Diário de Rafaela 2 — Capítulo 46 — A lista
— Oi — Rafaela falou abrindo a porta do quarto de Amanda enquanto ela se vestia, carregava nas costas uma pequena mochila.
— Oi amor — Amanda estava visivelmente animada
— Que carinha bonitinha! — Rafaela falou se aproximando — Achei que estivesse indisposta
— Eu tava, mas falei com você e fiquei bem! — Amanda sorriu e olhou para baixo — Seus tênis estão molhados, Rafa?
— Sim, não importa — Rafaela completou olhando o visual da namorada
Usava uma calça jeans comportada e usava um sutiã branco meia taça enquanto vestia uma blusinha cor de rosa com gatinhos fofos.
Rafaela se sentou na cama
— Eu tava vendo aquela sua lista, Manda— Rafaela falou pegando o celular
— O que tem ela? — Amanda perguntou curiosa
— Vamos fechar umas antes do fim do ano? — Rafaela perguntou animada
Amanda riu nervosa
— Tipo saltar de paraquedas ou Bungee Jump? — Amanda perguntou prendendo a longa cabeleira artificial
Rafaela riu
— Claro que não, tá doida? Eu jamais faria isso — Rafaela disse divertida
— Mas eu faria! — Amanda disse animada
— Eu jamais deixaria você fazer uma porra dessas, pode esquecer — Rafaela falou autoritária — Chuta!
— ir pra Disney? — Amanda falou animada
— Eu não tenho dinheiro, mas se tivesse te dava essa sim! — Rafaela respondeu desapontada
Amanda se sentou do lado dela e deu um beijo na bochecha de Rafaela
— Eu sei besta, tô brincando! — Pensou um pouco — Plantar uma árvore?
— Não Manda, mais picante vai, você me conhece — Rafaela falou se levantando e a olhando nos olhos com um sorriso enigmático.
— Ah! — Amanda falou preocupada com o rosto vermelho, levantando-se devagar, havia entendido parcialmente — Fazer sexo na natureza?
Rafaela riu
— Não — Mostrou o celular
Amanda olhou, estava escrito um nome que ela não conhecia na tela
🕛🕧🕐Horas antes🕜🕑🕝
Rafaela saiu da oficina, não aceitou carona, saltou no ponto de ônibus para fazer a conexão e o ônibus demorou, ela pensou e pensou, pegou o celular e encontrou a lista de desejos de Amanda, pensou em algo e pegou outro ônibus, um inesperado, mais próximo do centro.
Desceu próximo de onde queria chegar, caminhou por dois quarteirões distraída, olhando em volta, encontrou o prédio e tocou a campainha
— Oi, quero ir no estacionamento, falar com meu sogro — Rafaela disse ao porteiro
— Qual seu nome? — O porteiro perguntou
— Rafaela, fala que é a nora dele que ele vai lembrar de mim
O Porteiro não demorou, em menos de um minuto abriu o portão
— Pode descer, ele está esperando.
Rafaela agradeceu e pediu instruções de como chegar, ele indicou as escadas e ela desceu os lances, pareciam dezenas, mas eram poucos
Chegou no andar dito, subsolo e abriu a porta, tudo estava escuro, sinistro, no canto do andar ela viu uma luz um carro molhado do outro lado.
Quando saiu da porta-corta-fogo a luz se acendeu, ao longe ela viu o homem negro sem camisa acenar para ela.
— Aqui! — Ele acenou e ela foi em direção a ele
Conforme andava as luzes se acendiam para ela, achou engraçado o sensor de presença, era como uma passarela que as luzes se acendiam para sua beleza.
Se aproximou, linda, com roupas reveladoras, imponente, encheu o peito para parecer mais sensual e sorriu.
— Oi branquinha, faz tempo que não te vejo — Ele falou satisfeito — Você tá linda como sempre Rafa
Ele se aproximou e a abraçou, eram do mesmo tamanho, ele a apertou com força e sentiu os peitos dela no seu peito nu, eram grandes, macios e quentes
— Saudades Moacir!— Rafaela falou carinhosa passando a mão de forma carinhosa na cabeça dele com diversos fios brancos.
Ele sorriu
— Depois daquilo que aconteceu, a gente não falou mais — Desculpe por isso, eu tenho orado muito por você — Moacir falou sentando-se em um banco e chamando Rafaela — Senta aqui.
