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Fim de semana na Chácara – Cristal – Capitulo 04 – O Banho – Blog da Rafaela Khalil

Fim de semana na Chácara – Cristal – Capitulo 04 – O Banho

Fim de semana na Chácara – Cristal – Capitulo 04 – O Banho

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Cristal, acendeu as luzes do banheiro, tirou suas roupas e foi para o chuveiro, a água era boa, quente, como não havia ninguém a pressão era forte, deixou a água quente bater nas suas costas.

Por alguns momentos esqueceu de tudo, virou-se de frente, o barulho da água era alto, a sensação era ótima, ouviu um barulho na porta, sorriu, virou-se e viu Tales na entrada do banheiro.

Andou até o cabide próximo da porta, encarando-o, já sentia o vento frio da porta aberta, pegou a toalha e se cobriu

— O que você quer? — Cristal perguntou nervosa olhando em volta

— Só vimos você vindo, queria ver o que estava fazendo — Tales disse com um sorrisinho o canto da boca

— O que você acha que eu vim fazer num chuveiro além de tomar banho? — Falou na defensiva — Isso aqui é um chuveiro feminino — Pensou um pouco — Vimos? Quem está com você?

— Eu — Daniel falou da porta — Não se preocupe, não veio ninguém com a gente.

— Ah ótimo, e eu devia ficar mais tranquila dos dois me encurralarem aqui? — Cristal disse — Isso não tem graça

Passou por eles de toalha em direção à porta, olhou fora

— Cadê as vagabundas? — Cristal perguntou procurando na porta

— Que? — Daniel perguntou

— Elas não sabem que estamos aqui — Tales respondeu

Cristal riu de escárnio

— Até parece — Ela disse — Duvido que não foi elas que mandaram vocês aqui pra me assustar

— Tá loca? — Tales disse

— Ah mano, falei que era uma péssima ideia, nada a ver, tô fora — Daniel falou saindo pela porta

— Espera aí — Cristal disse fazendo-o parar — Volta aqui

Daniel voltou

— Qual era o plano de vocês? — Ela perguntou mexendo no armário onde estavam suas roupas

Eles se entreolharam

— Não tinha plano, sei lá — Daniel disse —  A gente só seguiu você para conversar

— Pra me ver pelada? — Cristal perguntou

— Também — Tales disse — Mas pra algo mais

— Algo mais? — Cristal perguntou — Tipo?

— Você mostrou os peitos na piscina, queria pegar — Daniel disse

Cristal olhou para eles pensativa

— Se as duas aparecesse aqui eu vou dizer que vocês me forçaram e vou gritar — Cristal disse — Elas não vão entrar aqui pra tentar me ridicularizar não né?

— Não, claro que não — Tales disse preocupado

— Tá — Ela disse — Pinto pra fora então

Eles se olharam e olharam pra ela por uns segundos

— Vamos, não temos a noite toda, pinto pra fora os dois, deixa eu ver — Cristal disse soltando a toalha

Daniel abaixou a bermuda até os tornozelos, Tales abriu o zíper e tirou o pênis para fora ambos estavam meia bomba

Cristal se aproximou deles, sorriu, segurou os dois paus ao mesmo tempo, masturbou-os, se inclinou para Tales e pediu um beijo, ele correspondeu, beijo-o na boca, o pênis pulsou e cresceu, sentiu o de Daniel crescer também, virou-se para Daniel e fez o mesmo, o pau dele também cresceu.

— Pinto peludo — Falou para Daniel, depois se referiu a tales — Pinto mais aparado. Quero que os dois se lavem tá, bem cheiroso pra mim — Ela soltou os dois

Olhou em volta.

— Se elas estivessem aqui já teriam entrado — Cristal riu andando para o chuveiro com um rebolado encantador — Se não quiserem molhar as roupas é melhor tirarem.

Cristal foi ao chuveiro e religou, a água forte caiu em seu corpo espantando o frio da brisa que entrava na porta.

