Danielle Transexual 2 — Capítulo 18 — Presente de aniversário para o namorado

Danielle Transexual 2 — Capítulo 18 — Presente de aniversário para o namorado

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— Então acabou? — Priscilla perguntou

— Sim, estou nostálgica — Danielle respondeu com a voz rouca

— Ele reagiu bem? — Priscilla disse

— Até agora sim, surpreendentemente bem

— Quer falar sobre? — A psicóloga perguntou direta

— Eu expus ele, descobri que tinha muito mais motivo para terminar do que eu imaginava, mas não sei se quero falar disso hoje

— Tudo bem, e por que essa voz, está gripada? — Priscilla perguntou sobre a voz rouca e falhando

— Eu gritei, gritei de raiva, de medo, de terror, de desespero — As lágrimas brotaram dos olhos de Danielle — Mas ele não me amava de verdade, só amava ele mesmo, gritei por mim, não por ele.

— Entendo — Priscilla disse — Vamos falar de outra coisa

— Posso continuar a minha história com o Felipe? — Danielle perguntou

— Você gosta dessa história? Pensei que te deixaria triste, justamente agora no término

— Eu tenho um carinho por ela — Danielle disse — É parte de quem eu sou

— Conte — Priscilla sorriu e deu um lenço para Danielle

*** Anos antes ***

Os dias passaram normalmente, com Momo e Felipe se encontrando as escondidas, Momo trabalhava no Shopping e Felipe por vezes a encontrava lá, foi próximo ao natal, que também era o aniversário de Felipe que ele foi vê-la.

Felipe apareceu no balcão, Momo atendia um cliente de forma séria e profissional, quando viu o namorado seu sorriso se abriu

— Dez minutos! — Ela falou animada dando pulinhos de alegria

— Tá, to com minha prima na praça de alimentação

Momo fechou a cara

— Prima? — Perguntou, mas Felipe foi embora.

Ficou ansiosa, trabalhar o tempo que faltava e no minuto exato pediu para cobrirem ela, tirou o avental, passou um perfume e foi ao encontro do namorado, era sua pausa, Momo andava rápido pela praça de alimentação então ela viu.

O namorado estava conversando com uma garota alta, morena, de cabelo cacheado, muito bonita, aquilo causou algo dentro de Momo

— Prima é? — Falou nervosa, tomou ar e se aproximou

— Oi Felipe — Falou séria, quase como uma atuação

A moça olhou para ela sorridente e se levantou

— Fê — Felipe disse — Essa é a Danielle, minha namorada

Momo arregalou os olhos, paralisada.

— Prazer, Fernanda — A Garota se aproximou e beijou Momo no rosto

Momo apenas olhou para ela e para ele, sentiu um toque no braço

— Ele me disse que você é a Danielle e que você é a namoradinha que ele ta apaixonado — Fernanda disse — Ta tudo bem, vem comer com a gente que você não tem muito tempo né? — Fernanda disse se sentando

Momo sentou-se ao lado de Felipe, parecendo desconfiada, ele se encostou nela e deu um beijo na boca, Momo voltou a atenção para ele e o laçou no pescoço dando um beijo mais dedicado, acariciou o rosto dele

— Saudade — Momo falou sorridente dando outro beijinho nos lábios dele

— Que bonitinha — Fernanda disse — Casal perfeito!

Momo virou-se para ela e depois para Felipe

— De onde você surgiu Fernanda? — Momo perguntou curiosa

— Eu sou a prima do Felipe, eu vim hoje de Recife, moro lá — Disse animada

— Ah, e ele falou da gente? — Momo disse preocupada

— Não, eu arranquei dele, vi a cara de bobo que ele tava e arranquei a informação dele, foi fácil — Fernanda falou triunfante bebendo um gole do refrigerante

Momo olhou para Felipe

— Ai amor, você precisa ser mais cuidadoso, não pode vacilar — Momo disse

— E ele vacila hein, só falar de você ele fica todo bobo, se perguntar se ele tem uma namorada aí começa a gaguejar — Fernanda falou debochada

Momo olhou para ele torcendo o Nariz

— Danielle — Fernanda disse

Momo continuou a olhar para Felipe

— Seu nome né? — Fernanda repetiu — Danielle

Momo olhou para ela rápido, surpresa

— Sim, sim, desculpe, é que é incomum me chamarem por meu nome de verdade, só o Lipe que sabe

— Não se preocupe, seu segredo está seguro comigo, meu primo tá nas nuvens então você tá fazendo bem pra ele — Fernanda disse animada

Conversaram por vários minutos, ela explicou que vinha prestar um concurso, mas que dava aulas de Biologia em Recife, se deram bem instantaneamente, durante toda a conversa Momo e Felipe ficaram grudados trocando carícias sem se preocupar, como se fossem namorados mesmo.

— Bem, eu vou ter que ir, a prova é daqui a 1 hora, você vem comigo primo? — Fernanda perguntou — Não sei direito onde é

— Vou sim — Felipe disse e se virou pra Momo — Vou mostrar pra ela onde é a prova e passo pra te buscar tá? — Falou beijando a bochecha de Momo

Voltou ao trabalho contente, conforme o combinado Felipe apareceu na hora de sua saída, andaram no Shopping, mas era perigoso ficarem muito juntos, podiam ser vistos, por vezes se agarravam e davam beijinhos discretos às escondidas.

— Gostei de ver que você não sente vergonha de mim — Momo disse andando devagar

— Claro que não sentiria, você é meu amor — Felipe disse

— Momo sorriu satisfeita — E pareceu se lembrar de algo — Ah, já fechei tudo, do seu aniversário!

— Meu aniversario? Você fala do meu presente que você ta fazendo mistério faz anos? — Felipe perguntou curioso

— Anos não né, dias — Momo respondeu — Já paguei, reservei, contratei, mas vai ser no dia 26, por que dia 25 não abre né. — Falou sensata — E eu peguei folga dia 26 e 27, você vai ter que inventar algo pra chegar tarde em casa, ou quem sabe passar a noite fora

— Noite fora? — Felipe perguntou nervoso

— É, se for a noite fora vai ser melhor, por que aí vamos ter mais tempo — Momo disse sorridente

— Tempo pra que? — Felipe perguntou quase ingênuo

— Ai amor — Momo disse se aproximando — Você vai ver, só tenta o máximo de tempo que conseguir que você não vai se arrepender.

