Danielle Transexual 2 — Capítulo 20 — Me assuma!
*** Anos antes ***
Felipe chegou cedo na casa da namorada
— Bom dia — Leia, a irmã de Momo passou pela sala — Chegou seu namorado! — Gritou no quarto
Felipe quase teve um treco, sentiu um arrepio, Momo saiu do quarto e viu Leia sorridente
— Sem graça! — Falou para a irmã, ela se aproximou de Felipe, diante de Léia e deu um beijo nos lábios dele — Meus pais não estão em casa — Abraçou-o.
Ele olhou para Léia, mas ela já tinha ido para a cozinha.
— Sua irmã sabe? — Felipe perguntou
— Não exatamente, mas ela é esperta, sabe o que eu sou, sabe o que você é pra mim, eu mesma nunca disse — Momo falou abraçada ao namorado — Você tá tão quentinho — Se aninhou mais nele.
Léia voltou com um copo de café na mão
— Não é que são namorados mesmo? — Falou sentando-se no sofá
— Léia, não fala nada pro pai e pra mãe tá — Momo falou preocupada
— Relaxa mina — Leia disse tomando um gole de café — Mas eu gosto de chocolate branco, só avisando
Momo sorriu
— Tá bom, obrigada! — Falou segurando na mão de Felipe e puxando para o sofá, ambos se sentaram
— E sabe, se você me trouxer um daqueles bem gostosos e tal, eu posso fingir que você e seu namorado não ficaram sozinhos no seu quarto porque o pai e a mãe não vão voltar e menos de uma hora.
Momo olhou para Felipe, o coração bateu rápido
— Sério? — Momo perguntou pra Léia
— Amargo 70%, e branco da cacau show, quero os dois! — Léia disse séria
Momo pegou a mão de Felipe e puxou para o quarto
Fechou a porta e começaram a se agarrar
— Aí eu Deus, a gente vai fazer amor aqui, no meu quarto eu não acredito! — Ela falou contente — Espera aí
Correu para o guarda-roupas, abriu o fundo e pegou uma sacola
— Fica aí — fez ele sentar na cama e entrou no banheiro
Voltou cerca de cinco minutos depois, maquiada, usando um vestido justinho e com o cabelo longo da peruca.
Felipe sorriu animado
— Oi Danielle — Ele cheirou o pescoço dela — Que cheirosa! — Ele falou ao abraçar a namorada
Se beijaram, em minutos as roupas que Danielle colocou já não existiam mais, estavam ambos pelados, Felipe sentado na cama e Danielle chupando seu pênis duro
— Amor, deixa eu fazer igual com você — Felipe pediu
— O que? — Ela disse parando a chupada — Me mamar?
— É — Ele disse
— Quero dar prazer pra você também
— Ai amor, deixa a gente ter mais tempo, tô muito no tesão de dar aqui, vamos ver isso depois — Ela disse — Faz assim, a próxima que a gente fizer amor você me chupa até eu gozar tá? — Ela falou animada
— Tá bom — Ele sorriu
— Prepara esse maxilar aí, porque eu demoro pra gozar sem pinto no cu — Falou se levantando — Pegou um lubrificante e passou no próprio anus, depois no pinto dele — Isso vai ser gostoso pra caralho! — Falou sentando-se no colo do namorado e posicionando o pau na porta do seu cuzinho
Felipe segurou a bunda dela dando sustentação, ela segurou nos ombros dele e ele a desceu devagar
— Ai momolado gostoso! — Danielle disse gemendo enquanto sentia o pau entrar devagar — Ai, ai, ai — Ela reclamou, parecia sentir dor, parecia que prendia o ar.
Mas Felipe ignorou e deixou o corpo dela descer fazendo o pau entrar de uma vez
— Aaahhhh — O corpo de Danielle tremeu enquanto ela gemia e imediatamente um jato forte de sêmem atingiu Felipe no rosto, seguido de outros mais fracos atingindo peito, abdome
Danielle ficou quieta, gemendo com o pau dentro, o corpo tendo espasmos, ela segurou os dois ombros dele, a cabeça apontada para baixo de olhos fechados, Felipe imóvel observando.
Ela ergueu a cabeça e viu a porra escorrendo da cara dele
— Desculpa amor, não consegui segurar, tava gostoso demais — Ela disse
— Não, eu gosto, o gosto é bom — Ele disse sorridente com o rosto pingando
Ela olhou para ele e o beijou, o beijo salgado da sua própria porra se misturando com a saliva dela e do namorado, o beijo parou
— Quer dar um tempinho? — Felipe perguntou — Pra se recuperar
Ela sorriu colocando a planta dos pés na cama
— Meu filho, que tempinho que nada — Segurando no pescoço do namorado Danielle ergueu o corpo e fez o pau sair e entrar enquanto ele gemeu, ela também gemeu, começou a quicar de forma violenta no namorado
Quicou por quase dois minutos sem parar até que ele anunciou o gozo, ela sentou e deixou ele gozar dentro, ambos aos beijos molhados, o pau de Danielle ficou duro novamente e Felipe sentiu os esguichos mais fracos batendo no seu abdome
— Gozou de novo? — Ele perguntou
Ela mordeu o lábio inferior e fez que sim com a cabeça enquanto quicava nele, o rosto corado envergonhado
Ele a abraçou
— Ai como eu te amo — Virou Danielle colocando-a na cama
Ela se virou de quatro
— A gente está sem tempo pra descansar, se conseguir manda bala! — Ela falou animada empinando a bunda
A resposta não veio em palavras, mas em uma rola dura invadindo sua bunda, ela gemeu e deu risinhos contentes enquanto ele a segurava pela cintura e a comia com vontade e a maestria de um recém desvirginado, mas jovem e bem viril
Dessa vez demoraram vários minutos até Felipe gozar novamente.
Ele se deitou na cama, Danielle correu até a cabeceira e pegou um lencinho umedecido, limpou o pênis dele, Felipe observou ofegante, ela parecia higienizar, assim que estava bem limpo ela colocou na boca, ele se contorceu, estava sensível.
— Vamos amor, vamos dar mais uma, será que do tempo? — Ela falou animada
— Não sei — Ele respondeu recebendo o boquete em seu pau super sensível
O Pau estava meia bomba
— Tenta sentar — Ele falou ofegante
— Não dá, assim vai te machucar, tem que ficar durão — Danielle disse — Por que eu sou bem apertada
— Sim, você é — Ele disse — É gostosa demais
Ela riu, pegou o Gelsinho e colocou no dedo, Felipe sentiu o dedo dela entrar em sua bunda e acariciar seu anus.
Ficou tenso
— Relaxa amor — Danielle disse — Confia na momolada tá?
Ele fez que sim com a cabeça, ela enfiou o dedo no anus do namorado, devagar, mas sem parar.
Felipe gemeu e tentou se levantar
— Quietinho, quietinho senão vai de machucar — Ela falou e abocanhou o pau dele de novo, dessa vez ficou mais duro, ela tirou o dedo e inseriu algumas vezes — Olha aí, o botãozinho de ligar funciona em você também — Ela falou sorridente, tirou o dedo e foi para cima dele, o pau ainda estava duro, entrou fácil no cu dela.
