Diário de Rafaela 2 — Capítulo 34 — Experimental

Diário de Rafaela 2 — Capítulo 34 — Experimental

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Rafaela ouviu um gemido, abriu os olhos devagar, viu no canto do quarto, no chão Guilherme abraçado com Amanda, ela gemia baixinho agarrada a ele, as mãos em volta do pescoço e as pernas quase cruzando em cima da bunda dele, Guilherme entrava e saía da namorada enquanto beijava o pescoço dela enquanto um raio de sol iluminava ao lado deles.

Observou por alguns minutos, estava coberta e tinha um travesseiro, alguém havia colocado sem ela ver, provavelmente Guilherme, Rafaela ainda vestia o seu vestido, mas agora estava arrumado, seios guardados e sexo sendo coberto.

Tocou o meio das pernas, ainda estava gosmento de muita coisa que havia acontecido, fechou os olhos e adormeceu, não soube por quanto tempo, mas foi acordada por Guilherme

— Rafa, ta acordada? — Ele falou no ouvido que ainda funcionava

— Hmmm — Rafaela resmungou — tooo, fala… — Estava exausta

— Preciso ir, você cuida da Manda? — Guilherme perguntou

Rafaela despertou

— O que ela tem? — Abriu os olhos e perdeu o sono

— Nada, o que já sabemos

Rafaela olhou para ele assustada e deixou a cabeça cair

— Que susto! — falou respirando fundo, pensei que tinha acontecido algo — Rafaela falou aliviada

— Aconteceu nada — Guilherme entrou embaixo da coberta e abraçou Rafaela por trás

Imediatamente ela se virou e agarrou ele

— Foi tão mágica essa noite, fiquei tão feliz, você gostou? — Rafaela perguntou beijando o pescoço dele

— Foi muito bom mesmo, olha isso — Pegou a mão de Rafaela e colocou no proprio pau

— Caraca, ta durão de novo! — Rafaela falou animada — Você gozou com a Manda?

— Gozei, faz uns vinte minutos — Guilherme falou — Acho que vou morrer

— Morre não, aguenta mais uma? — Rafaela perguntou procurando o olhar dele

Guilherme não respondeu

Ela não esperou, deslizou pelo corpo dele a língua lambeu do pescoço até a cabeça do pau passando pelos mamilos e pelo tanquinho perfeito.

Abocanhou o pau e ele pulsou

— Porra, ta duro igual uma pedra! — Rafaela falou aos sussurros

Guilherme não teve reação, ela se posicionou e fez ele deitar, sentou em cima dele com o pau entrando devagar, sentiu arder um pouco, estava mais seca que o normal, mas não ligou, o pau entrou quente e ela fechou os olhos, deu um gemido com um sorriso

— Cara isso é bom demais! — Apoiou as mãos no peito do namorado

— Tô exausto Rafa — Ele falou acariciando a cintura dela

— Então fica quietinho e deixa a mãe trabalhar vai! — Rafaela começou a rebolar devagar para frente e para trás enquanto se masturbava, não demorou muito Guilherme anunciou o gozo, deu um gemido dolorido, Rafaela sentiu algo escorrendo dentro da buceta e saiu de cima — Tá saindo coisa daí de dentro ainda, amor acho que você vai morrer!

Deitou-se ao lado dele e continuou a se masturbar, em poucos minutos ela gozou arqueando o corpo, sentou-se no chão e viu Guilherme e Amanda dormindo.

Colocou o vestido de novo e se levantou, foi fazer um café, correu até o banheiro enquanto o café ficava pronto e se lavou, preparou algo rápido e foi acordar o namorado

Guilherme acordou assustado, mas agradeceu Rafaela, tomou um banho e quando voltou para tomar café Amanda estava sentada com cara de sono comendo também

Ele beijou as garotas, usava uma roupa social, ainda precisava ver documentações e ainda viriam pessoas para falar com ele.

