Diário de Rafaela 2 — Capítulo 32 — Garantia
Frio, gelado
Rafaela estava deitada e tremeu, abriu os olhos, vestia calcinha e sutiã brancos, tudo a sua volta era branco, fazia muito frio, ela estendeu a mão e tocou no chão.
— Neve! — Rafaela falou num tom baixo
— Como você sabe, você nunca viu neve — A voz de Amanda retumbou nas costas de Rafaela
Por impulso ela levantou procurando a amiga.
O sol refletia no chão tornando tudo tão claro que era difícil enxergar.
— Manda? — Rafaela perguntou franzindo os olhos
— Tá frio né? — Amanda falou e Rafaela viu o vapor sair da sua boca
Amanda usava uma roupa grossa, preparada para o frio, e mesmo assim se encolhia e tremia.
Rafaela estava num degrau abaixo, num salto subiu e abraçou Amanda, a amiga abriu o zíper da jaqueta reluzente e Rafaela viu o corpo de Amanda, estava nua, seu corpo estava mais magro que o normal, havia vários cortes, um grande em Y no peito.
— O que é isso? — Rafaela tocou a cicatriz estranha — Quando foi isso?
— Não dói mais, ta tudo bem — Amanda falou com seus lábios roxos
— O que não dói? Você está tomando seus remédios? — Rafaela abraçou a amiga — Você tá gelada! — Rafaela a abraçou se cobrindo também com a jaqueta e esfregando Amanda na intenção de esquentá-la.
— Você é tão quentinha — Amanda abraçou Rafaela com força— Eu te amo, obrigado por tudo
— Oxe, por que isso? — Rafaela falou contrariada — Também te amo
O abraço de Amanda era forte, envolvia Rafaela com toda força.
— Obrigada, você foi meu anjo — Amanda falou sorridente, agora eu vou ser o seu
— O que? Que papo é esse? — Rafaela tentou se soltar para se afastar e ver Amanda melhor, conseguiu de relance ver seus olhos leitosos e com olheiras profundas cadavéricas — Manda, me solta, para com esse papo
Amanda não respondeu e Rafaela começou a ficar desesperada, com medo, o abraço da amiga se tornou pesado, rígido e áspero.
Quando deu por si Rafaela estava enterrada até o pescoço sem conseguir sentir seu corpo, tentando se debater, mas sem conseguir, viu então um homem grande, branco com cabelos loiros até os ombros.
— Me ajuda aqui! — Rafaela gritou
Mas o que ela viu a aterrorizou, ele se abaixou e pegou algo grande e desajeitado, era Amanda aparentemente sem vida, jogou-a em cima dos ombros
— Não! — Rafaela berrou com todas as forças que tinha enquanto se debatia, estavam a uns 30 metros — Solta ela!
Como se a ordem fosse cumprida o homem atendeu, soltou Amanda que caiu mole dentro de um buraco, Rafaela chorou vendo sua amiga cair.
O homem se virou, Rafaela não o reconheceu a principio, mas ele se moveu muito rápido e se abaixou na frente dela com um sorriso psicopata e os olhos claros
— Oi amor!
Ela o reconheceu, era Patrick
Rafaela não teve outra reação a não ser berrar em desespero.
O chão começou a tremer e Patrick a pegou pelos ombros sacudindo e batendo ela de um lado para o outro enquanto ela gritava
— Rafa, Rafa! — Rafaela ouviu a voz desesperada de Amanda — Acorda.
Abriu os olhos e em um salto saiu do lugar onde estava e se ajoelhou do lado oposto da cama, piscou forte e viu Amanda, nua com o cobertor na cintura.
Avançou sobre ela procurando as marcas no corpo, que havia visto, a cicatriz em forma de Y, não encontrou.
Segurou o rosto de Amanda com as duas mãos e viu os olhos bonitos da amiga, eram azuis claro e brilhantes, não tinha olheiras e não estava extremamente magra
— Você tá gorda! — Rafaela falou aliviada
— Sério? Você acha? — Amanda falou preocupada
A preocupação acabou quando Rafaela a abraçou com força como se fosse um urso de pelúcia e em seguida puxando-a para baixo do cobertor
— Eu te esquento! — Rafaela falou agarrando em Amanda
O silêncio e o aperto duraram alguns segundos então Rafaela não se conteve e começou a chorar copiosamente.