Dessa vez, Felipe estava deitado e ela cavalgou rebolando, com as mãos no abdome dele, ela aumentou o ritmo
Ele viu quando pênis dela endureceu e jorrou mais porra transparente na barriga dele, ela apenas fechou os olhos, por alguns segundos parecia sentir dor e desconforto, mas não parou o ritmo, estava gostoso, quente, molhado
— Goza amor, goza vai! — Ela incentivando — Goza pra momolada vai! — Ela incentivou — Eu te amo meu bebe! — Ela falou animada e funcionou
Felipe gemeu e gozou novamente, Danielle sentiu os espasmos dele dentro dela, o pênis dela novamente deu um sinal de vida e esguichou mais algumas gotas de sêmem transparente, ela revirou os olhos e riu, saiu devagar de cima dele e deitou-se no chão sorridente.
Pancadas na porta
— Tão vindo, cinco minutos! — Léia falou num tom alto
Ela se levantou e correu pro banheiro, trouxe papel
— Se limpa e se veste rápido! — Ela falou correndo para a pia e lavando o rosto com demaquilante — Sai e fica na sala com a Léia
Foi o que Felipe fez, quando os pais de Danielle chegaram ele estava conversando com Léia enquanto Danielle estava no banheiro, ninguém desconfiou de nada.
Sentou-se no sofá com o namorado e a irmã
— Vocês fizeram o maior barulhão — Léia disse — Foi da hora né?
— Foi — Danielle respondeu animada agarrando o braço de Felipe, apertando e soltando para os pais não verem
— Faz tempo que vocês estão juntos? — Léia perguntou baixinho
— Três meses mais ou menos — Danielle disse
— Amor, eu preciso ir, a gente vai passar o réveillon juntos? Aqui na rua? — Felipe perguntou
— Vamos, vou tentar ficar de menina — Danielle respondeu
Felipe se levantou se despediu formalmente e saiu.
— Esse anel aí não é de castidade? — Léia falou para Danielle
— Mais ou menos, é mais um anel de compromisso
— Ele te deu um anel de compromisso? — Perguntou admirada
— Deu — Danielle respondeu orgulhosa
— Que linda, tá melhor que eu — Léia disse engraçada, mas com um ar entristecida — Ele não tem um irmão mais velho, primo ou algo do tipo?
— Acho que não, infelizmente
— Hoje faz um ano daquela treta — Léia disse
— Que treta? — Danielle perguntou
— Que o pai e a mãe pegaram você trepando no seu quarto, vai virar tradição dar pra alguém no dia do réveillon? — Léia perguntou curiosa
Danielle não havia se lembrado
— Verdade, faz um ano — Ficou pensativa, colocou a mão no nariz quebrado, ainda doía — Ele nunca mais vai fazer isso comigo
— O pai? — Léia perguntou
— Sim, eu tenho um amor, eu tô vendo futuro, nunca tinha visto antes — Danielle disse — Agora eu vou lutar
— Hmmm — Léia disse — E vai lutar como?
— Estou juntando dinheiro para sair daqui — Danielle falou pensativa
— E vai morar onde? — Léia perguntou curiosa
— Não sei, preciso ganhar mais, arrumar um emprego melhor pra me sustentar aí eu vou
Léia se levantou
— Fala com o tio Ariel, tem uma casa dele que vai vagar, aposto que ele iria te alugar — Léia disse calçando os sapatos — Vocês são os dois viados da família, tem que se ajudar.
Danielle revirou os olhos
— Trouxa — Falou pra Léia, quando a irmã chegou próximo da porta Danielle disse — Obrigada
Léia mostrou o dedo do meio e disse baixinho “Chocolaaateeeee “ e saiu
Naquela noite os pais de Danielle a obrigaram a ir pra igreja, Felipe foi com eles, ficaram lá até o Reveillon, sem chance de se tocarem ou de falarem muito.
Ela o abraçou “Feliz ano novo meu amor” falou no ouvido dele, o abraço demorou mais do que o esperado na multidão da igreja.
Os meses se passaram rapidamente, o namoro de Momo (Danielle) e Felipe era cada vez mais secreto. No passar do ano Momo ganhou uma promoção no emprego, passou a ganhar mais dinheiro conseguiu economizar mais dinheiro e estudou para passar no vestibular assim como Felipe, por noites ela chegou do trabalho e foi encontrá-lo para estudarem juntos, sempre na casa dele ou na casa dela sob a supervisão dos pais que achavam que os dois eram “bons amigos”
Ambos prestaram provas para vaias faculdades, Momo principalmente para São Paulo e uma para Minas Gerais. Felipe prestou pelo Brasil todo, o que deixava Momo apreensiva e torcendo secretamente para que ele tivesse sucesso apenas em São Paulo.
No dia que saiu a resposta eles estavam na casa de Momo, apreensivos, ela olhou a lista no site.
Apreensiva procurou sua qualificação, havia passado em quinto lugar pra Ciências da Computação na USP
Como raramente fazia ela deu um grito fino e um berro de felicidade dando saltinhos animados para comemorar
— Ebaaaa! — Gritou abraçando Felipe e beijando seu rosto diante de seu pai, mãe e irmã de Momo e família de Felipe.
Em seguida desfez o abraço constrangida, Léia a irmã deu um sorriso e fez um sinal de “Não com a cabeça” que os pais não viram, em seguida deu os Parabéns para a irmã.
Em seguida Felipe usou o mesmo computador para ver a sua qualificação, para surpresa de todos ele não passou para Medicina em São Paulo, mas foi muito bem colocado em Pernambuco.
Recebeu os parabéns de todos, mas os Parabéns de Momo foram comedidos, tristes, pensativos.
O Telefone de Felipe tocou, Momo não viu a principio quem era, mas ele estava animado, contou que passou em Medicina e que ia para o nordeste ser médico, a pessoa obviamente o parabenizou.
— Quem era? — Momo perguntou quando ele desligou
Todos na sala ouviram a pergunta, ficou um silêncio, Felipe não respondeu
— Deve ser a namorada dele — O pai de Momo disse
— Era a Patricia né? — Momo perguntou visivelmente afetada — Que bom que ela ficou contente com sua conquista
Ele não respondeu.
Como comemoração as famílias foram a um restaurante jantar e comemorar, Momo se manteve como uma atriz, sorrindo e contente, mas algo estava errado, Felipe percebeu, estavam sentados lado a lado durante a sobremesa.
Para o desgosto de Momo, Patrícia se juntou a eles, a convite do pai de Felipe que já vinha achando a amizade de Momo e Felipe muito estranha
Felipe se inclinou devagar e sussurrou
— Amor, ta tudo bem com você? — A voz era um fraco sopro.
Ela sorriu e se inclinou para o lado oposto, dando um saltinho com a cadeira para se afastar dele, ele ficou confuso.
— Ah Moisés — O Pastor, pai de Felipe chamou a atenção de Momo — Vocês ficam grudados do dia todo, dá seu lugar pra menina, ela quer conversar com ele também
Felipe olhou para Momo assustado
Momo sorriu e se levantou
— Claro, ele vai gostar, tem muito pra conversar com ela e pouco comigo — Falou com um sorriso falso.