Em segundos sentiu um corpo atrás dela, a abraçando, o pau forçando a bunda, as mãos agarraram sua barriga e subiram apertando seus seios enquanto beijava seu pescoço

Cristal riu e se arrepiou

— Que gostoso — Acariciou o cabelo dele com uma mão e agarrando pênis com outra — Você tem um pinto muito grande hein, é de família? — Ela falou quando percebeu que era Tales

— É sim, a gente é tudo pintudo — Tales disse entorpecido pela pegada

Olhou para o lado e viu Daniel, esticou a mão para ele, pegou na ponta dos dedos dele e o puxou para frente dela, o abraçou e apertou a bunda

— Bumbum durinho hein — Ela disse e o beijou na boca o rapaz correspondeu.

Cristal segurou o pau de Tales atrás dela e o de Daniel, masturbando os dois

— Você é foda demais hein novinha — Tales disse beijando a boca dela

Cristal riu

— A gente nem começou ainda ué, aposto que você não vai esquecer, mas tem uma coisa, que eu quero que vocês prometam pra mim — Ela não parou a masturbação

Ambos ficaram esperando ela falar, Daniel chupando os seios ela

— Quero que me defendam das meninas, não deixem elas fazerem bullying comigo, me faz mal

— A gente resolve isso, pode deixar — Daniel disse

— A gente não deixa mais elas perto de você — Tales garantiu

— Vocês são homens, a promessa de um homem para uma mulher é divida tá — Cristal disse — Não me decepcionem, quem não me decepciona só ganha comigo

Cristal girou o corpo tirando Tales de trás dela e Daniel de seus seios, jogou os cabelos molhados para trás e se ajoelhou no estrado molhado, segurou os dois pênis e puxou-os para si.

Masturbou ao mesmo tempo, olhou para os dois e sorriu

— Prontos? — Perguntou sorridente

Eles estavam apreensivos, fizeram que sim com a cabeça

Ela olhou para o pau de Tales, viu três pintinhas no corpo

— Que bonitinho, tem pintinhas — Puxou a cabeça do pau de Tales para fora e viu outra pinta na ponta — Tem mais uma na cabecinha — Deu um beijo — Cabeçona né! — Falou animada, lambeu e abocanhou.

Tales gemeu fechando os olhos acariciando a cabeça de Cristal

Ela chupou algumas vezes, sentiu o gosto da lubrificação que saiu do pau dele, quase não cabia a boca dela, lembrou do pau do pai dele José Carlos e se perguntou se o do pai era ainda maior, pois havia pegado rápido, estava meia bomba, deveria ser muito maior.

Deu um beijo enquanto ainda o masturbava

— Bom? — Perguntou séria olhando Tales nos olhos

— Maravilhoso — Tales disse ofegante

Ela sorriu e virou a cabeça, não havia parado de masturbar Daniel

— Sua vez gatinho — Falou animada, puxou o pau dele para fora, viu um cortezinho antigo cicatrizado — O que é isso? — Perguntou curiosa

— Machuquei quando era criança — Daniel disse já eufórico

— Dói? Preciso tomar cuidado? — Cristal perguntou atenciosa

— Não, não machuca, não se preocupa — Daniel disse

Sem avisar Cristal puxou a cabeça vermelha para fora e abocanhou, sentiu um pequeno esguicho dentro da boca e tirou da boca

— Já? — Falou sorridente

— Não — Ele disse ofegante

Ela continuou a chupar, sentiu o gosto na boca, estava duro como pedra, não era uma ejaculação, era como uma lubrificação, mas saiu em jato

— Tá com bastante tesão né amor? — Cristal disse de forma carinhosa ao se levantar — Foi gostoso?

Daniel riu

— Puta que pariu — Falou aos risos

Ela e Tales riram também

— Caralho, você é gostosa demais — Daniel falou — Inacreditavel

— Melhor que as gordinhas então? — Cristal disse animada

— Muito melhor — Tales disse animado

— Tenho certeza que eu trepo melhor que elas também! — Cristal disse animada

Ambos ficaram quietos

Ela olhou para um e para outro, percebeu o clima estranho

— O que houve? — Cristal perguntou — Falei algo errado?

