Danielle Transexual 2 — Capítulo 15 — O que a gente vai fazer?
— Como você está? — Priscilla perguntou pra Danielle — Agora voltamos às nossas sessões semanais
— Eu estou bem, algumas coisas aconteceram, outras estão acontecendo — Danielle disse pensativa
Priscilla era sua psicológica Fausto e Miriam estavam obrigando ela a ir periodicamente, depois de mais de um mês indo todos os dias ela voltou a ir apenas uma vez por semana.
— O que está na sua mente? — Priscilla perguntou
— Uma vergonha que passei nesse fim de semana — Danielle disse pensativa
— Pode ser mais especifica? — Priscilla disse
— É sexual — Danielle falou pensativa
Priscilla riu
— Olha, eu não me incomodo — Falou sensata
— Posso te perguntar uma coisa? profissional, claro — Danielle perguntou curiosa
— Sim, pode perguntar — Priscilla respondeu, mas prendeu a respiração
— Quando eu te falo das minhas aventuras, você se excita?
— A gente já falou sobre isso no passado — Priscilla disse
— Desculpe, minha memoria anda meio bagunçada — Danielle disse olhando pra janela
— Sim, me excita, principalmente quando suas historias não terminam em agressão
— Ah, entendi, vou tentar não falar isso então — Danielle se corrigiu
— Não, pelo contrario, você tem que me falar tudo, meu desconforto não importa, eu tenho técnicas profissionais para lidar com isso, estamos aqui pra tratar de você não de mim, isso não me afeta.
— Entendi — Danielle disse
— Continue, o que você esta pensando de sexual
— Meus sogros e os seguranças da casa do meu noivo nos pegaram dando uns amaços — Danielle disse
— Mas isso é comum, não é
— O filho deles estava nu, na varanda da casa deles chupando meu pênis — Danielle disse
Priscilla coçou o pescoço
— Bem, nesse caso não é tão comum assim
Danielle sorriu
— Sim, eu sei.
— Mas o que isso te remete, por que pensa nisso? — Priscilla perguntou
— Foi a primeira vez dele, a primeira vez que ele chupou um pinto — Falou pensativa
— E? — Priscila perguntou analítica
— E foi tão delicioso, acho que ninguém que me ama me chupou assim, o Ercilio deu umas mamadas, mas não é igual, dessa vez foi algo meio transcendental sabe, eu fiquei atônita, fora de mim, fiquei em êxtase total, tanto que eu to com um tesão crescente e eu quero fazer amor com ele
— E vocês não fazem amor? — Priscilla perguntou sem entender
— Sim, sim, eu quis dizer que eu quero fazer amor nele, penetrar ele, ejacular quentinho dentro dele — Danielle arqueou as sobrancelhas — Desculpe, eu quis dizer que eu quero ser ativa
— Não se desculpe, pode usar qualquer termo, prefiro que você seja crua comigo — Priscilla disse — E o que ele acha disso, de ser penetrado por você?
— Não falei pra ele ainda, mas ele é machão, não acho que vá aceitar, sei lá, mas estive pensando sobre primeiras vezes, a gente tem muitas primeiras vezes de varias coisas na vida né — Danielle disse — Você lembra das suas primeiras vezes
— Você se refere ao que exatamente? — Priscilla perguntou curiosa
— Tudo, a primeira vez que transou, a primeira vez que beijou, que chupou um pinto, que amou, que dirigiu um carro, que tirou um dez, estava pensando isso — Danielle divagou
— Sim, eu lembro de diversas primeiras vezes
— Perguntei pra ele se ele já tinha pegado num pinto e ele disse que não, perguntei mais tarde se ele e os amigos não faziam brincadeiras, troca troca e ele disse que não, eu achei que era comum
— Troca troca você diz são as brincadeiras sexuais entre os meninos? — Priscilla perguntou
— Sim, onde eu moro era comum, mas acho que era por que era periferia, ele era rico e não tinha isso pelo jeito, ele me falou que transou algumas vezes no colégio, mas com meninas de verdade, nada de interação com meninos.
