Diário de Rafaela 2 — Capítulo 38 — O Acordo
⏳⏳⏳ ANOS ANTES ⏳⏳⏳
— Isso, encaixa aqui — Hélio estico o braço — Joga o peso e puxa
Guilherme obedeceu jogando o peso para trás com o braço de Hélio encaixado entre as pernas
— Isso isso — Hélio bateu na perna dele — Para, vai quebrar meu braço!
Guilherme soltou
— Desculpe professor!
— Você é muito forte garoto, só precisa aprender a controlar direito se não vai acabar machucando alguém nos treinos de JiuJitsu
— Tudo bem professor, desculpe de novo — Guilherme
— É um treino garoto, não uma luta de verdade — Hélio deu um tapinha no rosto de Guilherme — fim da aula podem ir — falou para a turma de seis alunos.
Todos saíram em direção ao vestiário, era pequeno tinha seis chuveiros
— Guilherme, espera aí — Hélio o parou na porta do vestiário
— Oi professor — Guilherme falou enquanto tirava a faixa
— Seu pai veio aqui, ele falou com você? — Hélio perguntou também tirando a própria faixa
— Sim ele me disse que ia falar com você sobre a academia — Guilherme falou empolgado — Ele quer ampliar a nossa, seria muito massa se você fosse dar aula lá
— Seria sim! — Hélio respondeu sorridente
Conversaram por alguns minutos até o momento que alguns rapazes já começavam a sair do vestiário e Guilherme viu que iria se atrasar.
— Preciso ir professor, falamos depois? — Guilherme disse em direção ao vestiário
— Ah sim, eu vou também — Hélio respondeu
Guilherme era meio envergonhado, ficava nu na frente dos garotos mas normalmente era o mais breve possível para não ser visto.
Hélio entrou no vestiário e ficou completamente pelado em segundos, Guilherme não pôde deixar de olhar para o pau dele, Hélio era moreno e o pau era mais escuro, preto, curto, mas bem largo, envergonhado ele desviou o olhar enquanto Hélio ia ao chuveiro.
Com medo de parecer envergonhado Guilherme tirou sua roupa e o seguiu, os chuveiros eram abertos, ficavam três de cada lado e o ambiente estava enfumaçado devido ao vapor da água do banho dos garotos anteriores
Quando chegou Hélio estava abrindo o chuveiro e molhando o corpo
— Vai daqui direto para casa? — Hélio perguntou passando sabão no rosto
— Sim, pego o ônibus e é rapidinho — Guilherme falou se molhando também e esfregando o rosto — Quando abriu os olhos Hélio estava no chuveiro ao lado dele
— Caralho moleque, olha o tamanho desse pau — Hélio falou se aproximando
Guilherme não soube o que fazer, estava no canto, deu um passo para trás assustado mas Hélio agarrou o pau dele e o segurou na mão puxando a cabeça para fora
— Cabeça cor de rosa hein, coisa bonita de se ver — Falou enquanto masturbou devagar Guilherme, o pênis ficou levemente duro — E olha só, fica duro hein — Hélio falou rindo
— Não, eu — Guilherme não soube o que falar.
— Calma Gui, pega nada não — Hélio olhou em volta — Tá só a gente aqui, na amizade
Guilherme olhava assustado, não sentia repulsa por aquilo, gostava até de olhar o pau dos amigos, mas evitava justamente isso por não sentir a repulsa que acha que devia sentir.
— Pega aqui — Hélio pegou no próprio pau — É grandão
Guilherme não pegou, continuava em silêncio
— Vai Gui — Hélio pegou a mão dele colocou no próprio pau
Guilherme segurou, deixou a mão imóvel
— Faz um carinho assim, igual tô fazendo com você, na camaradagem — Hélio falou acariciando o pau de o saco de Guilherme
Ele soltou o ar dos pulmões, estava gostoso, sentia medo, masturbou levemente Hélio, o pau era quente, molhado pela água do chuveiro
— Primeira vez que pega num outro pau? — Hélio perguntou
Guilherme fez que sim com a cabeça
— O Gato comeu sua língua foi? — Hélio perguntou sorridente — Fala comigo
— Não, nunca peguei — Guilherme respondeu trêmulo
— E nunca chupou também? — Hélio perguntou sacana
— Não! — Guilherme respondeu assustado
— Beleza — Hélio respondeu e se abaixou
Abocanhou o pau de Guilherme chupando na sequência
Guilherme fechou os olhos e soltou o ar novamente, era delicioso, seu primeiro boquete, era virgem ainda, não sabia o que fazer, nem o que sentir, só sabia que estava delicioso.
Hélio chupava devagar enquanto acariciava o saco de Guilherme, não demorou mais de três minutos e Guilherme já segurava a cabeça de seu professor enquanto gemia alto e avisava que iria gozar, gozou com força e despreocupado dentro da boca do professor, sentia a língua dele lambeu a cabeça do pau e receber cada gota do seu semem virgem e quente na boca.
Durante alguns segundos Hélio ficou paralisando com a boca no pau de Guilherme que pulsava e amolecia devagar, levantou-se e empurrou Guilherme na parede de azulejos fria, pressionou-o na parede dando-lhe um beijo na boca.
Fez o aluno sentir o gosto da própria porra que ainda ficava na boca, as línguas se acariciaram, Guilherme sentia a pulsação de seu coração em seu rosto.
Hélio aponto para ele e sorriu
— Engoli sua porra hein, você me deve agora! — Hélio terminou de tirar o sabão do corpo
— Te devo o que? — Guilherme perguntou
— Respeito ué, engoli a sua porra e depois você vai engolir a minha, mas olha como você me deixou — Hélio apontou para o próprio pau duro — Dá uma pegadinha
Guilherme pegou e masturbou ele devagar, receoso e sem tesão
Hélio tirou a mão de Guilherme do próprio pau
— Você deve estar se sentindo um merda agora né garoto? — Hélio perguntou e riu — Tô ligado, depois que goza a gente fica assim, fica tranquilo, depois a gente faz com mais tempo
Assim que falou saiu do banheiro e foi se secar. Guilherme deixou ele sair do vestiário antes de sair do banho.