Ela não olhou para ele durante todo o evento, sentou-se longe, estava atenta aos abraços e beijos de Patrícia em Felipe
— Quem é essa doida aí? — Léia perguntou durante um momento que ninguém prestava a atenção nele
— A namorada dele, você não ouviu o Pastor? — Momo disse azeda
— Se for ser babaca comigo eu vou ser com você também — Léia retrucou no mesmo tom
Momo abaixou a cabeça
— É uma vaca que da em cima dele desde o colégio — Falou baixinho — Eles ficavam antes da gente.
— Ah — Léia disse — Entendi — Pensou um pouco mais — Caraca, entendi, e tá tudo bem pra você?
Momo olhou para Leia
— Eu estou aqui longe, senão eu dou uma facada nela. — Momo disse entristecida
— Então melhor ficar aqui mesmo — Léia disse pegando a mão de Momô com a faca, tirando o objeto e colocando na mesa.
No dia seguinte, primeiro horário que conseguiu, Felipe foi até a casa de Momo procurá-la, ela não havia respondido as mensagens de celular, nem atendido sua ligação, mas ela não estava mais lá, Léia informou que Momo havia ido trabalhar mais cedo pois tinha coisas para resolver.
— Tenta ligar pra ela — Léia falou olhando em volta
Felipe pegou o celular e ligou, ouviram um telefone tocar, Léia entrou em casa e pegou o aparelho de Momo
— Tava no quarto dela, ela deixou aqui. — Entregou o iPhone à Felipe.
Felipe foi ao shopping, mas não conseguiu entrar, as portas só se abririam as dez horas da manhã para não funcionários, ele ficou esperando até o shopping abrir, então foi à praça de alimentação encontrá-la
No caixa havia uma garota loira que Felipe já conhecia
— Oi bom dia! — A garota falou animada ao vê-lo
— Bom dia, ela está aí? — Felipe perguntou nervoso
— Tá sim — A garota disse animada e sumiu da vista de Felipe, demorou vários minutos, voltou com o rosto confuso e meio introspectiva — Ela disse para você esperar nas mesas que ela está ocupada agora.
Felipe sentiu uma pontada, algo estava errado, mas resolveu esperar, e demorou, quase duas horas depois a praça de alimentação começou a encher, pessoas chegavam com crachás de empresas, era hora do almoço.
Ele sentiu uma presença ao lado da mesa, era hostil.
Momo estava ali, lápis no olho, a expressão carrancuda, parecendo gótica, carregava um saco de papel na mão e uma bebida grande
— Quer falar comigo? — Era uma voz agressiva, não delicada como a do amor da sua vida.
Ele olhou para ela nervoso
— Senta aqui, vamos conversar — Felipe disse — O que ta acontecendo
— Eu estou trabalhando, não posso ficar parando para bater papo, eu dependo do meu emprego, não tenho ninguém por mim — Ela disse seca
— Dani, amor — Felipe se levantou segurando a mão dela — Senta aqui por favor.
Ela revirou os olhos, tirou a mão que ele segurava e se sentou com a postura ereta, claramente irritada, braços cruzados e rosto duro, colocou o saco de papel na mesa.
— O que foi, por que você está brava? — Felipe perguntou nervoso
— Se você não faz ideia é por que não é importante pra você então não faz diferença — Momo respondeu seca.
Ele respirou com dificuldade, ofegante, sentindo seu corpo suar.
— Tem outra pessoa? — Ele perguntou ansioso
Ela revirou os olhos e apoiou as mãos na mesa
— Ai meu caralho, era só o que faltava, deixa eu seguir minha vida, tchau — Fez menção de se levantar
Ele a segurou pela mão
— Por favor amor, fala comigo — Ele entristecido
Ela se sentou e cruzou os braços
— Eu não sei por que você está bravo comigo, me fala por favor — Felipe disse
— O que aconteceu ontem Felipe? — Momo disse de forma dura
— Fomos jantar com as nossas famílias — Felipe disse
— Foi divertido pra você? — Ela perguntou azeda
— Para todos foi — Felipe disse confuso
Ela riu de forma forçada
— Que bom, era o que eu suspeitava, pra você foi bom, por que eu tava longe e você tava com a — Ela fez parecer que se lembrava de algo — Como seu pai disse, a sua namorada!
— Ela não é minha namorada, você é — Felipe disse
— Não é o que parece, eu vi ela se esfregando em você, você tava adorando — Momo falou irritada
— Eu estava conversando, estava feliz por que eu passei!
— Passou para longe, ta feliz por que vai se livrar de mim! — Momo disse ao bater na mesa e se levantar
Ele olhou para ela assustado
— Ela não tava se esfregando em mim! — Felipe se defendeu
— Eu vi! — Ela gritou, algumas pessoas olharam para eles
Ela empurrou o saco de papel
— Vou trabalhar, come e vai embora — Falou nervosa dando as costas
— A gente precisa se acertar, eu te amo — Felipe disse quase aos gritos
— Come e vai embora — Momo reforçou andando de costas em direção ao restaurante, os olhos vermelhos
— Não me deixa! — Felipe disse
— Eu, eu — Momo disse trêmula — Preciso pensar, só me deixa, vai embora!
Entrou no restaurante desabando em lágrimas imediatamente, o rapaz da Chapa, que era seu amigo a levou para os fundos para ela se recompor.
O gerente da loja viu o que havia acontecido, deu à Momo trabalhos internos, ela organizou algumas coisas do escritório, sozinha, sem se expor, ela agradeceu por aquilo.
Felipe não estava esperando quando ela saiu à noite, sentiu alivio pois não queria conversar com ele, mas sentiu uma pontada no coração pois esperava que ele insistisse, teria ele desistido?
— E ae moça! — A voz conhecida chamou, era o rapaz que trabalhava na chapa
— Oi Marcos — Momo respondeu entristecida
— Tá cabisbaixa por causa do branquinho? — Ele disse focando na cor de pele de Felipe que era bem diferente da sua própria
Momo respirou fundo e não respondeu
— Ah vai, vou te dar uma carona hoje, to com o possante do meu pai — Falou mostrando a chave
— Eu não quero incomodar Marcos, pode deixar — Ela disse envergonhada
— Não, eu tenho que te levar em casa, meu pai ensinou que a gente tem que tratar bem as mulheres — Ele sorriu
Ela o encarou
— Mulheres? — Ela perguntou curiosa, estava em duvida se ele brincava ou não sabia que ela não era mulher
— É, você disse que era mulher, eu vi você falando outro dia, você não é? — Ele perguntou confuso
— Sou, mas não do jeito normal — Ela disse sem saber o que dizer
— Pra mim basta — Ele disse animado — Carona?
Ela sorriu, aceitou
Andaram até o estacionamento, o carro era velho, mas bem cuidado, fazia um barulho e era quente, conversaram sobre coisas mundanas, o papo foi revigorante, quando passaram na frente da casa de Felipe, Momo viu ele no portão observando.
— Para ali — Mandou Marcos parar o carro na frente da casa dela
Quando ele parou ela o abraçou e beijou no rosto
— Obrigada viu — Falou sorridente
— Valeu mina, até amanhã! — Marcos disso animado
Momo saiu do carro e ficou olhando para o carro, sabia que estava sendo observada, se encostou na janela
— Meu namorado está me olhando lá de longe — Ela disse
— Bom pra causar um ciúme nele, bom que fica esperto — Marcos disse rindo
Ela sorriu
— Tchau — Ela mandou um beijo para ele
Marcos fez o motor roncar e saiu cantando pneu chamando atenção.