— Você fez isso muito?
O olhar de Danielle se perdeu
*** Muitos anos atrás ***
— E ae Momo, vai com a gente pra casa do Betinho? — Felipe um garoto que morava na rua da Danielle, que nessa época ainda era Moisés, mais conhecido como Momo, chamou na porta da escola — A gente faz o trabalho em grupo lá
— Ah — Momo segurava os livros abraçado como uma garota, já usava hormônios femininos e não queria que os outros meninos soubessem, naquele dia seus mamilos estavam particularmente sensíveis e entumecidos. — Pode ser sim, só preciso dar uma passada em casa, avisar minha mãe, ele mora onde?
— Na nossa rua, só que lá pra frente perto do Extra — Felipe disse
— Ah, ta bom, eu vou em casa e depois te encontro na sua pra gente ir, pode ser? — Momo perguntou contente por estar sendo incluído nos grupos de trabalho, no ano anterior aquilo havia sido desastroso, pois seus trejeitos gays eram evidentes.
Mais tarde chegaram à casa do Betinho, Momo e Felipe chamaram e já entraram o trabalho era apenas os três.
A mãe de Betinho fez alguns sanduiches para os meninos que ficaram a tarde toda fazendo o trabalho. Ficaram na mesa de jantar da sala montando as cartolinas e os desenhos para o trabalho da apresentação que fariam.
Quando estavam prestes a terminar a mãe de Betinho surgiu na sala:
— Meninos, eu vou ao mercado, não devo demorar, comportem-se. — Ela disse mandando um beijo e saindo em seguida.
Terminaram as coisas que iam fazer, arrumaram os materiais e o trabalho.
— Vocês querem ver um filme? — Betinho perguntou parecendo meio nervoso
— Que filme? — Felipe perguntou interessado olhando para Momo
— É um que meu irmão tem, eu tava vendo é bem legal! — Ele disse como se fosse um traficante de drogas assustado.
— E qual é o nome? — Momo perguntou inocente
— Não importa o nome, tem um monte de gente pelada, querem ver ou não? — Betinho disse e se virou para Felipe — É melhor que aquele outro
— Ah, vamos ver então! — Felipe disse animado
— Você vai querer ver? — Betinho disse — Eu deixo, mas não pode falar pra ninguém.
Por curiosidade Momo aceitou ver, sentia calafrios, mas tinha interesse, seu coração feminino pulsava de curiosidade.
Foram para a sala, era estratégico, Betinho se posicionou do lado da porta, com o controle remoto na mão, se alguém encostasse no portão ele conseguiria mudar o canal sem quem ninguém percebesse.
Eles se sentaram no sofá, Momo no canto, Felipe no meio e Betinho no outro lado.
O filme começou, uma mulher muito bonita estava na estrada pedindo carona, usava uma saia muito curta e roupas transparentes com seios bem grandes e bicos proeminentes e marcados no tecido
— Que linda — Momo disse admirando e invejando as curvas da garota
— Gostosa pra caralho — Betinho disse animado
Felipe parecia mais contido.
Um homem chegou, conversou com a mulher, ela disse que seu carro estava quebrado e a conversa correu por alguns segundos e eles se beijaram
Momo arregalou os olhos quando viu ela passar a mão sob a calça jeans do homem, colocou as duas mãos na boca e se encolheu no sofá
Os meninos olharam e não deram bola.
Momo ficou olhando apreensivo, sabia o que era sexo, havia feito algumas vezes, mas não do jeito que os meninos tinham que fazer, normalmente ele assumia o papel de uma mulher.
O homem tirou a camisa, moreno, peito peludo, forte, Momo sentiu seu corpo arrepiar, sentiu um calor, a moça abaixou e tirou o pênis enorme para fora e começou a chupar, Momo abriu a boca, com a língua levemente para fora imagiando que seria ela.
Quando percebeu que os garotos poderiam estar olhando e rindo dela ela olhou para o lado, ambos estacam com seus pênis para fora se masturbando.