Ela se sentou olhando os cabelos brancos no peito dele enquanto ele vestia uma camisa social azul clara.
— Ta nessa de crente mesmo? — Rafaela falou fazendo uma careta composta por um sorriso desafiador.
— Eu sempre fui crente Branquinha, crente é aquele que crê em Deus — Moacir falou sorridente e paciente abotoando a camisa.
— Sei sei — Ela falou se esticando com os dedos entrelaçados na nuca, sem jeito — Queria falar com você.
— Falar sobre o que? Sobre o Cláudio? Ele não para de falar de você! — Moacir disse parecendo direto — Ficou arrasado quando você largou ele.
— Quem? — Rafaela esqueceu por um segundo que o seu ex namorado se chamava Cláudio e que era filho de Moacir, mas lembrou-se antes de terminar a própria questão — Ah, sim, não, não é sobre ele, eu não vou voltar com ele, acho que ele está melhor sem mim, eu acho que sou tóxica para ele. — Rafaela falou também sensata — A perna dele melhorou?
— Sim, está boa — Moacir respondeu prontamente
— Eu queria era outra coisa — Rafaela continuou
— Eu me tornei novamente temente a Deus — Moacir disse se antecipando ao que poderia vir — Sou outro homem.
— Tem uma amiga minha — Rafaela disse ignorando as palavras dele — Que é da sua igreja inclusive — Lembrou-se que Amanda também era evangélica.
— Quem é? conheço? — Moacir falou interessada
— Acho que não, mas pode passar a conhecer, é uma situação meio complicada, queria a sua ajuda com isso
— Que ajuda? — Moacir perguntou curioso — O que você precisa?
— Sem enrolar, ela é minha namorada — Rafaela falou indo direto ao ponto
— Namorada? Mas você não namorou meu filho? e outro rapaz antes dele? — Moacir parecia confuso — E você e eu, a gente — Ele não conseguia entender — Bem, parecia que você estava gostando quando a gente estava junto, você não estava?
— Da gente? — Rafaela perguntou — Claro que estava, foi maravilhoso, por que? — Perguntou sem entender
— Eu, eu, não entendi, como ela pode ser sua namorada e ser da minha igreja? Explica direito isso, pode ser? — Moacir perguntou confuso
Rafaela entendeu a situação, Moacir era um homem mais velho, a realidade dela ser bissexual não era algo muito comum para ele, Rafaela gostava de se relacionar com homens bem mais velhos, mas esses traços retrógrados irritavam ela um pouco.
— Eu não sou sapatona Moacir, eu corto pros dois lados se é isso que você está querendo saber, eu gosto de homem e de mulher e para mim tanto faz.
Moacir olhou para ela, mas seu olhar parecia focar num ponto distante além dela, pensativo, apenas murmurou
— Hmmmm — Um murmúrio sem distinção de positivo ou negativo
— É um choque, né? Eu sei — Rafaela falou pensativa — Você me acha moderninha, já falou isso antes.
— Mas e como ela é da minha igreja e namora com você? Isso não pode! — Moacir falou olhando para Rafaela novamente — Não é permitido!
Ela sentiu uma pontada de irritação com o comentário hipócrita dele:
— Pois é né, você também era da igreja quando me comia enquanto era casado com a tia Maria — Rafaela alfinetou — E gozava muito comigo, não parecia errado.
Moacir balançou a cabeça devagar, de olhos fechados, parecia sentir alguma dor.
— Eu sou homem, a carne é fraca, eu errei e pretendo não errar mais, pedi perdão a Deus e ele vai me perdoar. — Ele disse pensativo — Não use esse tipo de palavreado comigo, por favor.
— É sobre isso mesmo que quero falar, esse “erro” — Rafaela fez aspas com os dedos na palavra “erro”.
— Eu não posso mais fazer isso Rafa, te falei, não insista por favor — Moacir disse resoluto
— É algo que vai meio que fazer você fazer uma boa ação, mais próximo de uma caridade — Ela falou esperta, usando o assunto ao seu favor — É para alguém da sua igreja, é sobre uma doença, enfim, é algo bom.
Ele riu desanimado
— Caridade com uma novinha igual você? isso seria caridade pra mim né? não pra você! — Sua voz era carregada de humor.
Ela não sorriu, manteve-se séria, queria passar seriedade
— Ela ta morrendo Moacir— Rafaela falou parecendo entristecida
— Quem? Sua amiga da minha igreja? — Moacir perguntou de forma mais branda franzindo a testa.