Momo virou-se para a Felipe, séria, em seguida deu as costas e entrou em casa.
Em casa viu seu celular, dezenas de ligações, dezenas de mensagens. Colocou-o na tomada e desligou, foi dormir.
Por oito dias ela ignorou o celular, e-mail, mensagens, estava até gostando da sua vida offline, estava assistindo TV para ver as notícias.
No sábado pela manhã, Momo não iria trabalhar, sentou-se no sofá da sala com as pernas cruzadas, com um copo de café com leite e pão com manteiga, sua irmã passou por ela e deu-lhe um pequeno tapa na cabeça
— Bom dia trouxa — Léia disse com voz de sono
Momo só murmurou “bom dia” com a boca cheia.
Leia se sentou do lado dela após pegar seu café, os pais estavam na cozinha conversando com o irmão mais velho
— Oh, a mãe o Felipe veio me perguntar de você ontem — Leia disse
Momo olhou para a irmã
— Acho que é por que eu não fui na igreja esses dias — Momo disse se justificando
— Sei não, ela parecia meio tensa, sei lá — Léia disse
— Tensa, como assim? — Momo perguntou curiosa
— Sei lá, tava preocupada, parecia que queria falar com você e você não atende mais essa merda desse celular — Léia disse cutucando Momo com o ombro
Momo voltou a atenção à TV e revirou os olhos.
— Terminou com o carinha né? — Léia perguntou
— Hmmmrum — Momo murmurou positivamente e fez um sim com a cabeça
— Mas você avisou pra ele que terminou? Ele aceitou? — Léia perguntou curiosa
— Eu falei pra ele me deixar, dar um tempo — Momo disse ainda focada na TV
— Então não terminou, o cara ta te esperando — Léia disse — Deve tá morrendo por você, tem maior cara de trouxa apaixonado
— Ele não é trouxa! — Momo o defendeu
— Vai lá e fala que quer terminar, ficar nisso vai matar ele — Léia disse
— Nisso o que? — Momo perguntou confusa
— Mano, homem é oito ou oitenta, se você fala “acabou, chega, fim” é fim, se fala “preciso de um tempo” igual você fez fica suspenso, ele ta te esperando sua resposta
Momo olhou para ela, preocupada
Léia revirou os olhos
— Aff mano, você é mulher mesmo, e tonta ainda por cima, puta que pariu — Falou baixinho para os pais não ouvirem
Momo continuou a comer em silêncio
Alguns minutos depois ouviu palmas no portão
— Moisés, vê quem é — A mãe gritou da cozinha
Momo revirou os olhos e foi ver, quando colocou a cabeça na porta viu a mãe de Felipe, paralisou
— Quero falar com você mesmo, pode vir aqui um minuto? — Falou assim que viu Momo
— Quem é? — A mãe de momo perguntou
— É a Dona Célia — Momo disse indo em direção ao portão — Mãe do Lipe
Envergonhada e retraída Momo se aproximou, abriu o portão
— A senhora quer entrar? tem café fresco eu mesmo passei, pão…
Mas antes de falar foi interrompida
— Não, obrigada, eu quero falar com você mesmo — Célia parecendo apressada
— Pode falar Dona Célia, o que foi? — Momo disse nervosa e apreensiva
— O que meu filho é pra você? — Ela perguntou nervosa
— Hmmm — Momo murmurou, pensou bem no que ia dizer — Um amigo? — A afirmação saiu mais como uma pergunta — Meu amigo, meu melhor amigo, por quê? — Corrigiu-se a tempo
— Vocês não estão se falando mais? — Célia perguntou direta
— Ah, a gente se desentendeu esses dias, eu acho — Momo respondeu evasiva
— Faz mais de uma semana que ele não come nada, não fala, não toma banho, não sai da cama, o que aconteceu? — Célia disse com os olhos cheios de lágrimas
Momo sentiu um choque na coluna, seu coração doeu, seu sorriso falso se desfez, sentiu vontade de correr até lá e pegar ele no colo, de abraçar ele e encher de beijos.
Por instinto ela colocou a mão no pescoço, coçando com mais força do que era necessária, era uma válvula de escape por não poder dizer o que pensava mesmo.
— Olha, eu, eu — Falou tentando pensar em algo, mas não conseguiu — Seu rosto se contorceu, ficou vermelho e ela fechou os olhos, lágrimas rolando, soluçou um pouco — Desculpe — Colocou a mão no rosto contendo as lágrimas — Desculpa tá.
Célia observava em choque
Momo limpou os olhos
— Eu, eu não sei o que dizer, dona Célia — Momo disse — Eu não tenho mais força pra me esconder.
Célia a observou, a respiração de ambas pesadas, Momo ia falar algo
— Danielle — Célia disse
— O que? — Momo perguntou nervosa
— Quem é Danielle? — Célia perguntou
— É, é, é… — Momo gaguejou — O que tem a Danielle?
— Ele falou dormindo, acordou essa noite, gritando por “Danielle”, depois chamou Momo e disse que te ama — O rosto de Célia era de decepção
Momo olhou para dentro de casa e deu um passo para fora do portão, fazendo Célia ir para a calçada, cruzou os braços desafiadora
— É meu nome, eu sou a Danielle — Momo falou com o corpo tremendo e esperando um tapa ou um soco na cara a qualquer instante — Mas é só quando estamos juntos.
O rosto firme de Célia vacilou, dessa vez foi ela colocou a mão nos olhos
— Você o ama também? — Célia perguntou nervosa, com a voz quase sumindo
— Amo — Momo respondeu sentindo um medo profundo
— Vocês terminaram? — Célia perguntou
Momo se perguntou se era tão evidente assim, ela tentava guardar tanto segredo, mas pelo visto aquilo não era tão secreto quanto ela imaginava
— Mais ou menos, a gente se desentendeu — Momo disse
— Eu não sei o que fazer — Célia disse — Eu nunca o vi assim, o pai dele não faz ideia que é você, ele não vai aceitar isso, não do filho dele — Célia riu olhando através de Momo — Imagine só, ele ajudar tanta gente e logo o filho dele assim — O sorriso dessa se desfez aos poucos e ela mirou os olhos em Momo
— Vocês vão colocar ele para fora de casa? — Momo perguntou preocupada — Ele passou em Pernambuco, ele vai ficar longe de mim, não vamos vai nos ver, isso acabou.
— Jamais colocaria meu filho na rua — Célia disse — Eu não sou assim
— Mas o pastor, o seu Marido — Momo ia falar
— Foda-se o que ele pensa, o filho é meu e eu amo ele do jeito que ele é — Célia disse parecendo áspera e sofrida
Momo se impressionou, não imaginava que aquela mulher, que vivia na igreja, que usava roupas recatadas e era decente falaria um palavrão
— Era obvio que você era viado, mas você é mais que isso, você é quase uma menina — Célia disse — E ele desde novo é encantado com você, eu vi isso, mas não queria acreditar, achei que era uma admiração por um amigo mais velho
Momo estava acuada, não sabia o que vinha dali para frente, ainda esperava uma agressão física, quando percebeu estava com os punhos cerrados e o maxilar travado aguardando o pior.