Os dias passaram até a véspera de Natal, os pais de Momô não comemoravam o natal pois eram evangélicos, mas o entorno e as tias sim, até o irmão que não era muito ligado à igreja comemorava, e ela ficou na casa do irmão junto com sua sobrinha menor Miriam.

Eram muito apegadas, Momo sempre cuidava de Miriam quando os pais não podiam, criaram uma relação única de irmã mais velha e mais nova, quase como uma mãe substituta.

Trocava mensagens com Felipe o tempo todo, ele queria vê-las, ela também queria, mas era arriscado, combinaram então de se encontrarem casualmente.

Momo disse que iria dar uma volta com Miriam no parque, levou a bicicletinha da sobrinha e foram até o pequeno parquinho que ficava perto.

Pegou também uma pequena caixinha de presente.

Depois de meia hora brincando com a sobrinha Felipe apareceu

Ela o viu, um jeans folgado, camiseta preta, um correntinha dourada, cabelo penteado e aquele sorriso que ela amava

— Oi Moisés — Felipe falou formal

Momo trincou o maxilar, mas sabia que aquilo era necessiário, fez uma simulação de uma faca imaginária a atingindo no coração, Felipe riu

— Oi Felipe, tudo bem? — Momo falou olhando em volta, estavam apenas os dois e a sobrinha por perto — Você tá lindo demais, que cheiro gostoso, vem aqui pra eu te cheirar

Felipe se inclinou e ela cheirou

— Quero te dar uns beijos, você não pode sair de casa assim, ta louco? — Momo disse animada

— Assim como? — Ele perguntou ingênuo

— Gostoso assim! —  Momo disse em tom repreensivo — Fica esperto, se vagabunda vir falar com você já dá um corte, por que se eu ver eu arranco a cabeça! — Ameaçou

— Tá amor, se controla, não vou dar mole pra ninguém não.

Conversaram mantendo a distancia enquanto Miriam brincava na bicicleta e interagia com os dois.

— Ela parece com você né? — Felipe disse pensativo

— Ela é o que eu seria se fosse uma mulher de verdade, bonita, delicada, pequena, vai ter uma vida brilhante pela frente — Momo disse — Se depender de mim tudo vai ser lindo pra ela e eu vou tentar ajudar — Falou pensativa — Se eu conseguir né

— A gente consegue, a gente ajuda ela também, daqui uns dez anos a gente vai estar casado já — Felipe falou

— Para para — Momo disse — Não me da esperança assim amor, por favor, isso dói, vamos devagar — Momo disse

Felipe fez uma cara de triste

— Eu quero muito ficar com você pra sempre, mas vamos devagar, um pouco de cada vez, vamos resolver esses problemas aqui

— Ta bom, desculpa — Felipe disse

— Não é pra você se desculpar, não é isso, só que — Momo disse e soltou o ar dos pulmões — Ah, sei lá, vai ver a errada sou eu mesmo, desculpa te repreender por se animar, é que eu já me fodi tanto que eu tenho medo de você sofrer por mim

— Eu to disposto — Felipe disse

— Eu sei e isso me assusta  — Momo disse — Eu queria ser mulher, a gente podia estar juntos agora no sofá da sua casa e ninguém ia falar nada — As lágrimas desceram pelo rosto dela

— Não chora amor, por favor, senão eu vou te abraçar e todo mundo vai ver

— Pro inferno todo mundo, eles que se fodam — Momo disse nervosa

Felipe a abraçou e deu um selinho nela, agarrando-a carinhosamente.

Ela o empurrou

— Ta, melhor não, é perigoso — Olhou em volta, ninguém havia notado, olhou para ele e avançou dando um beijo nos lábios chupando a língua rapidamente — Pronto — Sorriu, tirou a caixinha do bolso de deu pra ele.

Felipe olhou o pequeno embrulho vermelho do tamanho de uma caixa de cigarros com um laço e um papel “Como todo amor, para meu amor – Dani”

— O que é isso? — Felipe perguntou

— Ai amor, o que você acha que é? — Momo perguntou sorridente pela lerdeza do namorado

— Meu presente? — Ele perguntou confuso

— É, mas você só pode abrir ele do dia do seu aniversario — Momo disse, amanhã as nove da noite que é a hora que você nasceu — Falou sorridente

— Você vai estar comigo né? — Ele falou animado — Minha mãe vai fazer uma festa de aniversario pra mim

— Eu sei amor, eu ajudei ela com o bolo e comprei todos os salgadinhos e tudo demais, mas eu não vou poder ir — Momo disse fazendo beicinho

— Não? — Felipe disse decepcionado — Porque?

— Eu vou para a casa da praia da minha tia, um bate e volta rápido, isso vai ser bom por que despista, eu não vou no seu aniversario, as pessoas que podem estar desconfiando vão falar “olha, nem são tão amigos assim, acabou o colégio a amizade mirrou” e coisas do tipo

— Eu quero que você vá, o primeiro pedaço do bolo é pra você — Felipe disse triste

Ela piscou e sorriu, sentiu um quentinho no coração, segurou a mão dele.

— Guarda um pedaço pra mim, não precisa ser o primeiro não, para ninguém desconfiar, mas pra gente vai ser o primeiro, pode ser? — Momo perguntou animada

— Pode — Felipe respondeu confuso e desanimado

— Não fica borocoxô amor, por favor, prometo que você vai amar o presente e depois de amanhã eu volto pra te ver, mas depende do tempo que você conseguir.

— Tá bom — Felipe disse entristecido

Momo avançou contra ele e o abraçou em seguida deu um beijo de língua que durou quase um minuto

— Fica bem, vigia pras meninas não chegarem, divirta-se e pense em mim tá bom? — Momo disse animada

Felipe sorriu

— Senti seu ânimo aí hein, se guarda pra mim tá, só eu mexo aí — Momo apontou par ao pênis dele que estava ereto pelo beijo

— Tá bom, te amo! — Felipe disse enquanto Momo pegou Miriam pela mão e voltou pra casa.

Em casa a mãe de Miriam indagou ao abraçar Miriam

— Chegaram, onde estavam?

Momo guardava a bicicletinha no quarto

— A gente foi na praça, eu andei a rua toda de bicicleta com a tia Momo! — Miriam disse

Desde nova chamava Momo no gênero feminino, todos já haviam corrigido, mas Momo encorajava ela a continuar mesmo assim, era divertido.

