fabio perguntou

Danielle encheu a boca de comida, tentou ignorá-lo, ele ficou olhando para ela

— Não seja infantil — Fabio disse

Ela se virou rapido para ele

— O que você quer saber? — Danielle

— Você dormiu com o Fausto ontem? — Fabio perguntou

Ela se assustou

— Vai tomar no cu Fabio, não te devo explicação de porra nenhuma, caralho! — Falou num tom mais alto chamando atenção

Fabio fez um sinal positivo com a cabeça

— Eu so precisava dessa confirmação, obrigado — Ele disse entristecido

— Eu não confirmei nada, mas você deve estar me seguindo, olhando cartao de crédito, localização do celular e tudo mais pra deduzir isso né? — Danielle disse nervosa

— Não, você falou palavrão e não pediu desculpa pra Jesus — Ele disse olhando pra ela — Falsa

Ela se ofendeu, abriu a boca, mas não conseguiu dizer nada

— Fala pra mim que você não trepou com ele — Fabio disse

— Eu não sou falsa — Danielle disse nervosa

— Trepou ou não? — Ele perguntou

Ela balbuciou, gaguejou

— Ta bom — Ele se levantou — Entendi

— Não, eu, espera — Ela disse, mas ele já estava indo embora.

Ela o viu sair entristecido, algumas pessoas olhando, olhou para a comida, perdeu a vontade de comer. Pegou a comida e foi até a bandeja de descarte jogou fora.

Voltou ao escritório procurando-o, não encontrou, deu uma volta, foi na sala de descompressão no andar de cima em seguida desceu pela escada de incêndio, viu a portinha que Fabio usava para ir fumar, puxou, estava encostada, com cuidado subiu e entrou, ouviu o barulho do vento soprando, saiu na escada de incêndio, Fabio estava de costas encostado no corrimão

— Oi — Ela falou ao se aproximar

Ele olhou por cima do ombro e soltou a fumaça do cigarro

— Isso te faz mal pras pessoas, pra gente — Ela falou apontando para o cigarro

Ele deu uma risada sarcástica

— Também tem gente que faz muito mal pras pessoas — Fábio disse — O que você quer?

— Ai — Falou simulando um machucado dolorido — Isso doeu, vim aqui fazer as pazes

— Acho que esse ponto já passou — Fabio disse sem olhar pra ela

— Você não vai fazer uma merda tipo se jogar daí não né? — Ela falou olhando para a altura que causava vertigem, o vento forte bagunçava seu cabelo.

Fabio puxou a bituca do cigarro, não havia mais nada, soltou o ar e jogou a ponta fora

— Você ia gostar disso? Uma vida pra você? Mais um apaixonado quebrado? — Fabio disse magoado

— Opa, opa — Ela disse levantando as mãos — Que papo é esse? Eu não quero ninguém fazendo isso por mim não, ta loco, nunca sugeri isso!

— Ah Dani, ta bom, você é igual essas minas por ai, conquistam o cara e depois humilham ele com um pé na bunda pro cara ficar mal

— Igual? — Ela disse

— Eu achei que você era diferente, eu te admirava, mas você se mostrou mais uma futil controladora igual as outras — Ele disse para ela

— Vai tomar no seu cu, controladora é a puta que te pariu! — falou nervosa olhando para ele, bateu na boca e disse — Desculpa Jesus

— Isso, isso foi verdadeiro — Ele apontou para ela

Ela caminhou até ele, parou ao seu lado, segurou o corrimão, olhou para baixo, observou por alguns segundos.

— As vezes eu acho que seria mais fácil — Ela disse pensativa

— O que seria mais fácil? — Fabio perguntou sem entender

— Pular, acabar com tudo, uma dor final e pronto — Ela falou pensativa

— Você tá falando sério? — Ele disse preocupado — por que parece serio pra mim

— Não é um plano, não é algo que eu queira fazer mesmo, só uma coisa que eu pensei, uma plano de emergência caso tudo se torne insuportável pra mim

Ele a observou por alguns segundos

— Eu não queria despertar esse tipo de sentimento em você— Ele disse arrependido

— E que sentimento você queria? Raiva? Compaixão? Pena? — Ela perguntou ainda olhando o chão lá embaixo

— Não sei direito, só queria que você soubesse que estou frustrado e desapontado com você. — Fábio disse com sinceridade

Danielle pensou por alguns segundos

— Eu sei, mas não sei se devo pedir desculpas. — Parou para pensar mais um pouco — De toda forma, não era a minha intenção te magoar, você sabe disso, não sabe?

Ele pegou outro Cigarro

— Eu sei, você não é igual às outras mesmo — Ele disse arrependido — Eu disse isso, mas não é verdade

Ela riu de maneira forçada, olhou para cima

— Ironicamente eu queria ser igual as outras — Ela olhou pra ele, os olhos brilhando de lágrimas — Eu nunca quis magoar ninguém Fabio, muito menos gente boa como você, mas é só o que eu faço, à minha volta tem um campo de força de mágoa e frustração que atinge todo mundo sem discriminação, e só uma questão de tempo para alguém que está ao meu lado se magoar.

Fabio ficou quieto, deu uma tragada no cigarro, não sabia o que dizer, ofereceu pra ela sem a menor pretensão, sabia que ela não fumava, não sabia se ela sequer tinha colocado um cigarro na boca, gostava de ver ela como uma figura pura e inocente, mas naqueles dias esse pensamento estava distante.

Danielle olhou fixamente para ele, depois para o cigarro, virou-se devagar para ele e pegou o cigarro com a ponta dos dedos, apoiou as costas no corrimão, ele rangeu com o peso dela, não ligou.

Deu um trago no cigarro, Fábio esperou ela engasgar, mas ela soltou a fumaça para cima de forma elegante, como se fosse uma fumante veterana.

— Fábio, eu gosto de você, eu não vou dizer que é como amigo por que isso seria ridículo e a gente já está depois dessa linha, além do mais eu não sou mesmo igual às outras mulheres, eu tenho um gene masculino dentro de mim e sei como funciona essa cabeça idiota de homem.

Fabio observou curioso, ela deu outra tragada e devolveu o cigarro jogando o ar esfumaçado pra cima.

O cheiro do cigarro que saia da boca dela pareceu doce ao olfato de Fábio.

Ela tomou ar e fixou o olhar nele

— Sim, eu transei com o Fausto, não ontem a noite, ontem eu recebi uma notícia bem triste que me abalou e ele cuidou de mim, não havia clima então apenas dormimos na mesma cama, sem nada demais — Ela fez uma pausa para Fabio processar e continuou — Então transamos pela manhã.

Fabio sentiu seu corpo tremer como uma facada.

— Você o ama? — Fabio perguntou 

— Tanto quanto te amo — Ela respondeu séria. 

— Você me ama? — Fabio perguntou incrédulo.

— Isso você só vai saber se um dia eu te falar — Ela falou séria, cruzou os braços, estava frio. — O amor é algo que leva tempo, é conquistado, lapidado, não sou mais tão bobinha para acreditar em amor à primeira vista — Lembrou-se de Marcelo, o médico que ela havia ficado apaixonada, mas deu graças a Deus de ele se revelar um machista e transfóbico pois não houve uma dor prolongada.

— Ele, ele… ele tem — Fabio Gaguejou ao perguntar, parecia confuso tentando reorganizar os pensamentos.

— Você quer sinceridade total? — Danielle perguntou — Essa é a hora tá, se você permitir eu tiro todos os filtros e te dou a verdade nua e crua e a gente decide aqui o que vai ser da gente daqui pra frente

Fábio fez que sim com a cabeça.

— Quer saber do pau dele né? — Danielle perguntou e pegou o cigarro de volta dando outro trago fundo

Fabio a observou, parecia pensativa, a demora o magoou mais, ela parecia se lembrar do que havia acontecido, ele identificou um breve sorriso escapando dos lábios dela, não sabia se era uma boa lembrança ou de escárnio com ele.

Ela soltou a fumaça

— É enorme, tem vinte e seis centímetros duro, quando fica mole não diminui muito, é mais largo que meu pulso e a cabeça é quase do tamanho do meu punho fechado — Ela disse sendo descritiva demais enquanto erguia o punho fechado para exemplificar, tragou o cigarro novamente soltando o ar para cima — É suficiente ou quer mais? — Uma lágrima escorreu do rosto dela, ela sentiu, mas não ligou.

Fábio observou outras lágrimas se formando, parecia que ela contava aquilo com muita dor.

— É o suficiente — Ele respondeu pensativo — Você,  você… — Gaguejou novamente  — Conseguiu?

— Sim, eu consegui, aguentei tudo sim se essa é a sua dúvida — Ela respondeu direta

Fabio ficou quieto. 

— Esse não é um assunto que eu queria falar com você Fábio, sinceramente, mas você ia ficar pensando nisso, rodando nisso, estou certa? Melhor esclarecer tudo. — Danielle devolveu o cigarro

Fabio estava olhando para o horizonte, ele pegou o cigarro sem olhar para ela,

Ela desencostou do corrimão e se afastou

— É bom namorar um cara rico? — Fábio disse — Digo, bilionário

— Eu nunca namorei um cara rico ou milionário, ele não é meu namorado — Danielle disse e completou de forma que se arrependeu — Ainda.