Amanda tentou confortá-la mas ela simplesmente abraçava e chorava
— Não me deixa, eu te amo tanto — Rafaela falou aos prantos
— Eu também te amo, não vou te deixar não amor, fica tranquila, tô aqui.
Amanda deixou Rafaela se acalmar, não era boba, sabia o que havia acontecido, Rafaela havia sonhado com a morte dela, algo que pairava e que era um assunto proibido tanto para Guilherme quanto para Rafaela.
Resolveu não contrariar, mesmo depois de Rafaela se recuperar e pedir desculpas o clima ficou pesado, tomaram um café com Rafaela entristecida.
— Vamos pra minha casa manda? — Rafaela perguntou se preparando para sair
— Não amor, eu tenho que tomar uns remédios, está quase na hora, te ligo depois, pode ser?
— Pode sim meu anjo — Rafaela abraçou Amanda de forma apertada — To aqui pra você sempre tá bom?
— Tá bom! — Amanda sorridente respondeu
Deram um beijinho nos lábios e desceram devagar as escadas, cada uma indo para sua casa. Na recepção elas viram Guilherme com algumas pessoas mostrando a academia, não queriam atrapalhar, parecia uma inspeção séria.
Rafaela caminhou lentamente até sua casa, pensando no sonho, antes de atravessar a rua viu Amanda ao longe dobrando a esquina.
Assim que entrou em casa viu sua mãe e Natali sentadas na mesa da cozinha
Havia se esquecido delas, do que havia acontecido na noite anterior
— Bom dia — Rafaela falou não conseguindo disfarçar
— Já tomou café, filha? — Rose perguntou
— Já sim — Rafaela falou se preparando pra subir
— Então senta aqui, vamos conversar — Rose chamou
Rafaela parou, e se virou, foi até a mesa e se sentou a contra gosto
— Fala — Rafaela disse coçando a cabeça
— Tá puta por que? — Natali perguntou agressiva
— Por que você acha? — Rafaela perguntou também agressiva
— Oh oh — Rose interrompeu — Chega, sem briga
— Rafaela, o que você acha que aconteceu, por que tá com essa cara de cu? — Rose perguntou
— O que eu acho? — Rafaela cruzou os braços
— Sim, o que você acha? — Rose perguntou imitando a postura da filha
— Vocês, vocês — Rafaela tentou respondeu, olhou para Natali e notou o quão ridícula e infantil estava sendo, respirou fundo — Nada
— Você acha que a gente transou? — Rose perguntou
— É — Rafaela respondeu
— E e a gente tivesse transado mesmo, qual seria o problema? — Rose continuou a pergunta
— Sei lá mãe, acho que eu… — Rafaela pensou — Não sei.
— Rafa — Rose falou, pegando o café e servindo a filha — A conexão que eu tinha com a mãe da Nati, a Noeli, era imensa, era maior do que a conexão que vocês duas tem hoje. Tudo o que a Natali sabe foi a Noeli que ensinou, não acharia normal isso
— Normal o sexo mãe? — Rafaela perguntou — Sexo não é pra ser normal assim
— E como é Rafa? — Natali falou — A gente transa tão gostoso, parece tão normal
— Nati! — Rafaela a repreendeu — Por favor
— Eu sei amor, que vocês transam, eu vi, lembra — Rose afirmou
— Ah mãe, eu sei, mas sei lá, não é pra ficar falando — Rafaela desviou o olhar
— Por saudades da Noeli eu fiz amor com a Natali sim — Rose olhou para Rafaela
Rafaela olhou assustada
— Lembrei da mãe dela, foi lindo e incrível, filha o amor de mulher é diferente do amor de homem, o sexo entre nós é diferente
— É o amor verdadeiro — Natali disse — Por isso a gente faz tão bem
Rafaela não sabia o que dizer, desviou o olhar e resolveu ser sensata.