⏳⏳⏳ DIAS ATUAIS ⏳⏳⏳
Chegaram ao restaurante, durante todo o caminho Rafaela foi calada no banco de trás, Amanda e Guilherme conversam no carro dele, quando os olhares dos dois se cruzavam pelo retrovisor ele desviava e continuava a falar com Amanda, pararam no shopping e foram até a recepção.
— Bom dia, mesa para três? — A Recepcionista respondeu pegando os cardápios
— Sim, para três — Guilherme respondeu
A moça conduziu o trisal pelo restaurante e mostrou uma mesa próxima à entrada
— Não não — Rafaela falou decidida — Queremos aquela mais escondida ao fundo
A mesa era isolada, no canto do restaurante, parecia até mais escura que o normal, a atendente não fez nenhuma ressalva, sorriu e os conduziu até lá
Era uma mesa com dois bancos acolchoados de cada lado, cabiam cerca de três pessoas em cada Banco.
Rafaela sentou-se em um banco, Guilherme na frente dela e Amanda ao lado de Guilherme.
— Vão escolher as bebidas agora? — A moça falou segurando papel e caneta.
— Eu quero um chá de pêssego — Rafaela falou tranquila
— Eu quero uma Coca — Amanda falou animada
— Eu quero um Chope — Guilherme disse
— Não, você está dirigindo e vai trabalhar, não vai beber — Rafaela falou petulante — Trás uma coca pra ele também, light.
A atendente olhou para Guilherme e ele acenou positivamente com a cabeça
— Já volto — Falou ao perceber que Rafaela mandava ali
Assim que se afastou da mesa Rafaela falou em tom enérgico
— Você senta aqui do meu lado — Apontou pra Amanda que estava com a cabeça no ombro de Guilherme
— Eu? Por que? — Amanda perguntou sem entender
— Agora mocinha! — Rafaela falou trincando os dentes
Amanda não perguntou, apenas obedeceu e se levantou, mudou de lado e sentou-se do lado da namorada, Rafaela segurou a mão de Amanda.
— Agora — Rafaela falou enérgica, a mão esquerda segurando a mão de Amanda e a mão direita batendo o dedo na mesa — Uma coisa que vai destruir esse relacionamento é a mentira, a gente não pode mentir um para o outro — Bateu na mesa com os dois dedos chamando a atenção dos dois — Vocês estão entendendo? — perguntou enérgica
— Rafa, o que foi? — Amanda perguntou preocupada — O que aconteceu?
— Manda, não podemos ter mentiras aqui, somos nós tres e ninguém gosta de um relacionamento a três você viu o que aconteceu quando nós nos beijamos na rua, atacaram a gente, ninguém entende esse nosso namoro, se nós não ficarmos unidos e eu digo unidos na mente não só no sexo, isso não vai funcionar
Guilherme observava Rafaela acuado, sem dizer uma palavra
— Fui clara!? — Rafaela falou enérgica encarando Guilherme
Ficou silêncio por alguns segundos, Rafaela e Guilherme se encarando, ela desafiando e ele não sabendo o que fazer, então ela ouviu um chiado e sentiu a mão de Amanda soltar a dela
— Tá, tá bom eu falo — Amanda cobriu o rosto com as mãos num movimento infantil — Foi sem querer, eu não queria fazer isso
Guilherme e Rafaela olharam para ela surpresos
— O que você fez Manda? — Rafaela perguntou surpresa.
— Eu… eu — Amanda pensou no que ia falar
— Você o que? — Guilherme perguntou preocupado e surpreso
— Conheci um garoto na internet, ele tem o mesmo problema que eu — Amanda continuou — parecido, também foi terminal e isso fazem cinco anos
Guilherme e Rafaela se olharam, ela deslizou a mão por cima da mesa e ele segurou a mão dela. Amanda continuou.
— Aí eu mandei uma foto pra ele, e a gente conversou bastante ontem e ele quer me ver
— De onde ele é? — Rafaela perguntou franzindo a testa
— Ele mora na zona sul — Amanda falou envergonhada
— Pra quê quer ver ele? — Guilherme perguntou preocupado
— Eu tinha conversado com ele antes já — Amanda falou — Não foi a primeira vez — Abaixou a cabeça entristecida
— Você já encontrou ele pessoalmente? — Rafaela Perguntou curiosa
— Não, pessoalmente não, só… — Amanda se deteve
— Você fez sexo virtual com ele? — Rafaela perguntou
Amanda olhou assustada pra Rafaela e ficou em silêncio
Rafaela soltou a mão de Guilherme e acariciou o rosto da namorada
— Fala, meu amor, pode falar tudinho tá? a gente vai basear nosso relacionamento na verdade, não pode ter nenhum segredo nem mentira pra gente — Olhou pra Guilherme — Certo?
— Certo — Guilherme respondeu
Amanda respirou fundo
— A gente fez uma chamada de vídeo então — Amanda falou envergonhada — A gente fez sim
— Fez o que Manda? — Rafaela perguntou curiosa
— A Gente fez amor — Amanda disse — Eu fiquei sem roupa e ele também
— Manda! — Rafaela reagiu negativamente — Pelada na internet? Você sabe que isso pode dar merda, que isso pode vazar?
— Ele não gravou nem tirou foto Rafa, tá tudo bem! — Amanda afirmou simplória
— Como você sabe? — Guilherme perguntou
— Por que ele me prometeu! — Amanda falou
— Ai Manda — Rafaela passou a mão no próprio rosto em agonia — Precisa ser mais cuidadosa meu, caralho!