Ela olhou atônita, seu corpo tremeu de vergonha e medo.
— Vai Momo, bate uma também é da hora, ninguém ta vendo só a gente — Betinho disse
Momo ficou parada olhando os dois
— Vai ficar olhando pra gente é? — Betinho disse desafiador
— Deixa ela cara — Felipe disse — Ele, deixa ele! — Felipe se corrigiu enquanto se masturbava — Momo, pode tocar se quiser, é gostoso! — Ele disse olhando para Momo
Ela olhava sem falar nada, por vezes olhava para o filme, mas o que queria mesmo era ver eles se masturbarem, Betinho tirou as roupas, depois Felipe.
— Você é viado né? — Betinho disse
— Para com isso cara! — Felipe disse
— Bate aí vai, pode olhar pra gente, mas bate também — Betinho disse — Você tem pau ou tem buceta? — Riu debochado com o pau duro já maior do que deveria por sua idade
— Eu tenho — Momo respondeu
— Bate então — Felipe disse
Ambos os garotos eram morenos, tinham pau escuro com cabeça vermelha escura
Momo respirou fundo e abaixou a calça, o pau longo e fino surgiu, ele puxou a cabeça para fora, era rosa, a pele branca como todo o corpo, se acariciou olhando para eles, sentindo tesão
Trocou olhar com Felipe, o olhar se sustentou por quase dez segundos, ambos se masturbando, se olhando.
— Aaaaiiii Caralhoooo! — Betinho gemeu enquanto gozava no próprio peito
Momo e Felipe olharam, depois se entreolharam e riram
— Puta escândalo — Felipe disse
— Cala a boca porraaaa — Betinho disse arqueando o corpo a quantidade de porra era enorme, pegou no chão da sala e se sujou inteiro.
Momo e Felipe continuaram a se masturbar, ambos excitados
Betinho se levantou
— Vou no banheiro — Ele disse sem olhar pros dois, apenas jogou o controle no sofá ao lado de Felipe.
Assim que ele saiu o olhar de Felipe e Momo se sustentaram de novo, olho no olho.
Ela soltou o próprio pau e olhou para Felipe se masturbando
— Não vai bater não? — Felipe disse
Momo sorriu
— Prefiro te ver, é bonito — Ele disse animado
Felipe ficou sério, encarou por alguns segundos
— Você é viado mesmo né? — Perguntou pensativo
Momo pensou por alguns segundos, ofegante, tinha medo se sofrer com aquilo, seu tio havia alertado sobre essas coisas, decidiu ignorar e achou que seria uma boa se abrir com o amigo.
— Eu sou — Momo respondeu com o coração vindo na garganta, suando de nervoso, nunca tinha admitido assim abertamente — Isso é ruim?
Felipe deu de ombros, continuou a se masturbar olhando para a TV, mas pareceu ter uma ideia, devagar ele se virou para ele e ofereceu o próprio pau.
— Você é viado, você gosta né? — Mostrou a cabeça molhada para Momo
Momo olhou para trás para ver se Betinho vinha, fez que sim com a cabeça e se aproximou mais, se arrastando pelo sofá.
Segurou o pau de Felipe com uma mão e a outra foi direto no saco, sabia como fazer havia sido ensinada por Antônio.
Felipe gemeu
— Vai rápido senão ele volta, ninguém pode saber tá? — Momo disse
— Tá, tá — Felipe falou se contorcendo enquanto Momo o masturbava
Não durou muito, menos de um minuto Felipe anunciou o gozo
— Aaahhhhh Momozinhaaaa — Falou ao gemer
— Sshhhh — Momo riu e continuou a masturbar, o sêmem jorrando para o chão, no braço de Momo e na perna, além das pernas de Felipe e no próprio peito, um pouco espirrou na camiseta de Momo.
Momo mexeu devagar no pau dele, continuando os movimentos enquanto ele amolecia, ela tirou o excesso, se levantou e foi pra cozinha, pegou um rolo de papel toalha e trouxe.