— Ainda — Fábio repetiu dando um trago no cigarro — Ainda é foda — Falou com um certo tom de riso na voz

Ela esperou ele concluir

— Como eu vou competir com isso? — Ele se virou para ela soltando a fumaça

— Competir com o que? — Ela perguntou confusa

— O cara tem a rola grandona que da prazer pra você e ainda é milhonário, como se compete com isso? — Fabio perguntou confuso — Essa briga eu já perdi

— Quem falou que dá prazer só por que é grande, o tamanho não importa tanto assim como você imagina — Danielle se defendeu

— Você gozou? — Fabio perguntou

Ela se calou, se lembrou

— Você disse que seria sincera, quero saber tudo

Ela avançou e pegou o cigarro da mão dele, puxou tão forte que deu uma certa tontura, segurou a fumaça, sentiu o calor no peito e soltou

— Gozei — Ela respondeu — Faz diferença?

— Faz, quantas vezes? — Fábio perguntou

— Sei lá — Ela respondeu evasiva

— Foram tantas assim? — Ele perguntou

Ela olhou para ele e trincou o maxilar

— Foram três vezes — Ela respondeu — Mas que porra, o que isso faz de diferença, eu quero saber

— Gozou sem colocar a mão né? — Fábio disse

— Vai se foder Fábio, ai é demais! — Ela respondeu dando as costas

Ele esperou um pouco

— Você não sabe esconder nada né, foi muito gostoso né? Pra gozar três vezes sem tirar — Fábio disse

Ela se virou para ele em fúria

— Foi, foi gostoso, é uma delícia, ele é um garanhão, jorrei nele e na ultima eu não tinha mais nada só orgasmo seco — Falou com os punhos fechados e o cigarro no dedos — Porra meu, que papo idiota, vai tomar no cu — Jogou o cigarro no chão e pisou — Para com essa merda que vai te matar

Ele olhou para ela visivelmente decepcionado e se virou de costas apoiando-se novamente no corrimão fitando a rua distante lá embaixo

Ela fechou os olhos e colocou as mãos no rosto, respirou fundo, mostrou as palmas das mãos

— Olha, eu vou descer, está frio demais pra mim, se você quiser conversar de maneira civilizada eu converso — Ela disse olhando para as costas dele — Eu não queria te magoar, mas é assim, você sempre se magoa ao meu lado.

Ele não falou nada, ela se aproximou e deu um beijo no rosto dele, depois limpou o batom com o dedo.

— Mantenha a calma e depois vamos conversar direito tá?

Ele não respondeu, ela saiu pela portinhola.

Duas horas depois Fábio apareceu, Danielle estava aflita, mas não demonstrou, ficou contente dele ter decido.

Naquele mesmo dia, no fim do expediente, Fausto pediu para ela ir a sala dele.

— Pois não? — Ela entrou falando de forma formal

Ele levantou o dedo pedindo para ela esperar e apontou a cadeira, ela se sentou à sua frente.

Por cerca de dez minutos ele falou ao telefone, ela ficou esperando pacientemente, ele desligou e olhou pra ela sorridente

— Tudo bem? — Perguntou animado

— Na medida do possivel — Ela respondeu séria

— Vixe, o que houve? Aquele lance do seu amigo da igreja? — Ele perguntou curioso e atencioso

Ela respirou fundo

— Também, problemas, uma hora você vai saber, eu tenho um campo de mágoa — Danielle disse com um sorriso triste

— Como assim? — Ele perguntou interessado

— Tem um campo de mágoa em volta de mim que invariavelmente acaba magoando quem se envolve comigo — Ela disse

— Hmmm — Ele murmurou — Meu concorrente falou algo né? — Fausto perguntou

— Ele… — Ela pensou em falar, mas resolveu se calar, aquilo poderia prejudicar Fabio de alguma forma — Ele tem os problemas dele, não representa nada pra mim.

— Entendo — Fausto disse atencioso — Onde vamos hoje? Jantar? Cinema? — Perguntou mudando de assunto

— Hoje eu vou pra minha casa — Danielle disse

— Não pô, vamos dar uma volta, eu vou precisar viajar e so volto em duas semanas — Ele disse

— Já fiquei uma noite fora, to a mais de vinte e quatro horas com a mesma roupa, preciso ir para casa — Ela disse

— Sai comigo e eu te levo pra casa — Ele disse atencioso

A perna da Danielle sacudiu, ela quase sucumbiu, mas resolveu seguir seus instintos

— Eu preciso de um tempo pra mim — Ela falou pensativa — Vou embora pra casa.

— Então deixa eu te levar pra lá — Ele disse — Vou ficar um tempão sem te ver, queria pelo menos um abraço carinhoso

— Fausto — Ela disse — Faustinho… — Ela falou de forma carinhosa — A gente não namora ainda, eu sei que você é carente, gosto muito de você, mas a gente não se conhece mesmo nem a uma semana.

O telefone de Fausto tocou

— Meu pai — Ele disse e colocou e ativou o volume do aparelho para que ela ouvisse

— Oi Faustinho — O pai falou ao ser atendido

— Oi pai, o que houve? — Fausto perguntou

— Vai mesmo viajar pros EUA amanhã? — O pai perguntou curioso

— Vou sim pai — Fausto confirmou — É de negócios, vai ser bem chato

— A Travequinha vai com você? — O pai perguntou

Fausto arregalou os olhos, Danielle ouviu e ficou chocada

— Que isso pai? — Fausto disse assustado, estava em dúvida se tirava ou não a voz do pai do aparelho

— A travequinha bonitinha que você trouxe aqui, sua mãe tá encantada com ela, é uma graça e gosta de trator

— Ééee — Fausto olhou para Danielle em pânico — Ela não vai pai, está trabalhando aqui no escritório

— Ah, manda um abraço pra ela — O pai disse despreocupado

Danielle ouviu o termo “Travequinha”, inicialmente pareceu algo maldoso e feito para desqualificá-la, mas em seguida entendeu que era um homem simples e que ela aparentemente havia agradado, não parecia preconceituoso, apenas grosseiro sem intenção.

Eles conversaram mais alguns minutos e Fausto prometeu trazer um aparelho tablet novo para ele.

Assim que desligou a ligação

Fausto apertou o Nariz

— Me desculpa, eu não sabia que ele ia falar isso — Fausto disse

— Então sua familia me conhece como Travequinha? — Danielle disse

— Não é algo para ser ofensivo, meu pai é um homem rústico e para ele isso é algum tipo de elogio — Fausto explicou — Ele gostou de você me desculpe mesmo

— Entendi — Ela se levantou — Boa viagem senhor pegador de traveco

Ele correu e deu a volta na mesa, segurou o braço dela

— Espera Dani, por favor — Ele falou ao tocá-la

— Eu não vou correr, pode me soltar por favor? — Ela disse ríspida

Ele soltou

Ela virou-se para ele e cruzou os braços, ele não disse nada

— Se não tem nada para falar por que me pediu para ficar? se for para ficar em silêncio em fico sozinha — Ela disse sendo mais grosseira ainda

— Eu não sei o que dizer, não queria te magoar — Ele disse, eles gostaram de você

— Podia ter me contado que disse pra eles que eu não sou o que eles achavam? — Danielle disse visivelmente magoada

— Falei com eles hoje cedo, minha mãe — Ele disse e se conteve

— Sua mãe o que? — Ela perguntou

— Ela estava insistindo que tinha algo diferente em você, ela gostou do seu jeito, de você ser bonita, esperta e religiosa, mas insistiu que havia algo, um tipo de segredo que voce escondia de mim — Fausto disse se encostando na mesa — Ela é muito boa em ler nas entrelinhas das pessoas

— E voce abriu o jogo com ela? — Danielle disse

— Abri, não consigo guardar segredo dela, infelizmente — Fausto disse

Ela respirou fundo

— Filhinho da mamãe — Colocou as mãos no rosto — Com que cara eu fico agora?

— A mesma de sempre — Fausto disse — Ela não respondeu como algo negativo, claro que ela ficou surpresa, ficou feliz por ser algo que eu já sabia, mas não acho que achou ruim, ela nunca havia conhecido uma pessoa transexual, ficou mais surpresa por não perceber, achou que seria como nos filmes

Danielle se sentiu orgulhosa de certa forma por ser totalmente passável, isto é, que não percebiam que ela é uma Mulher Transexual.

— E seu pai? — Ela perguntou — O que ele disse?

— Meu pai é um pouco grosso, ele fez umas piadas, mas só — Fausto disse

— Que piadas? — Danielle perguntou curiosa

— Ah Dani, deixa, não vem ao caso

— Já sei — Danielle disse — Ele perguntou do tamanho do meu pinto, falou que é para você tomar cuidado por que uma hora eu vou querer te comer também, que eu posso jogar bola com você e algo desse tipo de coisa?

— Mais ou menos, esse lance da bola ele não falou não — Fausto disse — Mas ele disse que o lance com tratores fazia mais sentido agora

Ela ficou triste, qualquer traço masculino nela a magoava profundamente

— Beleza — Ela bateu no peito dele — Boa viagem — Deu as costas e saiu

Fausto não a conteve, ela resolveu ir embora, passou em sua mesa, pegou sua Bolsa, não se despediu de ninguém, Fábio a fitou pelo canto de olho, ela desceu as escadas de incêndio, nao queria encontrar ninguém, parecia em transe, saiu da empresa, entrou no metrô e foi até em casa praticamente sem expressão.

Quando estava próxima do portao viu Miriam

— Oi tia, um homem veio ontem a noite e perguntou de você — Falou quando a viu

— Obrigada pela agilidade na mensagem esperta — Danielle falou quando a viu

— Ih, ta azeda é? — Miriam perguntou curiosa

Danielle não respondeu, tentou abrir o portão, o cadeado velho emperrou e ela chutou o portão e sacudiu o cadeado em fúria

— Oooohhh — Miriam a empurrou e abriu o cadeado — Vai nervosinha, entra lá

Danielle passou por ela e entrou em casa, se jogou na cama e abraçou o travesseiro.