— Sim, ela — Rafaela colocou os calcanhares na ponta do banco e abraçou os joelhos.
Do ponto de vista de Moacir ela parecia uma criança, ele se aproximou dela e a puxou para junto do corpo num abraço paternal.
— O que ela tem Branquinha, me conta? — Falou com a voz suave
— Essa doença do inferno que come a gente de dentro pra fora — Falou sem olhar para ele
— E qual sua ideia? — Moacir disse empático
— Ela tem uma lista de coisas para fazer antes — Rafaela parou pensativa — Antes de tudo acabar
— E onde eu entro nisso? — Moacir perguntou curioso
— Ela tem umas coisas como plantar uma árvore, saltar de paraquedas e coisas bobinhas assim, sensações, mas tem alguns itens diferentes
— Diferentes como? — Moacir perguntou
Rafaela pegou o celular arrastou a tela
— São todas devassidões que eu mesma falei pra ela sabe, coisas que eu me arrependo, eu meio que plantei essa ideia na cabeça dela sem querer pela curiosidade das sensações.
— Prossiga — Moacir falou resiliente
— Sexo com um pau bem grosso de verdade, Sexo com um homem mais velho, dupla penetração, sexo com um homem desconhecido, sexo com um homem negro, sexo na floresta, sexo na praia, sexo com alguém olhando…
— Para, para — Moacir interrompeu
— O que? — Rafaela olhou para ele atenta
— Você quer que eu faça sexo com a sua amiga — Moacir pensou e completou — sua namorada?
— É… — Rafaela respondeu baixo — Quero
— Por que eu Rafa? — Moacir perguntou
— Por que eu gosto de você, confio em você — Ela pareceu querer dizer mais, queria falar sobre a gravidez, mas havia prometido à Carlinhos não revelar a ninguém apesar de ter revelado à Amanda, mas se conteve, ele entendeu.
— E mais o que? — Moacir parecia desconfiado
— Você ouviu os itens que eu li? — Rafaela perguntou impaciente
— Sim
— Então, você satisfaz de uma vez vário itens da lista
— Quais? — Moacir perguntou surpreso
— Você tem um pau bem grosso que é de verdade, é homem mais velho, é desconhecido dela, é um homem negro — Rafaela tomou fôlego — Além do mais eu vou estar olhando e posso fazer com algum brinquedo uma dupla penetração nela sacou? Algo para complementar.
— Por Deus! — Moacir falou se balançando na cadeira, pensou um pouco, parecia indeciso — Eu não sei Rafa, eu não quero mais pecar — Moacir pensou um pouco — E esse negócio de cachoeira e natureza? Que maluquice é essa?
— Não importa isso, não dá pra fazer tudo de uma só vez — Rafaela explicou — Mas é uma boa ação, ela tá precisando, não vale esse sacrifício? — Rafaela perguntou — Eu não valho nada pra você?
— Não fala assim Branquinha, você sabe que vale — Moacir respondeu
— Então me ajuda — Rafaela falou pesarosa
— Mas é errado! — Moacir disse resoluto
Rafaela pegou o celular e mostrou para ele, eram fotos de Amanda nua
— Olha isso, a loirinha, vai dizer que um negão perdoa uma loriinha — Rafaela deu o celular na mão de moacir.
Moacir pegou o celular, olhou as fotos devagar em silêncio, Amanda era uma mulher linda, o corpo cor de rosa, seios e bunda grande, sorriso lindo e jovial
— Minha nossa — Passou as mãos no rosto tentando puxar o rosto para baixo, parecia querer arrancá-lo, sentia-se atraído pela foto de Amanda, óbvio, era uma mulher linda, vê-la nua daquele jeito era excitante
Sentiu algo tocar sua perna, que em seguida subir e tocar seu penis agarrando e apertando.
— Olha, tá duro até! — Rafaela falou apalpando Moacir
Ele se encolheu tentando se livrar, mas sem muito esforço.
— Ah não seja um velho chato — Rafaela falou e se levantou, abaixou o top mostrando os seios — Se ela não levantou seu pau isso vai, não vai?
— Rafa! — Ele disse com a respiração pesada.
Rafaela segurou os dois seios, acariciou e apertou os bicos
— Você não me quer mais? — Ela falou com a voz sedosa, e fez cara de criança levada — Você não gosta mais de mim tio?