— A gente não transa com elas — Daniel disse — Somos da igreja, não podemos antes o casamento

— Eita, elas não dão pra vocês? E como fazem? Transam com outras meninas? — Cristal perguntou curiosa

Eles se olharam de novo

— Não, a gente não transa — Daniel disse envergonhado

Ela se assuntou

— Calma ae, vocês dois são virgens? — Ela perguntou sem acreditar

Ambos fizeram que sim com a cabeça

Cristal explodiu numa risada

— Hahahaha — Cristal se dobrou de rir — Ah, desculpa — Ela disse se recompondo, mas ainda se sentindo engraçada — Vou tirar o cabaço dos dois então, antes delas — Cristal disse — Aquelas nojentas

Ambos ficaram em silencio

— Vocês não estão me zuando né? Vocês são virgem mesmo?

— Somos – Tales respondeu

— Elas também — Crista perguntou

— Sim — Daniel disse — As duas são

— Mas vocês bricam, fazerm algo ou nem nada? — Cristal perguntou curiosa

— Boquete a Juliana já fez — Daniel falou

— Oh, sério? Minha irmã te chupou? — Tales disse nervoso

— Ah, fala sério eu vi você chupando a Carol, ela te chupou também

Tales ficou envergonhado

— É — Falou retraído

Cristal revirou os olhos

— Tomar no cu né — Falou e ela saiu andando

— Onde você vai? — Tales perguntou

— Minuto, já volto — Cristal falou, foi até a parte dos armários, pegou sua bolsinha, camisinhas e um tubinho de gel.

Voltou para o chuveiro os dois estavam quietos aguardando-a

— Vem aqui os dois — Cristal se sentou no banco já borda dos chuveiros.

Eles se aproximaram, ela puxou os dois paus e chupou um ao lado do outro, os garotos ficaram em silêncio, ela os chupou devagar, com carinho e habilidade por vários minutos, os paus pulsando

— Quem vai primeiro? — Cristal perguntou enquanto chupava o saco de Tales — Vocês vão ter que dar uma depilada hein, senão não vai ter próxima

Os dois não responderam estavam entorpecidos, Cristal revirou os olhos

— Vem você primeiro — Cutucou Daniel, apontou para o banco — Deita aqui ó.

Daniel obedeceu, se deitou, o pau apontando pra cima, ela se abaixou e chupou mais um pouco.

— Tá no ponto hein — Cristal disse animada, passou a perna por cima dele e sentou na barrida de Daniel — Posso continuar? Vou tirar seu cabaço

— Pode — Daniel disse trêmulo

Cristal agarrou o pênis dele e passou nos próprios lábios vaginais, Daniel fechou os olhos a respiração vacilou, ela pincelou por alguns segundos

— Me escuta tá, faz o que eu falar senão me machuca — Cristal disse e sem esperar resposta fez o pau entrar devagar em si

— Aaarrrr — Daniel emitiu um barulho, um chiado, o rosto contorcendo, as pernas flexionando

Cristal espalmou as mãos no peito dele

— Calma amor — Ela disse sorridente — Tá gostoso né? — Ela falou ao sentir o pau pulsar dentro dela

— Tá — Ele disse se contorcendo

— Espera um pouquinho, to quietinha! — Cristal disse e olhou para Tales, ele olhava se masturbando — Vai preparando aí que aqui vai ser rapidinho

Tanto Tales quanto Daniel riram de nervoso

— Pronto? — Cristal perguntou para Daniel — Tá mais calmo?

— To — Ele respondeu sorridente, respirando devagar

Ela empinou o bumbum, ergueu o corpo tirando o pau de Daniel e fazendo entrar de novo, ele gemeu e agarrou a cintura dela, ela repetiu, uma, duas, três vezes ele gemeu alto, quase um pequeno grito

Cristal colocou a mão na boca dele

— Sshiiiiuuuu — Ela disse rindo — Não faz barulho

Ela sentiu o pau pulsar, esguichos de porra quente e forte dentro dela, ela fechou os olhos, jogou a cabeça para trás, era gostoso, quente, a sensação de porra quente dentro a fascinava, seu corpo se arrepiou, ela rebolou devagar até extrair tudo o que ele tinha, se masturbou um pouco e esperou ele abrir os olhos

— Tudo bem? — Ela perguntou sorridente

— Tudo — Ele respondeu ofegante

— Foi gostoso? — Ela perguntou curiosa

— Foi muito — Ele respondeu ainda ofegante

— Eu vi, você me leitou todinha por dentro, quente pra caramba, forte pra caramba — Cristal disse animada — Amei

Ele sorriu, ela ergueu o corpo de cima dele a porá esguichou para fora pingando no pau de Daniel.