Levantou e olhou para as duas
— Olha, eu amo as duas, isso pode ser um pouco demais pra mim agora, mas é por que eu não to bem, eu tive um sonho estranho, mas não acho vocês duas erradas, nojentas nem nada tá, não se preocupem
— Obrigada filha! — Rose falou sensata
— Valeu amor! — Natali respondeu sorridente
— Eu só preciso de um banho e depois a gente conversa mais sobre isso tá, pode ser? — Rafaela perguntou
Natali se levantou
— Pode — Pegou a bolsa — Preciso ir, na verdade era pra ter ido ontem, mas amanhã eu volto
Se aproximou de Rafaela, pedindo um beijo nos lábios, Rafaela correspondeu, deu um selinho
— Nos vemos amanhã? — Natali falou acariciando o rosto de Rafaela
— Sim — Rafaela forçou um sorriso
Natali se aproximou de Rose e deu um abraço
— Obrigada tá! — Natali falou algo ao ouvido de Rose durante o abraço e foi embora
— Foi bom pelo menos? — Rafaela perguntou para a mãe quando Natali saiu
— Foi mágico, ela é idêntica a mãe dela, me transportei no tempo — Rose falou
— Mãe, eu…. — Rafaela foi falar algo, mas não sabia o que dizer — deixa
— Fala meu amor — Rose a puxou para seu colo, fazendo a filha se sentar — Pode falar pra mãe, o que você quer saber?
— A senhora e o papai fazer isso de sexo com varios né?
— Não com vários, mas com mais do que o tradicional — Rose respondeu — Por que?
— Fico pensando só, o papai sabe da Nati… — Pensou um pouco — Da Noeli?
— Ele sabe por cima, tanto ele como o Carlinhos, mas a gente não fala dessas coisas com os homens querida, eles não entenderiam, pra eles tudo é mecânico, físico e pra gente é tudo mais tranquilo.
Rafaela respirou fundo
— Vou tomar um banho — Falou olhando para a mãe
Rose sorriu e deu um selinho nela
Rafaela sorriu e subiu as escadas. Tomou um banho, ligou o rádio e ficou no seu quarto, nua lendo um livro relaxando
Seu celular tocou, atendeu sem ver quem era
— Alô — Respondeu desinteressada
— Oi, Rafaela? — A Voz era masculina, ela não reconheceu
— Sou eu, o Paulo, da oficina
— Ah — Rafaela se arrependeu de ter atendido, havia esquecido de retornar — Oi Paulo, tudo bem?
— Tudo sim princesa, e você como está? — Paulo falou dando para ouvir o sorriso em sua voz
— Eu to bem também…
— Fazendo o que agora? — Ele perguntou interessado
— Ah…— Rafaela não iria falar o que estava fazendo exatamente — Tô lendo um livro e você?
— Eu to aqui pensando em você — Ele foi direto
Ela riu
— Tanta coisa pra pensar e você fica pensando em coisa ruim? — Ela respondeu engraçada
Ele riu
— Ruim nada, você é maravilhosa
— Obrigada — Ela respondeu satisfeita
— Tava pensando, quer sair comigo hoje? — Ele perguntou ofensivo
— Ah querido, agora eu to namorando, não rola mais — Respondeu
— Desde quando? — Ele perguntou ofendido
— Desde ontem, começou ontem, voltei com o ex na verdade, complicado — Rafaela se explicou
— Ué, se já começou complicado vai acabar complicado — Paulo falou sensato
Rafaela mordeu o lábio pensativa, não respondeu
— Vamos lá, a gente sai, conversa, troca uma ideia — Ele falou sorridente esperando uma resposta dela, como demorou ele completou — Vamos para um motel
— Engraçadinho — Rafaela falou irritada
— O que foi princesa, não foi bom o que a gente fez? — Ele perguntou pedindo validação
— É foi legal sim — Rafaela respondeu em desdém
— Não quer de novo? — Ele perguntou
— Oh, pensa que ta falando com quem? — Rafaela falou irritada — Não sou desse tipo não!
— Que tipo? Que dá na traseira do carro do pai na oficina? — Ele perguntou sarcástico
Ela desligou o telefone irritada
— Filho da puta — Falou sozinha no quarto
Levantou-se para se vestir, o telefone tocou de novo, ela desligou, ele insistiu mais quatro vezes e ela atendeu
— Fala! — Estava irritada
— Calma princesa, eu tava brincando com você! — Paulo falou ainda sorridente
— Porra, isso é brincadeira? Vai fazer o que? me ameaçar, me expor? É isso? — Rafaela perguntou esbravejando
— Não não, não se preocupe, isso é entre você e eu, tava só descontraindo
— Pois eu não faço isso sempre, aconteceu por que aconteceu, e não vai acontecer de novo — Ela respondeu
— Eu acredito — Paulo disse
— Eu não sou puta, nem vagabunda! — Rafaela se defendeu
— Não é isso que eu estou dizendo, se você fosse eu não viria atrás de você, me dá um desconto vai — Rafaela estava ofegante, não respondeu e ele completou — Eu não quero uma vagabunda pra me dar dor de cabeça, quero uma namorada e você é meu número, e como já tivemos uma ligação além do normal, esperava ao menos ser seu amigo
— Amigo? — Ela respondeu sarcástica — Sei!