— Não faz isso menina — Moacir advertiu — Não me tenta desse jeito
— Tá tão quente aqui — Rafaela falou e abaixou o shortinho ficando apenas de tênis, estava depilada, Moacir viu seu grelinho exposto, molhado pelo calor do ambiente — Pronto, melhor assim, vou terminar de lavar o carro pra você! — Ela falou animada.
Foi até o carro que Moacir lavava e pegou a mangueira começou a jogar água nele, pegou a esponja e começou a ensaboar o veículo e a enxaguar, então passou a esponja em si mesma — Moacir observava ofegante — Em seguida ela jogou em si mesma
— Aaahhh a água está mornaaaa Tio! — falou rindo alto, parecia se divertir saltitante, se esforçava para recriar as cenas de filmes com mulheres gostosas, sabia que era gostosa.
Moacir observou a água descendo pelo corpo de Rafaela, os bicos dos seios duros, a buceta depilada, a pele morena, o sorriso delicioso de quem se diverte enquanto os seios duros balançavam desafiando a gravidade do seu corpo esguio e delineado.
Ele se levantou devagar, se aproximou e a pegou pelo braço, estava tremendo, com violência a jogou no capô do carro, agarrou as coxas dela com as duas mãos e a encoxou apertando-a com violência..
— Cadê? Me mostra a potência disso! — Rafaela falou animada — Me dá Tio, me dá!
Ele abaixou a calça bufando, tremendo, tirou o pau para fora, estava duro pulsando, passou na buceta de Rafaela e ela se virou, sentando-se no capô no carro de pernas abertas, passou a mão na buceta, apesar de querer apenas instigar ele Rafaela sentia tesão, sua buceta já estava molhada da pegação com o Mecânico
— Espera! — Ela disse sorridente colocando o pé no peito dele empurrando-o e o contendo
— O que? — Ele parecia fora de si e forçava o corpo para cima dela, estava a beira de perder o controle.
— Eu quero que seja com ela, deixa eu ir lá buscar ela, por favor, quero você pleno pra ela, descansado, animado assim!
Ele respirava com dificuldade, ofegante e frustrado
— Eu garanto que você vai ter pepeca hoje, se não for a dela vai ser a minha — Rafaela falou — Ela não estava bem, vou lá falar com ela e trago ela pro abate, se ela não estiver bem venho eu mesma pra seu matadouro particular aí você pode me ter sem restrições tá bom?
Ele fechou os olhos e respirou fundo dando um passo para trás.
— Não Rafaela! — Ele tentava se concentrar
O penis pulsava diminuindo de tamanho
Rafaela deslizou pelo capô do carro e segurou o penis dele abocanhando-o e babando do jeito que ele gostava.
— Aaaahhhh Raaaaaafaaaaa — Ele falou em tom de reclamação e em súplica — Não faz isso!
Rafaela acariciava o saco dele e chupava o pau devagar, sabia como deixar ele louco
— Cara, é grande demais, nossa — ela ria nostálgica — Que saudade disso, tomara que ela não aceite, aí eu venho pra gente se divertir!
— Vem você branquinha, vem só você só pra mim — Ele falou entorpecido pelo boquete quente
Ela parou o boquete e se levantou, continuou masturbando dele devagar
— Me espera, por favor vai — Rafaela falou em tom de súplica — Você só tem a ganhar.
Ele fez que sim com a cabeça
— Promete? — Rafaela perguntou sem ter certeza animada ainda acariciando o pau grosso dele, Moacir a puxou e acariciou o corpo esguio e belo de Rafaela
Ele respirou fundo tentando se controlar
— Espero, pode ir, falar com ela e volta aqui — Moacir falou devagar
Ela sorriu e deu um pulinho, deu um tapinha no pau grosso de Moacir e disse
— Guarda pra mim hein! — Correu e começou a vestir suas roupas, seus tênis estavam encharcados
— Rafa? — Moacir perguntou — Me responde uma coisa
— O que? — Ela perguntou curiosa abotoando o short pequeno
— Por que não chama o Cláudio para isso, ele é mais jovem e mais bonito que eu — Moacir perguntou se referindo ao filho
— Ah Moacir, ele tem um pinto gostoso, não como o seu, mas ele é muito emocionado e apaixonado por mim, se a gente ficar de novo ele vai ficar na minha cola e eu não quero ele como namorado, melhor não.