— Acha que ele gravou? — Amanda perguntou curiosa
— Claro, ele vai usar pra ver depois! — Guilherme falou decidido
— Meu deus! — Amanda falou preocupada
— Foi só isso amor? — Rafaela perguntou carinhosa
— Foi, só isso mesmo, e de vez em quando ele manda umas mensagens pra mim me cantando
— E você tem vontade de transar com ele? — Rafaela perguntou
Amanda se acuou
— Pode responder — Guilherme falou parecendo interessado
— Eu quero — Amanda falou abaixando a cabeça
— Por que vocês querem transar com outras pessoas? Eu não sou suficiente? — Guilherme perguntou parecendo magoado praticamente interrompendo Amanda
Rafaela se debruçou na mesa
— Diz você — Rafaela falou petulante — Tá sentado meio de lado ou é impressão minha? — deu um sorriso maldoso
Guilherme sentiu-se desconfortável
— Mas eu não vou — Amanda falou num tom mais alto que o comum — Quer dizer, não antes sem falar com vocês, eu não faria nada escondido de vocês, por que eu amo vocês, falar pela internet é traição? se for eu paro
— Sim — Guilherme respondeu
— Não — Rafaela respondeu ao mesmo tempo
Ambos se olharam sérios
— Fala você então — Guilherme apontou para Rafaela — Pelo visto você é bem controlada né Rafa, não faz nada de errado
— Eu nunca falei isso! — Rafaela respondeu
— Bebidas — A atendente se aproximou com as bebidas em uma bandeja
Rafaela pegou o cardápio e apontou para os pratos
— Vamos querer esse, esse e esse — Escolheu por todos
A atendente deixou a mesa e Rafaela continuou
— Eu nunca falei que era santa, mas sim, eu me esforço para fazer tudo certinho, como eu vi que é provável que eu esteja solitária nessa jornada, eu quis convocar esse almoço, a ideia é a gente estabelecer as regras por que está muito jogado — Rafaela explicou — Daqui pra frente a gente zera isso
— Você transou com alguém fora do nosso trisal? — Guilherme perguntou sucinto
— Não, fora não Senhor Guilherme — Rafaela respondeu formal
Se olharam por alguns segundos
— Na noite que transamos os três eu saí com um amigo — Rafaela pensou um pouco — Na verdade um cara que eu transei antes de nós três decidirmos ficar juntos.
— Saíram para onde? — Amanda perguntou interessada
— Fomos jantar num restaurante que eu achei muito legal e queria muito levar vocês — Rafaela explicou — Mas as coisas saíram um pouco do controle, ele queria ficar comigo, transar de novo
— E vocês transaram? — Guilherme perguntou com um tom de afirmação — E depois veio transar com a gente?
— Não! — Rafaela falou num tom de voz mais alto — Eu não transei com ninguém depois que estamos juntos, só com vocês
Ela bateu na mesa
— Que saco Gui, confia em mim caralho! — Rafaela se irritou
— Tá bom pode falar, desculpa — Guilherme disse
— Ele queria ficar comigo, e tentou me beijar — Rafaela pensou em explicar tudo, mas resolveu resumir — Enfim, ele tava com muito tesão e eu deixei ele bater uma punheta pra mim, pra eu ver
— Como assim? — Guilherme perguntou assustado — Do nada?
— Eles já tinham transado Gui, já tinham uma certa intimidade né Rafa? — Amanda falou como se fosse algo normal
— Não é isso — Rafaela falou apertando as mãos, pensou um pouco e decidiu — Tá, eu errei, tem mais
— Mais o que? — Guilherme perguntou visivelmente chateado
— Ele mirou o pau dele em mim e eu coloquei a mão, se não ele ia gozar no meu vestido e eu queria ver vocês, e não queria estar feia — Rafaela falou com o olhar distante — E…
Amanda e Guilherme ficaram olhando para ela esperando a conclusão da frase
— E eu dormi com a minha irmã — Rafaela completou
— Transou com a Nati? — Amanda perguntou sorridente
— Não, não, só dormi mesmo, ela dormiu em casa e dormimos juntas, só isso
— Mas e o cara? — Guilherme perguntou impaciente — Acabou?
— Não, ontem a noite aconteceu algo estranho — Rafaela falou — Ele continuava a me pressionar para ficar comigo, aí eu aceitei sair com ele de novo ontem
— Ontem? — Guilherme falou
Rafaela levantou a mão pra ele, pedindo que ele parasse de falar
— Eu fui determinada a conversar com ele para ele parar de me encher o saco, queria dar o toco final nele, cara a cara, para ele parar de me encher, por que eu namoro.
— E? — Guilherme perguntou petulante
— Eu fui, aí fomos buscar o irmão dele no colégio, mas o irmão dele parecia com o Patrick — Os olhos de Rafaela ficaram marejados, com lágrimas caindo — Eu achei que era ele e entrei em pânico e dei vexame, achei que ia morrer — Rafaela falou chateada
Guilherme pegou na mão dela
— Por isso você tem que avisar para onde vai, sinto que você ainda não está bem — Guilherme falou amoroso mudando sua expressão completamente
Rafaela olhou para ele com ternura, teve vontade de abraçá-lo e dar um beijo, mas tomou ar.
— A História dele com o irmão é terrível, ele tem muita responsabilidade e eu não tive coragem de falar nada com ele — Rafaela continuou
— E você quer sair com ele? — Amanda perguntou — Quando eu digo sair eu quero dizer
— Transar, você quer transar com ele? — Guilherme perguntou mais direto
Rafaela respirou devagar
— Quero, foi bom quando a gente transou, mas foi rápido, eu queria transar direito, com tempo, mas eu não vou fazer isso pois estamos juntos e não é certo
— Vocês gostam de mim mesmo? — Guilherme perguntou — Digo, eu sou suficiente pra vocês duas? eu “dou no couro”? — Guilherme fez aspas com os dedos.
— Cara, da última vez que a gente transou você mandou a careca pro hospital e eu fiquei toda arrebentada, eu diria que sim, você “Dá no couro” — Rafaela respondeu com um ar bem humorado fazendo aspas com os dedos igual ao namoradomesmo com lágrimas ainda escorrendo.
Guilherme sorriu
— Agora você! — Rafaela falou e apertou a mão de Amanda — Pode falar
— Eu? — Amanda perguntou
— Se tem mais pode falar — Rafaela disse sensata — A hora é agora
Amanda respirou
— O nome dele é Gilberto, ele queria me encontrar, disse que vem para São Paulo no começo do ano então marcamos de nos encontrar depois da semana do Reveillon — Amanda disse confusa
— Você marcou de transar com ele? — Rafaela perguntou preocupada
— Não, não, é só um café, sei lá, pensei em trazer ele aqui na esquina, vamos comigo vocês? — Amanda perguntou
Rafaela revirou os olhos
— Não, resolva seus problemas — Rafaela respondeu ríspida — Se vira
— Credo! — Amanda respondeu
— To falando sério! — Rafaela disse ríspida — Quando esse cara vier você acaba com isso
— Tá bom — Amanda falou sem sentimentos
Rafaela olhou para Guilherme
— O Senhor tem algo a dizer? — Perguntou de forma sarcástica
Guilherme coçou a cabeça
— Não sei o que dizer — Ele falou envergonhado
— Ah Gui — Amanda falou preocupada — Não está traindo a gente com alguma garota bonita né?