— Me dá uma chance princesa, vamos lá conversar, tem um lugar legal pra gente ir, te levo, você não perde nada, te pego em casa e te devolvo em casa
— Eu namoro Paulo! — Rafaela respondeu reafirmando
— Quero ser seu amigo, vamos sair como amigos! — Paulo insistiu
— Que amigos Paulo? — Rafaela falou enquanto vestia suas roupas íntimas — Ta doido?
— Tá, faz assim, a gente conversa, come alguma coisa e se você não gostar de mim nunca mais eu te ligo, aí eu te deixo em paz
Ela ficou pensativa
— Se não aceitar eu vou te ligar todo dia até você topar — Ele insistiu
Ela revirou os olhos
— Ah, tá bom, onde a gente vai? — Rafaela perguntou curiosa
— Passo aí pra te pegar às 17:00 — Ele falou e desligou o telefone em seguida.
Ela ficou olhando para o aparelho uns segundos e respirou fundo
— Que insistente… — Reclamou
Rafaela ficou em casa a manhã e a tarde, pensando em mil maneiras de cancelar o compromisso, deu um pulo rápido na casa de Amanda, ela estava dormindo.
Sentou-se no pé da cama da namorada e acariciou a cabeça dela
— Oi — Amanda acordou sonolenta
— Oi, não queria te acordar, tava só olhando pra você — Rafaela falou carinhosa
Amanda esfregou os olhos
— To com sono — Reclamou
— Eu sei, hoje é o seu remédio que te derruba né — Rafaela falou amigável
— É, o problema é que o sono acaba a noite, aí eu fico sem dormir — Amanda falou se espreguiçando
— Bem, eu vou sair, vou lá na exposição do Starwars, quer ir? — Rafaela mentiu
— Não, é chato pra cacete, o Gui vai com você? — Amanda falou engraçada
— Não é chato! — Rafaela protestou — Mandei mensagem pra ele, não dá pra ele ir — Mas marquei as 21:00 pra gente ver um filme lá, o negócio da vistoria deu certo, ele tá animado
— Ah, que bom! — Amanda concordou
Conversaram alguns minutos e Amanda adormeceu, Rafaela deu um beijo na testa dela e saiu.
Voltou para casa, Paulo chegaria em uma hora, pegou o telefone e ligou para ele, ele atendeu e um toque
— Fala pra mim que não vai desistir — Paulo respondeu ao atender
— Estou pensando seriamente — Rafaela respondeu
— Você que sabe, não vou parar de ligar — Ele insistiu
— Ai, seu chato, faz assim, não me pega aqui em casa não, me pega dois quarteirões pra frente, na padaria, na esquina — Rafaela reafirmou
Paulo concordou, se despediram
Rafaela foi se aprontar, colocou um vestido preto sem alças, no formato tomara que caia, bem justo na cintura e que quase cobria os joelhos, colocou botas cumpridas e sentou-se em frente à penteadeira, caprichou na maquiagem, não apenas um lápis simples, mas dessa vez passou sombra e tudo o mais, fez uma maquiagem dark chamativa, passou um batom vermelho escuro, colocou a peruca e depois tirou, o cabelo parecia arrepiado, cobrindo toda a cabeça já, bem curtinho, resolveu tentar chocar Paulo para ele não sentir atração nela pelo visual dark, colocou uma gargantilha preta de couro com um pingente de caveira, prateado no centro combinando com os brincos troopers de soldados stormtroopers de Star Wars, dados por Guilherme quando namoravam da vez anterior e passou gel no cabelo, arrepiando-o e deixando curtinho mesmo, desceu as escadas torcendo para ninguém vê-la, e deu certo.