— Entendi — Moacir falou pensativo
Eles acertaram os detalhes e ela foi embora.
🕛🕧🕐Agora 🕜🕑🕝
— Quem é Moacir Rafa? Não conheço — Amanda falou
— Ah, mas vai conhecer! — Rafaela falou se levantando e encostando a porta
— Oie — Falou ao atenderem o telefone — Tudo certo aqui, estou indo praí, certo? — Ela aguardou a resposta e em seguida disse — Manda um beijo pra ela
Deu o telefone pra Amanda que pegou receosa
— Alô? — Amanda perguntou ouvindo a voz grave do outro lado
— Paz de Deus irmã? — Ele disse passando sensação de poder na voz
Amanda pensou por um segundo e respondeu devagar
— Paz de Deus… quem é? — Amanda perguntou curiosa pelo cumprimento de sua igreja
— Sou amigo da sua namorada, meu nome é Moacir, prazer, te desejo um bom dia, posso falar com ela? — Ele perguntou educado
Amanda deu o telefone para Rafaela, ela riu e pegou e não ouviu Moacir
— Estamos indo, tchau! — Falou sem esperar resposta
— O que é isso, Rafa? — Amanda perguntou curiosa — Quem é esse homem?
— Manda, lembra que eu te contei que engravidei e não sabia se era do pai ou do filho? — Rafaela perguntou animada
— Sim, o que tem? — Ela ergueu só uma sobrancelha
— Esse é o pai! — Ela falou animada
— O da pirocona? — Amanda perguntou horrorizada
— Esse mesmo!
— E o que ele vai fazer? — Amanda falou ainda assustada
— Confia na mãe vai! — Rafaela falou puxando Amanda pela mão e puxando até o armário
— Agora anda, modo piriguete — Rafaela falou puxando zíper da calça dela
— Igual você? — Amanda disse
— É, igual eu, hoje vamos fantasiadas de piriguetes. — Falou animada — Aproveita que sua mãe não tá
Ela obedeceu, colocou um shortinho preto bem justo e cavado, um top também preto tomara que caia.
Rafaela arrastou-a para fora da casa com cuidado para a mãe de Amanda não ver, as roupas de ambas estava um escândalo, notou quando chegaram na calçada, todos as olhavam, as pernas de fora, a barriga de fora, os braços, ambas cobertas apenas por pequenos pedaços de pano
— Tá todo mundo olhando pra gente amor — Amanda falou insegura e envergonhada
— Tudo bem — Rafaela deu o sinal e um táxi parou, entraram, ela deu o endereço e o taxista prosseguiu
— Vão trabalhar essa hora já? No centro? — O Taxista perguntou — Não conheço vocês e conheço todas daquela região
— Conhece o que? — Amanda perguntou confusa
— Só dirige, por favor — Rafaela falou azeda e puxou Amanda para próximo de si
— Ele acha que a gente é puta que tá indo trabalhar — Rafaela falou baixo para Amanda
— Aaaahhh — Amanda falou entendendo, demorou alguns segundos — Oh, eu não sou puta não! — Reclamou com o Taxista
O taxista olhou pelo retrovisor e não respondeu.
Quase trinta minutos depois chegaram ao seu destino, pararam no centro, várias pessoas passando quase não ligavam para a aparência de roupas delas.
Rafaela pegou o celular e ligou, foi rápido
— Estamos aqui, deu certo — Rafaela falou animada e desligou
Esperam na calçada, um carro parou
— Oi meninas, dá pra fazer festa? — O homem perguntou e Rafaela se abaixou para olhar dentro do carro, haviam mais três homens
— Moço, a gente não é — Amanda iria falar mas Rafaela interrompeu
— Estamos esperando o certo já, tá pago, vaza! — A expressão de Rafaela era de desprezo e ela deu tapinhas na lataria do carro
— Dá seu telefone gata! — Um dos homens disse
Rafaela mostrou o aparelho
— É um iphone, vaza! — Rafaela falou nervosa
— Que isso gatinha? — O homem no volante falou querendo parecer descolado, mas era bem mais velho que Rafaela
— Estão olhando a gente, vaza ou ou bagulho vai ficar louco pra vocês — Rafaela falou dando tapinha no carro — Anda!
Eles foram embora sem falar mais nada, todos com cara de preocupados.
Em seguida outro carro apareceu, era grande, baixo na cor vinho, os vidros escuros como sacos pretos, o vidro desceu devagar.