— Caraca, gozou muito hein, não ta batendo punhetinha é? — Cristal disse sorridente, pegou Tales pela mão e puxou para o chuveiro

Agarrou-o aos beijos e abraços, mordiscou, acariciou o pau e se abaixou para chupar, subiu e foi até o ouvido dele

— Deixei você por último por que seu pau é grosso e vai me arrombar, ele não ia sentir nada — Ela disse arrancando risos dele — To doida pra levar essa tora hein, quer me comer?

— É o que eu mais quero — Ele disse beijando o pescoço dela enquanto ela se lavava

— Quer perder seu cabeço com a novinha? — Cristal perguntou

— Quero, vem, vamos fuder — Tales apertou a bunda dela

Ela puxou ele para o banco onde transou com Daniel, ela se deitou, abriu as pernas e tocou a própria buceta

— Vai, mostra pra mim o que você sabe, eu quero gozar também, só vocês não tem graça — Ela começou a se masturbar

Tales deitou no banco com a cabeça no meio das pernas dela, lambeu o clitoris dela, não era habilidoso

— Aqui — Ela apontou, chupa aqui, como se fosse uma laranja melada

Ele tentou, não conseguiu

Ela se sentou

— Vem aqui — Chamou ele para um beijo, enfiou a língua na boca dele, chupando a língua, beijando ele de uma forma tão gostosa que Tales sentiu seu corpo arrepiar. — Lambe minha xoxota com a base da sua língua igual eu te beijo, assim — Fez de novo e se deitou

Tales obedeceu e dessa vez foi bom, enquanto ela se masturbava ele a chupava, Cristal olhou no relógio, lembrou que não tinha muito tempo

Empurrou Tales e sentou-se

— Deita aqui amor, não temos muito tempo — Fez ele deitar-se na mesma posição de Daniel — Vou sentar tá?

— Tá —Tales respondeu nervoso

— Pronto pra perder seu cabacinho? — Cristal perguntou sorridente fazendo ele rir de nervoso

— Pronto — Tales disse

Ela pegou o pau dele e olhou para Daniel

— Fica na porta lá vendo se não vem ninguém, avisa a gente tá? — Cristal disse

— Tá — Ele saiu andando

Ela masturbou Tales e sentou devagar, o pau foi entrando, Tales gemeu alto, ela riu e sentiu o pau enlarguecer seu canal vaginal, a sensação era excelente, se arrepiou, gemeu e sorriu

— Cara, pau grosso é tudo de bom — Falou animada — Pedi pro Daniel ir pra lá pra ele não ouvir como seu pau é mais gostoso que o dele — Ela falou animada se masturbando e rebolando devagar — Não goza hein

Ele fechou os olhos por um momento, depois abriu acariciou a cintura dela, os seios, se olharam nos olhos, ela mandou um beijo enquanto se masturbava rápido

Cristal percebeu que estava atingindo o orgasmo e acelerou o processo de masturbação e intensificou a sentada, durou cerca de 3 minutos direto, isso surpreendeu Cristal.

Tales gemeu alto e gozou dentro dela, o volume era menor, mas a pressão era forte, o pau pulsou e ela sentiu a bacia estalar e sentiu um calor vindo da buceta que passou por seu cuzinho cor de rosa e subiu pelas costas era um orgasmo, ela gemeu alto, agarrou o próprio cabelo enquanto gemia e rebolava no pau grosso de Tales, ele gemia e se contorcia, mas ela não ligou.