A todo instante Rafaela tocava a orelha para saber se era possível perceber o que havia acontecido
Saiu e foi para o lado oposto do caminho, contornando o quarteirão pela rua de trás e foi ao ponto esperado, quando chegou Paulo já estava esperando em um carro, um modelo baixo e bonito que ela não conhecia, quando a viu buzinou, ela arregalou os olhos e fez cara de brava, apertou o passo e entrou
— Não chama a atenção! — Ela falou quando sentou no banco do carona
— Você está maravilhosa! — Ele falou ao vê-la, se inclinou para beijá-la nos lábios mas ela desviou e ele beijou a bochecha dela — E cheirosa — Ele completou
— Obrigada, dirige vai! — Rafaela falou apressando ele
— Cortou o cabelo foi? — Paulo perguntou
— Não exatamente, ficou bom? — Rafaela perguntou
— Tá linda demais, nunca achei que mulher de cabelo curto ficasse bom, mas você está demais — Ele falou impressionado
Rafaelas sorriu, não foi o efeito esperado, mas estava contente de parecer bonita.
Paulo arrancou com o carro, era rápido, Rafaela gostava de velocidade e sorriu
— Gostou? — ele perguntou
— Sim, bonito — Rafaela respondeu se referindo ao carro
— Sim, é a primeira vez que uso essa roupa, comprei pra você — Paulo falou se referindo à si mesmo
— Ah, sim, bonita sim! — ela respondeu sorridente — Ficou bem em você
Paulo ligou a música
— Você está maravilhosa, gótica, é roqueira é?
— Sou sim! — Rafaela respondeu animada
— Adoro rock, o que você curte?
— Gosto de muito de Ozzy, AC/DC — Rafaela respondeu simplória, falando das primeira coisas que vieram à mente
— Eu fui no show do Ozzy, consegui um autógrafo dele — Paulo falou animado
— Do Ozzy? — Rafaela perguntou admirada — Mentira!
— Verdade, te mostro, está lá em casa, quer ver? — Ele perguntou malicioso
— Talvez outro dia — Rafaela respondeu sensata — Onde vamos?
— Tem restaurante próximo daqui, é de um amigo meu
Foram ao restaurante, era temático de zumbis, Rafaela adorou, a comida foi boa e o ambiente era bem legal, ela insistiu que não tirassem fotos dela, mas Paulo conseguiu tirar uma dando um beijo no rosto dela.
A Todo instante ele insistia em segurá-la, beijá-la e agarrá-la, conversaram por horas entrosados, falaram sobre música, carros, computadores, quadrinhos, Rafaela adorou
— Viu só, você achou que eu ia ser chato né, se surpreendeu? — Paulo perguntou convencido no meio de uma gargalhada de Rafaela
Ela respondeu ainda sorridente
— Sim, me surpreendi — Ela estava bem humorada — Mas agora deu minha hora — Rafaela falou olhando no relógio, já estava escuro — Vou ter que ir se não eu viro abóbora
— Abóbora não é só depois da meia noite? — Paulo perguntou
Rafaela se surpreendeu
— Você pegou a referência? — Perguntou contente
Paulo se aproximou e sua mão envolveu a cadeira de Rafaela
— Vai embora não, a gente nem começou — Falou no ouvido dela, dando um beijo
Ela o empurrou discretamente
— Você nem bebeu nada — Ele falou decepcionado
— Quebrei seu plano? — Ela respondeu sorridente — Queria me embebedar, é?
— Em parte sim, queria, mas não deu — Ele respondeu também sorridente
— Pode me levar pra casa? Tá na minha hora já — Rafaela pediu
Paulo concordou mas tentou beijá-la de novo, enrolou por mais tempo, quase uma hora, ele havia bebido, mas estava bem para dirigir, foram ao carro, ainda conversavam animados
— Vai querer que eu te deixe aonde princesa? — Paulo perguntou chegando próximo da casa
Quando chegaram perto Rafaela indicou um lugar, era um recuo em outro quarteirão, ao lado de uma praça, em frente a um comércio em reforma
— Para aqui — Ela falou e em seguida ele estacionou
— Oba, vamos dar uns amassos — Paulo falou animado
Rafaela riu
— Para de ser atirado! — Repreendeu sem firmeza — Eu preciso ir mesmo tá bom, tenho compromisso.
— Nem um beijinho Rafa? — Paulo pediu
— Ah Paulo, eu disse, eu namoro, eles estão me esperando — Rafaela disse
— Eles? — Paulo perguntou
— É, vamos assistir um filme!
— Ah, de casal, posso ir? — Ele perguntou malicioso — Posso fazer a diferença
Ela riu
— Nem pensar, tá louco?