Segundos depois a a luz acendeu, a cama se deformou

— Fala, o que foi? Era pra eu ter te avisado do cara ne? vacilo meu tia — Miriam disse

— Tanto faz — Danielle disse com a cara socada no travesseiro

Sentiu algo cutucando sua bunda

Olhou para trás, Miriam cutucava

— O que foi? — Danielle perguntou ao ver o gesto

— Nada, só tó cutucando seu popozão — Miriam respondeu

Apesar de ser inteligente, Miriam tinha um pensamento vazio, as vezes simplesmente fazia coisas e tomava decisões que não faziam sentido a principio.

— Fala tia, o que foi? — Miriam disse — Foi o cara do celular?

Danielle soltou o ar, sentou-se

— Eu sou uma má pessoa? — Danielle perguntou — Joga a real pra mim

— Pra mim não, eu acho que não — Miriam respondeu — Por que?

— Por que eu magoo todo mundo — Danielle disse — Quem se envolve comigo se fode

— Ah, mas é por que você é ignorante — Miriam respondeu

— Eu não sou ignorante — Danielle se defendeu

— É sim tia, você so dá coice em todo mundo, em mim é o tempo todo, eu to vacianda já, mas os caras não estão então deve ser isso

Danielle pensou por alguns segundos

Contou sem detalhes desnecessarios o que havia acontecido com Fabio e Fausto

— O que acha? — Perguntou para Miriam

— Ah tia, assim, você tá ficando com os caras muito pertos uns dos outros, mesmo circulo sabe, isso da merda mesmo, não pode ser tao proximo.

Aquilo era obvio

— Mas não foi algo que eu planejei, aconteceu — Danielle disse

— Então planeja melhor ué, presta mais atenção — Miriam disse chamando a atenção dela

Danielle ficou quieta

— Eu iria atrás do ricão ai, sei lá, dar um abraço de despedida nele, mesmo que voce não queira namorar — Miriam disse

— Por que ele e rico? — Danielle disse

— Não, por que o cara veio cheio de amor e você deu um coice e puniu ele por que ele falou a verdade, não  exatamente o que o vô fez com voce? Você falava que queria ser homem e apanhava? — Miriam disse a verdade obvia de novo

Danielle olhou para ela, queria ofende-la, dizer que ela estava errada, mas não estava.

Engoliu seco e fez que sim com a cabeça.

— Eu vou tomar banho — Miriam disse — Lá em casa, comprei um shampoo novo

Danielle não respondeu

Miriam deu as costas e foi saindo

— Biscatinha — Danielle chamou

Miriam se virou

— Oi? — Miriam respondeu levantando a sobrancelha

Danielle foi ate ela e a abraçou

— Te amo tá, desculpa a tia ser tao ríspida com você — Danielle falou pensativa

Miriam retribuiu o abraço

— Fala pra ele trazer um chocolate importado pra mim que eu te perdoo — Miriam disse engraçada

— Eu não sei se ele quer falar comigo — Danielle disse

— Claro que quer tia, parece que você não conhece homem, sao todos de quatro pra gente o tempo todo, por que a  gente é gata! — Miriam falou rindo

Danielle a soltou, Miriam se despediu e foi embora.

Danielle pegou o celular e pensou em mandar uma mensagem, digitou e mandou por texto.

No prédio da empresa naquele exato momento Fábio estava novamente no fumódromo, sentado no corrimão por horas com as pernas balançando na altura, decidindo se resolvia sua vida ali ou não, decidindo se sua existência valia a pena

O celular vibrou, ele olhou a mensagem

“Fico contente de ter você na minha vida, fico contente de que você voltou do seu fumódromo, nossa história não acabou, vamos conversar de cabeça fria, boa noite e um beijo” – Danielle

Fábio olhou para a mensagem, olhou para baixo, se inclinou para trás e voltou para o fumódromo, desistiu de saltar para o infinito.

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Danielle Trans, Evangélica – Capítulo 25 — Não pare de acreditar https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-25-nao-pare-de-acreditar/ https://rafaelakhalil.com/danielle-trans-evangelica-capitulo-25-nao-pare-de-acreditar/#respond Sun, 20 Oct 2024 20:44:31 +0000 https://rafaelakhalil.wordpress.com/?p=404 location.href="https://rafaelakhalil.com/esse-conteudo-e-exclusivo/";

— Que sorriso bonito, também ou é pra mim isso? — Fábio perguntou sorridente

Danielle desfez o sorriso 

— Eu só tô bem mesmo — Danielle colocou a caixa na gaveta debaixo voltando a se concentrar no trabalho 

— Você tá bem? — Fabio perguntou se estabelecendo no local de trabalho

— Tô sim — Danielle respondeu seca, mas em seguida percebeu que aquilo deixaria Fabio triste, não queria tratá-lo com indiferença, só queria que ele não se magoasse, parou de digitar e olhou para ele — E a festa da sua filha, como foi?

Fábio sorriu

— Foi boa, você devia ter ido, teve bastante comida, uns doces bacanas que compramos, só faltou você 

— Não trouxe nada pra mim? Nem um docinho? — Danielle perguntou para parecer simpática 

— Claro que trouxe! — Mexeu na bolsa e pegou uma caixinha com um tema infantil que Danielle não conhecia — Aqui está

— Ah bom — Danielle falou pegando a caixa e abrindo-a, vendo docinhos — Seria falta grave hein! 

— Falta grave? — Fabio perguntou sorridente

— Sim, Não trazer doce pra colega de trabalho é falta grave grave! — Danielle disse sorridente — Obrigadinha! — Disse animada

Danielle ouviu um barulho, parecia riso abafado e não soube identificar de onde havia vindo, Fábio fez uma careta e se sentou em silêncio.

Danielle tinha muitas coisas para fazer, resolveu focar no trabalho, perto do horário de almoço seu telefone vibrou, era Fausto

“Bom dia Cinderela, como vai?”

Danielle franziu o cenho, lembrou-se que Miriam havia chamado ela da mesma coisa

“Bom dia Chefinho, porque Cinderela?”

A resposta foi imediata

“Pelo sapatinho de Cristal? Mandei meus criados entregarem, se o sapato servir vai ser a minha princesa, serviu?”

Danielle sorriu satisfeita quando leu a mensagem

— Ta feliz hoje hein — Fabio perguntou curioso pelo que ela lia no celular

Sem graça Danielle virou a tela do celular para baixo

— Pois é, às vezes a vida me dá umas tréguas mesmo — Falou voltando a atenção ao computador, o celular vibrou novamente depois de alguns segundos, ela pegou o celular com cuidado para Fábio não notar.

Era Fausto novamente

“A Cinderela não está esquecendo nada não?”

Danielle pensou no que ele se referia, demorou alguns segundos, mas ela se lembrou, o Celular dele estava com ela.

“Sim, deixo na recepção para alguém pegar ou mando pra algum lugar? Onde você está hoje?”

“Estou aqui no escritório e achei o máximo essa blusa vermelha escura”

Danielle olhou para baixo, vestia uma blusa vermelha escura, leve, pois o ar condicionado do escritório era forte.

“Stalker!” — Respondeu

“Vem aqui no meu escritório me devolver” — Fausto respondeu

“Sei não, melhor deixar na recepção” — Danielle disse

“Seu namorado vai ficar com ciúmes? Eu entendo” — Fausto perguntou

“Meu namorado? Não perguntei, perae, deixa eu mandar uma mensagem pra ele e já te falo”

Fausto ficou decepcionado, mas alguns segundos depois recebeu uma mensagem de Danielle

“Tem um cara me chamando pra sala dele, ele é meu chefe, posso ir falar com ele ou você fica chateado?” 

Fausto deu um sorriso satisfeito

“Engraçadinha” — Respondeu

Alguns minutos depois o telefone da mesa tocou

— Danielle, Líder Técnica da parte Web quer falar com o senhor, disse que tem agenda, mas não está aqui no meu Outlook, peço para marcar e voltar depois? — A voz era séria

— Não, pode deixar entrar, aqui é rápido — Ele disse 

— Certo — A voz feminina desligou

Danielle entrou na sala

Fausto se levantou e a olhou debaixo em cima, ela trazia uma pequena caixa nas mãos, usava um jeans apertado, uma blusa vermelha escura o cabelo longo preso no topo da cabeça, o pescoço branco exposto ele teve vontade de beijar

— Oi — Ela falou ao vê-lo, o sorriso dela era sincero

Ele se aproximou rápido e a pressionou contra a parede

— Fausto — Ela disse assustada

Mas foi calada pelo beijo forte dele, não resistiu, abraçou-o entrelaçando os dedos atrás da nuca dele, o beijo durou quase um minuto de silêncio apenas com estalos molhados, quando pararam ambos de olhos fechados sorridentes, ofegantes

— Como pode eu ficar com tanta saudade de alguém assim — Fausto disse encostando a testa na dela

Danielle acariciou o rosto dele

— Também queria te ver — Ela disse sincera — Toma — Deu a caixa para ele — Eu sou da Zona Leste mas eu não roubo nada não — Ela falou sarcástica