— Mais bonita que vocês duas? — Guilherme riu — Não existe isso
Rafaela bateu na mesa com os dedos chamando a atenção dos dois
— Enrola não, fala logo — Rafaela disse — Desenrola Guilherme
Guilherme foi interrompido pela atendente trazendo a comida, ela deixou na mesa a costela, arroz, cebola e alguns outros acompanhamentos
— Bom almoço — Desejou antes de sair
Pegaram a comida, colocaram nos pratos sem dizer mais nada, Rafaela não comeu, esperou
— Fala Guilherme, para de enrolar — O tom dela era severo
— Eu amo vocês — Guilherme falou
— Eu também — Amanda falou sorridente
— Blá Blá Blá, eu também amo os dois, e sei que você ama a gente, mas não é esse o ponto, fala! — Rafaela ordenou
— O que você quer que eu diga? — Guilherme perguntou apreensivo
— Gui — Rafaela falou enquanto cortava a carne no prato de Amanda e juntava com um pouco de arroz e batata assada — Quero saber por que você estava dando seu cu para o Professor Hélio
— Dando o que? — Amanda perguntou assustada enquanto Rafaela enfiava uma garfada de comida na boca dela
Rafaela colocou a comida na boca de Amanda olhando para Guilherme
Amanda ficou aflita mastigando, olhando para Guilherme tentando entender
Guilherme respirou fundo
⏳⏳⏳ ANOS ANTES ⏳⏳⏳
— Tá bom Rafa, combinado então, um beijo — Guilherme falou com um sorriso bobo nos lábios ao desligar o telefone
Giulia, sua irmã ouviu o que o irmão falava, estava sentada comendo uma torrada
— Namorada nova? — Perguntou analisando a geometria quebradiça do pedaço de pão ao forno
— Quem, a Rafaela? — Guilherme perguntou se sentando com cara de sonhador — Quem me dera
— É bonita essa, quem é? — Giulia perguntou curiosa
— Ela mora aqui na rua, veio aqui outro dia, é alta e de cabelo cacheado, tava com uma loira — Guilherme falou pegando a mantega
— Ah já sei — Giulia falou satisfeita — É a neguinha ali do outro lado da rua
— Neguinha? — Guilherme perguntou franzindo o cenho — Que neguinha oh, não fala assim
— Ela é negra, não é? — Giulia perguntou confusa
— Não, ela é morena, mas não é negra, é Árabe
— Tá sabendo da vida dela, hein? — Giulia falou com um sorriso malicioso
— Teve um trabalho outro dia, falamos de família e ela falou, o sobrenome dela é árabe também
— Aaahhh — Giulia respondeu perdendo-se em pensamentos
— Mesmo assim, não fala Neguinha, isso pode ofender — Guilherme falou sensato
Giulia revirou os olhos e se levantou
— Vai tomar no cu! — Mostrou o dedo do medo para o irmão mais novo saindo pela porta
O pai de Guilherme entrou na cozinha, estava apático, sentou-se
— Bom dia pai — Guilherme falou sorridente
O pai olhou para ele, respirou, olhou para a mesa e pegou um pão sem falar nada
— Pai? — Guilherme perguntou
— O que foi? — O pai olhou para ele com o olhar perdido
— A Sociedade não deu certo né? — Guilherme perguntou
— Acabou Guilherme, fudeu tudo! — Falou enquanto pegou o pão seco e colocou na boca — Tamo fudido
— O Hélio não aceitou a sociedade, ele disse o que? — Guilherme perguntou curioso
— Ele recebeu outra proposta, eu fiz os empréstimos para levantar o prédio, para fazermos a nossa academia, não vou conseguir pagar sem a ajuda dele
Guilherme olhava apreensivo quando Giulia voltou
— Ah, oi pai, bom dia — Se aproximou e deu um beijo e um abraço no pai — Como foi o negócio ontem? — Perguntou agarrada no pescoço dele
Guilherme fez um sinal para ela parar, sem o pai ver.
Giulia se sentou ao lado do pai, o modo agressivo como agia tornou-se passivo e carinhoso
— Ah pai, liga não a gente consegue — Falou pegando a mão do pai e passando na própria bochecha
Ele olhou pra ela e sorriu, fez um carinho no rosto dela
— Dessa vez não Giu, é o fim mesmo — Ele respondeu entristecido
— O que eu posso fazer pra ajudar pai? — Giulia perguntou solícita
Ele sorriu
— O Veredito foi dado, não tem como voltar atrás.
Ela o abraçou, Guilherme se levantou e saiu, tinha um curso de inglês, mas resolveu não ir, queria dar uma volta, viu Rafaela e Amanda caminhando do outro lado da rua, eram lindas, Amanda com longos cabelos dourados e Rafaela com longos cabelos encaracolados, eram o sucesso do bairro.
Depois de muito pensar resolveu ele mesmo tentar resolver, tentar remediar o que aconteceu, pegou um ônibus e foi até a academia onde sabia que Hélio dava aula, a viagem demorou cerca de trinta minutos
Parou em frente a academia, estava em obras, havia muito espaço, mas a academia do pai de Guilherme era melhor, mais larga, melhor localizada. Tomou coragem e entrou.
Estavam em aula, haviam equipamentos com pessoas utilizando, uma sala onde pessoas faziam Spinning ao som de música alta e um salão com tatame onde alunos praticavam artes marciais de contato.
Guilherme chegou e se aproximou, Hélio o viu de longe e veio até
— Garoto, que bom que você veio, vai treinar? — Hélio perguntou animado como sempre
— Olá professor, hoje eu vim aqui conversar com você, é sobre meu pai — Guilherme falou num tom entristecido
— Imaginei que isso poderia acontecer — Hélio falou pensativo
— Professor, terminamos — Um dos alunos falou ofegante
— Vinte voltas no tatame — Hélio gritou olhando para trás
Os alunos obedeceram na hora.