— Estou com muita cara de sono — Guilherme falou — Não sei nem o que dizer

— Ué, fala que você comemorou com suas namoradas que tudo deu certo — Rafaela respondeu simplória

— Namoradas Rafa? No plural? — Guilherme perguntou sorridente

— É né, não somos suas namoradas — Rafaela perguntou irritada

— São, claro que são, mas as pessoas não entenderiam isso

— Foda-se né, prefere deixar as pessoas felizes e a gente que se foda? — Rafaela foi carrancuda além da conta

— Oh bicho do mato — Amanda chamou a atenção dela — Pega leva, sem esse mau humor hein, a gente já conversou sobre isso madame

Rafaela olhou para Amanda e depois para Guilherme, abaixou a cabeça, ela tinha razão

— Desculpa gente, acho que to cansada só, foi mal — Rafaela falou

Guilherme se levantou e tirou o cinto que prendia sua calça, nenhuma das duas entendeu, ele foi até Rafaela e a fez levantar

— Coloca as mãos no balcão — Ele disse autoritário, ela obedeceu

Levantou o vestido dela, Rafaela não havia colocado a calcinha

— Guiiii — Ela falou envergonhada abaixando o vestido

Ele levantou o vestido de novo

— Mãos no balcã! — Falou sem importar

Ela obedeceu

Ele tirou o cinto e dobrou, Rafaela não viu, mas ele levantou-o no ar e ela ouviu o zuncou do cinto cortando o ar e em seguida a dor ardida de ser atingida na bunda

— AAAAiiiii — Gritou colocando a mão na bunda assustada — O que foi isso?

— Cada vez que vocês duas forem malcriadas vão apanhar

Amanda ficou olhando tamém assustada

Ele colocou o cinto de volta, ficaram em silêncio por alguns segundos, ele foi até Amanda e pediu um beijo, ela deu, foi até Rafaela e pediu um beijo ela se afastou

— Rafa! — Ele falou enérgico — E ameaçou puxar o cinto de novo.

Em uma situação comum ela daria um soco na cara dele, mas algo havia acontecido, algo que estava além da compreensão de Rafaela

— Desculpe! — Ela se inclinou e deu o beijo

Ela esfregou a bunda e sentou do lado de Amanda

— O que foi isso? — Amanda perguntou curiosa

— Ele me deu uma cintada — Rafaela falou confusa

— Por que? — Amanda perguntou sem entender

— Por que eu fui malcriada — Rafaela respondeu sem entender bem

— Você é boca dura pra caralho também né Rafa — Amanda falou mordendo o pedaço de pão com mantega

— Você acha? — Rafaela puxou o vestido — Doeu!

— Acho, tá certo você ser toda turrona, durona, mas você desrespeita, lembra por que terminou?

— Tá, lembro, eu maltratava ele demais — Rafa falou pensativa — Mas eu não quero fazer isso

— Pelo visto você não vai conseguir mais — Amanda sorriu — Vai tomar porrada

Rafaela comeu, estava confusa, havia ficado chateada por ter apanhado, mas de certa forma estava satisfeita por ter sido corrigida por algo que havia feito, queria agradecer, mas lutava contra isso, parecia errado.

Terminaram o café

— Eu vou lá pra casa, tenho umas coisas para ver, pra voltar pra facul no começo do ano

— Ah, minha mãe falou que quer ir pro Paraná nesse fim de ano, vamos comigo? — Amanda falou desanimada

— Paraná? É mó chatão lá Manda, suas primas são um cu! — Rafaela respondeu lavando a louça com a amiga

— São, por isso quero você comigo — Amanda falou em súplica

— O Gui vai? — Rafaela perguntou

— Não, ele vai aproveitar o recesso pra fazer um curso — Amanda respondeu

— Opa, namorado só pra mim — Rafaela falou

— Sem graça, não vale transar se eu não estiver aqui! — Amanda falou sorridente

— Ah, até parece, não assinei esse contrato não, vai se fuder! — Rafaela respondeu

Se despediram com um selinho ainda dentro da casa, não haviam falado sobre isso, mas tinham medo de serem hostilizadas na rua de novo

Rafaela entrou em casa e os pais conversavam na mesa do café

— Oi Pai! — Rafaela falou correndo e abraçando o pai, ele a puxou e a fez sentar no colo dele

— Você tava aonde? — Marcel perguntou ajeitando o vestido da filha que estava torto nos seios

— Tava na Manda — Rafaela falou

— Nossa, tá linda filha — Ele se referia ao cabelo curto dela

— Eu não tinha te visto assim o que houve? — Rose perguntou

— Ah, eu saí com um amigo, aí na volta fiquei com a Amanda, mas foi só amizade mesmo

— Amigo? Eu conheço? — O pai perguntou dando um pedaço de queijo na boca de Rafaela, ela comeu

— Conhece, é o Paulo da oficina, ele ficou me enchendo o saco pra sair com ele e eu fui, mas não quero sair mais

— Se não quer não saia — O pai aconselhou — Café?