— Se você ama mesmo ele, vai lá falar com ele, dá um fim de verdade nisso, conversa com ele, ele é um menino inteligente, ele vai entender, eu ajudo se precisar — Célia disse
Momo observou-a por alguns segundos imóvel, triste
— Você quer dar um fim nisso? — Célia perguntou, diante do silêncio de Momo ela mesma concluiu — Não quer
Momo desviou o olhar, limpando o olho novamente. Virou o corpo em direção ao portão.
— Eu vou me arrumar e vou pra lá falar com ele. — Momo disse
No seu quarto momo chorou muito, mas se recompôs, lavou o rosto, tomou um banho, melhorou o rosto, passou uma base, algo que seus pais não notariam. Pegou suas coisas e colocou na mochila.
— Léia — Momo disse — Eu vou lá falar com ele, a mãe dele me pediu
— Eita, ela sabe? — Léia perguntou preocupada
— Sabe, ela ouviu ele sonhando e me chamando e falando que me ama — Momo disse
— Quer que eu vá junto? — Léia disse preocupada
— Não, ele não está bem, preciso ver, entender, falar com ele, cuidar dele — Momo disse
— Mina — Léia se levantou tocando o ombro de Momo — Quem tem filho grande é elefante, a mãe dele é a Dona Célia, não você, se quer terminar, fala na cara dele que é fim e ela que se vire com ele — Léia disse
— Isso é cruel — Momo perguntou preocupada
— Não, homem lida bem com rejeição e fracasso, a vida deles sempre é assim, é melhor um fim triste do que uma tristeza sem fim, se você não quer, só termina e pronto. — Léia disse — Sei que não parece, mas eles ficam mais fortes e melhores assim
Momo pensou um pouco enquanto olhava para a irmã
— Já volto — Falou preocupada
— Se ele ficar violento, grita e foge imediatamente — Léia disse preocupada
— Ele não é violento — Momo disse
— Nenhum deles é até ser— Léia disse, no mesmo momento seu pai riu da cozinha enquanto falava com a mãe delas — Olha aí o pacífico — Léia apontou para a cozinha com o polegar
Momo engoliu seco, entendeu o recado.
— Oi Dona Célia — Momo apareceu na porta da casa de Felipe, apenas Célia estava sentada na mesa, pensativa, tinha uma tigela de sopa quente
— Ele comeu? — Momo perguntou olhando a sopa
— Não — Célia disse decepcionada — Ele disse que não tem fome, que nada tem gosto pra ele.
Momo pegou a tigela
— Ele vai comer, deixa comigo — Falou tentando se animar, mas a marcha era quase fúnebre
Foram até o quarto
— Lipe, você tem visita — Célia disse abrindo a porta
Felipe levantou o olhar e viu Momo, colocou as duas mãos no rosto e soluçou de chorar quando os olhares se encontraram
Momo olhou para Célia e entortou o canto da boca
— Pode deixar a gente sozinho? — Perguntou à Dona Célia
Ela fez que sim com a cabeça e fechou a porta
— Lipe — Momo disse colocando a mochila na cadeira e sentando-se do lado dele — Para de chorar, por favor
Ele parou, ela pegou uma camiseta que estava do lado dele e limpou o rosto dele.
— Pronto, pronto, parou, respira devagar, fundo — Ela disse olhando no rosto pálido dele, olhos fundos, cara cansada. Esperou ele se acalmar — Come! — Encheu uma colher de sopa e deu pra ele
— Não quero — Ele disse
— Eu não perguntei se você queria — Disse com voz autoritária e firme — eu disse come! — Momo falou severa empurrando a colher boca adentro fazendo ele comer quase forçado — Desse tamanho dando trabalho pra sua mãe, você não tem vergonha?
As lágrimas dele caíram de novo, ela enfiou outra colherada na boca dele
— Você me deixou — Ele disse acusador mastigando
— Não vou falar com você enquanto você não comer essa tigela toda e não tomar banho, não falo com homem fracassado — Momo disse firme e agressiva — Agora, come devagar para não engasgar.
Ele parou de chorar, ela deu a tigela inteira para ele, colher a colher, quando ele terminou
— Agora levanta e vai tomar um banho — Ela disse nervosa
— Não, você vai embora de novo — Ele disse segurando a mão dela
— Eu juro por Jesus Cristo que não vou, eu vou esperar você voltar e aí a gente vai conversar direito, era isso que você queria, não é?
— É! — Ele respondeu animado
— Então vai — Ela disse
Momo abriu o guarda-roupas, viu toalhas e roupa, pegou tudo o que ele precisava, empilhou
Ele se levantou com dificuldade, ela o ajudou, saiu do quarto, deu as roupas e toalha na mão dele o banheiro ficava no corredor, entrou no banheiro.
Momo foi até a cozinha levar a tigela
— Ele comeu? — Célia perguntou apreensiva
— Tudinho — Momo colocou a tigela na pia e pegou a esponja para lavar
— Eu lavo — Célia disse se levantando
— É rápido — Momo sorriu olhando para ela por cima do ombro — Pode deixar
E foi rápido mesmo, lavou em alguns segundos, viu que haviam mais pratos dentro da pia e aproveitou para lavá-los também
— Não precisa — Célia disse
— Tudo bem dona Célia, eu não estou fazendo nada — Falou contente por ser útil
— Você faz essas coisas de mulher na sua casa? — Célia perguntou curiosa
— Que coisas de mulher? Cuidar da casa? — Momo perguntou com um sorriso nos lábios
— É — Célia perguntou indecisa
Momo havia entendido que era uma brincadeira, mas não viu que era.
— Olha, eu quero ser uma pessoa independente, então sim, eu sempre faço essas coisas, lavo a louça, lavo a roupa, limpo a casa, dou banho no cachorro, faço de tudo que…
— uma mulher faria — Célia disse pensativa interrompendo Momo
— É — Respondeu e se calou
Ficaram alguns segundos em silêncio
— Eu sei que você faz o tratamento com o meu marido — Célia disse — Ele não fala muito disso, mas disse que você é um sucesso, que deixou totalmente a sodomia
Momo riu baixinho
— Sodomia — Momo repetiu — Sempre achei engraçado isso — Havia terminado a louça e viu que Célia já secava
— Ele diz que curou você de ser viado — Célia disse séria
— E o que a senhora acha disso? — Momo perguntou ajudando a guardar as coisas, era observadora, sabia onde ficavam
— Eu acho que não deu certo, não da para mudar essas coisas — Célia disse
Momo deu um sorriso de canto de boca
— Mas bem, a senhora veio me procurar pra ajudar seu filho, o que a senhora pensa dessa, dessa — Momo gaguejou — Amizade — Completou
— Não me faça de idiota menino — Célia disse — Ou menina, Danielle? — Célia pensou por um instante — Você quer ser mulher é isso?