Era um homem alto, pele escura, barba bem feita com cavanhaque bem aparado e cabelo quase raspado evidenciando suas orelhas inchadas.
— O que você quer falar? — Hélio perguntou indo direto ao ponto
— Quero que o senhor reconsidere, quero saber o que eu posso fazer pra ajudar nisso, eu posso trabalhar aqui, quero tentar ajudar
— Vai lá e pega um Quimono e volta aqui pra gente treinar, assim você me ajuda
— Eu quero realmente conversar — Guilherme falou de forma séria
— Primeiro me agrade, entre no tatame, treine comigo e eu prometo que ouço o que você tem a dizer.
Guilherme obedeceu, foi ao vestiário, já conhecia o lugar e o armário de Hélio, pegou um Quimono que servia e vestiu com sua camiseta ainda por baixo e voltou para treinar.
Hélio não pegou leve, como sempre, quarenta minutos depois Guilherme estava ofegante e completamente suado, os alunos encerraram e Guilherme continuou como Hélio praticando.
— Bem, chega por hoje — Hélio falou despreocupado
— Professor, precisamos falar — Guilherme falou em pé ofegante
— O que você quer que eu faça? — Hélio perguntou como se não tivesse nada a fazer
— Que ajude meu pai, feche o negócio com a gente, vamos falir sem sua sociedade, já foram feitos os empréstimos e as entradas — Guilherme falou
— O Outro negocio é mais vantajoso para mim — Hélio disse
— Tão mais vantajoso assim? — Guilherme perguntou
— Um pouco mais, suficiente para lucrar mais — Hélio disse — Infelizmente garoto, ganha quem tem mais para oferecer
— Mais para oferecer né? — Guilherme falou novamente sentindo o coração acelerar — Que pena
Encarou Hélio e recebeu o olhar de volta, Hélio estava severo, não sabia o que esperar.
Guilherme tirou a parte de cima do Quimono, a camiseta que usava por baixo também, Hélio observou, sem se importar com quem estava em volta Guilherme abaixou a calça e a cueca completamente ficando completamente Nu, deu as roupas para Hélio
— Que pena que não quer o que eu tenho pra te oferecer — Guilherme falou e foi em direção ao vestiário que estava com a luz apagada.
Não demorou muito Hélio entrou e agarrou Guilherme por trás
— Gostoso filho da puta — Falou ao morder o pescoço de Guilherme — Tem o que me oferecer hein seu viadinho?
— O que você acha que eu vou te dar? — Guilherme falou com a voz grave e baixa no escuro enquanto Hélio acariciava seu corpo musculoso
— Quero esse cu — Hélio falou — Todinho pra mim
— Fecha o negócio com a gente, salva a academia que você vai ter o que quiser — Guilherme falou
Hélio se afastou
— Não posso garoto, para com isso — Hélio hesitou — Por favor
Dessa vez foi Guilherme quem se aproximou, o ambiente escuro do vestiário fazia os dois ficaram iluminados apenas pela claridade que entrava pela porta e pelo corredor comprido
Guilherme deslizou a mão para dentro da calça de Hélio
— Não faz isso — Hélio falou sem se mexer ao sentir as mãos fortes de Guilherme acariciando o pau dele — Caralho garoto
Devagar Guilherme puxou o nó da calça e ela folgou, ficou frouxa e Guilherme se ajoelhou, abaixou as calças de Hélio e o pau duro dele saltou pra fora, aproximou a boca e deu uma chupada, era a primeira vez que sentia o pau de um homem em sua boca, já havia chupado buceta e havia gostado, mas aquilo era diferente.
Puxou a cabeça do pau de Hélio para fora e colocou de novo na boca, começou então a chupar, o cheiro era de suor, mas ele não ligou, fechou os olhos para não ver, imaginou que deveria fazer como ele gostaria que fizesse com ele, acariciando o saco e chupando devagar, bem molhado enquanto masturbava
Hélio agarrou o cabelo de Guilherme
— Chupa, filho da puta! — Hélio falou delirando — Que boquinha gostosa garoto, você é profissional
Sem pestanejar Guilherme continuava a chupar, sem dó, masturbando e acariciando, chupando e lambendo, tomava cuidado com os dentes, chupou por cerca de cinco minutos e Hélio avisou
— Vou gozar garoto, sai! — Avisou empurrando a cabeça de Guilherme, mas Guilherme resistiu e segurou o pau na boca
O primeiro jato foi direto no fundo da garganta de Guilherme, ele arregalou os olhos e sentiu descer por sua traqueia
Hélio agarrou a cabeça dele e urrou gozando mais ainda fazendo Guilherme engasgar, começou uma breve luta entre Guilherme se afogando em porra quente e Hélio gozando e se deliciando
Quando soltou Guilherme e se ajoelhou tossindo e vomitando semen ainda branco, sentia a garganta queimar e arranhar. Quando conseguiu se recompor, se levantou e Hélio estava sentado no banquinho, fumava um cigarro que Guilherme não viu de onde veio, quando os olhares se cruzaram Hélio sorriu
— Caralho garoto, que boquete foda — Parecia satisfeito — E agora?
Guilherme se levantou e sentou na perna de Hélio
— Não faz isso comigo garoto — Hélio falou agarrando a bunda durinha de Guilherme, você é uma delícia — Hélio falou maravilhado com o garoto
— Me come — Guilherme falou decidido — Me come aqui mesmo
— Não — Hélio falou decidido
— Não quer? — Guilherme falou — Você queria tanto
— Quero, muito, mas não aqui — Hélio falou apagando o cigarro — Você não quer que seja aqui
— Eu quero que você me ajude — Guilherme falou desesperado — Meu pai vai perder tudo, tenho medo do que ele pode fazer
Hélio fez que sim com a cabeça e fez menção de se levantar
— Hoje a noite, na minha casa, você e eu para falarmos sobre isso — Hélio falou pensativo
Guilherme sorriu
— Obrigado — Falou animado e se aproximou
Hélio também se aproximou e deu um beijo nos lábios dele e sorriu
— Tira esse pau daqui — Hélio falou pegando a roupa e ir se vestir
— Não vai tomar banho? — Guilherme perguntou
— Melhor não — Hélio falou saindo do vestiário aos risos
⏳⏳⏳ DIAS ATUAIS ⏳⏳⏳
— Gui — Rafaela falou ofegante e preocupada — Você deu pra ele pra salvar seu pai?