— Rafa! — era Moacir
— Aqui, entra! — Rafaela entrou e abriu a porta de trás para Amanda, em seguida saltou para a porta da frente
— Caramba, vocês tão pouco vestidas hein — Moacir falou admirado pelas poucas roupas delas
— Estamos no clima — Rafaela mexeu no rádio — Esse é antigo, mas é um carrão hein!
— É um Ômega, é o que eu mais gosto! — Moacir falou animado — E sua amiga, tá bem?
Rafaela se virou para trás vendo Amanda encolhida no banco
— Manda, esse é o Moacir, meu amigo, ele vai ajudar a gente — Rafaela falou animada
— Ajudar com o que? — Amanda perguntou curiosa
— Vai ver Manda, relaxa — Rafaela falou e passou a mão no joelho de Amanda
— Ela não sabe? — Moacir falou baixinho
Rafaela sorriu para ele
Moacir fez que não com a cabeça
— Olha a confusão branquinha — Moacir disse preocupado
— Fica tranquilo, tá tudo sob controle — Rafaela passou a mão na perna dele — A Amanda é minha propriedade, ela faz o que eu mandar, certo Manda?
— Certo — Amanda falou quase num sussuro
Ficaram em silêncio até Moacir fazer o retorno e pegar a rodovia, então ele bateu no volante do carro
— Gostou desse? — Perguntou para Rafaela
— Gostei, é bonito, grandão, espaçoso — Respondeu esticando as pernas para frente
Moacir passou a mão no câmbio e falou sorridente
— Dá para experimentar esse também hein
Rafaela ficou vermelha, olhou para o câmbio, era grosso, largo e meio quadrado
— Dá, quer dizer, pára com isso meu, você é bobo? — Respondeu completamente envergonhada passando a mão no câmbio em cima da mão de Moacir, mas se conteve
Moacir riu, Amanda olhava para fora distraída sem conseguir ouvir a conversa dos dois.
Moacir diminuiu a velocidade e entrou numa estrada lateral, havia um espaço grande que Rafaela e Amanda não conheciam
“Motel Aventuras” estava escrito com letras grandes
— Motel? — Amanda perguntou — Vamos pra um motel Rafa?
— Sim, vamos, não é o Máximo!? — Rafaela falou animada
— Ah amor, não sei — Amanda parecia em pânico, se agarrou no banco e começou a olhar a para os lados — eu não sei, se verem a gente, se pegarem a gente, e o Gui, eu não sei, não sei
Rafaela soltou o cinto e pulou para o banco de trás, sentou-se no colo de amanda
— Ei ei, psiu, calminha, eu to aqui com você, não confia mais em mim? — Perguntou carinhosa
— Confio, mas eu to com medo — Amanda disse de forma infantil
— Claro que está amor, é coisa nova, você vai adorar prometo, confia na sua gatinha vai
Amanda olhou para Rafaela por alguns segundos, a expressão de tristeza, mas fez que sim com a cabeça
Rafaela deu um selinho nela
— Te amo tá, nunca faria nada de mal pra você — Colocou o rosto da namorada no meio dos seus seios
Amanda respirou com a cara enfiada e Rafaela sentiu o calor da respiração.
Moacir parou o carro
— Continua? — Perguntou olhando para trás
— Vai, vai — Rafaela falou impaciente
Moacir avançou e parou na portaria do Motel, falou algo com a atendente, parecia já ter algo reservado, não pediu identidade das meninas, o portão se abriu e o carro entrou.
Elas viram o a entrada, parecia uma floresta com uma caverna úmida, com cipós, árvores e galhos
— Nossa, que lugar mais lindo! — Amanda falou admirada — Você já veio aqui?
— Não — Rafaela respondeu olhando em volta — Eu não sabia que isso existia
Apesar da aparente floresta o chão era asfaltado e havia iluminação, Moacir andou por mais alguns metros com o carro e parou em uma casinha de madeira, um chalé distante de outros.
Eles pararam em frente a um portão grande, Moacir apertou o botão do controle que a recepcionista lhe deu e o portão se abriu, eles entraram.
O local era grande, parecia um sítio dentro de um condomínio, os muros eram altos e a casa linda.
Quando o carro parou elas desceram Rafaela agarrou Amanda
— Faz um favor pra mim? — Perguntou falando no ouvido dela
— Tudo o que você quiser — Amanda respondeu apaixonada
— Lembra que o Taxista achou que a gente era puta?