Ele pegou a caixa

— Desculpa por isso, foi sem querer — Ela disse preocupada

— Eu sei — Ele falou tirando o aparelho da caixa e pegando um ferro para tirar o chip do seu atual e trocar — Comprei outro achei que tinha perdido mesmo — Mostrou o modelo de celular de ultima geração — Mas gosto mais desse

Agora você tem dois

— Você disse que não roubava nada, mas você roubou meu coração — Ele disse indo em direção à cadeira da sua mesa

Ela revirou os olhos com ar de graça pelo romance

Ele se sentou na mesa e ela na frente

— Não, vem aqui comigo — ele disse quando ela se sentou

— A gente tá no escritório Faustinho, se verem a gente vai ser ruim

— Ninguém entra aqui sem avisar, pode vir. — Ele disse decidido

Ela olhou para a porta, depois para ele, indecisa, se levantou e foi até ele, Fausto abriu as pernas, Danielle sentou na coxa dele, sentiu a mão dele em suas costas, o rosto dela era sério, ela arrumou o cabelo

— Por que o rosto sério? — Ele perguntou curioso tocando as coxas dela

— Não sei, estou pensativa — Danielle disse

— Isso eu to vendo, sobre o que? — Ele perguntou curioso

Ela olhou pra ele

— É factível isso? — Ela perguntou

— Isso o que? — Ele franziu a testa

Ela apontou para ele e para ela, em seguida repetiu o gesto

— Isso — Se referiu aos dois

— A gente vai ter que descobrir — Fausto disse dando um beijo no queixo dela

Danielle parecia séria

— Você não quer? — Fausto disse — O que mudou

— Nada mudou, mas eu, eu… — Ela se conteve

— Fala, pode falar — Fausto encorajou

— To cansada de quebrar a cara — Danielle disse visivelmente frustrada

— Você acha que eu vou quebrar sua cara? — Fausto perguntou confuso

— Não, não sei, digo, não no sentido real — Ela respondeu tentando se explicar — Não acho que fisicamente você representa um perigo pra mim, não é isso

— Acha que eu vou te magoar? — Ele perguntou

Ela encheu o peito, olhou para ele, arrumou a postura e depois soltou o ar se curvando

— Acho — Respondeu sincera

— Por que acha isso? — Fausto tentava entender o que ela queria dizer — Estamos apenas no início

— Eu sei, e ta maravilhoso, a gente teve um encontro, me preocupo se eu sou o tipo de garota que você quer do seu lado, a gente transou no primeiro encontro, eu sou transexual, você é rico e eu pé rapada, você é mega bem sucedido e meu chefe, eu sou uma CLTzinha

Ele colocou a mão na boca dela

— Você deve ser a pessoa inteligente mais burra de todas — Ele disse sério

Danielle franziu a testa

— Me acha burra? — Ela perguntou ofendida

— Você é inteligente, mas está pensando em problemas que não aconteceram ainda, só deixa Dani, deixa rolar, vamos ver, vamos ser sinceros um com o outro, quem sabe dá certo

— E se não der — Ela perguntou

— A gente continua amigo — Fausto disse

Ela respirou preocupada, coçou a cabeça

— Você disse que ia dar uma chance, peço que me deixa te mostrar como eu sou, como pode dar certo, eu vejo futuro em você e eu

Ela olhou para ele preocupada, não sabia o que responder, pensou em Fábio em Armando, será que ela estava se freando? Era muito cedo para outro relacionamento

— Se você quiser eu vou lá na sua casa e peço você em namoro para seus pais

Ela se assustou

— Não — Ela disse quase num grito — Não! — falou num tom mais baixo, mas pensou um pouco — Você faria isso?

— Faria — Ele disse — Se esse é o preço vou lá e falo com eles

Ela ficou observando-o

— É isso? Quer que eu vá lá? Posso ir até pra sua igreja também se você quiser.

— Não brinca comigo por favor — Ela disse em súplica

Ele a agarrou e a beijou novamente, dessa vez ficaram por mais tempo, ele juntou as pernas e ela ficou sentada no colo dele abraçada, ambos se acariciando, conversando.

— Eu preciso ir — Ela disse se levantando — E não

— Não o que? — Ele perguntou

— Eu não quero que você vá me pedir em namoro para os meus pais — Ela disse

— Acha que eu não sou seu cara? — Ele perguntou sério

— Não é sobre o que eu penso — Ela disse arrumando o cabelo que Fausto havia soltado — Eu não quero você exposto àquele ambiente que é extremamente tóxico para mim e com certeza será para você

— Então sai desse ambiente Dani, como você vai se curar das feridas se fica abrindo as cicatrizes diariamente? — Fausto falou de maneira sincera

Danielle piscou forte, olhou para ele com admiração, era realmente algo a se pensar

— Quer vir morar comigo? — Ele perguntou

— Não — Ela balançou a cabeça — Eu não posso

— Por que não? — Ele perguntou curioso enquanto ela se levantava do colo dele

— Eu não vou morar junto com ninguém, só quando eu me casar perante Deus, aí sim eu vou assumir o compromisso e serei a companheira do meu Marido.

— Tipo se a gente casar agora a gente pode morar junto? — Fausto disse como uma piada

— Não, a gente precisa namorar, se conhecer, aí nossas famílias vão se conhecer e isso não importa tanto, mas se a gente se gostar mesmo a gente vai noivar e aí sim a gente vai casar para só então morar juntos

— Entendi — Fausto disse pensativo — É um processo né não adianta acelerar

Ela sorriu e se aproximou num selinho

— Sim é, não sou uma pessoa fácil e se você quiser persistir nesse seu erro você vai descobrir — O Beijou

— Eu não acho que é um erro — Ele disse confiante

Ela sorriu e deu as costas

— Assim você é linda também — Ele disse observando a bunda dela

— Tarado! — Ela falou sorridente

— Estou saindo para um almoço de negócios, quer jantar comigo? — Ele perguntou

— Quero, onde? — Ela parou com a mão na maçaneta da porta

— Mando alguém te pegar — Ele disse

— Não senhor, eu tenho pernas e sei ir sozinha pros lugares Fausto, pode parar — Ela disse decidida

— Ah, maldita mulher independente! — Ele juntou os punhos em sinal de ofensa — Naquele restaurante do meu prédio — Ele disse

— Você gosta mesmo de lá né? — Ela perguntou

— Gosto, e meu apartamento é em cima da para a gente escapar

Ela riu alto

— Malandro! — Falou se preparando para sair

— Ah, espera — Ele mexeu na gaveta e pegou uma caixa, pegou o aparelho que estava com ele — Tó, isso é seu

— Não é — Ela olhou para o celular novo

— Sim, eu comprei, não vou usar, vi que o seu é de uns anos atrás, fica com esse pra você

— Fausto, eu tenho já, obrigada — Ela empurrou recusando o presente

— Eu sei, mas realmente eu não quero dar para ninguém que não mereça e não quero que seja dinheiro jogado fora, então pode ficar com você — Ele mexeu no aparelho — Só um instante — Danielle observou — Pronto, está limpo, pode colocar seus dados — Ele colocou o aparelho dentro da caixa.

— Sei não — Ela disse pensativa

— Pega, é um celular legal — Ele disse insistindo

— Eu sei que é legal, é o mais foda de todos — Ela disse preocupada

— Eu tenho dinheiro vai Dani, não to te comprando, para de frescura! — Ele disse demonstrando falta de paciência

Ela pegou, arredia

— Vai se acostumando, estando comigo vai ter coisa boa e cara, quando casar comigo vai ter carro blindado e mansão de luxo para criar nossos filhos

Ela não pode evitar sorrir de maneira sincera, colocou o aparelho junto ao peito e girou a maçaneta

— Tchau — falou sorridente

Ele sorriu e deu as costas voltando para a mesa.

Danielle voltou para sua mesa de trabalho escondendo o aparelho, sentou e jogo-o dentro da mochila

— Estávamos esperando você, onde estava? — Fábio disse

— Eu? é, eu tava… no… administrativo… — Danielle gaguejou — Por que? — Resolveu cortar a resposta

— Vamos almoçar? —  Fabio perguntou já ao lado dela

Ela se levantou, olhou para ele, algumas pessoas olhavam para ela atentos

— Vamos — Ela pegou a bolsa e saiu andando

Fabio a alcançou na recepção, um grupo de pessoas estavam indo e eles se juntaram, iriam almoçar fora. Danielle participou dos papos, mas tentou manter distância de Fábio de propósito, Carol tentava se aproxima dela a todo custo e isso ela permitiu

Quando voltaram ao escritório Fábio disse baixinho

— Preciso falar com você, tem um minuto?

Danielle achou que só ela tinha ouvido

— Depois da DR eu te procuro para falar sobre o projeto novo tá — Carol falou passando atrás dela

Danielle olhou para ela e depois pra Fábio

— Fala — Disse severa

— Vamos lá na escada, para conversar — Ele disse apontando uma direção conhecida

— Não, vamos no café — Danielle disse e andou devagar até o lugar esperando ele.

Não havia ninguém no lugar

— Me desculpa por sexta-feira — Fábio disse — Peguei pesado com você

— Se é isso, pode esquecer, já passou — Danielle falou tentando ser rápida — Eu sei que sujei seu carro, passei do limite mesmo, mas eu fiquei nervosa com você, mas já to bem, estou disposta a esquecer esse assunto

— Entendi — Ele disse — Não importa o que sujou, estou preocupado com você, hoje senti você distante aqui no escritório e no almoço senti que você está se afastando de mim — Fabio tocou o braço dela

Danielle se esquivou

— Aqui é trabalho, eu não posso ser vista com ninguém aqui, você viu, de manhã deram risada quando eu te chamei de amigo e a louca lá falou que a gente tá tendo uma DR

— Me parece uma DR mesmo — Fábio disse — Acho que é

— Claro que estamos “Discutindo nossa Relação” aqui, mas é isso que eu não quero! — Ela falou severa

— Não quer discutir? — Ele perguntou confuso

— Não, não quero uma relação — Ela falou — Não agora!