Betinho desceu a escada depois de longos minutos
— Gozaram já? — Perguntou correndo para pegar o controle e olhar o portão
— Gozamos — Momo disse olhando para Felipe que parecia introspectivo.
Momo sorriu e piscou o olho.
Arrumaram a sala, e se preparam para sair.
Já no portão Momo seguiu o caminho de subir a rua, Felipe virou para o outro lado
— Não vai comigo? — Perguntou para Felipe
— Não — Ele respondeu pensativo — Eu tenho que, que — Ele não sabia o que responder
— Que o que? — Momo perguntou com carinho tocando no antebraço do amigo
Felipe puxou o braço com violência
— Vai se fuder, viado! — Felipe disse nervoso andando rápido na mesma direção que Momo tinha que ir.
Ele viu Felipe ir e deixou, andou devagar atrás dele, não insistiu. Felipe parou no portão da sua própria casa e se virou esperando Momo passar.
Quando se aproximou ele segurou o pulso de Momo
— Isso não vai se repetir, você não vai contar pra ninguém isso está certo? — Felipe disse nervoso e violento
— Solta meu pulso Felipe — Momo disse com firmeza sem se virar
Felipe soltou
Ambos vermelhos, ofegantes de nervoso
— Eu não vou contar pra ninguém, você nem é mais meu amigo, seu trouxa — Momo falou e empinou o queixo saiu andando com os olhos cheios de água, limpou até chegar em casa.
Aquela noite teria trabalho na igreja, conseguiu pegar o trabalho de limpar os quartinhos, isolados, no fundo, poderia ficar sozinha e chorar sem que ninguém pudesse ver, se alguém aparecesse ele diria que era coisa da poeira que fazia mal para seus olhos sensíveis.
Tarde da noite, em casa Momo entrou em seu quarto e chorou, fingiu estar com mal estar e se isolou do mundo.
No dia seguinte, na escola, Momo se sentava na primeira carteira, Felipe atrás dele. Quando chegou viu que o ex amigo ele conversava com uma menina de cabelos longos, como todos os dias. Momo olhou para ele e virou o rosto sentando-se e virando de costas, pego um livro e fingiu ler, mas ouvia ele conversando.
— A gente vai beijar hoje Lipe? — Patty disse sorridente
— Só se você quiser Patty — Felipe falava para a garota que sorria dengosa
— Tá bom, mas aqui na sala não — Ela falou rindo
Momo sentiu seu rosto arder, queria voar no pescoço daquela menina e esmagar sua traqueia de tanta inveja que sentia
— Era para ser eu — Momo disse baixinho, encostou a testa na carteira da sala de aula — Era para ser eu, por que você fez isso comigo Jesus — Repetiu baixinho pra si mesmo.
O professor chegou, todos se arrumaram, Momo ergueu a cabeça
— Moisés, você está bem? — O Professor disse olhando para ele — Sua cara ta vermelha
— Ah — Momo disse — É que eu tava dormindo aqui na mesa professor, desculpa
— Vai jogar uma água nesse rosto garoto, não quero ninguém com sono aqui na sala — O professor ordenou
Momo levantou-se e foi, lavou o rosto com água fria, sentiu-se melhor e voltou rápido.
Um pouco antes do intervalo ele sentiu um chute na cadeira
— Momo — Felipe falava baixo, Momo podia sentir seu bafo quente na orelha — Desculpa por ontem eu não queria chamar você de viado
— Mas chamou — Momo disse visivelmente chateado
— Mas você disse que é — Felipe disse
— Mas você chamou pra me ofender — Momo disse
Felipe ficou em silencio alguns minutos
— Desculpa então — Felipe falou tocando o ombro de Momo
— Tá bom — Momo respondeu
— Olha a conversa paralela aí — O Professor disse sem levantar a cabeça
Momo ficou mais tranquilo, se permitiu sorrir, terminaram as tarefas e o sinal do intervalo tocou, se levantaram, Momo estava sorridente.
Patrícia passou rindo por eles, tocou na mão de Felipe, Momo olhou e viu um papel na mão de Felipe.