— Quero — Rafaela respondeu — Mas ele é insistente

Rose se levantou

— Ele deixou isso aqui ontem a noite, foi isso Pedro da oficina

— Paulo! — Rafaela e Marcel falaram junto e riram

— Tanto faz, você não vai mais sair com ele mesmo — Rose respondeu sorridente

Era um papel dobrado, havia algo dentro, ela abriu, era o Brinco que ela havia perdido, havia um bilhete

“Aqui está a garantia, você não me deve nada, mas o problema é que você estava linda demais ontem a noite”

Rafaela mordeu o lábio, ela esperava que ele a chantageasse com o brinco para que lá tivesse motivos para afastá-lo, aquilo dificultaria.

— Ah, meu brinco, deixei cair no carro dele ontem — Rafaela tomou um gole do café do pai — Vou tomar um banho tá! — Beijou o pai na bochecha, se levantou e beijou a mãe na testa — Amo vocês!

— Gostei do cabelo, de verdade — O Pai falou apontando pra ela

— Obrigada pai! — falou sorridente

No quarto ela tomou um banho, relaxou um pouco, deitou nua na cama para ler algo, depois de algumas horas se levantou, passou creme no corpo e olhou a bunda, estava marcada com a marca da cintada que havia tomado, passou a mão e estava protuberante

— Bateu forte o filho da puta! — Falou em voz alta, mas para si mesma

Vestiu uma roupa e foi cuidar dos documentos e afazeres domésticos.

Voltou para casa à noite, passou na academia, um dia comum.

— Oi amor! — falou ao entrar no escritório de Guilherme — Pode falar?

— Claro, pode entrar — Ela se aproximou e deu um beijo nele e sentou-se na cadeira em frente à escrivaninha do lado oposto da mesa.

— Ficou muito legal mesmo com o cabelo curtinho — Guilherme apontou

Rafaela usava uma camiseta branca e uma calça jeans bem justa com tênis cor de rosa.

— Queria entender o que foi aquilo de manhã? — Ela perguntou e sentiu-se acuada

— A cintada? — Ele perguntou sentado do outro lado da mesa

— É, doeu à beça — Rafaela passou a mão na bunda — Tá doendo ainda

— E por que você tomou essa cintada? — Guilherme perguntou parecendo pensativo

— É isso que eu quero entender — Ela respondeu

— Não, Rafa, não foi de graça, por que você tomou ela? — Guilherme insistiu

Ela respirou fundo

— Por que eu fui malcriada — Rafaela respondeu

— Sim, você não vai mais ser assim né? — Ele perguntou tocando a mão dela

— Não — Ela pensou um pouco — Isso é retaliação por eu ter sido uma vaca com você no passado? — Ela parecia insegura, não era comum dela — Porque se for eu peço desculpas de novo

— Não, não é retaliação, é cuidado Rafa — Guilherme levantou, deu a volta na mesa, se ajoelhou na frente dela e pegou a mão de Rafaela, deu um beijo — Você entende que aquilo foi muito ruim tanto pra você quanto pra mim e pra Amanda?

— Entendo — Ela respondeu receosa

— Tudo o que aconteceu de ruim podia ter sido evitado se a gente estivesse junto, seus danos, a perda de tempo da Amanda, nossas lágrimas

Rafaela fez cara de choro

— Sem chorar Rafa, estamos conversando como adultos tá? — Guilherme apertou a mão dela

Ela fez que sim com a cabeça limpando as lágrimas

— Desculpa — Respondeu desanimada

— Tudo bem, só vamos nos manter alertas para nada de ruim acontecer, eu no momento estou mais centrado que você e que a Manda, ela tem os problemas dela, você está saindo de um turbilhão de coisas e a minha função é amar e proteger vocês — Guilherme respondeu amável dando outro beijo na mão dela — Entende isso?

— Entendo — Rafaela respondeu com os olhos brilhantes de ternura

— Então, eu vou sempre cuidar com amor das duas, e corrigir com força quando vocês precisarem tá bom? — Guilherme perguntou

— Tá bom amor, obrigada — Rafaela respondeu

Assim que ela respondeu ficou pensativa, havia agradecido pela cintada, havia ido lá para pedir que aquilo parasse e estava saindo agradecendo a ação que queria evitar.