— Comigo né? — Ele perguntou ofendido — Eu sou o problema

Ela revirou os olhos

— Não é você, sou eu, eu não quero namorar com ninguém, eu to cansada de relacionamento eu quero ficar um tempo sozinha — Danielle disse — Quero ter um tempo só meu

— E foi encontrar o Fausto no fim de semana por que você é amiga dele? — Fabio disse direto

Danielle engoliu seco, não sabia que ele tinha aquela informação

— Você vai ficar tentando podar as minhas amizades? — Ela perguntou

Quando ele abriu a boca para falar ela o cortou

— Ou vai ficar me espionando? — O rosto dela era visivelmente ameaçador — Ninguém me controla não tá, eu não devo nada pra ninguém

— Eu não to te controlando — Fabio disse

— Você me dá uma informação dessa que eu não contei pra ninguém e acha que eu iria reagir como? — Ela perguntou nervosa

Dois homens entraram na sala, eram conhecidos, mas não trabalhavam juntos, se dirigiram à máquina de café

— Você acha que eu me senti como quando fiquei sabendo? Me trocou pelo milionário — Fábio disse ignorando os homens

Danielle ficou irada

— Eu não troquei porra nenhuma, você sabe se eu fiquei com ele? — Ela perguntou se aproximando de forma ameaçadora olhando-o nos olhos — Viu, não sabe, não faz ideia se eu fui lá a trabalho, prestar consultoria ou dar o cu pra ele

Danielle não se importava mais com os homens que ouviam sem falar nada esperando o café ficar pronto

— Você podia ter me falado, eu fiquei preocupado com você não me respondendo, por que estava nervosa comigo, eu mereço algum tipo de respeito — Fábio disse severo

Ela deu risada

— Que respeito meu? Eu te desrespeitei? Eu to vivendo minha vida, eu não sou sua namorada não viaja! — Falavam abertamente na sala de café sem se importar

— Um mínimo Dani, você não é minha namorada ainda — Ele disse esperançoso

— Pelo visto não vou ser né, me tratando assim igual uma cadela na coleira — Danielle disse nervosa, estava exagerando pois não queria mais questionamentos sobre Fausto.

— Eu não estou te tratando assim! — Fabio disse nervoso, começando a suar

Os homens saíram da sala andando rápido

— Porra Fábio, que merda — Ela cerrou os punhos e virou de costas — Você estragou tudo! — Falou nervosa voltando pro escritorio.

Quando saiu as pessoas olhavam para ela assustados, ela encarou Carol e ela desviou o olhar, os outros fizeram o mesmo.

Ela andou pisando duro e sentou-se na cadeira, colocou os fones de ouvido e aumentou o volume. Viu quando Fábio voltou à mesa minutos depois, mas não olhou para ele, permaneceu focada no trabalho o dia todo.

Quase no fim da tarde o celular vibrou, ela olhou para a tela, era uma mensagem de Fábio, ela olhou para ele e ergueu o aparelho, desligando-o sem ler a mensagem, fez questão que ele visse. Voltou ao trabalho.

Quando algumas pessoas levantaram-se para ir embora é que ela viu que 

já havia passado do horário.

Pegou sua bolsa, deixou o notebook na mesa e ligou o celular, ele começou a vibrar, sem olhar em volta caminhou até o elevador, estava nervosa, enraivecida, não falou com ninguém, passou por Carol e lembrou que haviam marcado de falar sobre o projeto, mas a raiva havia feito ela esquecer a garota, parou.

— Carol, amanhã a gente fala, hoje eu tive um dia cheio — Danielle falou para Carol

— Tá bom chefa, até amanhã — Carol disse prestativa

Danielle forçou um sorriso

— Chega, não faz careta, vai marcar — Carol apontou para o rosto dela

Danielle desfez a careta e acenou positivamente com a cabeça, deu as costas indo em direção ao elevador

— Perae Dani — Ouviu a voz de Fábio, apertou o botão com a esperança de se teletransportar dali, mas não deu certo — Espera! — Ele falou se aproximando

Ela se virou ameaçadora

— O que você quer? — O celular vibrava, algumas vezes, eram mensagens chegando

— É você que me mandou um milhão de mensagens? — Danielle perguntou

— Não sou eu não, deve ser outra pessoa — Fabio disse com um tom levemente sarcástico

Danielle olhou na tela, era Fausto

— O que você quer? — Perguntou nervosa

— Quero me desculpar, me acertar com você, vamos conversar vai, não quero terminar o dia assim — Ele disse carinhoso

Ela respirou fundo

— Eu fiquei chateada com você sim — Ela disse — Mas eu não quero falar sobre isso hoje, só quero sair daqui e — Ela pensou — e me desconectar desse lugar, amanhã vai ser outro dia

Ele fiz que sim com a cabeça

— Eu gosto de você tá, não fica chateada comigo — Ele falou quase num tom de súplica

Danielle apertou o botão do elevador de novo

— Como você sabe que eu fui no Fausto? Quem te disse? — Ela perguntou

— Os arquivos de despesas passam pelo meu sistema, eu vi por acaso — Ele falou inseguro

— Por acaso? — Ela perguntou ouvindo a porta do elevador abrir

— Sim — Ele falou ainda inseguro

— Eu vou olhar o código amanhã, se tiver algum alerta com meu nome ou outro nome que não esteja autorizado a gente vai trocar uma ideia séria.

— Não tem — Ele disse desviando o olhar

— É bom que amanhã não tenha também — Ela falou quando o elevador fechou a porta, Fábio não a seguiu.

Danielle foi olhar as mensagens, Fausto mandava algumas coisas para ela, perguntando do horário e tudo o mais e depois preocupado por que ela não havia respondido.

Pegou o celular e ligou para ele, ele atendeu de primeira

— Dani, tudo bem? — Fausto perguntou preocupado

— Sim, eu tava com um problema, estava compenetrada, desculpe não atender — Respondeu de imediato

— OK, pedi para a secretaria ver se você estava no escritório, como ela disse que estava eu não me preocupei

Danielle se sentiu incomodada, mas não falou nada

— Estou saindo daqui, vai rolar nosso encontro ou não? — Falou deixando o tato de lado

— Vai sim, quer que eu passe aí para te pegar? Cheguei em casa agora, vou só tomar um banho

— Não, deixa eu pego um carro de aplicativo e te encontro no restaurante — Ela disse — Mas faz um favor

— Faço sim, que favor? — Ele perguntou curioso

— Não toma banho — Ela disse enquanto caminhava pela calçada, não queria pegar um carro na frente da empresa

— Por que não? — Ele perguntou sem entender

— É que eu não tomei, não é justo, trabalhamos o dia todo e você vai estar cheiroso e bonitão e eu uma plebéia — Ela falou parando na entrada de um hotel onde sabia que era melhor para chamar o carro

Fausto riu

— Você é uma plebéia! — Falou e gargalhou — Cinderela!

Ele gargalhou

— Vai se fuder! — Ela respondeu e desligou o telefone

Recebeu uma mensagem no celular em seguida

💗💗💗

Deu um sorriso quando viu

Chamou o carro e foi até o restaurante, Fausto estava na porta esperando-a, quando a viu se aproximou e a abraçou tirando-a do chão.

Não eram comuns gestos públicos de afeto com ela, muito mais alguém  tirar do chão sendo uma mulher grande, ela o abraçou também, ele deu-lhe um beijo na boca rápido

— Oi — Ele disse sorridente

— Oi — Ela respondeu também sorridente quase envergonhada

Entraram no restaurante

— Uma coisa — Fausto disse — Aqui a gente não vai falar de trabalho só de nós

— Combinado — Danielle respondeu

E foi o que fizeram, falaram deles, Fausto contou as histórias de escola com os amigos, Danielle riu, eram engraçadas ele era um homem divertido, com cuidado ela contou sobre coisas dela, tinha vergonha

— Vai eu sei que quando você era adolescente você deveria ser diferente — Fausto disse

— Eu era um menino né, um menino cheio de problemas, pelo visto se a gente estudasse na mesma escola você faria Bullying comigo — Danielle disse 

Fausto olhou para cima pensativo

— Bem possível — Ele falou — “Daniel viadinho” algo assim né?

Ela piscou forte

— Algo assim — Falou com o rosto vermelho

— Verdade, seu nome era Daniel? — Ele perguntou curioso

— Não e isso é algo que eu não quero falar, se você quiser me pesquisar, como eu acho que já fez, é só procurar no RH mesmo, vai saber

Ele ergueu as mãos

— Opa, calma aí, entendi, ultrapassei uma barreira aqui, desculpe — Ele disse

— Tudo bem — Ela falou incomodada

Os outros assuntos foram mais leves haviam se passado duas horas, Danielle passou a mão nos ombros e estalou o pescoço

— Cansada? — Fausto perguntou bebendo um gole de vinho

— Um pouco, ainda é segunda, mas foi bem tenso — Ela disse

— Eu posso ajudar? — Ele perguntou sincero

Ela olhou para ele com reprovação

— Tá bom, tá bom, não tá mais aqui quem falou — Disse erguendo a mão e pedindo a conta

Danielle pegou a bolsa e a carteira

— O que você tá fazendo? — Ele perguntou 

— Pegando meu cartão pra gente dividir a conta — Ela respondeu simplória

— Mulher minha não divide a conta — Fausto disse sério, mas com um ar jocoso

— Eu não sou sua e não sou mulher — Ela disse num tom sério

— Ah não Dani, eu chamei, eu pago, nem vem com essa ideia aí vai — Ele disse

— Não é justo, eu insisto — Ela disse insistente

— Quando você marcar o rolê você paga, aqui eu chamei — Ele disse confiante

Ela guardou o cartão, o garçom se aproximou com a maquininha, ele passou, Danielle viu o valor, era astronômico para ela

— Ok — Falou pensativa — Vai deixar eu pagar mesmo?