Quando parou olhou para ele, ambos ofegantes

— Foi bom? — Ele perguntou

Ela sorriu e soltou o ar

— Seu pau é foda — Ela falou se levantando

Ouviram algo na porta

— Não não, espera, ainda não — A voz de Daniel parecia brigar com alguém

Viu duas mulheres entrarem no chuveiro, era Nívea e a mãe de Cristal

— Mãe — Cristal disse nervosa se erguendo, a porra quente de Tales jorrando para fora da sua buceta, o pau grosso e duro, sem pensar muito Cristal agarrou o pau de Tales e tirou o excesso de porra.

Correu para o chuveiro para se lavar

— Que porra ta acontecendo aqui Cristal? — A mãe perguntou nervosa

Nívea estava com a mão na boca, parecendo assustada

— Nada mãe, a gente só tava brincando — Cristal se defendeu

— Tales, o que você ta fazendo? — Nivea perguntou horrorizada — Você não namora Tales?

— Mãe — Ele levantou assustado — Eu, a gente, é que… — Ele gaguejou

Cristal correu para a parte dos armários, se enxugando com a toalha e vestindo uma camiseta e uma bermuda folgada que havia trazido, mas sentiu algo que queimou sua orelha

— Ai ai ai — Reclamou e percebeu sua mão puxando sua orelha com força — Ai mãe, ai mãe! — Falou segurando as duas mãos da mãe

— Vagabunda, tava transando é? — Cecília, a mãe de Cristal falou nervosa

— Deixa eu explicar mãe — Cristal disse

Cecilia a empurrou no armário e a pressionou

— Explica — Falou nervosa

— Eu tava aqui, tomando banho, tinha combinado com a tia Nívea, pra gente ficar tranquila, queria falar com ela, aí os meninos apareceram — Cristal disse

Nivea trouxe tales pelo braço

— Você pode ficar aí! — Nívea apontou para Daniel que congelou na porta — Vocês agarraram ela, forçaram ela é isso? — Nívea disse nervosa apertando o braço de Tales

Os menios se olharam perdidos

— Não — Cristal disse — Não me forçaram a nada, eu dei par aos dois por que eu quis

Cecilia deu um tapa na cabeça de Cristal

— Vagabunda! — Falou irritada — Eu não criei filha minha pra ser puta não

— Eu não cobrei, eu não sou puta — Cristal se defendeu cobrindo a cabeça

— Pior ainda, é uma vagabunda só! — Cecilia falou segurando Cristal pelo cabelo e dando um tranco

— Aaaii  mãããeeee — Reclamou perdendo o equilíbrio — Você vai dormir no meu quarto hoje — Falou irritada — Vocês usaram proteção né? Pelo amor de Deus?

— Não, eles eram virgens, eu tirei a virgindade dos dois, não precisa de proteção — Cristal disse

Cecília socou a cabeça dela com a outra mão equanto segurava o cabelo, Cristal se encolheu como pôde se defendendo

— Vai engravidar sua cachorra? Eu não vou criar filho seu não, sua infeliz! — Puxou Cristal pelos cabelos e tirou-a do dormitório.

No meio do caminho ela soltou

— Olha, eu não vou te humilhar, mas você não sai de perto de mim, eu vou falar com seu pai não sei o que faço com você, você tem merda na cabeça?

— Não — Cristal respondeu chorosa

— Não o que? — Cecilia perguntou nervosa

— Não tenho merda na cabeça caralho, ta surda? — Cristal disse irritada

Cecilia segurou o cabelo de Cristal de novo e sacudiu a cabeça dela

— Olha como fala comigo sua praga — Cecilia falou nervosa

Cristal chorou, quando Cecilia soltou Cristal viu Juliana, Maria Carolina, Fernanda e Rubi as olhando

Juliana tinha um sorriso no rosto, as outras meninas pareciam assustadas, Cristal virou o rosto para não ser vista chorando e andou até o dormitório da mãe. Cecilia e empurrou para a cama

— Fica aí — Falou empurrando Cristal de qualquer jeito.