— O que tem? — Amanda perguntou desconfiada
— Vamos ter que agir um pouco como elas — Rafaela falou carinhosa
— O que? — Amanda perguntou admirada — Vamos cobrar? Como vai ser isso?
— Só de brincadeira, vamos deixar ele a vontade, deixa ele pegar na gente
Amanda estava assustada, Rafaela a beijou de novo
— Pegar na gente Rafa, a gente não namora? — Amanda estava perdida
— Claro que namora amor, você comigo e eu com você! — Rafaela a abraçou apertando-a
— E o Gui? — Amanda perguntou
— Ele não tá aqui amor, estamos por conta nossa, não se preocupa com ele agora — Rafaela disse tentando tirar a ideia da cabeça dela.
— Só por que é você tá — Amanda falou baixinho
— To aqui tá, se for demais você avisa e a gente para, mas eu peço que se dê uma chance, me dê uma chance para te mostrar coisas novas coisas boas, só se você quiser vir junto comigo.
— Você me quer junto com você? — Amanda perguntou parecendo confusa
— É o que eu mais quero, você comigo pra sempre — Rafaela respondeu sorrindo, mas o semblante era sério
— Então eu vou! — Amanda sorriu
Rafaela sorriu também e deu um beijo nos lábios dela, animada, pegou na mão de Amanda e puxou
— Uau, esse lugar é lindo mesmo — Rafaela falou olhando em volta, era uma casa bonita e bem feita, mato bem cortado em volta, relativamente isolada, uma visão bonita de árvores e a cidade lá no fundo
— Eu tinha visto isso muitos anos atrás, vim trazer meu patrão aqui ele fez uma festa uma vez
— Festa? — Rafaela perguntou — Entendi — Ela respondeu pensativa
— Amor, tem uma cachoeira — Amanda falou ao longe
Só então Rafaela percebeu que Amanda não estava segurando sua mão, correu até ela e segurou a mão dela de novo
— Que linda! — Falou olhando para uma cachoeira de pedras, visivelmente construída que dava em uma piscina que parecia um lago, a água corria
— Não querem entrar? — Moacir falou abrindo a porta
Rafaela sorriu e olhou para Amanda, ela se animou também sorrindo e foram andando rápido
A sala tinha um chão de madeira, sofás grandes de couro, um ambiente único grande com cozinha e uma cama imensa e alta com espelhos no teto, havia também uma porta com símbolo de banheiro, uma banheira em um cômodo de vidro e acesso à piscina com cachoeira pelos fundos próximo à cama.
Rafaela correu para a cama e subiu puxando Amanda
Ambas pularam em cima da cama rindo
— Que fofinhaaaa! — Amanda falou animada se jogando no colchão, Rafaela a acompanhou
Ambas riram bobas
— Esse lugar é perfeito! — Rafaela falou
— É incrível! — Amanda disse
Moacir se sentou na cama, parecia indeciso, envergonhado, olhou para as duas, usavam roupas minúsculas, pareciam duas piriguetes
Rafaela abraçou Amanda por trás ficando ambas de frente para Moacir
— Gostou da mercadoria — Mostrou o corpo de Amanda
Amanda riu dos trejeitos da namorada
— Vocês são muito bonitas — Moacir falou
— Nossa, que formal — Rafaela debochou — Ele não é formal Manda?
— É sim — Amanda concordou envergonhada
Rafaela esticou o pé e passou no ombro de Moacir mordendo o lábio, tentando seduzir ele
Moacir segurou o pé dela e acariciou, beijando-o, em seguida deslizou a mão e tocou a perna de Amanda, ela não esboçou reação, puxou o pé dela também, ela deixou e ele o beijou, olhou para Amanda e ela sorriu amistosa, carinhosa, mas se inclinou para Rafaela
— Amor, pode vir no banheiro comigo, por favor? — Amanda perguntou passando a mão na cintura de Rafaela
— Claro querida — Rafaela respondeu se levantando e foram juntas ao banheiro, olhou para Moacir e fez um gesto com os ombros de que não sabia o que estava acontecendo.
Entraram no banheiro e Amanda fechou a porta.
Havia um vaso sanitário e um chuveiro dentro de um box.