Paulo se aproximou dela no banco, passou a mão na perna dela, o vestido havia subido e ele encostou na pele da coxa, ela não fez objeção
A mão dele subiu por baixo do vestido e tocou a calcinha dela
Rafaela empurrou a mão dele e se recompôs
— Manéra Paulo! — Ela falou vermelha e já ofegante
Paulo avançou para cima dela e beijou o pescoço de Rafaela, deu uma mordiscada
— Que cheiro maravilhoso — Ele falou ofegante
— Não faz isso comigo, preciso ir — Ela respondeu relutante empurrando ele sem muita certeza
Ele deslizou a cabeça e a beijou, ela não resistiu, sentiu primeiro os lábios, depois a língua em seguida a mão no rosto e a outra na perna segurando sua coxa
Ela o empurrou
— Para Paulo! — Falou recebendo outra mordida no pescoço e se contorcendo de tesão
A mão dele subiu e segurou na lateral da calcinha dela
Rafaela o parou
— Não! — Ela falou com veemência — Pode parar, preciso ir mesmo!
O Carro estava estacionado no escuro, as árvores deixam tudo mais escuro ainda o painel tinha apenas poucas luzes acesas, de fora ninguém podia ver
— Quero um presente! — Paulo falou ofegante
— Que presente? Já te beijei! — Rafaela falou — É mais do que eu queria fazer hoje!
— Quero sua calcinha! — Paulo falou beijando novamente a boca de Rafaela, ela não fez objeção
— Não achei que você gostasse de usar — Ela falou divertida parando o beijo
— Não! — Ele riu debochado — Quero pra mim, a outra tava rasgada, meu troféu!
— Que troféu o que, ta doido? — Rafaela falou empurrando ele — Sai fora, isso custa dinheiro!
— Faz assim então, é um aluguel — Paulo falou
— Que aluguel? — Ela perguntou sem entender
Ele segurou na calcinha, nas laterais com as duas mãos e a puxou até o meio das coxas de Rafaela, ela segurou
— Oh oh, para com isso, ta loco? — Ela falou brava e empurrando ele — O que está fazendo?
Ele continuou a puxar e ela segurou quando estava nos joelhos
— Eu vou gritar, para! — Ela falou irritada
— Me dá essa calcinha, eu vou levar comigo, aí te devolvo na próxima vez que a gente se ver, junto com um presente de garantia
— Não, nem pensar! — Ela falou hesitante — Nem sei se a gente vai sair de novo!
— Por isso mesmo é uma garantia — Ele falou puxando a calcinha devagar — Pra garantir que você vai me ver, eu te devolvo, essa parece bem cara
— É cara sim, por que? — Rafaela perguntou segurando com as duas mãos — Para com isso!
— Ninguém coloca uma calcinha cara e bonita assim sem intenção de que vejam! — Ele falou animado
— É, daqui vou pro meu encontro de namoro, é lá que vão ver, se eu chegar sem calcinha lá como vai ser? Já pensou? — Ela falou sensata — Larga!
Ele soltou, ela puxou de volta e se vestiu
— Não faz mais isso, por favor! — Rafaela falou se ajeitando, visivelmente irritada — Quando eu falo não, é não! ok?
— Ta bom, me desculpa, é que eu fico doido perto de você, desde aquela vez que a gente — Paulo se conteve
— Que a gente transou, pode falar, não sou tão inocente assim
— Desde aquela vez eu não paro de me masturbar pensando no dia que eu vou te comer de novo
Ela se compadeceu, gostava que os homens se masturbassem para ela, mas aquilo pareceu meio patético e sofrido
— Olha, vamos marcar de sair de novo, foi bacana hoje, mas eu preciso realmente ir — Rafaela falou apressada
Ele fez uma careta que despertou pena nela, Rafaela olhou no relógio, tinha bastante tempo ainda, mas queria fazer parecer que estava atrasada, pegou na trava da porta e soltou, olhou para ele.
— Tá, quer bater uma pra eu ver? — Rafaela ofereceu — Só pra eu ver, aí eu vou embora
— Você me ajuda? — ele perguntou contente
— Não! — ela riu — Só vou ver mesmo, se não quiser eu vou embora — Ela puxou a trava da porta e a porta e estava trancada — Abre aqui
— Não, deixa, eu bato e você olha — Paulo respondeu desabotoando a calça
Rafaela sorriu e ficou olhando, se encostou na porta do carro de costas para fora e de frente pra ele.