Ela se deitou na cama e puxou um cobertor, sentia frio pois os cabelos ainda estavam molhados, ficou um pouco sentada, decidiu não se entristecer, transar era uma das coisas que ela mais amava e mais fazia e sua mãe não entenderia isso.

Mexeu nas coisas da mãe, pegou uma toalha e o secador de cabelos, foi ao lavabo e se trancou ligando a aparelho, quando estava quase secando os cabelos ouviu batidas na porta, quando abriu sua mãe e seu pai estavam parados

— Eu não falei pra você esperar no quarto sua cachorra? — Cecilia disse nervosa

— Calma Cecilia, eu falo com ela

— Dá uma surra nessa vagabunda, por favor, pra ela ficar toda torta — Cecilia falou saindo de perto

O pai de Cristal entrou no banheiro, fechou a porta, abaixou a tampa do vase e se sentou, pensativo.

Cristal ficou olhando para ele, tentando imaginar o que vinha pela frente.

— O que aconteceu? — Ele perguntou sem a encará-la

— A mãe te falou — Cristal disse nervosa e envergonhada

— Quero ouvir você — Ele disse entristecido e olhou pra ela

— Eu tava tomando banho, ai os meninos vieram me espiar, a gente conversou, ficou e foi evoluindo — Cristal disse tentando esconder os detalhes

— Não é a primeira vez que você transa né? — O pai perguntou preocupado

Ela desviou o olhar

— Pode falar comigo Filha — Ele reforçou

Ela fez que não com a cabeça

— Você transa com o Rodrigo?

Ela fez que sim com a cabeça

— Foi com ele a primeira?

Ela fez que não com a cabeça

Você transa só com ele ou com outros homens ao mesmo tempo?

Cristal olhou para ele, fez cara de choro, sentia vergonha do pai saber disso, colocou as mãos no rosto envergonhada e fez que sim com a cabeça.

Ele a puxou pelo braço e a fez sentar no colo dele, a abraçou, acariciou os cabelos dela por alguns minutos até ela se acalmar em silêncio.

— Eu — Ele ia falar algo — Sua mãe — Interrompeu novamente

Cristal estava com a cabeça apoiada no ombro dele, com os pés sem tocar o chão.

— Isso é um problema — Ele disse pensativo — O Rodrigo sabe disso?

— Sabe — Cristal disse sem pensar e se arrependendo em seguida

— Filha, você precisa se proteger, de doença de gravidez — Ele disse sério

— Eu me protejo pai — Cristal disse — Eu juro, nunca peguei nada, nunca engravidei

— Mas sua mãe disse que vocês não usaram proteção

— Não usei por que eles eram cabaço e eu tirei o cabaço deles

O pai ficou em silêncio por alguns segundos

— E você pode engravidar deles filha, imagina como seria ruim parar tudo para criar um filho antes dos estudos

— Eu tomo anticoncepcional pai, não tem problema — Cristal disse num tom de voz baixo — A mamãe não sabe, ninguém sabe.

Ele abraçou a filha, beijou a cabeça dela, ela não viu, mas ele chorou, ficaram juntos ali por vários minutos

— Você tá decepcionado comigo né? — Cristal perguntou chateada

— Um pouco, mas não é tanto sua culpa, tem coisa que a gente não consegue lutar contra, estou mais decepcionado comigo por esse tipo de coisa acontecer sem eu conseguir intervir

Ela ficou quieta

— Cristal — O pai falou num tom mais baixo — Você falou o que para o José Carlos aquela hora? A atitude dele mudou completamente

Cristal enfiou a cara no ombro do pai, envergonhada

— Você, você — Ele ia perguntar

— Eu ajudei, eu falei pra ele que ia dar um incentivo pra ele te ouvir, por que sua ideia é boa e é mesmo — Cristal disse — Não é justo ele não te ouvir.

— Filha, você não pode intervir assim, eu não quero que você se venda, isso é errado

— Eu não me vendi pai, eu disse que poderia — Ela se conteve — Que faria algo se ele te ouvisse, só isso

— Ele mudou de ideia muito rápido, o que você disse pra ele?