— O que é isso aí? — Perguntou para o Amigo
Felipe olhou
— É um bilhete, ela falou pra eu encontrar ela na quadra, no quartinho debaixo da arquibancada pra dar uns beijos — Felipe disse animado — Passa o pano pra mim, se alguém perguntar fala que eu tô no banheiro
Momo sentiu um arrepio, uma onda de desespero, de desânimo e cansaço, sentiu que ia desmaiar.
A única coisa que conseguiu fazer foi um movimento positivo com a cabeça e um sorriso entristecido.
— Valeu! — Felipe disse e saiu da sala
Momo sentou-se novamente. Encostou na parede e piscou, o sinal tocou de volta, os alunos começaram a entrar, Felipe e Patrícia foram os últimos entraram rindo segundos antes do professor.
Felipe olhou para Momo e fez um jóia com a mão, Momo sorriu por um segundo e desfez o sorriso.
As meninas riam ao falar com Patrícia, Momo colocou as duas mãos no ouvido para não ouvir as vozes femininas que pareciam debochar dela.
Tudo o que era feminino era desejado, mas tudo o que era feminino era proibido e tóxico para Momo, no seu peito crescia uma mágoa, uma raiva, algo que ele sabia que era perigoso para si mesmo e para todos a sua volta, simplesmente tentava não pensar, mas sonhava no dia em que seria uma mulher de verdade.
— Tudo bem ai? — Felipe cutucou Momo
— Tudo — Respondeu arrumando a postura e voltando a atenção para a aula.
Não respondeu as piadas de Felipe, nem se virou nenhuma vez para trás.
A semana passou rápido, Momo se esforçando para ignorar Felipe e Patrícia. Na sexta-feira na saída Betinho se aproximou
— Oh, a gente vai lar assistir um filme, bora? — Betinho disse com o trejeito de traficante que escondia alguma droga pesada e proibida.
— Quem vai? — Momo perguntou
— Felipe e o Carlinhos — Betinho disse
— Eu vou — Momo disse, só vou em casa e encontro vocês lá.
E foi assim, foi para casa e avisou que faria trabalho na casa de Betinho.
Passou na porta da casa de Felipe e ele estava com seu pai, o Pastor Paulo.
— Paz de Deus irmão, Vão fazer o trabalho juntos — Pastor Paulo perguntou
— Paz de Deus Pastor, vamos sim — Momo respondeu
— É, trabalho de Matemática, muito complicado — Felipe disse nervoso
— É, vamos — Momo pegou Felipe pelo cotovelo — Estão esperando a gente, até a noite Pastor.
Momo precisava ir três vezes por semana na igreja, isso havia acontecido desde que seu pai tinha pego ele transando com um garoto mais velho em seu quarto, durante a virada de ano, desde então ele foi obrigado a raspar o cabelo, que já estava grande, e passar a lamina de barbear diariamente no rosto pela manhã na presença do pai, por sorte momo apredeu rápido como cegar a lâmina.
Andou ao lado de Felipe sem trocar uma palavra, Felipe entrou primeiro e disparou para dentro da casa, quando entrou os meninos estavam na sala sentados. Carlinhos era um garoto branco, mais alto que os outros, tinha alguns embates com Felipe, principalmente no futebol, mas ambos eram amigos de Betinho.
Felipe deixou o lado dele com mais espaço e olhou sorridente para Momo, mas Momo parou entre Betinho e Carlinhos
— Vou sentar aqui abre aí — Empurrou eles, Felipe teve que se mover até o braço do sofá, a expressão no rosto dele foi de confusão.
Colocou o filme, era um vestiário, uma garota estava suja e reclamava que tinha que limpar as roupas para chegar em casa, ela tirou as roupas, tinha o corpo escultural, a pele morena, os bicos dos seios gigantes, escuros, o cabelo cacheado até a cintura e uma bunda empinada, ela não tinha pelos na parte da frente, ela entrou no chuveiro para lavar as roupas e tomar banho
— Olha a racha dessa mina, puta que pariu — Betinho falou
— Olha a raba, queria muito comer esse cu! — Carlinhos disse
— Gostosa mesmo — Momo disse sério
Felipe ficou calado, os meninos todos se acariciavam por cima da calça
Ouviu-se um apito no filme, o time de futebol entrou já pelado nos chuveiros e encontrou a garota se banhando.