— E o que mais? — A mãe perguntou

— Aí a gente foi pra pracinha e a tia Momo beijou o namorado dela

Momo sentiu um choque na coluna, a cunhada olhou para ela e se levantou

— É, o namorado da titia? — Ela perguntou para Miriam

— Que bobagem, era só uma migo — Momo se defendeu — Né amor — Momo se abaixou — Só o amigo da Titia

— É, o amigo da Titia, ele é bonito e cheira gostoso — Miriam disse

A mãe de Miriam riu

— Vou fingir que nem ouvi isso tá! — Falou dando as costas divertida.

Momo ficou quieta, introspectiva, Miriam puxou ela pela calça, perguntou se ela estava bem. Momo pegou Miriam no colo e deu vários beijos no pescoço fazendo ela desabar de tanto rir.

Naquele mesmo dia mais tarde, contra sua vontade, mas por necessidade, Danielle acompanhou a família para a praia, achou engraçado que seu desânimo foi tanto que choveu o dia inteiro, ela mandou poucas mensagens para Felipe, apenas disse que não podia falar e depois explicava.

Deu os parabéns, ele se declarou para ela por mensagem, em segredo ela chorou de amor, de felicidade e de medo e insegurança pelo futuro incerto, procurava mil maneira de resolver isso, mas todas acabavam com Felipe sendo exposto e humilhado e isso ela não queria.

Chegou em casa no dia combinado, pegou sua mochila e disse à mãe que ia trabalhar, já havia avisado a muito tempo que ficaria na casa de uma amiga do trabalho e essa amiga confirmou tudo com antecedência, era apenas uma conhecida que trabalhava junto e que fazia parte do plano.

*** Na festa de Aniversário de Felipe ***

— É hora, é hora, é hora, é hora, é hora, rá, tim, buuummm, Felipe, Felipe, Felipe — As pessoas cantavam os parabéns para ele tirando fotos e abraçando.

— Pra quem é o primeiro pedaço de bolo? — Alguém perguntou

— Pra Patricia, a namorada dele! — Alguém gritou no fundo

Patricia estava ao lado dele, sorridente

— O primeiro pedaço vai para uma pessoa muito especial — Ele fez uma pausa, pensou em Momo, ou melhor, em Danielle, a mulher que seria sua esposa — Minha mãe — Mentiu

Sem que ninguém visse ele trocou os pedaços e deu outro pedaço à mãe, ela agradeceu, tirou foto e ele pegou o pedaço para ele, uma tia pro ativa começou a cortar o bolo e a distribuir, Felipe pegou uma caixinha que havia guardado na geladeira, colocou o bolo dentro e guardou, voltou para a festa.

As nove horas da noite ainda haviam pessoas conversando, ouvindo musica e Felipe fingia-se de feliz, desviou a noite toda das investidas de Patricia, ela tentou agarrá-lo, em um momento no corredor ela o beijou rapidamente e disse “Fica comigo, eu to com saudade de você”, mas ele desviou com classe, sem maltratá-la, algo que Momo não concordaria, mas isso ficaria em segredo.

Sem que ninguém visse foi ao seu quarto, pegou a caixinha de presente de sua namorada e puxou o laço.

Era um vidro de perfume, bem pequeno e delicado, Felipe cheirou, o cheiro era forte, cítrico como ele gostava.

Havia um papel colado, ele desenrolou

“Você é a pessoa mais importante da minha vida, eu aceito ser sua esposa e ter um futuro com você, quero muito que tenhamos filhos e juntos seremos invencíveis

Eu sei que não falei isso ainda, mas tava guardando para essa ocasião

Eu te amo!

Danielle.

PS: O presente está colado dentro da caixa.

Felipe sorriu ao ler o bilhete, deu um beijo no papel em seguida pegou a caixa procurando o presente, achou, um papel menor

“Motel Málibe

Rua Afonso penteado, 32 – Butantã

Quarto 834

as 19:00

Venha lindo e cheiroso

Dani

— Motel — Ele disse sentindo o coração palpitar, sua respiração saiu cortada, o suor desceu pela testa, era o que ele estava pensando.

*** No motel ***

O telefone tocou

— O homem chamado Felipe disse que você está esperando, posso deixar entrar? — A recepcionista perguntou

— Sim, pode — Momo disse animada

Se ajoelhou na cama, respirou fundo, conferiu no espelho do teto todos os preparativos, apagou a luz e deu play na música romântica.

A porta se abriu, ela viu as mãos dele pálidas, trêmulas, quase riu quando ele tropeçou para dentro.

— Fecha a porta — Momo disse com a voz sensual e feminina que sabia fazer.

Ele obedeceu, engolindo seco, apenas uma luz indireta a iluminava

Ele viu pétalas de rosas no chão seguindo o caminho até a cama

Momo, agora como Danielle estava ajoelhada na cama, com a postura ereta e coma as mãos na cintura, ele se aproximou e viu a roupa que ela vestia, era a Lingerie azul que ele havia dado, usava também uma meia calça na mesma cor, luvas de renda azuis e um arco também azul no cabelo castanho longo.

Ela olhava para ele sério, dominando a situação.

Ele trazia um bouquet de flores vermelhas na mão, se aproximou sorridente e envergonhado, Danielle estava linda, radiante com um sorriso malicioso

Pegou o bouquet de rosas na mão e cheirou

— Você é lindo, o aniversario é seu e você me trás persente? — Ela disse sorridente

— Uma flor para uma flor — Ele disse ensaiado

Ela sorriu e bateu na cama chamando-o

Ele tirou os sapatos, desajeitado e se ajoelhou na frente dela.

— Estou bonita? — Ela perguntou levemente insegura

— Não — Ele respondeu — Você está perfeita, como nos meus sonhos

O olhar dele percorria ela debaixo em cima

— Maravilhosa — Ele acrescentou se inclinando e eles se beijaram

Em seguida se abraçaram se amando sem restrição, sem travas, sem cuidados, Danielle tirou a camiseta dele em segundos

— Que cheiro gostoso — Ela disse animada — Gostou do perfume? — Perguntou curiosa

— Adorei, é forte e gostoso — Ele disse — Igual você

— Eu sou gostoso? — Ela levantou uma sobrancelha

— Você é minha! — Felipe avançou contra ela a empurrando na cama — Toda minha! — Falou animado arrancando risinhos e beijos de Danielle.