Ele riu

— Claro que não né! — Falou sorridente e se levantou, deu a mão para ajudá-la

Assim que ela se ajeitou ele pegou na mão dela, sairam de mãos dadas, aquele gesto simples encantou-a e fez que que ela ficasse inteiramente submissa, pararam na porta do restaurante, vendo a pista na frente com dezenas de carro passando a toda velocidade, Danielle se aninhou nele, sentiu o vento frio

— Frio é? — Ele perguntou — Mesmo com essa blusa aí?

— Um pouco — Ela disse agarrada ao braço forte dele

— É você tá magrinha né — Ele disse

— Magrela? — Ela perguntou 

— Gostosa — Ele disse e pediu um beijo

Ela sorriu e deu o beijo

Ele a puxou pela mão em direção à entrada do prédio

— Onde vamos? — Ela perguntou sabendo onde iriam

— Ao meu apartamento — Ele disse com a voz já mole pela bebida

— Fazer o que? — Ela perguntou — Tá meio tarde, preciso ir pra casa

— Sobe vai, prometo que vou te fazer mal — Ele disse beijando o pescoço dela

Ela sorriu

— Promete é? — Mas só então pensou no que ele disse — Vai me fazer mal? — Perguntou se afastando, curiosa

— É, prometo que vou arrancar sua roupa, beijar seu corpinho lindo, chupar sua língua e comer esse bumbum grandão de cuzinho apertado com minha rola gigante.

Ela respirou fundo e revirou os olhos quando ele beijou o pescoço dela enquanto falava e as mãos escorreram pela cintura de Danielle num tom erotico.

— O que me diz? — Ele perguntou

Ela não respondeu, estava ofegante, olhando-o com curiosidade

Ele a puxou, ela não resistiu, foi em silêncio

Chegaram no apartamento, era grande, colunas bonitas de mármore, ela olhou em volta de novo

— Esse lugar é simplesmente incrível — Ela falou — Acho que vou ter que mudar umas coisas aqui

— Mudar o que? — Ele perguntou curioso

Ela virou-se para ele e o agarrou

— A primeira coisa é tirar esse ar de “Abatedouro” que ele tem — Falou sincera

Ele riu

— Você acha que eu trago muitas garotas aqui? — Ele perguntou

— Eu não sou trouxa, quem você trouxer aqui você come então fica quieto — Danielle disse

Fausto sorriu e fez um gesto de quem tranca a boca

— Preciso deixar uma marca minha aqui pra se alguma mal intencionada chegar já bata e olho e veja “Dona”

— Dona é? — Ele perguntou — Achei que tinha todo um processo e tal

— Sim, tem, mas eu tenho que cuidar das minhas coisas né — Danielle disse explicativa

— Suas coisas? — Ele riu

Ela o empurrou

— Vou tomar um banho! — Falou — Lá em cima o banheiro né? — Ela perguntou

— Sim, vou com você — Ele disse indo atrás dela

Ela não o impediu

Entraram no banheiro e ele a agarrou, em segundos a colocou sentada na pia, beijavam-se de forma apaixonada.

— Saudade desse beijo quente, puta que pariu! — Fausto disse

— Tá gostoso mesmo, sonhei com você — Ela disse carinhosa

— Sonhou o que? — Ele perguntou curioso

— Que você me beijava assim mesmo, igual me beijou naquele dia

Em segundos estavam pelados, Danielle sentada na pia o penis ereto, em seguida Fausto colocou o próprio penis gigante sobre o dela, pesando totalmente

Ela riu

— Cara isso é muito grande — Parou o beijo e passou a mão — Meu pau tá durão de tesão e não aguenta o peso do seu! — Ela falou divertida masturbando-o devagar

Empurrou-o com delicadeza e ficou em pé

Andou sensualmente até o chuveiro, ligou era a gás, regulou até ficar agradável, o jato que saia do chuveiro era forte, ela deixou cair em seus seios, pareciam mãos a coçando suavemente, ela fechou os olhos, sentiu um abraço, Fausto a agarrava por trás e a beijava.

Ela se virou e se beijaram, se abraçaram, ela pegou o sabonete e deu banho nele, lavou o peito, o pescoço, o rosto, ensaboou o saco e pegou no pênis, limpando bem, era pesado, grande, ela sentia tesão e medo ao tocá-lo, era um pau poderoso.

Ouviu o som do seu celular ao longe, Fausto a alertou, mas ela não ligou.

Fausto estava com o pau muito duro, então ela se ajoelhou e repousou em seu rosto, beijou o pau dele com carinho, acariciou o saco, mastrubou-o com as duas mãos, não dava para ser diferente, abocanhou o saco e chupou uma das bolas, Fausto deu um gemido, ela chupou a cabeça do pau, estava molhado, salgado, então ela se levantou.

— Agora sai, se seca que eu vou terminar aqui — Ela falou — Me espera lá no quarto

— Deixa eu te dar banho também — Fausto pediu

— Você já deu querido, eu só preciso fazer uma coisa e eu não quero que você veja — Ela disse parecendo preocupada

— Eu sei o que você vai fazer — Ele disse — Eu posso ficar

— Não, eu não quero, não ainda, isso por enquanto é intimidade demais, mas eu agradeço tá, só me espera lá — Ela disse ficando na ponta dos pés e beijando-o nos lábios.

Assim que ele saiu do banheiro ela foi até a porta e trancou, foi em sua bolsa e pegou sua bombinha vermelha, usava-a para se preparar para o sexo anal.

Foi até o chuveiro e encheu-a com água quente, com cuidado enfiou em seu anos e jogou os jatos dentro para se limpar

— Eu odeio isso — Falou encostando a testa na parede enquanto repetia o processo até estar limpa

Socou a parede devagar, pensava o quanto aquilo era degradante, precisava se limpar por que “era imunda”

— Imunda… — Repetiu para si mesma

Fez sua higiene, se preparou para o sexo, chegou na cama, Fausto olhava animada, mas ela estava apagada

— Vixe, o que foi? Desanimou? Foi só me ver que ficou triste? — Ele perguntou

— Não, bobo — Ela disse — Só uma tristezinha, tenho isso às vezes

— Disforia, né? — Ele perguntou curioso

Ela olhou para ele com um sorriso triste

— Desta aqui — Ele a chamou para a cama

Ela se aninhou do lado dele, a cama era macia, o pano grosso e macio, o travesseiro era incrivel, ela nunca tinha sentido aquele tipo de qualidade, mas resolveu não observar, soltou a respiração no colo dele

— Quer conversar? — Fausto perguntou

Ela ficou quieta balançando a perna, pensativa

— Se a gente vai namorar mesmo — Ele disse — É bom gente ter assunto pra falar na cama por que o sexo não dura o tempo todo

Ela deu risada e se virou para ele

— Bobo — Falou sorridente, mas ainda estava triste

— Vai — Ele arrumou o cabelo dela — Conta pra mim quem tá deixando esse anjo triste que eu vou lá quebrar a cara dele

— Eu — Ela falou pensativa — Acho que eu não sou pra você, sou probleminha pra você

— Pronto, lá vem — Ele disse revirando os olhos — Um puta marmanjo igual eu e você acha que sabe mais que eu — As palavras dele foram arrogantes de propósito

— Você não sabe de nada Danielle, me dá o crédito vai, eu sou psicologo — Ele disse

Ela sorriu, era verdade mesmo

— Vai me analisar é? Psicólogo gostosão? — Ela de uma maneira forçada para parecer sexy, queria fugir do assunto

Ele se sentou empurrando ela

— Bora, parar com essa sedução de adolescente e me conta

— Contar o que? — Ela perguntou

— O que ta te deixando triste — Ele falou — É outro homem?

— Nao! — Ela disse

— Ele tem o pinto maior que o meu? — Fausto disse

— Meu Deus, não! — Danielle riu alto — Meu Deus!

— Então me fala — Ele disse sério — Eu quero ouvir

— Quer mesmo? — Ela falou — Não é melhor a gente transar, você dar uma boa gozada?

— Assim você me ofende, eu não sou esse tipo de homem e você vai aprender isso — Ele disse entristecido

— Desculpa, peguei pesado — Ela falou — Não foi a intenção

— Aceito a desculpa se você me contar

— Não é um problema, é só uma coisa que veio na minha mente, coisa do meu passado.

— A pequena Danielle — Fausto disse — Sou todo ouvidos

*** Anos antes (Danielle na Igreja) ***

— Quantos anos você tem Moisés? — O homem perguntou de forma amigável

— Quinze — Moisés respondeu retraído, a mão esquerda estava enfaixada e com o rosto arroxeado.