Quando Momo viu os homens, grandes, fortes, uns brancos, outros negros, uns morenos, picas duras, moles, finas e grossas de todos os tamanhos, ela respirou fundo, começou a se tocar por cima da calça também assim como os meninos.
Não demorou muito a putaria estava instalada, a mulher chupava três paus enquanto se sentava em cima de um outro homem negro com um pinto gigantesco, ela gemia e os caras davam tapas na bunda dela e riam enquanto ela se esforçava.
Na sala os meninos já estavam todos pelados, inclusive Momo, se masturbando, todos de pau duro, os garotos se masturbando para a mulher e Momo para os garotos.
Não durou muito e Betinho gemeu de novo
— Caralho, caralho! — Falou gemendo e ejaculando, de novo no próprio peito e um jato deu uma escapada acertando a barriga de momo
Ele fez uma cara de assustado, mas Momo fechou os olhos e se reclinou para trás no sofá continuando a se masturbar como se não tivesse percebido a porra quente que escorria de sua barriga.
Betinho saiu correndo novamente para ir ao banheiro, como da outra vez devia ficar bastante tempo lá.
Momo se virou para Carlinhos e olhou para ele de forma séria enquanto ele se masturbava
— Ta olhando o que? — Carlinhos perguntou entre gemidos
— Nada — Momo disse ainda olhando
Viu Felipe se masturbando, mas o pau estava mole, ele olhava atento para momo
— Quer pegar? — Carlinhos ofereceu para Momo
Momo olhou para Felipe, ele ficou paralisado olhando
Esticou a mão, o dedo quase tocou o pau de Carlinhos, mas recuou
— Eu não, credo — Falou mentindo
Carlinhos riu jogando a cabeça pra trás
— Achei que você fosse bicha, pô, bicha gosta de bater pra gente — Carlinhos disse
Momo olhou para Felipe de novo, ambos se masturbando devagar.
— Vai Momo — Carlinhos fechou os olhos e colocou as mãos na nuca — Rapidinho, o Betinho não vai ver, o Felipe não liga né Felipe?
— Não — Felipe disse — Tô nem aí
Momo franziu a testa, trincou os dentes, aproveitou que Carlinhos estava de olhos fechados e mostrou o dedo para Felipe e pegou no pau de Carlinhos.
Carlinhos gemeu
— Isso, que mão macia Momozinha — Falou tocando o braço de Momo com um movimento carinhoso, algo que não era comum. Isso agradou
— Seu pau é muito grande né? — Momo falou olhando para Felipe — Maior sacão você tem, maneiro!
Carlinhos rio satisfeito e aceitou o carinho.
Momo acariciou o pau de Carlinhos com cuidado e o masturbou olhando para Felipe com cara de ódio,
Felipe pegou as roupas e se vestiu
Carlinhos olhou para ele
— Já gozou? — Carlinhos perguntou
— Não tô afim — Felipe falou e saiu rápido da sala.
Mas não sem antes ouvir Carlinhos falar
— Vamos ali pro quarto Momozinha, vamos! — Falou acariciando o braço e o tórax de Momo
Momozinha era o apelido jocoso que os meninos chamavam Momo quando ele dava alguma “desmunhecada”, quando era delicado demais, era algo ofensivo, mas naqueles momentos era algo agradável, uma pontada de feminilidade
Felipe olhou para eles, Momo desviou o olhar. Ele foi embora pisando duro.
Assim que Felipe saiu Momo acelerou os movimentos.