Ele a colocou na cama e beijou sua boca, depois sua bochecha, notou que estava maquiada de forma perfeita, beijou seu pescoço, sem tirar nenhum peça a roupa dela ele a admirou, beijou seu peito, seus seios, sua barriga, seu sexo e continuou descendo pela coxa esquerda até o o pés esquerdo, então tirou o sapato de salto dela.

Subiu pelo pé direito também tirando o sapato e beijando a pena dela em direção a cabeça.

Dessa vez se demorou mais no sexo do seu amor, beijou e cheirou, o cheiro todo era doce, agradável, suave, feminino, beijou a barriga dela e pegou a mão, beijou também, subiu dando beijinhos pelo braço e depois no outro, para então atacar o pescoço dela.

Danielle observava tudo atônita, ele estava beijando seu corpo inteirinho cada parte dele, ela jamais havia imaginado que isso seria possível

Os contatos sexuais que tinha eram de homens de pau duro tentando pentrá-la ou no caso de Antonio, aprisionando-a mentalmente para tirar vantagem e sim penetrá-la

Não que receber um pênis macio, duro e molhado dentro de si fosse ruim, ela amava a sensação, mas era algo mais, era amor, era magia além do tesão, eram almas entrelaçadas

Ele parou de frente pra ela, olhos nos olhos

— Por que eu? — Danielle perguntou curiosa, sem pensar

— Por que eu? — Felipe perguntou de volta

— A Patricia é mais bonita, mais feminina — Danielle demonstrou sua insegurança

— Mas ela tem um problema — Felipe disse

— Que problema? — Danielle perguntou sem entender

— Ela não é você — Ele disse beijando-a novamente

Danielle sentiu tesão, sentiu-se desejada, amada, não tinha mais duvidas, esse era o homem da sua vida, o homem para todo o sempre. Desceu as mãos e desabotoou a calça dele enchendo a mão no pênis ereto dele

Ela riu satisfeita

— Tá duro! — Falou animada — Agarrando-o com as pernas

Felipe puxou as alças do sutiã dela para os ombros, mas ela deu a mão

— Tira esse aqui ó — Danielle disse

Com delicadeza ele tirou a luva da mão esquerda e depois da mão direita.

Ele segurou o sutiã dela puxando para baixo, ela se virou de costas, Felipe abriu o feixe e a peça amoleceu, Danielle se virou para ele e tirou o sutiã cobrindo os seios diminutos colocando o sutiã na cabeça dele

— Coisa feia, dá o presente e toma de volta — Ela falou sorridente

— Eu dei o presente para você e você é minha, é tudo meu — Ele disse animado

— Hmm, que machão, proprietário, gostei, faça mais! — Ela falou animada quando ele desceu para beija-lhe os seios.

Dedicou bons minutos a eles, ficaram ajoelhados na cama frente a frente se pegando e ela tirou a cuca dele, o pau ereto, babando e apontando pra cima, ela acariciou o saco dele sem tocar no pênis

— Eu nem vou encostar pra não escapar a corrente tá? — Falou divertida

Esticou-se para a cabeceira da cama, pegou um tubinho de gel e passou no dedo, colocou a mão dentro do bumbum e o olhar parecia procurar algo, lambuzou seu próprio cuzinho com gel, já havia se preparado, mas queria colocar mais.

— Você quer como amor? — Perguntou carinhosa — Eu de quatro ou eu por cima? — Disse animada animada — Ou no papai mamãe?

— Tanto faz, só tira a roupa! — Felipe puxou a calcinha dela

— Não, renda bonita não é pra tirar, a é pra gente usar e puxar de ladinho

— Não, eu quero você todinha pra mim — Felipe disse beijando o pescoço dela

— Não amor, só assim tá bom, fica bonitinho — Danielle o abraçou tentando convencê-lo

Felipe deslizou a mão e passou no pau dela que estava protegido pelo tecido da Lingerie, mas quase estourava o pano de tão duro

— Tá pulsando, deixa ele livre, não prende assim — Felipe disse — Isso te machuca

— Eu não gosto dele — Danielle disse fazendo biquinho, o rosto dela mudou para uma breve cara de choro que Felipe já conhecia.

Felipe a pegou pelo queixo

— Ei olha aqui — Olhou-a nos olhos — Sem choro, sem vergonha, você é meu presente e eu quero meu presente totalmente desembrulhado, quero ele todinho, meu presente que eu amo tem que vir totalmente sem nenhuma barreira para mim

Ela respirou fundo, rosto corado envergonhada

Ele abraçou-a e abaixou sua calcinha até o meio das coxas.

Danielle colocou a mão entre as pernas fez um gesto e o pênis saltou, enorme, maior que o de Felipe, apontando par acima

— É muito grande! — Danielle disse nervosa e envergonhada

— É bem maior que o meu, eu já tinha visto, mas nunca assim — Felipe disse nervoso — Tão de perto

— Se te assusta eu escondo — Ela disse se sentindo mal — É melhor mesmo!

Ele segurou o pênis dela com carinho

Danielle gemeu

— Não Lipe! — Falou segurando o pulso dele, mas era tarde, ele já a masturbava — Eu vou ter que acostumar com ele, você é assim, eu amo cada pedacinho seu, todos eles sem exceção, você não pode esconder nada de mim

Ela olhava para ele sem expressão, sentia medo, receio, pavor do que estava acontecendo, mas não sabia o que dizer ou fazer, apenas soltou o pulso dele, Felipe se abaixou e colocou o pau dela na própria boca

— aaahhh amoooorrrr — Ela falou segurando a cabeça dele — Que gostoso! — Ela disse ofegante — Que boquinha mais macia e quentinha!

Danielle puxou-o pelo cabelo, fez ele olhar pra ela

— Deixa eu te ver — Falou séria

Ele olhou para ela, esfregando o pau no rosto, dano beijinhos imitando o gesto que ela mesmo fazia.

Ela sorriu e se levantou, desenrolou as meias calças desconectando a parte da cinta liga, em pouco tempo estava nua.

Se ajoelhou na frente de Felipe, se beijaram, os paus duros se tocando

— Te mostrar uma coisa tá — Ela disse carinhosa pegando no pau do namorado

Com cuidado, puxou a pele do pau dele para trás revelando a cabeça do pau, aproximou o próprio pau e cobrou a cabeça do pau dele com a pele do dela, masturbando um dentro do outro.