— Eu quero — Momo respondeu pela primeira vez tendo uma conversa sobre o assunto com uma pessoa totalmente fora do seu circulo de confiança
— Você sabe que é muito mais fácil ser homem do que ser mulher né? Tem noção disso? — Célia perguntou
— Não quero facilidade, moleza, vida fácil nem anda, eu só quero me olhar no espelho e não sentir vontade de dar um tiro na minha cara
Célia se assustou olhou para ela pensativa
— É isso que você sente? — Perguntou curiosa
— É — Momo disse nervosa
Célia se aproximou e abraçou ela
— Sinto muito tá — Falou carinhosa, Momo soluçou e chorou como gesto carinhoso — Deus tem um plano pra você, ele não errou com você
— Eu sei! — Momo se afastou sorridente limpando as lágrimas — Eu sei que tem, eu tenho que fazer as pessoas entenderem que eu não sou má, que eu sou amor, que eu posso espalhar o amor de Jesus entre as pessoas, eu vim assim desse jeito para ensinar tolerância
Célia olhou para ela admirada, quase um minuto se encarando
Momo virou a cabeça para o lado
— O Chuveiro é elétrico né? — Perguntou
— É — Célia disse
— Ele não entrou no banho — Momo saiu em direção ao banheiro, bateu na porta — Lipe, tudo bem aí?
Ele não respondeu, ela entrou, ele estava nu sentado dentro do box com o chuveiro desligado, Momo colocou a mão em Dona Célia
— Pode deixar, ele vai tomar banho, tá tudo bem — Ela entrou no banheiro
Ligou ou o chuveiro, a água caiu perto dele
— Se tiver muito quente você me fala — Ela disse, mas ele não respondeu, ela pegou nos braços dele — Levanta vem
Ele se levantou, a água bateu no ombro dela, seria difícil não se molhar.
Momo saiu do box e tirou a camiseta, a calça e pensou em tirar as roupas debaixo, um shortinho justo, mas resolveu mantê-lo, entrou no boxe e pegou o sabonete começando a ensaboar ele
— Olha como você tá imundo Lipe, o que te deu na cabeça
Ele encostou as duas mãos na parede do box
— Eu te amo, por favor não me deixa — Felipe disse
— Ai, você ta se ouvindo? — Momo disse — Que patético, implorando por migalha — Ela não era assim, mas queria ser dura com ele, queria que ele fosse mais resiliente — Se enxerga cara, você não é criança não.
Ele se virou para ela e a abraçou
— Eu te amo Dani — Chorou no pescoço dela, ela não pode se conter, também chorou e o abraçou de forma carinhosa no chuveiro quente
— Ta bom amor, tá tudo bem tá, pode chorar vai, coloca pra fora — Ela disse também chorando abraçada ao seu amor.
Ela o esfregou com sabonete, lavou seu cabelo com Shampoo, escovou-lhe os dentes e o ajudou a se secar e se vestir. Antes de sair do banheiro ela parou em frente à porta apontou o dedo no nariz dele.
— Essa foi a primeira e ultima vez que eu faço isso com você, se eu for te dar banho que seja por alguma doença, que seja por que você não consegue, não por estar sentindo pena de você mesmo, entendeu?
— Entendi — Ele respondeu entristecido.
Ela deu a mão para ele e abriu a porta do banheiro, ele ia direto para o quarto, mas ela o arrastou para a sala onde estava sua mãe.
— Fala pra sua mãe que você tá bem — Ela disse colocando ele diante dela
Ele abaixou a cabeça envergonhado
— Eu to bem — Disse baixinho
Dona Célia, a gente vai dar uma volta, pra ele tomar um ar e vamos conversar, a senhora poderia, por favor não contar sobre mim?
— Pode deixar querida — Dona Célia sorriu e disse — Obrigado — Apenas com os lábios, sem som.
Danielle sorriu e pegou na mão de Felipe, saindo pelo quintal de mãos dadas
Ele também não ligou.
Caminharam pela rua andando tranquilamente de mãos dadas, o mundo pareceu desaparecer, não havia ninguém, não tinham medo, não sentiam o dia frio.
Sentaram-se no banquinho da praça.
Ficaram alguns minutos em silêncio olhando as pessoas passarem, até que ela quebrou o silêncio
— Não vai falar nada? — Danielle perguntou levemente irritada
— Eu, eu — Ele gaguejou — Eu não sabia o que fazer
— Eu percebi, não sabia que você era assim, fraco, esperava que você fosse mais homem, pelo visto me enganei
Ele abaixou a cabeça
Ela bateu no queixo dele com a ponta dos dedos
— Levanta a cabeça se você quiser que eu te respeite — Ela falou irritada
Ele levantou e respirou fundo.
Ela cruzou as pernas no banco e se virou de frente para ele
— O que você quer de mim? — Perguntou direta — Sem rodeio
Ela olhou para ela
— Eu te amo — Ele disse, antes de respirar ela interrompeu
— Tá, tá, eu te amo também, mas isso não é o suficiente — Danielle disse — Quero saber quais seus planos, o que você pretende e se eu to nesses planos
— Claro que você está — Ele disse em defesa
— Então me explica o plano, você teve aí mais de uma semana pra pensar, me conta o que planejou — Danielle disse olhando para ele com a postura impecavelmente ereta.
— Eu, eu — Ele gaguejou e tomou ar diante do olhar desafiador dela — Eu vou estudar lá, a gente namora à distância, eu vou me formar e volto pra gente se casar
Ele terminou de falar e ela ficou olhando para ele, sem expressão.
Ele continuou
— Ou você pode ir para lá comigo, se mudar pra gente ficar junto — Felipe disse animado
Danielle ergueu as mãos, tirou um elástico do bolso e amarrou novamente os cabelos longos, parecia pensativa
— E aí, o que você me diz? — Felipe perguntou
— Ambos são péssimas ideias — Danielle disse direta — Namoro à distância não costuma dar certo e eu não posso ir antes de terminar minha faculdade que vai ser aqui e começa ano que vem.
— Vem comigo, você trabalha lá, presta para lá e estuda lá — Felipe disse animado
Ela sorriu
— Tenho outra ideia
— Qual?
— Você presta vestibular de novo para São Paulo, passa e estuda ano que vem, o que acha? — Ela perguntou falsamente animada
— Eu não sei se passo aqui — Ele disse nervoso
— Hmmm — Ela disse pensativa — Eu tenho que arriscar e você não quer arriscar — Ela disse coçando o queixo por alguns segundos — Parece um bom negócio né? — Respondeu irônica. — Ao menos pra você.
— Aqui todo mundo te odeia, sua família não gosta de você, você praticamente não tem amigos, lá você pode ser você mesma, vai ter eu — Felipe disse amistoso
Era verdade, isso a abalou, sentiu um quentinho no coração por ele ter pensado nela.
— Eu não tenho onde morar lá — Danielle disse
— Mora comigo, tenho certeza que a minha prima não vai se importar — Felipe disse sonhador
— A gente não pode morar junto sem casar — Danielle disse
— Então vamos casar e vamos pra lá! — Felipe disse animado
— Calma — Danielle disse — Você não ta bem da cabeça, não é hora de pensar em planos duradouros
— Eu só quero você comigo — Felipe disse
Ela flexionou as pernas e abraçou os as canelas, colocou o queixo no joelho olhando pra ele pensativa
— Volta comigo amor — Ele disse nervoso
— A gente não terminou — Danielle disse — Eu só pedi um tempo e você respeitou, eu agradeço por isso, mas não gostei de você ter ficado ruim
— Eu entrei em pânico, eu sabia que não devia ter procurar — Ele disse ansioso
— Eu entendi — Ela escondeu a cabeça no meio dos joelhos se balançando devagar pensativa
— Ainda quer ser minha namorada? — Ele disse colocando a mão no pé dela
Ela fez que sim com a cabeça, ele se animou, ela ergueu a cabeça
— Eu não sei se isso vai dar certo, mas eu tenho umas condições, quero mudanças — Danielle disse séria
— Que condições? — Felipe perguntou e em seguida completou — Que mudanças
— Eu cansei de me esconder, de ficar nos cantos, de olhar em volta, eu não to fazendo nada errado, você não é casado e eu não namoro com outra pessoa, a gente namora e não pode falar pra ninguém? É tipo Romeu e Julieta do Inferno? — Ela falou
Felipe achou curioso e cômico, mas não estava com um senso de humor muito alinhado.