— Vai goza aí — Falou para Carlinhos, já sem sentimento
— Devagar caralho — Carlinhos disse segurando a mão de Momo
— Tá — Momo falou sem paciência, queria fugir dali
— Vamos pro quarto vai — Carlinhos disse
— Fazer o que? — Momo perguntou se levantando e pegando suas roupas
— Deixa eu comer essa sua bunda gostosa — Carlinhos disse — Eu sei que você já deu
— Sabe? — Momo perguntou — Quem disse?
— A galera fala! — Carlinhos disse
— A galera fala muita coisa — Momo se levantou pegando suas roupas
Carlinhos se levantou e abraçou enfiou o pau no meio das nádegas de Momo e abraçou-o por trás beijando seu pescoço
— Eu fico de olho nessa sua bunda, você rebola igual uma menina — Carlinhos disse, sei que você gosta
— Você não sabe — Momo ficou parada sentindo Carlinhos tocar seu corpo, era agressivo e agradável, ele apertou seus mamilos, beijou seu pescoço, ela gemeu um pouco, sentiu o pau crescer em seu bumbum e tocar seu anus
— Abaixa aqui vem, é rapidinho — Carlinhos falou colocando saliva nos dedos e passando no cu de Mumu.
Ele deu um pulo pra frente
— Aí não, pode parar — Falou se apressando e terminou de se vestir — Não dei pra ninguém não tá, isso aí é tudo boato.
Carlinhos se masturbava mais rapido
— Mas você é viado mesmo né? — Carlinhos disse ao ver Momo sair
— Viado é seu pai! — Momo respondeu malcriado
Saiu da casa Betinho e subiu a rua em direção à sua casa, Felipe estava no portão, quando Momo passou, tentou fingir que não ou viu naquele quintal mal iluminado.
— Foi pro quarto com ele? — Felipe perguntou
Momo diminuiu o passo
— Te interessa? — Momo disse de forma agressiva — Se quisesse saber tinha ficado lá, tinha você me pedido pra ir pro quarto com você, mas você fez o que? Fugiu, covarde.
Apertou o passo pra ir embora
— Viado! — Felipe disse dando um passo para dentro da casa para se abrigar
Momo parou, deu meia volta e trincou os dentes, correu e avançou pra cima de Felipe empurrando ele para dentro do portão entrando no quintal atrás do relógio de água, segurando-o pelo pescoço de forma violenta
— Repete o que você disse! — Momo disse apertando — Se você for macho mesmo!
— Viado! — Felipe disse também segurando Momo pelo pescoço
Momo soltou, Felipe também soltou, se olharam por alguns segundos
— Por que você é assim? — Momo perguntou irritado com lágrimas nos olhos — Não era pra ser assim, não era para eu ser assim nem você ser assim, era pra ser perfeito! — Falou limpando os olhos.
Felipe puxou a roupa dele com violência fazendo os corpos se chocarem e ficarem próximo demais para somente amigos, nariz colado com nariz.
— Eu não gosto — Felipe disse com os olhos cheios de lágrimas
— Do que? — Momo perguntou se compadecendo e tocando o pescoço dele com carinho como se quisesse desfazer o aperto que fez
— Do que eu sinto quando tô com você — Felipe disse
— Sente o que? — Momo perguntou — É ruim assim?
Felipe avançou e deu um selinho em Momo, o susto fez Momo dar um passo para trás.
O amigo ficou com cara de assustado na parede, parecendo introspectivo, Momo em pé também assustado olhando de olhos arregalados.
O quintal era fechado, estavam em um ponto cego, escuro, olhou em volta, entendeu que era um ponto estratégico, será que Felipe havia planejado aquilo?
Momo avançou contra Felipe pegou ele pelo pescoço
— Para de me chamar de viado, para de me ofender! — Momo disse
Felipe chorou
Momo segurou a testa dele e ergueu a cabeça
— Olha pra mim! — Momo ordenou e se olharam nos olhos por quase cinco segundos
Momo entortou a cabeça e a língua chegou primeiro nos lábios de Felipe, se beijaram, foi longo, molhado, gostoso, Momo imitou o que Antônio fazia, deu beijos e mordidinhas no pescoço de Felipe, ele gemeu de prazer.