— Agora a gente tá conectado — Falou sorridente — Igual no Avatar!

Ambos riram do que ela havia dito, Danielle mexeu devagar no Pênis dele, sem muitos movimentos, em seguida empurrou ele.

— Deita aí, já sei como vai ser — Falou decidida

Felipe se deitou, ela sentou-se na barriga dele, o pau batendo no abdome do namorado, ela acariciou seu próprio anus, puxou a cabeça do pau de Felipe para fora de novo e passou na sua portinha

— Segura amor, vai ser bem gostoso tá, relaxa e tenta se segurar. — Falou carinhosa olhando carinhosamente por cima do ombro tentando ver as próprias costas

Ela pincelou uma, duas, três e parou, forçou a cabeça exposta do pau de Felipe para dentro do seu anus, devagar foi entrando, ela gemeu

— Aaaiii, delicia, isso amor, devagar — Falou dando pequenos solavancos aos poucos para o pau entrar mais e mais

Felipe contorcia a face, de olhos fechados parecendo sentir dor.

— Tá tudo bem? — Ela perguntou quando estava metade do pau dentro

— Tá, tô me segurando — Ele respondeu com a voz sôfrega — Nunca senti algo tão gostoso assim! — Ele disse ainda sôfrego

Ela riu e soltou o peso do corpo, o pau entrou de uma vez, foi mais fundo do que ela imaginava, ela deu um gritinho ajustando o peso do corpo.

Felipe a segurou pela cintura, abriu os olhos

— Gostoso? — Ela perguntou animada

Ele fez que sim com a cabeça

— Vai ver agora! — Ela falou começando a rebolar e a masturbar ele com o próprio anus

O pau era massageado, entrava e saia molhado e barulhento.

— Agora ta liberado, não se segura mais! — Danielle disse animada

Felipe se contorcia inteiro, o rosto, pescoço, ele suava, o coração palpitando, as pernas Nervosa.

Danielle pulava, o barulho da bunda dela batendo nas coxas dele era alto, não havia ninguém para recriminar, ninguém abriria a porta e bateria nela, estavam a sós, livres e sem amarras, apenas se amando como dois jovens.

— Amor — Ela chamou

Ele focou o olhar nela, o rosto vermelho

— Eu te amo! — Ela disse sorridente ainda rebolando para frente e para trás com um sorriso bonito no rosto

Ela parou de repente, a boca aberta, acelerou os movimentos.

Felipe gemeu, Danielle gemeu

— Ai caralho! — Danielle falou acelerando — Não goza, não goza agora não — ordenou gemendo

Mas Felipe não estava conseguindo, ia perder a batalha, então ele gemeu

— Aaaahhhhh amooooorrrrr — Ele apertou a cintura dela.

Quando ela sentiu o pau pulsar e sentiu a porra sendo jogada para dentro dela, um choque subiu por sua coluna, era algo incontrolável que ela sentia poucas vezes, seu cabelo se arrepiou, sua boca se abriu, um pouco de baba escorreu e seu pau ejaculou com força

Atingiu o rosto de Felipe, o segundo jato o queixo, o terceiro, o pescoço e os demais peito, barriga e ela ficou parada.

A cada espasmo que Felipe tinha dentro dela ejaculando e a enchendo de leite quente, ela tinha outro em resposta e gozava mais um pouco no abdômen jovem dele.

Ela olhou para ele, ambos assustados, ambos com uma repulsa passageira, mas com muito amor, ficaram alguns segundos se olhando ofegantes

— Eu gozei em você, desculpa — Ela disse saindo de cima dele devagar

— Eu também gozei em você — Ele disse ofegante —

Danielle saiu de cima de Felipe, devagar, ele gemeu quando o pau parou de sentir o calor do corpo dela. Ela correu ao banheiro e pegou alguns papeis e limpou o rosto dele e o corpo

Deitou-se do lado dele ofegante

Ficaram quietos por quase cinco minutos, ela o esperou romper o silencio.

— Você gostou? — Ele perguntou

Ela se virou de lado, ele também se virou para ela

— Eu gozei pra caramba, fortão, tava guardando isso faz muito tempo, achei o máximo — Ela disse — Lembra que eu disse que eu não gozava igual vocês, meninos?

— Lembro — Felipe disse ofegante — É assim então?

— É, eu gozo quando faz amor no meu cu — Danielle disse animada — Com o pau do meu amor! — Falou sorridente de forma fofa — E você gostou?

— Adorei, agradeço a Deus que minha primeira vez tenha sido com você — Ele disse ofegante

Ela o abraçou na cama

— Obrigada por confiar em mim tá, seu segredo é meu, sua virgindade é minha no meu coração pra sempre e sempre — Falou agarrada nele

Ficaram em silêncio e ela sentiu o peito dele subir e descer suavemente, estava dormindo, também adormeceu com ele

*** De volta ao consultório ***

— Não está me parecendo uma história típica de Danielle onde você — Priscilla olhou as anotações — “Se fode” como você mesma diz.

Danielle sorriu

— Não cheguei lá, mas eu sempre me fodo mesmo, mesmo aquela noite sendo mágica

— Ah, e foi boa mesmo? Ele deu conta do fogo da Recém Nascida Danielle? — Priscilla perguntou

— A gente transou muito — Danielle disse, em seguida ergueu uma sobrancelha — Tá com tesão né Pri? — Perguntou lasciva

Priscilla corou, não respondeu

— Tá bom, eu conto, eu gosto que você tenha tesão nas minhas histórias, seu marido devia me agradecer! — Danielle disse debochada

Priscilla sorriu e bebeu um gole de água, a pele branca agora ruborizada

— Continue — Incentivou

*** Anos antes ***

Danielle acordou minutos depois, Felipe roncava baixinho, acariciou o membro dele, automaticamente ficou duro, ela olhou para o namorado e ele ainda dormia, riu baixinho

“Gente, como pode, novinho é muito melhor que maduro” — Pensou risonha

Sem qualquer cerimonia expos a cabeça do pênis de Felipe e começou a chupar de novo.