Ela respirou fundo.
— Uma coisa antes — Ela ergueu a cabeça e apoiou novamente no joelho — A puta loira, o que você sente por ela?
— A Patty? — Felipe perguntou sem entender
— Patty? — Danielle perguntou fazendo cara de nojo — Acho que isso responde a pergunta
— Não, não, é que todo mundo chama ela assim, eu não tenho intimidade com ela — Felipe disse — Você está se referindo à Patricia né? Eu não tenho sentimentos por ela
— Quantas vezes vocês ficaram? — Danielle perguntou
— Depois que estamos juntos nenhuma — Felipe respondeu astuto — Só fiquei com você
— Antes Felipe, antes — Danielle perguntou curiosa
— Ah amor, não sei, a gente ficou um tempo junto você sabe, acho que ficamos um mês juntos direto — Felipe disse — Mas a gente não fez nada além de beijo e mão boba
— Mão boba? — Danielle perguntou nervosa
— É, bobagem — Felipe disse acariciando a canela dela
Ela escondeu o rosto no joelho de novo, trincou os dentes, sentia ódio, Patricia era linda, feminina, angelical, a simples presença dela fazia Danielle simplesmente humilhava Danielle, claro, na cabeça da nossa protagonista apenas.
— Você vai falar pra ela que a gente ta namorando — Danielle falou com a cabeça enfiada nos joelhos
Felipe ficou em silêncio
Ela ergueu a cabeça
— É um sacrifício muito grande? — Perguntou olhando para ele de forma séria
— Não, eu falo, é tranquilo — Ele estava pensativo
— Sua mãe já sacou, minha irmã sacou, todo mundo sabe só a gente acha que não é obvio. — Danielle disse — A puta loira deve saber também
— Uma semanas atrás — Felipe disse — Os meninos — Ele pensou um pouco — Os meninos que a gente via filmes
— O que tem eles? — Danielle se lembrou das tardes de masturbação coletiva
— Brincaram comigo por que a gente andava muito junto e se eu não tava comendo você ou você tava me comendo — Felipe disse sério
— E o que você disse? — Ela perguntou
— Eles começaram a brincar dizendo que você era viado e eu também e que a Patty tava me dando mole e eu não pegava por que preferia chupar seu pau — Felipe disse ansioso
Danielle esperou ele continuar
— Era verdade, eu prefiro chupar seu pau do que ficar com ela, por que eu amo você e não ela — Felipe disse
— Você negou pra eles? — Danielle perguntou também ansiosa
— Não, eu disse que se eu tava namorando com você não era da conta deles e o Claudinho disse algo que eu não gostei — Felipe disse
— O que ele disse? — Danielle perguntou
— Ele disse que naquele dia que eu saí ele passou o pau na sua bunda, sentiu seu cu piscar — Felipe disse ansioso
Danielle respirou fundo
— Foi verdade — Ela admitiu — Eu disse pra você
— Ele disse que você tentou beijar ele e chupou o pau dele antes de ir — Felipe disse
— Isso foi mentira — Danielle disse — Ele me encoxou, passou o pau em mim e eu saí, fui atrás de você, por que tava preocupada
— Foi o que eu disse, que você não chupou o pau dele — Felipe respondeu
Danielle aguardou ele concluir, também estava ansiosa
— Eles riram de mim, me chamaram de viado — Felipe disse entristecido — Aí o Claudinho disse que era para eu tirar a calça que ele ia passar o pau no meu cu também pra ver se meu cu piscava mais forte que o da minha namorada
— E você disse o que? — Danielle perguntou ansiosa
— Eu parti pra cima dele, soquei a cara dele e os meninos separaram a gente, mas parei de falar com eles por que agora eu sou o seu namorado — Felipe disse
Danielle observou ele falar, sabia que não seria fácil, descruzou as pernas, sentou-se no banco e se aproximou dele, colocou a cabeça no ombro dele
— Quer mesmo continuar a namorado um viado, não vai ser fácil — Danielle perguntou — Se não topar tudo bem, eu supero.
— Eu só quero você, que se foda o mundo, a gente é alma gêmea — Ele disse idealista
Danielle sorriu e se aninhou mais nele
— Ó o viado! — Claudinho passou junto com outros garotos, segurava uma bola
Danielle se levantou olhando para Claudinho, segurou as mãos de Felipe e o fez levantar, quando ele estava em pé, ela deu um beijo nos lábios dele e segurou a mão do namorado indo para longe.
Claudinho riu
— Oh Moisés, vamos bater uma bola? Seu namorado pelo visto gosta de barbie — Claudinho disse debochado sob o riso dos outros meninos
Danielle soltou a mão de Felipe e andou rápido até Claudinho, ele não esperou, ela colocou o pé e deu um forte empurrão nele, Claudinho perdeu o equilíbrio e caiu sentado.
— Eu falei que não quero ficar com você, você não vai colocar sua boca nojenta no meu pau de novo, seu cretino, está tudo acabado entre nós — Deu as costas e andou rápido até Felipe
— Vai se fuder, viado escroto de merda — Claudino disse
Danielle ouviu os garotos zuarem ele e ele se defender
Puxou Felipe para andarem mais rápido enquanto olhavam se não estavam sendo seguidos
— Ele chupou você? — Felipe perguntou nervoso
— Não, mas eles vão achar que sim, agora nós três somos viados! — Danielle sorriu para Felipe
Ele achou maldoso, mas genial, sorriu de volta.
Passaram o dia juntos, andando, Danielle gostava de andar para espairecer, desfilaram de mãos dadas pelo bairro, voltaram para casa ao entardecer, quando chegou perto da casa de Felipe Danielle soltou a mão dele, mas ele segurou.
— Vem comigo — Ele disse olhando pra ela
Ela sorriu brevemente, mas depois ficou séria
— Sua mãe sabe, ela aceitou, mas o resto da sua família não — Danielle disse
Ele ignorou e entrou no quintal puxando-a pela mão, chegou na cozinha de casa, não havia ninguém, foi até a sala, apenas a mãe estava.
— Oi mãe — Felipe disse
— Oi querido — Ela viu Danielle com ele — Estão bem?
— Estamos — Ele disse — Não tem mais ninguém em casa?
— Não, só eu — Dona Célia respondeu — Por que?
— Por que eu queria apresentar pra vocês a minha namorada — Mostrou Danielle de mãos dadas com ele
Dona Célia respirou com pesar
— Eu já sei, você vai contar para o seu pai? — Dona Célia perguntou
— Vou — Felipe disse decidido
— E você Moi…. Danielle — Dona Célia se corrigiu — Você vai contar para o seus pais?
— Eu não vou contar nada, vou só viver, meu pai é violento demais, logo logo vou sair da casa deles e morar na minha. — Danielle disse — Estou próxima.