— Não posso! — Felipe disse — Isso não é certo!
— Cala a boca! — Momo disse — É certo sim!
— Não é, eu não sou viado! — Felipe disse
— Cala a sua boca Lipe! — Momo disse — Você não gosta de mim?
— Eu gosto! — Felipe disse nervoso
Momo deu outro beijo em seguida se separaram devagar com Felipe chupando a língua de Momo.
— Não! — Momo disse
— O que? — Felipe perguntou enquanto encostavam as testas
— Eu não fui pro quarto com ele — Momo respondeu — Eu gosto de você e seu pau é maior que o dele, eu só falei aquilo pra você ficar irritado comigo, desculpa.
Quando falou isso Felipe sorriu, se abraçaram por vários minutos
— O que a gente vai fazer? — Felipe disse dando um beijo no pescoço de Momo
— Eu que sei? — Momo disse nervoso, desfez o abraço — Primeiro, a gente não vai falar pra ninguém tá, ninguém pode saber disso e agente pensa juntos no que fazer, tá bom?
— Tá bom — Felipe disse
— E você tem que parar de papo com a Patrícia eu odeio ela — Momo disse revirando os olhos — Eu tenho ódio daquela nojenta!
— Tá eu paro, o beijo dela não é bom — Felipe pensou um pouco — O seu é melhor!
Momo sorriu contente e novamente ele, dessa vez apalpou o pau de Felipe, apertando, enfiou a mão por dentro da calça
— Ninguém vai vir aqui né? — Momo perguntou — Você me atraiu pra cá igual um rato né?
Felipe sorriu
— Uma ratinha! — Felipe corrigiu e falou — Minha mãe vai chegar Jajá — disse — Uns vinte minutos o ônibus para aqui na frente.
Momo olhou para ele se se abaixou, tirou o pênis dele de dentro da calça imitando o que a mulher do filme havia feito.
Masturbou-o um pouco
— O que você vai fazer? — Felipe disse apreensivo
Momo olhou para ele, sorriu e colocou o pau na própria boca
Felipe gemeu e se contorceu sentindo calor da boca de Momo, ela chupou três vezes e sem anuncio ele encheu a boca dela de porra quente, gemendo tentando se conter.
Momo se levantou e cuspiu o líquido branco e espeço no chão.
Se inclinou para beijar ele, mas Felipe virou o rosto.
Ela o segurou pelo rosto
— Olha para mim — Ele estava de olhos fechados — Abre os olhos Lipe, olha pra mim é sério.
Ele olhou, Momo continuou
— O que você está sentindo chama período refratário, é normal, depois de gozar você não pensa direito, só quer sumir, ir embora, ficar quieto, eu sei como é, nesse momento você não pode falar nada pra mim, apenas se segure, vai demorar uns minutos e vai passar, entendeu?
Ele fez que sim com a cabeça
— A gente se fala depois — Momo disse fechando a calça de Felipe e saindo, indo para a igreja.
*** De volta ao consultório ***
— Por que você se lembrou disso agora? — Priscilla perguntou curiosa
— Eu conheci um garoto em Curitiba, ele era rápido no gatilho, inocente, inexperiente e eu dei a experiencia inicial dele
— Você tirou a virgindade dele? — Priscilla perguntou
— Sim, mas sei lá, ele era muito afobado, nem deu pra fazer muita coisa — Danielle disse — E antes que você pergunte, eu fui a mulher
Priscilla sorriu
— Imaginei que sim — Priscilla respondeu satisfeita
Conversaram mais alguns instantes e o alarme tocou
— A sessão terminou, mas eu fiquei curiosa, quero saber mais dessa historia, onde isso vai parar, te conhecendo deve ser algo novelesco né? — Priscilla perguntou
Danielle respirou fundo
— E bem triste como sempre — Danielle disse — Ao menos pra mim nesse caso especifico.
— Por que nesse caso específico? — Priscilla perguntou
— Por que Felipe era filho do pastor da minha igreja — Danielle respondeu
Priscilla apenas arregalou os olhos.