— Eu disse que daria um incentivo — Cristal disse e respirou fundo, fechou os olhos

— Só isso? — Ele perguntou

Ela fez que não com a cabeça

— O que mais? — Ele perguntou nervoso

— Eu peguei o pinto dele dentro da calça e bati uma rápida, ele ficou duro e aí você chegou, eu soltei, só isso eu juro — Cristal disse chorando

— Não faça isso de novo, jamais, por favor

— Tá bom, desculpa — Cristal disse

— Promete pra mim que nunca mais vai fazer esse tipo de coisa sem antes falar comigo?

— Eu juro pai, desculpa eu só queria que ele te ouvisse você é inteligente, sua ideia é legal e ele não queria ouvir, mas agora ele quer — Cristal disse nervosa

— Tá bom querida, estamos alinhados né?

— Estamos

Ele a segurou por mais alguns minutos, sugeriu que eles se levantassem, deixou ela voltar para o próprio quarto e disse que ela seria punida e que ela não deveria mais se envolver com ninguém porque ficariam de olho nela.

Cristal foi para o quarto entristecida, a maioria das meninas dormiam, mas Juliana e Maria Carolina estavam esperando-as na cama

— E aí? — Juliana chegou de braços cruzados

Cristal olhou para ela, quase um palmo maior, as duas juntas poderiam facilmente machucar muito Cristal, o que ela sabia? Não tinha certeza se as duas sabiam que Cristal havia desvirginado os namorados delas

— Fala — Cristal perguntou fechando os punhos se preparando para o embate físico imediato, sabia que não tinha força, mas não ia cair sem lutar

— Sua mamãe te bateu por que bebe? Ficou acordada até mais tarde? — Juliana falou em deboche

— Vai ver ela tava comendo escondido para ver se ganha um peito nessa vara pau — Era a primeira vez que Maria Carolina havia falado algo ofensivo direto para Cristal — Parece até um menino

Cristal abriu um sorriso devagar, elas não sabiam

O sorriso virou uma risadinha breve e uma risada mais alta

— A Ignorância é uma benção — Cristal disse saindo em direção à sua própria cama

Juliana entrou na frente dela

— Quem é ignorante aqui? — Falou irritada — Hein gavetinha

— Ah gordinha, sai fora, deixa eu dormir vai, tô cansada

— Gordinha o caralho sua puta, pensa que eu não vi você xavecando o Cristian, você ta maluca é? — Juliana disse empurrando Cristal

— Essa é sua preocupação? De eu pegar seu irmão? — Cristal perguntou nervosa, mas mantendo o tom de deboche

— Você não vai encostar nele — Juliana disse erguendo o punho

— Tá bom, se te importa tanto eu não encosto nele — Cristal fez uma pausa — De novo — Abriu um sorriso

Juliana pegou Cristal pelo colarinho

— Você encostou no meu irmão? — Juliana perguntou com cara de novo

— Eu não vou falar nada, pergunta pra ele — Cristal disse — E me solta

Alguém entrou no quarto, era uma mulher mais velha, Juliana soltou Cristal

— Olha aí, engordurou toda minha roupa, cacete — Cristal falou e foi para seu beliche.

Juliana e Maria Carolina voltaram para seu lado do quarto.

Cristal colocou seu fone de ouvido, seu Walkman estava sintonizado em uma radio local que ela havia achado

“Carry on my wayward son,

there’ll be peace when you are done”

Cristal não sabia inglês com perfeição, mas conhecia aquela música da banda Kansas, sabia que falava sobre jornada, sobre ser a filha desgarrada e sobre continuar seguindo em frente para ter paz.

Abraçou os joelhos e chorou sentindo-se uma pessoa insignificante, como sua mãe havia dito, uma vagabunda qualquer, desejou abraçar Rodrigo.

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Rafaela Khalil é Brasileira, maior de idade, Casada. Escritora de romances eróticos ferventes, é autora de mais de vinte obras e mais de cem mil leitores ao longo do tempo. São dez livros publicados na Amazon e grupos de apoio. Nesse blog você tem acesso a maioria do conteúdo exclusivo.