— Faz assim, dá um pulo na Manda, ela não deu sinal de vida não sei se está bem, pode ir lá ver? — Guilherme pediu

— Posso sim! — Rafaela se prontificou e olhou o celular — Ela não respondeu ainda, deve estar dormindo

Se despediram como namorados e ele deu um abraço forte nela, Rafaela se sentiu bem, protegida e foi procurar Amanda, conversei brevemente com a mãe da namorada.

Ela havia estado no quarto o tempo todo, Rafaela bateu na porta e ela não respondeu, entrou mesmo assim

— Manda? — Rafaela chamou, ela dormia

Sentou-se na beira da cama, olhou o roteiro de remédios, papéis de exames e tudo mais, em cinco minutos teria que tomar o remédio de novo, resolveu não acordá-la, esperou vendo ela respirar.

Rafaela pensou, refletiu, Amanda parecia tão bem,quanto tempo ela ainda tinha, três dias? três anos? três décadas?

O Alarme tocou, Rafaela fez ele parar

Amanda se virou na cama e olhou pra Rafaela, abriu um dos olhos e esticou as  mãos pedindo colo.

Rafaela a abraçou forte

— Oi moranguinho, você tá bem? — Falou ao dar um beijo na bochecha da namorada?

— Cansada — Amanda respondeu, quando não estava bem resumia seus sintomas apenas à palavras, sem preposições ou verbos, era sempre “Sono”, “Fome”, “Dor”, era reduzida à uma condição quase infantil.

— Também né amor, transou igual uma puta ontem! — Rafaela falou baixinho soltando o abraço

Amanda sorriu contente

— Nossa, foi foda né? — Se esticou na cama — Que tesão da porra era aquele? — Amanda perguntou curiosa

— Eu dei um negocinho pra ele! — Rafaela falou sorridente

— Que negocinho? — Amanda perguntou curiosa

— É tipo um viagra! — Rafaela pensou — É o mesmo principio ativo

Amanda riu

— Porra, logo vi que tava demais, aquilo tudo não parecia tesão, ele deu três sem tirar! — Amanda falou sorridente sentando-se na beira da cama

— Pois é menina, você não viu, mas teve uma hora que ele quase desmaiou, achei que tivesse matado o homem

Amanda riu divertida

Rafaela pegou os remédios no criado mudo e deu pra ela

— São esses aqui, toma — Deu já com o copo de água

Amanda tomou e fez uma careta

— Aff esse comprimido é muito grande! — Reclamou

— Quando é “porra” você engole sorrindo né? comprimido não, sei! — Rafaela debochou

Amanda riu e deu um tapa na perna de Rafaela

— Fala baixo Oh! — Amanda reclamou

— Sua mãe não sabe que você transa? — Rafaela perguntou

— Deve saber né, não fico perguntando

Rafaela se levantou

— Deixa eu perguntar perae — Saiu em direção à porta

Amanda levantou e pegou ela pela mão

— Mano, você comeu cocô? — Amanda parecia assustada, mas desperta

Rafaela riu debochada

— Pronto levantou, vamos dar um rolê!

Rafael incentivou Amanda a tomar banho e colocar uma roupa bonita, foram então andar no Shopping

Tomaram um sorvete e jantaram, a respiração de Amanda não estava legal, não conseguia andar muito, estava vermelha.

Rafaela a fez ficar sentada em um banco, deu água para ela

— Bebe isso, já volto

Poucos minutos Rafaela voltou com um homem de jaleco branco com o nome de uma farmácia gravado no jaleco

— É ela moço, vamos ver a pressão

A pressão de Amanda estava alta, muito alta, por orientação do farmacêutico elas pegaram uma cadeira de rodas, Amanda não queria, mas Rafaela foi com ela até o hospital de Táxi, propositalmente ao hospital onde trabalhava antes, sabia que teria pessoas conhecidas.

Chegou na recepção e avisou que era uma emergência, Amanda foi conduzida para uma maca para ser atendida, Rafaela pegou o celular e procurou na agenda “Carlinhos”, olhou para ele, desistiu e procurou Natali, ligou pra ela, mas não atendeu, chamou por três vezes, uma mensagem de texto foi recebida em seguida

“A Dra está em um procedimento agora, ela te liga em seguida”

Provavelmente alguém estava com o celular dos médicos respondendo para eles já que Natali estava avançada nos estudos.

Voltou na agenda, ligou para Carlinhos, ele atendeu no segundo toque

— Rafaela? — Perguntou ao atender — O que foi?

Ele sabia que Rafaela não ligaria para apenas conversar

— Você está no hospital hoje?