— Amor, isso é terrível — Amanda falou segurando a mão de Rafaela — Meu deus!
— Essa foi a ideia, ele gostava de mim, me queria, e eu podia fazer algo, eu tinha que ao menos tentar
— Mas deu certo? — Rafaela perguntou e se corrigiu em seguida — Bem, seu pai tem a academia e está grande né, claro que deu certo, você deu pra ele pra isso?
— É um pouco mais complexo Rafa — Ele pensou — Amor — Pensou um pouco mais — Ainda sou seu amor? — Perguntou receoso
Rafaela piscou e se levantou rápido, passou por cima de Amanda de qualquer jeito e deu a volta na mesa sentando no colo dele e o abraçando
— Eu vou ser sempre seu amor, tá? Nunca duvide disso — Agarrou no pescoço dele — Eu te amo, pode falar comigo e dividir tudo comigo tá bom?
— Tá — Ele respondeu com o rosto sendo esmagado pelo pescoço de Rafaela — Obrigado
Guilherme sentiu um afago no ombro e Rafaela deixou de apertá-lo, Amanda estava sentada ao lado dele
— Pode dividir tudo com a gente tá amor, eu te amo também — Amanda falou empática
— Também te amo loirinha — Ele passou a mão no rosto dela.
Rafaela deslizou pelas pernas de Guilherme e sentou-se do outro lado dele ficando Rafaela, Guilherme e Amanda sentados lado a lado do mesmo lado da mesa.
Um garçom apareceu ao lado da mesa deles, olhou para os três de um mesmo lado da mesa
— Tudo bem aqui? — Perguntou achando estranho os três estarem juntos agora do outro lado da mesa
— Tudo bem, por que? — Guilherme perguntou sério
O garçom saiu de fininho
— Amor — Rafaela o abraçou — Tudo bem se não quiser contar tá, eu entendo
— É, parece algo pesado né Gui — Amanda também se solidarizou
Guilherme pensou um pouco e tomou ar
— Eu quero que vocês saibam tudo, e quero que vocês saibam que eu amo as duas e que eu não sou gay — Ele falou decidido acariciando as pernas das duas.
— Eu sei — Amanda falou — Você só é Gay se gosta só de homem e você gosta da gente né?
— Gosto, claro — Ele respondeu decidido
— Você tem tesão em homem e em mulher amor? — Rafaela perguntou curiosa
— Não, não tenho tesão em homem normalmente, só tenho isso com ele
— E você gosta?
— Para ser sincero,eu não gostava no começo, mas gosto sim — Ele pareceu envergonhado
— Tudo bem — Amanda passou a mão na perna dele — Não tem nada errado tá, só avisa a gente quando essas coisas acontecerem.
— Tá bom, desculpe — Guilherme falou — Vou contar pra vocês mais uma parte então, como fiz para reverter a ideia dele
As meninas olhavam atentas para ele
⏳⏳⏳ ANOS ANTES ⏳⏳⏳
— Esse é o endereço — Guilherme falou para si mesmo em frente ao apartamento de Hélio, tinha medo e ansiedade, já havia se relacionado sexualmente com Hélio, mas agora era diferente, ele seria a fêmea, neste momento já havia parado de tremer, seu corpo doía pela tensão.
Chamou na portaria e o porteiro anunciou deixando-o entrar em seguida, subiu o elevador com a respiração pesada, chegou na porta do apartamento e olhou para a embalagem que trazia, um vinho suave
A porta se abriu sem ele perceber
— Oie — A voz feminina chamou a atenção de Guilherme
Ele conhecia a garota, era Renata, a noiva de Hélio. Guilherme ficou sem palavras
Ela sorriu e se aproximou dando um beijo no rosto dele
— Você deve ser o Gui né? O Hélio falou muito de você — Ela disse animada — Isso é pra mim?
Apontou para baixo, Guilherme achou que ela estivesse apontando para as partes íntimas dele, mas entendeu que era o vinho, mostrou para ela
— Sim, sim, para você — Entregou para ela
Renata pegou satisfeita e sorriu
— Entre — Ela mostrou o caminho para dentro do apartamento
Guilherme obedeceu, era um lugar pequeno, mas muito bonito e bem organizado, paredes brancas, quadros de lutadores e artes marciais na parede e uma pequena armadura samurai no canto da sala.
— Garoto! — A voz grossa de Hélio surgiu alta vindo pelo corredor
Se aproximou de Guilherme e deu a mão ao garoto o cumprimentando, em seguida um rapido abraço amistoso
— Sentaí, troca uma ideia com a Rê, tá quase pronto aqui — Mostrou o sofá — Rê, serve alguma coisa pro garoto que eu já volto
Guilherme estava chocado, achou que tudo fosse diferente, quando se sentou notou Renata, ela usava um vestido de crochê espaçado, preto que era quase completamente transparente, por baixo usava uma lingerie comportada, uma shortinho de renda e um sutiã de renda preto com meia calça completo, algo completamente erótico.
A pele de Renata era morena e quase completamente tatuada, o cabelo dela curtinho liso e escorrido passou um pouco das orelhas, tinha um piercing no nariz e vários na orelha esquerda
— Então, você quer interceder com o Hélio pelo seu papis? — Renata perguntou interessada
— Sim, eu vim conversar com ele, pois sem a ajuda do Professor Hélio meu pai vai falir e isso vai acabar com ele.
— Que fofo, você me parece bem bonzinho — Renata falou servindo o vinho à Guilherme
— Eu não posso beber ainda — Guilherme falou recusando
— Tudo bem — Ela piscou para ele — Se você não contar eu não conto — Sorriu — Além do mais, você vai precisar de bebida para esse papo de hoje.
Guilherme segurou o copo e deu uma golada, não estava acostumado a beber, sentiu a garganta queimar, mas era uma queimação boa, o gosto do vinho era bom.