— Por que você está aqui? — O homem perguntou novamente de forma amigável

— Ele é um atribulado pastor — Tereza, a mãe de Moisés — Estava vestido de mulher, tinha roupas de mulher que sabe-se lá onde ele arrumou

— Roupas de mulher? — O Pastor perguntou coçando a barba e olhando para Moisés, se levantou em seguida — Dona Tereza, me acompanhe por favor — Apontou para Moisés — Só um minuto

Tereza o acompanhou até fora da sala, ficaram um tempo lá e o homem voltou sozinho.

Sentou-se na frente de Moisés

— Pronto, acho que agora a gente consegue conversar mais naturalmente sem a sua mãe certo? — Ele perguntou sorridente

Moisés desviou o olhar

— Vamos recomeçar — O Homem disse tocando na mão de Moisés levemente — Eu sou o Pastor Plínio, sou psicoterapeuta, aqui, nesse espaço — Mostrou com as mãos — Podemos falar sobre tudo, eu tenho uma autorização de Deus para escarafunchar aqui dentro — Colocou o dedo na teste de Moisés

Moisés olhou para ele assustado

— Então — O Pastor continuou — Me fala, o que eram essas roupas, eram suas mesmo?

— Sim, eram minhas — Ele falou preocupado, mas com um ar desafiador

— E para que você as tinha? — O Pastor perguntou, queria entender como aquilo foi parar lá — Digo, ia dar de presente pra alguma mulher?

Moisés não respondeu

— Vamos rapaz, comigo você pode falar, Deus já sabe de tudo, ele está aqui te ouvindo, você só precisa compartilhar comigo e vamos te ajudar.

Moisés respirou fundo, sentiu uma dor no peito quando falava daquele assunto, olhou para as próprias mãos, eram grandes, brancas e com veias azuis feias. Fechou os punhos, suas mãos eram fortes como as de homens jovens.

— Para eu vestir. — Respondeu quase num sussurro enquanto analisava as próprias mãos. — Pastor

— Pode me chamar de Plínio — O Pastor Plínio disse, respirando fundo entendendo que ali teria problemas.

— Pastor Plínio — Moisés sussurrou em resposta

Apenas Antônio, o caminhoneiro, de homem sabia daquelas roupas, apenas para ele que Moisés usava aquilo e quando usava Antônio o chamava de Danielle, tratava-o no feminino e eles se amavam.

Fora ele, sua irmã Léia tinha um leve conhecimento do que Moisés fazia com as roupas, mas ela não se envolvia muito.

— E por que você iria querer vestir roupas de mulher?  — Plinio perguntou

Moisés ficou em silêncio

— Entendo — Pastor Plinio disse, pegou a bolsa e abriu uma barra de chocolate — Preto ou branco?

Moisés olhou desconfiado, viu as duas barras esticadas à sua frente, tocou a barra branca e pegou um pedaço.

Plinio mastigou um pedaço da barra de chocolate ao leite

— Acho que não começamos bem, eu disse meu nome e você não disse o seu, qual é seu nome? — Plínio perguntou curioso

— Moisés — Ele respondeu cuidadoso e um tanto irritadiço, já havia falado seu nome, foi a primeira coisa que o Pastor havia perguntado

— Não, esse é o nome que sua mãe disse, o nome que ela te deu, mas pelo que eu to vendo aqui provavelmente você tem outro, um que só contou pra Deus não? — Plínio perguntou 

Moisés olhou para ele assustado, ninguém nunca tinha sido tão direto nisso, não sabia se aquele tipo de coisa lhe traria problemas, Moisés estava curvado na cadeira, quase encostando a cabeça nos joelhos

— Estão te castigando pelo que ouvi, te obrigado a vir na igreja diariamente, te monitorando na escola e tudo isso para quê? — Plínio perguntou, mas sabia

Moiseś não respondeu

— Eu estou pensando aqui num nome feminino para Moisés mas só consigo pensar em Mirian, acertei? — Ele perguntou sorrindo

Moisés sorriu

— Esse é o nome da minha sobrinha — Moisés respondeu

— Entendi, já pegaram esse, me dá uma dica, é um nome bíblico? — Plinio perguntou curioso

— Não — Moisés sorriu ao responder

— Gostei desse sorriso, vi uma garota ai hein! — Falou apontando para Moisés — Ou não?

Moisés se curvou e encolheu mais, desviando o olhar

— Fernanda, Lilian, Maria, Rosana? — Plinio disse

Moisés não respondeu

— Tab bom, vamos, desistio, mas vou recomeçar, eu sou o Plínio, muito prazer, seu nome de verdade é? — Plínio fez um gesto com a mão para Moisés continuar

Moisés olhou para ele, aquilo o irritava, sentiu uma pontada, um pequeno calor, sem se controlar ergueu sua coluna, a postura ereta, cruzou as pernas e apoiou as mãos no joelho, uma pose ensaiada milhões de vezes no seu quarto, feita para parecer uma mulher poderosa, procurou os olhos dele e tomou fôlego.

— Danielle — Moisés falou sentindo um choque por todo o corpo

— Danielle! — Plínio disse sério e apontou para cima — Olha aí — Esperou um pouco — Nada né, não foi difícil e não caiu um raio na sua cabeça né Deus? — Plinio olhou para cima parecendo esperar mais um pouco — É, não caiu

Danielle ficou confusa, mas sorriu pelo gracejo

— Perae — Plínio parecia querer ouvir — Nem chovendo está, não vai ter raio Danielle

Danielle sorriu

— Me fala, você não gosta de ser Moisés e prefere ser Danielle, é isso? — Plínio foi direto

— É — Danielle estava retraída, monossilábica

— Fala cinco bichos, rápido, o que te vier à mente — Plínio disse — Vamos!

— É…. Pinguim, Arara, Girafa, Cachorro e Gato — Danielle disse assustada

— Interessante — Plínio disse anotando algo

— O que isso quer dizer? — Danielle perguntou tentando ler no papel — O que quer dizer esses bichos?

— Na verdade nada, era só pra saber se você conseguia falar mais de cinco palavras ao mesmo tempo

Danielle sorriu

— Olha aí, sorriso bonito, é isso que queremos aqui Danielle — Plínio disse passando confiança

Danielle passou a mão na cabeça, num gesto para arrumar o cabelo, mas sua cabeça estava raspada, sentiu a camurça que se tornou seu couro cabeludo e sua boca entortou em uma careta

— Imagino que não foi você que raspou sua cabeça né? — Plinio disse

— Não — Falou limpando o nariz com a manga do moletom — Foi meu pai

— E ele fez isso por que? — Plinio perguntou atento

— Ele disse que eu tenho que aprender a virar homem — Danielle levantou o queixo e mostrou, estava vermelho — Ele me obriga a fazer a barba todos os dias pela manhã

— Por que? — Plínio disse — Parece que você não tem nada aí

— Ele disse que se eu fizer vai crescer — Danielle disse entristecida

— E você quer que cresça?

— NÃO! — Disse num tom alto — Não quero

— Me explica como é isso Danielle — Plínio disse interessado — Você tem consciência de que você não é uma menina? — Pensou por um segundo — Ou uma mulher?

— Tenho — Danielle respondeu direta — Eu sei.

— E como funciona isso na sua cabeça?

— Eu não quero ser um menino, é ruim, é feio, é fedido, é errado — Danielle falou rápido, parecia um texto decorado — Eu não sou isso.

Plínio deu um sorriso

— É fedido é? — Perguntou de forma divertida

Danielle ficou envergonhada

— Eu não gosto — Ela reafirmou — Não era para eu nascer assim, eu nasci errado!

— Entendi, o que você acha que aconteceu, digo, para você pensar assim, pensar que não é pra você nascer assim, o que houve? — Plínio perguntava de maneira direta, interessada, isso chamou a atenção de Danielle

— Deus errou comigo, na hora de colocar as almas e os corpos ele se confundiu — Ela disse com os olhos cheios de lágrimas — Ou fez isso de maldade mesmo.

Danielle colocou os dois pés na cadeira e abraçou os joelhos, fazendo pequenos movimentos de balanço para frente e para trás.

Plinio observou paciente, fez uma anotação breve no caderno

— Você acha mesmo Deus fez isso de maldade com você? — Plínio perguntou curioso

Ela enfiou a cabeça no meio das pernas e sacudiu de forma negativa

— Olha pra mim, eu preciso que você confie em mim vai, não se esconde — Plínio disse paciente

Danielle olhou para ele, os olhos vermelhos, lágrimas brotando, o rosto vermelho trêmulo

Plínio pegou dois lenços de papel e deu para ela

— Não precisa chorar tá, só quero entender o que está acontecendo com você para poder te ajudar, pra gente resolver essa confusão aí — Plínio disse

— Eu não tô confusa — Danielle se tratou no feminino, a voz embargada — Eu só quero que eles parem

Plínio não demonstrou, mas ficou levemente chocado

— Eu sou uma menina, eu nasci no corpo errado, não era pra eu ter essa porcaria aqui — Danielle falou e bateu com força no meio das pernas três vezes

Plínio se levantou e segurou a mão dela

— Ei ei, não faça isso, você vai se machucar — Plínio disse — Não fazemos isso aqui — Ele falou soltando as mãos dela devagar — Você acredita em Deus mesmo?

— Acredito — Danielle respondeu — Acho

— Você sabe quais são as três coisas que definem Deus? — Plínio perguntou

Danielle era inteligente, muito boa de memória

— Onisciência, Onipotência e Onipresença — Respondeu

Plinio piscou forte

— Acho que você deve ser uma das poucas pessoas que eu conheço que sabem disso — Plínio falou admirado — E sabe o que essas três coisas significam?