— Queria falar comigo? — Rafaela perguntou apreensiva
— Eu não sou boba amor — Amanda falou
— Eu sei que não é, eu disse que você era? — Rafaela perguntou — Se falei, desculpa
— Para, amor, para — Amanda disse e segurou a cabeça de Rafaela — Sabe que eu te amo né?
— Eu também te amo — Rafaela respondeu apreensiva
— Não precisa mentir para mim, nunca, nós prometemos — Amanda disse
— Eu não menti amor, eu juro — Rafaela disse tentando se explicar
— E isso inclui não esconder coisas de mim por me julgar fraca — Amanda falou num tom sério
— Eu não te acho fraca — Rafaela falou olhando nos olhos de Amanda
Amanda não se mexeu, sustentou o olhar, Rafaela desviou
— Não é que eu te acho fraca, é que eu não quero que você pense numas coisas que não vão levar em nada — Rafaela continuou
— Eu não quero que você me poupe de nada, quero que você prometa para mim que não vai mais me poupar, não vai mais ter planos mirabolantes sem falar comigo igual esse
— Mas é para a lista, por que a gente não tem muito…. — Rafaela se conteve
— Não tem o que? — Amanda perguntou, mas Rafaela desviou o olhar — Seja verdadeira comigo, por favor.
Rafaela olhou para ela de novo e tomou fôlego, Amanda viu os olhos dela se encherem de lágrimas
— Eu acho que gente talvez possa não ter muito tempo — Respondeu quando a lágrima desceu pela bochecha
— Eu sei — Amanda respondeu limpando a lágrima com o polegar — Eu sei exatamente o que está acontecendo, não me trata como uma criança tá bom?
Rafaela fez que sim com a cabeça e Amanda continuou
— Eu tenho a exata dimensão do que está acontecendo, eu sei que o tratamento alternativo não está funcionando, eu sei que mesmo sem aquelas dores isso não quer dizer que estou bem, eu sei que meu tempo é limitado aqui
Rafaela abaixou a cabeça
— Não — Falou em choro — Eu não quero!
— Ei, olha pra mim, não perde tempo, olha pra mim — Amanda falou carinhosa
Rafaela olhou para ela, ambos olhos vermelhos, a cara retorcida, os lábios tremendo
— Eu não quero ficar sem você, a gente vai ficar junta pra sempre — Rafaela disse
— Não vai meu amor, não agora, só depois — Amanda disse
— Depois do que? — Rafaela perguntou assustada
— Eu vou ter meu tempo aqui, com você, nesse mundo, depois eu vou embora, aí você vive sua vida e depois a gente fica junta de novo! — Amanda disse animada — Vai ser perfeito!
Rafaela olhava pra ela, as lágrimas descendo, desespero contido
— Eu não quero — Rafaela repetiu — Eu te amo
— E você acha que eu quero? Claro que não, eu queria mesmo ficar com você para sempre aqui, mas as coisas não acontecem do jeito que a gente espera, são os planos de Deus pra gente
— Não Manda, não desiste — Rafaela falou entristecida
— Não, não se engane, eu não desisti, não vou desistir nunca, eu tenho você e por isso eu vou lutar eternamente, mas a gente tem que ser realista — Amanda falava demonstrando uma solidez que assustava Rafaela
Rafaela não tinha palavras, só chorava acariciando o rosto de Amanda
— Mas não vai ser agora — Amanda disse sorridente também chorando — Agora a gente vai ter que cumprir a lista né?
— Eu não sei se tenho clima para isso — Rafaela respondeu entristecida
— A gente veio até aqui, nós somos putas, você mesma disse, temos que satisfazer o cliente — Amanda falou como se fosse algo normal
— Ah Manda, não sei — Rafaela limpava o nariz que escorria
— Vamos brincar amor, você me trouxe até aqui, cavou seu passado, olha esse lugar, eu agradeço e quero que você me guie para gente fazer o que for bom
— Você quer mesmo? — Rafaela perguntou — Tá no clima?
— Se você estiver comigo eu to sim, você está? — Amanda sorriu
— Então eu tô — Rafaela tentou se animar
Amanda se afastou e tirou a roupa
— Vamos tomar um banho e matar esse velho do coração! — Amanda falou sorridente
Rafaela imitou a namorada, sorridente, entraram no chuveiro e se beijaram, se lavaram e saíram para o quarto, de mãos dadas.
Moacir estava sentado na cama, olhou para as duas nuas, eram perfeitas, uma branca e uma morena.
Respirou fundo e sentiu seu coração palpitar