Ele acordou aos gemidos, viu ela chupando, acariciou a cabeça dela

— Tudo bem? — Ela perguntou enquanto chupava

— Tudo, e com você? — Ele perguntou

— To trabalhando — Ela respondeu séria

— Trabalhando no que? — Ele perguntou sorridente

— No pau do homem que eu amo — Ela respondeu também sorridente

Ele ergueu o corpo

— Vem aqui — Abraçou-a e fez ela deitar na cama, ela deu um gritinho divertido

Beijou-a na boca tomando-a em seus braços. Quando beijo parou ele perguntou

— Então não acabou o presente?

Ela sorriu

— Depende, quanto tempo você conseguiu pra gente?

— Eu estou na casa de um amigo do Betinho com ele, só volto lá pelas 11 da manhã de amanhã — Felipe disse triunfante e você?

— Minha missão é trepar a noite toda com você, tenho até umas 09:00 para não ser notada — Danielle respondeu já massageando o pênis duro e mudou o tom — Viu, te perguntar uma coisa

— O que? — Felipe entortou levemente a cabeça

— Tá certo isso? Duro desse jeito? — Perguntou parecendo curiosa

Ele sorriu

— Eu tava a muito tempo com vontade de te comer! — Ele disse animado

— Ah vai, nem tanto tempo assim — Danielle disse debochada aos beijos

— Anos — Ele disse animado

— Anos? — Danielle estranhou — Mesmo eu de menino

Felipe riu

— Eu te amo desde novinho amor, desde que a gente se conheceu, você sempre foi delicada e teve um um bumbum muito gostoso, eu batia varias punhetas pensando em você

Danielle piscou devagar

— Sério? Batia pensando em mim? — Ela estava confusa e lisonjeada

— Batia, acho que minha primeira punheta foi pra você — Ele disse — Ou pra você ou pra um hentai

Ela sorriu

— Nossa, que honra! — Disse irônica

Voltaram a se beijar e a se amar, ambos ajoelhados na cama, Danielle se virou de costas para ele, Felipe a agarrou por trás o pau entrou na bunda dela roçando seu cuzinho

— Tá fazendo o que aí seu “fafadinho?” — Ela falou com a voz meiga

— Querendo comer o meu amor — Felipe disse também dengoso

— Você ama sua namoradinha? — Danielle perguntou recebendo beijos no pescoço

— Amo minha “momolada” — Felipe disse ainda mais dengoso

Danielle riu, aquilo era surreal, incrível, estava com um dos meninos mais lindos do bairro e do colégio, ele a amava, ela o amava, estavam livres transando e nada poderia impedi-los

— Você gosta do bumbum na “momolada” — Ela perguntou com voz apaixonada

— Amo tudo na “momolada” — Ele respondeu beijando a bochecha dela

Danielle deixou o corpo cair para frente e ficou de quatro empinando a bunda

— A “momolada ama o momolado” — Rebolou — Quer fazer um amor gostoso?

Felipe apertou a bunda dela, em seguida deu um beijo no bumbum, tateou entre as pernas, tocou o saco de Danielle, mas a mão dela interveio puxando do alcance dele

— Faz amor primeiro vai, comer a “momolada” — Danielle rebolou, quando Felipe abriu a bunda dela para ver o cuzinho ela piscou algumas vezes de forma habilidosa — Tô pedindo rola, me dá! — Ela disse dengosa

Felipe encostou a cabeça do pau no cu de Danielle, estava melado, uma mistura de Semen e gel lubrificante, forçou o pau, ela não disse nada, só gemeu

Forçou mais, devagar, ele não queria machucá-la, Danielle apoiou os cotovelos na cama gemendo baixinho, ele entrou devagar até o corpo encostar nela.

— Tudo bem? — Ele perguntou

Danielle levantou a mão e mostrou o polegar, estava de olhos fechados sentindo o tesão do namorado

Ele segurou ela pela cintura e pois e prática o conhecimento dos filmes pornôs, começou a entrar e sair dela, primeiro devagar, mas rapidamente evoluiu para força e vitalidade

— Mais forte, mais forte! — Ela incentivada — Me fode caralho!

E ele obedeceu, muito forte.

Quando percebeu Danielle estava apoiada nas palmas das mãos jogando o corpo contra ele enquanto empinava a bunda e gemia sem cautela.

O sexo foi gostoso e intenso, durou vários minutos e terminou com Felipe anunciando o gozo e novamente explodindo pra dentro de Danielle que gemeu ao sentir a pressão, não pode evitar de rir de prazer.

Felipe se sentou na cama, Danielle virou-se para ele e sentou no colo

— Acho que seu nojinho vai passar mais rápido, na segunda vocês sempre ficam mais agitados — Ela disse sorridente

Segurou o pau dele, masturbou-o junto com o pau dela, alguns segundos o pau de Felipe ficou duro de novo, ela abraçou ele e sentou, de frente, beijando na boca, se lambendo e se chupando no rosto, queixo, pescoço de forma descontrolada enquanto se abraçavam e ela pulava da forma mais gostosa possível.

Danielle gemeu e gozou novamente no peito de Felipe

Ele parou de meter nela

— O que você ta fazendo? Não para — Danielle disse

— Mas o seu refratário? — Ele disse preocupado

— Eu não mandei você parar, porra, me fode que eu sou mulher! — Falou nervosa pulando com mais força no pau dele, dessa vez com uma dose de raiva que assustou Felipe — Sou homem não caralho, não tenho isso.

Os movimentos dela foram mais violentos, apertou Felipe com as unhas, mais um minutos depois ela o abraçou

— Desculpa — Falou enquanto pulava no pênis dele — Goza pra “Momolada” eu quero leitinho — Ela disse de forma dengosa

Foi quase instantâneo, sentiu o pau pulsar e Felipe gemeu no ouvido dela, gozando instantaneamente, ela o abraçou, ficaram grudados vários minutos, o pau dele dentro dela, ainda duro.

— Não vai amolecer? — Ela perguntou carinhosa

— Não, acho que ele vai ficar assim pra sempre

Danielle olhou para ele, séria, afastou o corpo, sem que o pênis saísse de dentro dela ela girou o corpo com habilidade ficando de costas para Felipe e recomeçou o rebolado.

Dessa vez durou bem mais, cerca de dez minutos, ambos suados, Danielle gozou baixinho, do seu pau saiu apenas um liquido transparente, e no momento eu Felipe gozou de novo ela gozou também, apenas um pingo saiu de seu pau que estava tão diminutos que parecia que havia sumido.