— Sabe de tudo, pode fazer tudo e está em todos os lugares — Danielle respondeu certeira

— Parabéns! — Plínio disse — Então quem errou, você ou ele?

— Eu não me fiz! — Danielle disse — Eu fui feita!

— Você acredita em Deus, sabe que ele sabe de tudo e pode tudo, mas você acha que está certa e Deus está errado? — Plínio a tratava no feminino para ter empatia — Ou ele esta certo em tudo no universo, mas só errou com você?

Danielle ficou quieta

— Vai, você é esperta e racional, tenho certeza que já pensou nisso, me fala, estou aberto ao que você tiver aí na cachola — Plínio apontou — Você é bem interessante!

— Sou? — Danielle perguntou curiosa — Por que?

— Você sabe o que é, sabe como as coisas funcionam e tem resposta pra tudo, está escondendo de mim, quero saber — Plínio disse em um tom sereno

Ela respirou fundo

— Ele não errou comigo — Danielle disse

— E o que isso quer dizer? — Plínio se interessou — Você está errada em achar que não deveria ser um garoto e sim ser uma garota?

— Também não — Ela disse colocando o queixo nos joelhos

— Não dá para os dois estarem certos, ou você ou Deus está certo e eu tenho um palpite de quem está certo e de quem está errado — Plínio

— Eu estou errada? — Danielle perguntou

— Está — Plínio disse — Você é um garoto e seu nome não é Danielle

Danielle olhou ao longe por alguns segundos, Plínio ia falar algo mas ela falou primeiro

— Eu nasci um garoto, mas eu vou me transformar em uma mulher, Deus não errou comigo, ele me fez assim por que ele quis, por que eu tenho que ser assim, por que eu tenho que passar por isso

Plínio franziu a testa

— Você chegou a essa conclusão sozinho? — Plínio perguntou curioso

— Sózinha? — Danielle reforçou seu gênero questionando

— Desculpe, Sozinha? — Plinio perguntou — Ou quem te disse isso foi Deus? — Plínio perguntou curioso

Ela respirou fundo e tirou os pés da cadeira, se endireitou novamente

— Jesus veio a mim — Falou olhando para ele, aguardando a reação, esperava que ele risse ou fizesse uma cara incrédula, mas ele parecia observa, esperando ela completar a frase

— Prossiga — Ele disse

— Quando meu pai me viu de Danielle, a duas semanas atrás ele fez isso — Mostrou a mão enfaixada

— E o que é isso? — Plinio perguntou interessado

— Ele me deu um soco e eu me defendi

— Ele te deu um soco onde? — Plinio perguntou calmo

— No rosto, ele já fez antes, já quebrou meu Nariz uma vez, dessa vez eu tava esperta, aí ele eu coloquei a mão na frente e ele quebrou meus dedos

— E depois? — Plinio perguntou

— Ele me deu um soco na cara — Danielle disse — E eu apaguei

— Entendi — Ele disse — Sinto muito por isso, eu vou falar com seu pai

— Não! — Danielle disse parecendo em pânico — Deixa isso pra lá

Plínio ficou surpreso

— Tudo bem — Sacudiu a cabeça levemente — Mas o que tem a ver com Jesus isso?

— Quando meu pai me bateu eu desmaiei, vi um clarão de luz e… — E em um tom mais baixo falou envergonhada — Tocou uma música

— Que música? — Plinio perguntou curioso

— Dont Stop Believe do Journey — Ela falou retraída

Ele deu risada

— Vou procurar saber qual é! — Ele disse anotando no caderno — Jesus estava cantando?

— Não! — Ela disse nervosa

— Estou brincando, pode falar — Plínio se recompôs sorrindo — Continue

— Jesus apareceu para mim, essa música tava tocando.

— E como foi isso?

— Eu estava sentada num balanço, mas não tinha chão, e eu tava morrendo de medo — Ela falou — Aí um homem veio andando e eu sabia que era ele, mas não parecia com as figuras que a gente vê, ele era diferente, mas eu sabia que era ele! — Danielle exclamou — O calor, a paz, a luz — Ela sorriu quando falou, parecia olhar através de Plínio

— Diferente como? — Plinio perguntou curioso

— Ele era preto! — Danielle disse

— Preto? Igual eu assim? — Plinio perguntou

— Mais, cabelo curtinho, muito forte, usando um terno e o terno tava tão apertado que parecia que iria arrebentar os botões, era lindo!

Plínio ficou sério

— Aí ele perguntou se podia sentar do meu lado e eu falei que sim — Danielle disse animada — E ele me chamou de Dani e disse que era para eu não me preocupar porque ia ser assim mesmo, era para eu aguentar firme por que as coisas iam melhorar, mas eu ia ter que passar por mais dor, fisica e psicologica, eu devia tomar cuidado para não quebrar.

— Ele falou que você ia sentir dor? — Plinio perguntou — Jesus não impõe dor pra ninguém

— Mas foi isso que eu disse, pro que tinha que doer, ele disse que eu tinha aceitado isso, mas que só ia entender depois e que minha missão era ensinar aos irmãos a tolerância pelo meu amor e eles iriam reagir com violência — Ela disse sensata

Plinio piscou forte, precisava digerir aquilo, parecia algo lúcido, algo que não dava para ser inventado, dessa vez ele se calou

E Danielle continuou

— Ele encostou no meu meu braço com o dedo e disse “Você não é uma aberração” — Danielle disse explicativa — Aí eu senti uma picada dolorida no braço

— Uma picada? — Plinio perguntou

— É — Ela respondeu — Aí eu acordei e tava no hospital, deitada na maca, tava passando algo numa TV e tava tocando a música que te falei

— Aaahhh — Ele disse parecendo entender algo. — Dont Stop Believe — Ele repetiu pensando — Não pare de acreditar?

— Sim! — Ela disse animada

— Você então sabe que Deus não errou com você — Ele perguntou

— Sim — Danielle disse

— E por que disse que ele errou? — Plinio disse

— Por que eu não sei se foi uma alucinação causada pela pancada na cabeça ou se eu vi Jesus mesmo — Danielle disse com as lágrimas voltando a brotar — Não sei se eu sou louca ou se a porrada foi forte demais e eu misturei realidade com loucura da minha cabeça

— A mensagem de Jesus chega diferente para cada um de nós, acho que você deve se perguntar se foi real ou se foi uma alucinação — Ele disse

— Vocẽ se acha uma aberração? — Ele perguntou

— Acho — Ela respondeu

— Mas ele não disse que você não era uma aberração? — Plinio perguntou confuso

— Disse, com palavras, mas quando ele me tocou ele se referia no futuro, não agora, agora eu não sou nada, mas no futuro eu vou ser uma mulher poderosa e linda! — Danielle falou sorridente

Plínio se impressionou

Ouviu quando bateram à porta e se levantou

— Danielle — Ele disse soltando o ar dos pulmões — Vamos conversar de novo, por hora acho melhor você fingir que é Moisés, o que acha?

— Ta bom — Ela respondeu se retraindo na cadeira

Plínio se aproximou e pegou no queixo dela

— Não, você recebeu uma mensagem de Jesus, custe que custar você tem que ouvir Jesus e seu coração

— E se foi uma alucinação? — Ela disse preocupada

— E se for uma alucinação? Seria a maneira de Deus fazer você ter uma visão dessa, já que você é realista demais, pé no chão demais. — Ele deu as costas — A música falou pra você, presta atenção nos sinais

Ela olhou para ele com interesse.

— Sinais?

Tereza, a mãe de Moisés entrou na sala

— Conversou com ele Dr? — Tereza olhava aflita

— Sim, tenho que procurar essa música aqui — Apontou para Moisés — Dont Stop Believe certo?

Ele sorriu

*** Dias atuais ***

— E aí, ele te ajudou mais que isso? — Fausto perguntou curioso

— Sim, ele me ajudou a me esconder, a gente conversava muito, era muito legal, eu contei tudo pra ele e ele me falava muita coisa

— Vamos animar vai, não quero mais ficar triste, acho que falar me aliviou — Ela disse animada

— Olha só, eu não sou tão ruim assim — Fausto disse animado

Ela caminhou de joelhos até ele e o abraçou, ambos nus, ele sentiu o calor do corpo dela

— Quer fazer amor? — Ela perguntou no ouvido dele

— Quero tudo com você — Ele disse acariciando as costas e a cintura dela, descendo para o bumbum

— Tem musica aqui? — Ela perguntou

— Alexa — Ele disse — Toca um rock’n roll aí

A voz robótica ecoou “Tocando músicas curtidas de Fausto, ordem aleatória”

O Celular de Danielle vibrou novamente

A música começava baixa, Danielle não prestou atenção

— Mas acho que tem alguém te chamando hein — Fausto disse — Melhor olhar, você tava no banheiro ele não parou de vibrar

Ela engatinhou até a bolsa no criado muro na beira da cama e pegou, era o grupo da igreja, havia uma foto do Pastor Plínio, ele havia falecido.

Enquanto ela lia ouviu a música

“Don’t stop, believin’”

Olhou para Fausto e colocou a mão na boca ouvindo a música e digerindo a informação, era muita coincidência tocar aquela música, justamente aquela

Danielle chorou, não sabia por que, mas chorou pela lembrança daquele homem que a havia ajudado, Fausto a acolheu e dormiram juntos.

A música ecoava:

Don’t stop believin’ [Não pare de acreditar]

Hold on to that feelin’ [Segure esse sentimento]

Danielle sentiu seu coração se aquecer.

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