Célia se sentou
— Tudo bem — Falou pensativa — Boa sorte pra vocês, Deus os abençoe
— Ele abençoa o amor — Danielle disse sorridente
— Mãe, eu estou cansado, vou ficar no meu quarto com a Dani tá? — Felipe disse o nome dela fazendo Danielle se sentir leve
— Deixa a porta do quarto aberta — Dona Célia disse — O que vale pros seus irmãos, ainda vale pra você, aqui é uma casa de Deus.
Danielle sorriu, foram para o quarto dele.
Sentaram-se na cama, conversaram bastante, até uma hora que ficou silêncio, Danielle viu uma caixinha de lenços no canto da cama.
— Esses lenços são para lágrimas ou pra punheta? — Perguntou divertida
— É…. — Felipe não respondeu
Ela colocou as mãos no rosto
— Ai meu Deus, desculpa! — Falou dando risada — É pra punheta! — Riu divertida — Punheteiro! — Riu mais ainda
— Não sou punheteiro — Felipe se defendeu também divertido — Só tava com saudade
— Bateu punheta pra mim é? — Ela perguntou curiosa
— É — Ele disse introspectivo
— Caramba — Ela falou pensativa — Sei nem o que dizer, obrigada?
— De nada — Ele disse pensativo
Os dois riram
— O que você pensou quando batia uma? Pensou em mim vestida, pelada ou fazendo algo?
Ele se esticou, pegou o celular e mexeu em uma área secreta, mostrou para ela um vídeo dela chupando o pênis dele e falando “Eu te amo, me dá leitinho meu amor”
— Meu Deus! — Ela disse horrorizada — Apaga isso! — Falou assustada — Se alguém ver eu to fudida!
— Ninguém vai ver, é protegido por senha — Felipe disse sorridente — E você, não bate não?
— Eu não — Ela disse
— Nenhuma? — Felipe perguntou curioso
— Raríssimo eu bater uma — Ela disse convencida
— Já bateu pra mim? — Ele perguntou curioso
Ela pegou o travesseiro e bateu na cabeça dele
— Cala a boca oh! — Falou vermelha
— Já! — Dessa vez foi ele que riu — Quando?
— A primeira vez que a gente beijou — Ela disse
— Como foi? — Ele perguntou curioso
— Eu fui pra casa e fiquei no chuveiro e bati três vezes seguidas, passei a semana toda batendo pra você — Ela disse envergonhada — Vamos mudar de assunto!
Ele engatinhou pra cima dela beijando o pescoço
— Punheteira — Falou no ouvido dela
Ela o empurrou
— Não, sua mãe falou que aqui não pode — Ela o protegeu
— Ela não vai ver, to morrendo de tesão amor, faz quanto tempo que você não goza? — Ele perguntou
— Gozei na ultima vez que a gente fez amor — Ela disse
— Eu já to a alguns dias, vamos fazer um amor rapidinho — Ele insistiu
— Não dá Lipe, é perigoso — Ele disse
— Minha mãe não vai vir aqui, ela ta na sala, provavelmente dormindo
— Como você sabe? — Danielle disse baixinho
— Ela sempre adormece na frente da TV, vem ver — Ele levantou e puxou a mão dela, ambos descalços saíram pelo corredor, Célia dormia no sofá, deitada coberta.
— Viu — Ele disse triunfante
Danielle torceu o beiço e voltou para o quarto
Felipe foi atrás
— E aí? — Ele perguntou
Ela tirou a camiseta expondo os bicos roseados pontudos
— Rapidinho! — Falou já sendo atacada por Felipe aos beijos
Em segundos estavam os dois pelados abraçados na cama dando beijos a porta sem tranca encostada preocupava Danielle.
Ela sentiu o Penis dele muito duro, o dela também ficou, ela sentou em uma das coxas dele roçando a cabeça dos dois paus uma na outra, quando estava excitada o pau de Danielle era maior e mais largo que o de Felipe
— Você foi muito viado e muito cuzão ficando em greve de fome — Danielle disse
Felipe não respondeu
— Isso não é atitude de homem macho — Danielle falou — Acho melhor eu comer você daqui pra frente
— Ah não amor! — Felipe disse — eu vou melhorar
— Mas não é você mesmo que queria fazer mais coisa junto, eu te enrabar é justo não? — Ela disse se deitando em cima dele — Eu como gostoso
— Não sei — Ele disse preocupado
— Tá, vamos pensar nisso, mas faz assim, cada vez que você fizer algo que não seja de macho, alguma falta eu vou te enrabar tá bom? — Danielle disse — Como uma punição
— Tá bom — Felipe disse — Mas você não disse que é bom?
— É uma delicia — Danielle disse
— Então por que punição? — Perguntou divertido
— Por que o macho não se submete e você vai ter que se submeter à mim, você vai ser a putinha e eu o macho dominador — Danielle disse — Tem algo mais humilhante para o macho do que a submissão total?
— Não — Ele respondeu sério
Ela sorriu e deu um beijo nos lábios dele, desceu beijando abdomem até chegar no pau, abocanhou chupando
— Nem vamos embassar hein, rapidinho — Ela disse já se posicionando no abdomem dele
Chupou os próprios dedos e passou no cuzinho posicionando o pau dele e sentando devagar
Não tinha muita lubrificação, ela fez cara de dor
— Calma, Calma — Falou segurando o pênis do namorado e forçando devagar — Pinto grande da porra — Sabia que elogiar ele deixava mais duro
Devagar ela foi sentando, gemendo baixinho com a voz rouca até conseguir totalmente
Olhou pra ele e começou a rebolar pra frente e pra trás
— Não geme alto hein! — Danielle disse apoiando as mãos no abdomem dele
Estava gostoso, sentia-se feliz, a vontade, segura, pau duro do seu amor entrando e saindo de dentro dela, era um pouco doloroso, mas ela adorava ouvir os mini gemidos contidos dele, fechou os olhos sonhadora, sentiu o próprio pênis bater no abdomem de Felipe, ele acariciava as pernas dela, aumentou o ritmo sentindo ele atingir o clímax
— Vai vai — Felipe falava baixinho, ela fechou os punhos e flexionou os cotovelos, fazendo movimentos como se estivesse remando enquanto rebolava de forma feroz, a cama fazia pequenas estalos e os gemidos de sexo eram abafados
Ela abriu os olhos quando seitiu o pau de Felipe pulsar dentro dela, viu ele de boca aberta e colocou a mão na boca dele
Olhou para porta e viu Dona Célia encostada olhando, se assustou, mas ficou em silencio,
Célia a olhou nos olhos, em seguida saiu sem falar uma única palavra
Danielle se levantou preocupada
— Ela viu! — Falou nervosa
De volta ao consultório
O telefone de Danielle tocou ela pegou desajeitada
— Ah, desculpe, esse numero ta me ligando e eu nunca consigo atender
— Atende — Priscilla indicou
— Alô — Danielle falou
— Moisés? — A voz do lado era feminina, fraca, praticamente um sussurro — Danielle?
— Eu, Danielle — Ela falou apertando o celular na orelha — Pode falar mais alto? Quem é?
— Aqui é a Fátima — A voz parecia de alivio — Eu preciso falar com você
A ligação caiu em seguida
— Alô, alô? — Danielle tentou ligar para o numero, mas deu caixa postal