Ela caiu de lado na cama ofegante

Ele a abraçou por trás.

— Te amo — Ele disse agarrando-a e puxando-a para perto dele

— Também te amo “momolado” — Ela disse sorridente

— Brega né? — Ele perguntou

— Totalmente brega — Ela riu — Mas é meu “momolado”

Ambos riram.

Ficaram abraçados em silencio por um tempo

— Mô, posso te perguntar uma coisa? — Felipe perguntou receoso

— O que você quiser, vida — Ela respondeu segurando as mãos fortes dele que a seguravam pela cintura

— Você já chupou muito pinto? — Ele perguntou e se arrependeu no mesmo instante

Ela deu um tapinha na mão dele, para que ele a soltasse, ele obedeceu, ela se virou de frente pra ele, colocou o travesseiro para que ambos ficassem deitados na mesma altura.

— Por que a pergunta? — Ela disse pensativa, Felipe pareceu travar — Não tenho nenhum segredo pra você, mas eu preciso entender por que você quer saber disso, se é curiosidade mórbida, tesão, curiosidade mesmo, quer confirmar ou negar algum boato.

— Um pouco de tudo — Felipe disse

— Já chupei bastante, algumas por que eu quis, poucas por que eu gostava, outras por que eu achava que precisava por besteira da minha cabeça, mas eu não quero te dar um numero, só que foram algumas. — Danielle respondeu, diante do silêncio de Felipe ela continuou — Eu não tenho segredo pra você, se você quiser saber o numero eu penso nele, mas eu não quero pensar nisso.

— Não precisa me falar o numero — Ele respondeu — Você gostou?

— Amor — Ela disse acariciando o rosto dele — Vamos ficar bem depois disso? Por que é muita intimidade, e eu já fiz algumas coisas com algumas pessoas, você vai ficar bem com isso? — Ela perguntou preocupada

— Eu quero saber, eu preciso saber — Felipe disse — Eu te amo tanto e me dói saber que você não é só minha — Ele disse nervoso

— Ei, que papo é esse? — Ela falou — Eu sou só sua sim, to aqui comemorando seu aniversario, deixando você fazer amor no meu bumbum, gozar la dentro, sem camisinha, eu não deixo qualquer um fazer isso em mim, eu morro de medo de doença, com você eu nem pensei duas vezes.

— Já transou com algum conhecido meu? — Felipe perguntou ofegante

A boca de Danielle se entortou

— Já — Respondeu

— Quem? — Felipe perguntou

Ela respirou fundo

— Com o Claudinho e com o Antonio — Danielle respondeu

— Claudinho da rua de baixo? — Ele perguntou nervoso

— É — Ela falou também nervosa

— O Neguinho maloqueiro? — Felipe disse falando mais alto

— Acho que não foi uma boa ideia eu responder isso

Felipe se sentou na cama, o rosto vermelho, nervoso

— Você deu pra ele mesmo? — Perguntou irritado

Ela se sentou também

— Dei — Respondeu — Foi por isso que eu tenho que limpar a igreja

— Como assim? — Felipe perguntou nervoso

— Meu pai me pegou dando pra ele no meu quarto, no Reveillon do ano passado — Danielle disse e Felipe ficou em silêncio, desolado — Lembra que no começo do ano eu tava com um curativo no Nariz, que eu operei da rinoplastia

— Lembro — Felipe disse

— Eu levei um soco na cara — Danielle disse nervosa, desviando o olhar dele

— O Claudinho te bateu? — Perguntou irritado

— Não, meu pai me bateu, o Claudinho fugiu pelado — Ela respondeu procurando o olhar dele

— Você gozou? — Felipe perguntou

Ela abaixou a cabeça e fez que sim

— Bem na hora que eu tava — Ela disse com cautela — Terminando, meu pai chegou e me tirou de cima dele.

Felipe coçou a cabeça com violência

— E esse Antônio, vai dizer que é o caminhoneiro imundo? — Felipe perguntou

Danielle apenas olhou para ele sem responder, ele entendeu, se levantou nervoso

— Puta que pariu — Ele disse com as mãos na cabeça — Puta que pariu!!! — Encostou na parede e se sentou com as pernas flexionadas — Por que? — A voz era de choro, as lagrimas rolavam.

Ela se levantou, sentou-se na frente dele, com as pernas cruzadas.

— Vou te contar uma coisa — Danielle disse — Você tem que me prometer que nunca, mas nunca no mundo vai contar pra ninguém essa historia

Ele olhou para ela, os olhos vermelhos, o rosto retorcido

— Posso contar com você amor? — Ela perguntou tocando no braço dele

Felipe tirou o braço

— Pode — Falou desolado

— O Antônio me estuprou quando eu tinha doze anos, ele me violentou dos doze até os quinze anos, praticamente todos os dias antes e as vezes depois da aula.

Os olhos de Felipe se arregalaram

— Ma, ma, mas você não contou pra ninguém? — Felipe perguntou — Não pediu ajuda?

— Não, ele me dizia que se alguém soubesse iam saber que eu era viado e que iam me jogar na rua e  teria que me prostituir, e aí ele ia contar pra Jesus e eu iria pro inferno por ser viado — Danielle disse com um sorrio triste

Felipe olhou para ela, o rosto dela travado, estranhamente angelical, o olhar dela o atravessou perdendo o foco

Danielle se lembrou de todas as vezes que Antônio a ameaçou, a amarrou, bateu nela e machucou com torturas sexuais e psicológicas, sentiu um tranco no corpo.

— Tá tudo bem tá, eu vou cuidar de você — Ouviu Felipe falando a abraçar ela

Danielle abraçou de volta

— Obrigada “momolado” — Ela disse e ambos riram abraçados

Felipe a segurou por longo minutos

— O Chão tá duro e meu bubum foi castigado por você, vamos voltar pra cama e conversar lá? — Danielle disse

Felipe a largou e ela levantou, puxou-o e se deitaram

Ela limpou as lágrimas dele

— O bom da gente se amar e sermos biologicamente dois homens — Ela disse sentindo uma pequena pontada de desespero por dizer isso — É que a gente se entender, se compreende, eu sei que é bom chorar e você nunca vai ser repreendido por chorar na minha frente, se quiser chorar chora, e eu também vou chorar

— Você é chorona — Felipe disse

— Sou nada — Ela disse pensativa — Sou sim…

Riram de novo

Danielle ficou séria

— Acabou o interrogatório ou tem mais algo que você queira saber? — Perguntou séria — Eu disse que te amo, eu só engulo porra de quem eu amo, só faço amor no bumbum sem camisinha com quem eu amo que é você, então eu vou ser brutalmente sincera e verdadeira.