— Não estou, o que você tem? Onde está? Está tudo bem? — Ele perguntou preocupado

— Estou aqui no centro, minha amiga Amanda está péssima, eu trouxe aqui no hospital, estou preocupada, me ajuda por favor — A última frase fez a voz de Rafaela sair embargada

— Quem é o Médico que está cuidando dela? — Carinhos perguntou

Rafaela falou, deu as informações e ele desligou, em cerca de cinco minutos apareceram três médicos, um deles já conhecido de Rafaela, Dr em oncologia clínica.

Amanda estava mole na cama, consciente, mas cansada demais

— Oi Rafaela né? O Dr Shoemaker falou com a gente — Uma dos médicos mostrou um prontuário — Estamos a par, pode deixar

— Eu sou a Dra Hiroshi — A oncologista se aproximou de Rafaela — Preciso saber o que aconteceu para entender o caso

Rafaela olhou para ela e para os dois médicos, havia mandado mensagem para Guilherme, para a mãe de Amanda e para sua própria mãe.

— Eu posso falar com a senhora em particular? — Rafaela pediu

— Claro que sim — Ela colocou a mão no ombro de Rafaela e foram ao consultório, ela serviu um café de maquininha pra ela.

— Café de cápsula? Nunca tinha visto isso — Rafaela falou — Não pessoalmente

— Ah, eu adoro, é um pouco caro, mas é delicioso, e o hospital paga né! — a Dra Sorriu

Rafaela sorriu e bebeu

— Dra Hiroshi — Rafaela começou, mas foi interrompida

— Você é colega de profissão e amiga do Carlinhos, me chama de Sandra

Rafaela sorriu

— Sandra, pedi para falar com você separado por que eu sei o que houve, ela está cansada, foi estafa

— Eu sei, mas o que ela fez exatamente, precisamos saber para recomendar que ela não faça mais quando ela ficar boa

— Esse é o ponto — Rafaela tentou explicar se se expor, pensou um pouco, ficou em silêncio

Sandra interrompeu o pensamento dela

— Estamos sob o sigilo médico paciente, qualquer coisa que você falar aqui será mantida em sigilo e vai ser usado para ajudar ela

— Eu sei — Rafaela falou e respirou fundo — Não tem jeito fácil, fico constrangida, mas foi sexo

— Sexo? — Sandra perguntou

Quando falou isso seu rosto corou, era oriental, os cabelos negros curtos com poucos fios pratas mostrava que ela devia ter proximo de quarenta anos ou pouco mais que isso, cruzou os braços

— É, Ela, eu e o namorado dela — Rafaela achou melhor simplificar — Passamos a noite fazendo sexo, e foi bem pesado para mim e para ele, então imagino que para ela foi carga dobrada

— Entendo — Sandra falou pensativa — Então Rafaela, ela precisa pegar leve nisso, vocês tem o costuma de fazer sexo sempre?

— Sim — Rafaela se corrigiu — Não sempre juntas — Coçou a cabeça — É complicado!

— Não precisa explicar exatamente, eu entendi por cima, o que você precisa fazer é falar com ela, não precisa exagerar, existem jeitos dela praticar sexo com um parceiro ou parceira que não exija tanto fisicamente dela, você tem ciencia da condição dela certo?

— Acho que tenho — Rafaela falou entristecida

— Todos os tratamentos foram suspensos certo? — Sandra falou olhando o prontuário

— Foram — Rafaela respirou e fez cara de choro

— Tem uma coisa, eu preciso falar com um familiar — Sandra disse

— Que coisa? — Rafaela perguntou curiosa

— Pode ser o namorado dela — A doutora disse pensativa

— Eu sou a namorada dela — Rafaela falou interessada

— Mas você disse que o namorado dela… — Sandra falou confusa

Rafaela sacudiu a cabeça

— Somos um trisal, um casal de três,namoramos um com o outro, eu disse que era complicado

Sandra olhou através de Rafaela, como se pensasse em algo distante

— E além disso eu sou a melhor amiga dela, quase irmã

Sandra sacudiu a cabeça devagar como quem tenta se livrar de algum pensamento grudento

— Entendo, há uma pesquisa, um tratamento experimental, sem garantias que eu estou conduzindo, faz parte do meu pós doutorado

— Ela aceita! — Rafaela falou sem pensar

— Preciso que ela aceite — Sandra reforçou

— Ela vai aceitar, eu garanto! — Rafaela falou decidida — Isso a senhora deixa comigo