— Você é a namorada dele? — Guilherme perguntou curioso
— Ah, verdade, desculpe meus modos, eu não me apresentei — Ela falou dando um tapinha leve na própria testa com a palma da mão — Eu sou a Renata — Mostrou a aliança prateada no dedo com uma pedra negra — Sou noiva do Hélio
Ela parecia bem contente com o cargo que ocupava ali
Eles conversaram sobre algumas coisas, vez por outra Guilherme olhava o corpo dela, era atlético, era possível ver os gomos no abdômen definido da garota, os braços dela eram torneados, fortes
— Você treina também, certo? — Guilherme perguntou no momento em que Hélio entrou com uma panela quente
— Não só luta como ela vai ser a campeã estadual né amor? — Perguntou colocando as coisas na mesa
Renata se levantou
— Vou sim! — Ajustou o vestido e se virou para Hélio — To gostosa?
Ele se aproximou e deu um beijo nela
— Maravilhosa! — Olhou para Guilherme — O que acha?
— Eu? é… é… — Guilherme gaguejou — Ela é bonita — respondeu envergonhado
Renata riu divertida tomando o vinho, estava visivelmente alcoolizada
— Que lindo — Passou a mão no rosto dele — Um bebê ainda saiu da sala rebolando, Guilherme não pode deixar de notar a calcinha entrando na bunda dela.
— E aí, o que acha? — Hélio perguntou quando Renata saiu da sala
— Bonita — Guilherme respondeu
— Não acha ela gostosa? — Hélio se surpreendeu
— Acho sim, muito
— Então fala! — Hélio disse se sentando — Senta aqui — Mostrou a cadeira para Guilherme
— Eu achei que você — Guilherme pensou um pouco — Que eu vinha aqui — Ele não sabia o que dizer — Que você era… — Queria perguntar o que Hélio queria, mas não estava entendendo bem o que estava acontecendo.
— Eu não sou viado não garoto, se é essa a sua pergunta — Hélio respondeu abrindo a panela — Eu não troco uma bucetinha molhada igual a dela por um viado
Guilherme ficou pensativo, Hélio continuou
— Você é viado né? — Hélio perguntou enquanto arrumava a mesa
— Não, eu não, acho que não — Guilherme respondeu receoso
— Tem tesão em mulher? — Hélio perguntou curioso
— Tenho — Hélio perguntou
— Comeria a Rê?
— Ela é sua noiva, não posso
— Esquece isso, se ela quisesse dar pra você, você comeria?
— Eu não posso! — Guilherme reiterou
— Se eu deixar e ela quiser, você comeria?
— Sim — Guilherme respondeu sem pensar muito — Ela é gostosa e eu… — Ele se conteve
— Você o que? — Hélio perguntou
— Gosto da cor dela — Guilherme respondeu lembrando-se de Rafaela — Bastante
— Gosta de uma moreninha é? — Hélio falou passando a mão na perna de Guilherme
Guilherme sorriu
Hélio se aproximou
— E de um moreninho, você gosta? — A voz dele era sedutora
Guilherme fez que sim com a cabeça, Hélio se aproximou e deu um beijo em seus lábios, Guilherme estava preocupado com a eminente presença de Renata
— Fica tranquilo, ela sabe de tudo já, não escondo nada dela, ela é o amor da minha vida
— Tudo? — Guilherme perguntou
— Claro, tudo, se você vai arrumar uma mulher para ser sua parceira não pode ter segredo com ela — Helio sorriu — Lição de vida garoto, essa foi de graça
Nesse momento Renata voltava para a sala, agora diferente, ainda usava o vestido de crochê transparente, mas Guilherme não viu mais a calcinha ou o sutiã, estava nua, os bicos dos seios escuros e intumescidos, a buceta com pelos volumosos e bem aparados
— Amor, fiz um ajuste, acho que o Gui não gostou do jeito que eu tava — Renata falou se aproximando e parando do lado da mesa
— Gostei sim, gostei muito — Guilherme respondeu eufórico
— Ta melhor assim? — ela perguntou sorridente
— Tá sim — Ele respondeu trêmulo
Ela se virou e empinou o bumbum musculoso
— Dá um beijinho então, deixa eu ver — Renata parecia se divertir com a tortura
Guilherme se abaixou e deu um beijo, nervoso, trêmulo
— Hélio deu uma gargalhada
Renata sentou-se para comer e conversaram como se fosse algo normal, Guilherme deu o ponto de vista dele sobre o por que Hélio deveria ajudar seu pai, havia decorado os números e tudo o mais, havia dado uma pasta à Hélio com tudo o que tinha e tudo o que podia acontecer e se comprometendo pessoalmente a cuidar de tudo o que fosse possível.
— Guilherme — Hélio falou ao terminarem a refeição e visivelmente terminarem o papo — Agradeço o seu empenho, e você deve ter visto que o negócio paralelo ao de seu pai é realmente vantajoso para mim, bem mais, mas, dado o seu esforço, e por você ser meu aluno, eu estou disposto a conversar com seu pai e refazermos uns termos, claro que não de forma leonina, mas pode ficar tranquilo, eu vou falar com seu pai para chegarmos num acordo e você pode ao menos dormir bem essa noite
Guilherme soltou o ar dos pulmões, suava de nervoso
— Obrigado professor! — Respondeu animado
— Por nada — Hélio se levantou — Agora vamos aos negócios verdadeiros — Piscou para Guilherme e saiu em direção ao quarto, Renata se levantou e foi atrás.
Guilherme pesou a respiração, havia chegado a hora, certamente se ele desistisse o negócio seria cancelado, ele precisava cumprir seu acordo de homem para que tudo fosse cumprido.
Levantou-se trêmulo e foi até o quarto, abriu a porta e tudo estava escuro iluminado por uma luz arroxeada de um lado e outra azulada do outro, o que ele viu foi Renata completamente Nua, usando apenas as meias calça negras e uma correntinha prateada além do anel e seus piercings no mamilo e no umbigo.