— Já ficou com algum professor? — Felipe perguntou

— Já sim — Ela disse — Fiz alguns boquetes para o professor de educação física quando eu tinha quinze anos, para ele não me mandar jogar bola

— Alguns? — Felipe perguntou

— Alguns, eu nem ia nas aulas, uma vez a cada dois ou três meses e aparecia e tinha que fazer, uma vez ele passou na sala e me chamou pra diretoria — Ela disso

— Eu lembro disso — Felipe disse — Você disse que era pra falar que sua nota tava com poucos pontos

— É, não foi pra isso — Danielle disse

— Ele gozava na sua boca? — Felipe perguntou

— Quase sempre sim — Danielle respondeu

— Você engoliu?

— Como eu te disse, não engoli, só engulo se eu amo, mas no boquete gozado na boca sempre desce algo, a maior parte eu cuspi.

Felipe ficou pensativo

— Nossa noite acabou? — Danielle perguntou nervosa, mas sincera

— Acabou? — Felipe perguntou — Por que?

— Por que eu to sentindo que você não ta no clima pro amor mais, sei lá, acho que ta com nojo ou medo de mim — Danielle disse nervosa

— Não, eu to abalado sim, não vou mentir — Falou respirando fundo — Mas eu te amo, tudo isso acabou é?

— Acabou sim, juro por Deus, só faço com você — Danielle disse sincera

— Ta bom, eu acredito — Ele disse

Ela sorriu

— Obrigada! — Ela acariciou a perna dele.

— Me diz uma coisa, você quer tirar isso aí? — Apontou para o pênis flácido dela

Ela olhou também, segurou, estava inerte

— As vezes acho que sim, as vezes acho que não, pesquisei tanto e não sei

— Você não gosta dele? — Felipe perguntou

— Não gosto — Respondeu seca

— O que você sente?

— Nojo sei lá

— Não, não sobre isso, eu digo, sobre você não gostar de ser homem — Felipe disse — Foi sempre assim?

Ela pensou um pouco

— Acho que sim, eu nunca achei que eu fosse homem, desde cedo, eu sempre quis ser mulher e eu vou ser uma mulher

Ele ficou pensativo, ela também, Danielle estava nervosa, mas aliviada

— Tem algo de você que eu não sei? — Felipe disse

Ela franziu a testa

— Não — Disse pensativa, mas reconsiderou — Tem

As sobrancelhas dele se arquearam brevemente

— Embaixo o meu armário tem um forro falso onde eu guardava minhas coisas de mulher, meu pai descobriu e colocou fogo, raspou minha cabeça pela primeira vez aí

— Sinto muito — Felipe tocou o braço dela

Danielle sorriu

— Então eu passei a guardar coisas bobas, baratas e sem valor, fotos de homens bonitos, recortes, textos, musicas, uma tiara, uma correntinha feminina coisas bobas assim

Felipe franziu a testa

— Por que coisas bobas? Por que faz isso?

Ela sorriu maquiavélica

— Bem em baixo desse forro tem um segundo forro, lá eu guardo minhas calcinhas, perucas, brinquedos, camisolas, camisinhas, lubrificantes e o mais importante de tudo!

— O que?

— Meus hormônios femininos! — Ela respondeu sorridente

— Você toma hormônios, por isso você é tão gostosa assim! — Ele disse admirado

— Sim, por isso tenho cinturinha, peitinho, mas meu pai não pode saber, então coloco as coisas baratinhas pra ele achar de veze em quando, pra despistar.

— Muito esperta

— Obrigada — Danielle acariciou a perna dele e tocou o pênis, endureceu — Amor, se você estiver bravo comigo ou não quiser mais ser meu namorado eu vou entender tá

— Eu quero ser seu namorado eu te amo, preciso só de uns dias pra processar tudo isso — Ele disse

— Quer ir embora? — Ela perguntou

— Você quer? — Ele perguntou

Ela fez que não com a cabeça

— Então senta no meu colo igual você fez ali, foi muito gostoso! — Ele disse apontando pra cabeceira da cama

— Não senhor, eu to exausta — Ela disse sentindo o pau pulsar — Vem aqui.


Ela se deitou e abriu as pernas, fez ele ficar no meio das pernas dela, passou mais gelzinho

— Vamos de papai e mamãe — Completou.

Em minutos estavam transando novamente, abraçados enquanto Felipe castigava o cuzinho de Danielle com força e ela o mordia e beijava no ombro.

*** De volta ao consultório ***

O Alarme tocou

— Acho que fim né? — Danielle disse pensativa

— Sim por hoje é só, você volta na segunda? — Priscilla perguntou

— Sim, volto — Danielle disse

— Você vai contar por que você acha que se fudeu? Por que até aqui você está se fudendo, mas é do jeito bom

Danielle sorriu

— Na próxima eu termino essa Novela, mas vou lá terminar outra coisa hoje

— Vai terminar com ele mesmo? — Priscilla perguntou — Decidiu isso?

— Acho que é o certo, vou conversar com ele, te conto como foi

— Combinado — Priscilla disse — Lembre-se do protocolo de segurança, avisa a Miriam, liga pra ela, fala para ela ficar esperta, se o cara ficar violento peça desculpas, finja que está interessada e ligue saia assim que puder.

— Eu sei, obrigada, ele não parece ser violento, mas vou cumprir todo o protocolo

— Uma coisa — Priscilla perguntou — Transaram até o dia de manhã? Digo, você e o Felipe?

Ela sorriu se levantando

— Transamos tanto que ele ficou com pinto em carne viva, esfolado, gozou nove vezes, ficamos até as sete horas da manhã direto transando sem parar, fiquei uma semana sem sentar direito de tão assada que fiquei — Danielle riu nostálgica

Se cumprimentaram e Danielle foi embora

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Rafaela Khalil é Brasileira, maior de idade, Casada. Escritora de romances eróticos ferventes, é autora de mais de vinte obras e mais de cem mil leitores ao longo do tempo. São dez livros publicados na Amazon e grupos de apoio. Nesse blog você tem acesso a maioria do conteúdo exclusivo.