Sandra sorriu

— Você gosta dela né? — Perguntou

Rafaela colocou a mão no rosto apertando os olhos com os dedos

— Eu não sei o que fazer — As lágrimas desceram

Dra Sandra a abraçou

— Diante do inevitável temos poucas opções, uma delas é aceitar, a outra é lutar contra a realidade, ambas são dolorosas

Rafaela olhou para a Dra pensando nas palavras

— Obrigada

Foi procurar Amanda, ela havia sido removida para o quarto, o diagnóstico foi “Cansaço”, Rafaela disse que estavam fazendo academia e correram demais, levou um sermão da mãe de Amanda que berrou com Rafaela e com Guilherme, ele chegou no meio da briga e entendeu rápido que aquilo era uma mentira, aceitou o sermão.

Amanda ficou três dias internada, Rafaela ficou todos os três dias com ela saindo só para comer.

Guilherme falava com ela o tempo todo e veio todas as noites as verem

Rafaela dormia sentada na cadeira com a cabeça na cama de Amanda, segurando a mão dela, sentiu uma cutucada na cabeça

— Oi Chocolate — A voz de Amanda estava normal

Rafaela levantou a cabeça

— Oi Morango — Rafaela falou com a voz rouca demonstrando cansaço

— Você tá péssima — Amanda falou vendo as olheiras de Rafaela — Quanto tempo eu to aqui?

— Hoje fazem oito meses — Rafaela falou sério

Amanda piscou forte

— Oito meses? — Perguntou Atônita e o aparelho conectado a ela apitou

— Não, brincadeira, três dias — Rafaela riu divertida — Tinha que ver sua cara!

— Vaca! — Amanda falou deixando a cabeça bater no travesseiro

— Ah vai, é um bom jeito de dar uma noticia, você ia ficar putaça se eu falasse 3 dias de cara

— Ia mesmo— falou pensativa ouvindo o aparelho diminuir o ritmo dos apitos até parar

— Já já tem banana — Rafaela falou

— Que banana? — Amanda perguntou pensativa

— Ué, se eu sou a Chocolate e você a Morango, quem é a Banana? — Rafaela falou sorridente

— O Gui! — Amanda riu e tossiu em seguida

— Calma ae amore! — Rafaela a tranquilizou

Ficaram conversando até Amanda adormecer de novo

Amanda viu o calhamaço de papel que Rafaela estava lendo, todo amassado e marcado

— O que é isso? — Amanda perguntou — Tá estudando?

Rafaela olhou para ela e mordeu a bochecha por dentro da boca, aquela torcida de lábio queria dizer que ela estava pensando

— Lá vem, o que é isso aí? — Amanda perguntou ao entender o sinal da amiga

— Tem um tratamento Manda, experimental, inscrevi você, aí você pode ficar boa — Rafaela falou radiante

— Ah Rafa, experimental? melhor não! — Amanda respondeu

— Melhor não? O que você tem a perder? — Rafaela retrucou

— Tempo, meu tempo com vocês é precioso! — Amanda respondeu tocando o rosto de amiga

Rafaela levantou rápido, explodindo em raiva

— Que merda, tá doente da cabeça, só pode! — Pegou a água de forma bruta e deu para Amanda — Tó bebe água, deu o copo pra Amanda

— Você não pode me obrigar — Amanda falou petulante

— Quer apostar? você vai nem que seja amarrada, pode parar com essa porra, eu não aceito que você se entregue enquanto eu estiver aquI! — A voz de Rafaela era alta e enérgica

— O que o Gui e a minha mãe acham? — Amanda perguntou

— Ainda não falei a fundo com eles, estou lendo aqui, parece bom Manda — Rafaela se sentou de novo se acalmando

— Podemos falar disso depois? — Amanda perguntou cansada

— Durante o tratamento, podemos tranquilamente

— Ai Rafa — Amanda falou revirando os olhos — Você quando empaca é foda

No dia seguinte pela manhã ela foi embora com Rafaela, a respiração visivelmente prejudicada, durante aquela semana Rafaela praticamente se mudou para o quarto de Amanda passando o dia inteiro com a amiga.

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Rafaela Khalil é Brasileira, maior de idade, Casada. Escritora de romances eróticos ferventes, é autora de mais de vinte obras e mais de cem mil leitores ao longo do tempo. São dez livros publicados na Amazon e grupos de apoio. Nesse blog você tem acesso a maioria do conteúdo exclusivo.