Hélio estava sem camisa, vestia apenas uma calça que Renata tratava de tirar, quando viu Guilherme ela sorriu
— Oi Gui, vem aqui — Chamou com o dedinho, ele se aproximou e ela o abraçou dando um selinho — Eu vou cuidar bem de você tá bebê, relaxa que eu sou só uns dez anos mais velha que você
Guilherme sentiu Hélio se aproximar por trás, em seguida sentiu um beijo em seu pescoço
— Anda garoto, mostra pra ela como você é gostoso — As mãos de Hélio percorriam o corpo de Guilherme — Deixa ela ver sua bundinha empinada
Renata se abaixou e tirou a calça de Guilherme enquanto Hélio tirou a camiseta do rapaz, o acariciava e enchia de beijos nas costas, pescoço, braços
A situação era muito excitante, mas mesmo assim Guilherme estava tenso, quando sentiu algo, a boca de Renata abocanhou seu pau, era quente e molhada e ele teve uma ereção imediata, ela riu
— Aaaeee eu achei que não ia subir pra mim — Ela falou acariciando o saco e masturbando o rapaz devagar — É bonito hein, branquinho! — Ela falou olhando pro pau dele
— Cabeça rosinha, te falei — Hélio disse se ajoelhando na frente de Guilherme, ao lado de Renata, pegou o pau da mão dela e deu uma chupada — Muito gostoso
Guilherme ficou olhando apreensivo enquanto Hélio e Renata revezavam ao chupar o pau dele, a sensação era boa, mas ainda estava apreensivo
Renata se levantou e puxou-o para a cama
— Estou com o tempo limitado, temos só meia hora — Falou animada — Então vai ser um curso expresso
— Curso? — Guilherme perguntou sem entender
Ela riu se deitando e puxando-o pra cima dela e o abraçando, em seguida o beijou enfiando a lingua na boca do rapaz que correspondeu e começaram a se pegar de maneira deliciosa, ele sentia o corpo durinho e musculoso dela e ela sentia o mesmo
— Delicioso demais — Ela falou mordendo o pescoço dele — Amor, prepara pra mim!
— Levanta aqui — Hélio puxou Guilherme fazendo-o se ajoelhar na cama, erguendo o corpo
Segurou o pau de Guilherme e enfiou a boca uma única vez, Guilherme sentiu um cheiro, lubrificante, borracha, não era muito familiarizado, mas entendeu, o boquete único de Hélio havia colocado uma camisinha em seu pau
— Vem, vem — Renata falou acariciando o pau de Guilherme encapado
Ele se aproximou e ela beijou o pescoço dele
— Eu vou ser sua professora agora tá? Professora Rê — Ela falou sussurrando
Ele concordou, estava nervoso, eufórico, o pau pulsava e doía de tanto tesão, sentiu uma mão em sua bunda, apertando e o dedo deslizou por entre suas nádegas e acariciou seu cuzinho, ele engoliu seco
— Tá bem limpinho hein — Hélio falou e abaixando atrás dele
O que Guilherme sentiu em seguida o deixou confuso, sentiu algo quente, molhado, macio e invasivo no seu cu, era a língua de Hélio lambendo e beijando o cu do garoto
Ele fechou os olhos
— Vem, fode aqui — Renata posicionou o pau dele na porta da buceta dela — Devagar
Ele obedeceu, entrou devagar dentro dela, sentiu a buceta dela apertar com força o pau dele, e ela rebolou fazendo o pau entrar e sair devagar, Guilherme estava imóvel enquanto sentia o cu sendo lambido e acariciado, estava sendo preparado para o abate certeiro
O corpo de Guilherme o traiu, ele fechou os olhos e gemeu, sentiu uma tremedeira, um choque na coluna, o pau parecia dobrar de tamanho, sentiu algo entrando no seu cu, era pequeno, Hélio enfiava o dedo devagar e Guilherme gemeu sem dó, deu quase um urro e sentiu a porra sair com força de seu pau
— Aaaaahhhhhhh — ele gemeu
— Nossa — Renata falou o beijando — Que cavalo, goza, meu cavalinho, goza!
Guilherme urrava enquanto sentia o carinho no cu e comia Renata.
Hélio parou o carinho e Renata ficou parada apenas acariciando as costas do rapaz, esperando ele sair de cima dele, ela saiu e se deitou do lado dela
— Foi bom? — Ela perguntou carinhosa — Gostou?
— Foi ótimo, incrível — Guilherme respondeu olhando para ela
Mas ela foi puxada, arrastada da visão dele
Hélio agarrou Renata com força e enfiou o pau na buceta dela, a moça gemeu enquanto Hélio a comia com fúria
Ela o abraçou e começaram a trepar, Guilherme observava como se fosse um filme pornô, durou apenas alguns minutos e Renata começou a gemer, Hélio também então ambos se abraçaram, pareciam estar gozando, juntos, sincronizados.
Ficaram abraçados em silêncio por bastante tempo, roçando o rosto um no outro, dando beijinhos e trocando carícias, pareciam ler a mente um do outro.
A mão de Hélio deslizou pela coxa de Guilherme e tirou a camisinha do pau dele, jogando-a no canto, acariciou o pau do garoto
— Amor, precisamos ir, não da para nos atrasarmos hoje — Renata falou se levantando, Guilherme viu o pau grosso de Hélio sair de dentro dela e a porra descer gotejando.
Ela saiu e foi em direção ao banheiro que ficava no corredor
Hélio engatinhou até Guilherme e pegou no pau dele, puxou a cabeça pra fora e lambeu limpando a porra que estava lá.
— Pode ir garoto, tenho um compromisso, não vou comer seu cu hoje não, você não tem que se prostituir, mas pode ficar tranquilo com o negócio do seu pai
— Obrigado — Guilherme respondeu aliviado
— Você ia mesmo dar o cu pra mim? — Hélio perguntou se ajoelhando na cama
— Sim, eu disse que faria, eu sou homem, cumpro com a minha palavra
— Eu quero muito comer seu cu, Gui, parece ser uma delícia, e eu quero mesmo essa intimidade com você
— Quer agora? — Guilherme perguntou apreensivo
— Não, eu quero que você vá para casa, pense nisso e em tudo, se você quiser, sentir vontade, eu quero que você me avise e vamos só nós dois para um motel transar gostoso, aí a gente faz um amor de brother.
— Amor de brother? — Guilherme perguntou confuso
— Sim, coisa que só os amigos, irmãos de coração fazem — Hélio falou sorridente
Dessa vez foi Guilherme que se ergueu e foi até Hélio e deu-lhe um beijo molhado e demorado na boca
— Uma sugestão — Hélio disse com um sorriso carinhoso acariciando o rosto de Guilherme — Não conta esse acordo nosso para ninguém.
Guilherme sacudiu a cabeça de forma positiva.