— Vai, Quero ver! — Rafaela falou ansiosa
Sentia suas pernas tremerem, estava morrendo de tesão, mas sabia que se não se afastasse acabaria por transar com Paulo e não queria isso, não agora que seu namoro estava começando.
Paulo tirou o pênis para fora, estava duro
— Abaixa tudo — Rafaela falou sugerindo que ele tirasse a calça, ele obedeceu e começou a se masturbar — Assim
Ela falou satisfeita
Gostava de ver pênis, por vezes procurava alguns na internet, já chegou a pensar se tinha inveja ou não, mas um pau bonito era algo que fascinava ela, o pau de Paulo não era um absurdo, mas era bonito, ela classificaria ele como normal, no ranking dos mais gostosos ele devia estar em terceiro, na briga com Guilherme e Carlinhos e antes de Moacir e seu filho Cláudio.
— Gosta de ver? — Paula perguntou cheio de tesão
— Gosto, goza pra eu ver goza — Rafaela falou ainda ajeitando a calcinha — Safado
Ele continuou por algum tempo
— Me ajuda aqui — Ele falou esticando a mão e tocando o joelho dela
Rafaela sorriu
— Ajudo — Ela falou se ajeitando e olhando em volta — Mas não põe a mão hein, só olha, tá bom?
— Tá — ele respondeu hipnotizado pelo tesão da punheta
Ela abaixou o vestido revelando os seios volumosos e com bicos grandes intumescidos
— Nossa senhora! — Paulo falou cheio de tesão — Que teta é essa meu deus!
Ele acelerou o movimento
— Isso, assim! — Rafaela falou acariciando os próprios peitos, beliscando os bicos
Ele acelerou a punheta e esticou o braço agarrando os peitos dela
— Não Paulo, você prometeu! — Ela falou e ele a ignorou
Agarrou os peitos de Rafaela com uma das mãos enquanto se masturbava com a outra, puxou o bico dos peitos dela e apertou, ela reclamou ele se inclinou e colocou a boca no seio esquerdo dela.
Rafaela gemeu
— Não, para! — Ela falou e ele a ignorou de novo, ela não fez nenhum movimento para evitar o ato
Ele começou a chupar com força enquanto aumentava o ritmo, ela estava achando delicioso, queria se tocar, mas sabia que aquilo terminaria com eles transando
— Goza vai, rapidinho! — Rafaela falou
Paulo se ajoelhou no banco e apontou o pau pra ela continuou a bater punheta
— Em mim não! — ela falou segurando o pau dele e colocando a mão na frente
Ele gozou urrando e os jatos bateram na mão dela, espirraram pelo carro todo, ela continuou a punheta devagar para ele terminar, o pau ainda duro, pulsando, pingando e ele respirando ofegante
Rafaela viu um botão com cadeado no painel, ele sentou-se no banco do motorista ofegante
Ela se inclinou e deu um beijo no rosto dele
— Agora chega — Apertou o botão de cadeado e puxou a manivela fazendo sua porta se abrir
— Eu te ligo princesa! — Paulo falou ofegante
Rafaela saiu sem responder, andando rápido, havia uma farmácia, antes de entrar ela pegou lenços umedecidos de sua bolsa e limpou sua mão, entrou na farmácia e comprou um remédio que havia planejado para mais tarde, dois comprimidos apenas, retocou o batom vermelho escuro e sorriu por Paulo não ter notado em sua orelha artificial, comprou uma água também e foi em direção à academia.
Assim que chegou viu a portaria fechada, as luzes estavam sendo apagadas, havia chegado bem na hora.
— Rafa! — Guilherme se aproximou, estava junto com Amanda
Ela sorriu verdadeiramente contente por vê-los.
— Oi, meus amores! — Respondeu animada
Aproximou-se e ganhou um beijo nos lábios de Guilherme e outro de Amanda, sentiu o celular vibrar na bolsa.
— Você está incrível, quase não te reconheci — Guilherme falou admirado
— Seu cabelo está curto, está lindo — Amanda falou
Rafaela sorriu e agradeceu, pegou o celular na bolsa e olhou, era uma mensagem de Paulo, uma foto, algo pequeno e prateado
— Acho que você perdeu um brinco — Amanda falou passando a mão na orelha de Rafaela
— Ah, eu que te dei esse — Guilherme falou
Rafaela olhou para o celular de novo e leu a mensagem abaixo da imagem
“Peguei minha garantia, te vejo depois, princesa!”


