Diário de Rafaela 2 — Capítulo 44 — Sem segredos

Diário de Rafaela 2 — Capítulo 44 — Sem segredos

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Guilherme foi viajar a trabalho, Rafaela inventou de ir na faculdade ver alguns documentos somente para não encontrar Guilherme, propositalmente voltou para casa quando ele já havia partido, estava em contato com Amanda no telefone, ainda era meio da tarde, cumprimentou a mãe e subiu para seu quarto.

Estava preocupada com Amanda, estava sem Guilherme, sentia-se abandonada, tomou um banho rápido e saiu apenas com a toalha quando viu seu telefone em cima da cama se acender, caminhou e viu

“5 Chamadas perdidas Gui Amor”

Pegou o telefone e ligou de volta, em dois toques a voz do outro lado atendeu

— Rafa? — Guilherme perguntou

— Fala — Ela respondeu enquanto cutucava a orelha com um cotonete

— Você não foi se despedir de mim, a Amanda disse que você ia para a faculdade, não dava para ir outro dia?

— Dava — Ela respondeu seca

— E? — Ele perguntou levemente irritado

— E o que?

— E por que você não foi se despedir de mim e deixou para ir para a faculdade ver esses papéis outro dia

— Ah eu nem fui pra faculdade, fui dar uma volta eu só não queria te ver mesmo

— Por que isso Rafaela?

— Não posso mais dar uma volta Guilherme? — Rafaela respondeu no mesmo tom

— Poxa, eu estava indo viajar, vou ficar um tempão sem ver você e você não tem o mínimo de consideração

— Consideração? — Rafaela perguntou — Eu nem pude opinar, você me avisou com um dia de antecedência, eu não pude nem pensar, foi no susto

— A gente não terminou Rafa

— Claro que terminou Guilherme, você acha que eu sou trouxa, você vai é dar o cu pra esse viado aí e comer a mulher dele, para, não tem trouxa aqui não!

— Não é isso — Guilherme se defendeu

— Não me importo, a única coisa que eu ligo é que você largou a Amanda e eu aqui sozinhas, e ela tá em perigo e você sabe

— Ela não está em perigo

— Ela está sim, eu fui na clínica, não ta funcionando a porra do tratamento! — Rafaela gritou no telefone

Guilherme ficou em silêncio por alguns segundos

— Mas ela está bem

— É a porra da calmaria antes da tempestade! — Ela falou de forma assustadoramente calma

Guilherme não soube o que falar e ela resolveu finalizar

— Olha Guilherme, eu entendi, vai seguir sua vida aí, fica de boa, vai levantar sua academia, vai pegar o seu viado e não se preocupa por que notícia ruim chega rapido, boa sorte.

Rafaela desligou o telefone e ficou olhando, esperando outra ligação de Guilherme, mas ele não ligou de volta.

Ela pegou o aparelho e procurou seu Padrinho, Matheus, mandou mensagem

“Diu, tá por aí?”

Ele não respondeu imediatamente, ela foi ao armário procurar uma roupa, mandou então mensagem para Amanda

“Manda, tudo bem aí? Posso ir aí?”

Ninguém a respondeu, ela pegou uma lingerie azul, uma que havia comprado com o dinheiro que Carlinhos havia dado para ela, era bonita, rendada com detalhes transparentes, colocou na frente do corpo na frente do espelho e sentiu saudades, fechou os olhos e respirou fundo, nostálgica, frustrada

O celular fez barulho e ela foi olhar, era o Padrinho

“To sim estrelinha, o que pega?”

Ela respondeu

“Pode falar agora?”

A resposta veio em forma de ligação de vídeo

“Matheus Diu Chamando”

Ela atendeu com o celular bem próximo do rosto, viu ele da cintura para cima usava uma camiseta preta de banda de rock

— E ae!? — Ele perguntou feliz ao vê-la

— Oie, tá sozinho? — Rafaela perguntou receosa

— Tô sim, por que? — Ele perguntou quase desconfiado

Ela se sentou em uma almofada no chão e colocou o celular na cadeira, ele passou a vê-la da cintura para cima, viu os peitos volumosos e pesados dela com os bicos vermelho escuro

— Ah Rafa, pelada de novo? — Ele falou prendendo a respiração

— Sim, podemos falar? — Ela respondeu sem dar bola

Ele sentia muito tesão em ver aquela garota linda assim.

— O que houve?

Ela explicou a situação para ele, conversaram por quase meia hora direto e ele deu conselhos para ela, aconselhou paciência com o namorado, tentar se colocar no lugar de todos e ser mais empática, tolerante, isso era algo que ele repetia sempre para ela.

— Obrigada — Ela falou depois de conversar com ele — Obrigada por me ouvir tá, você é incrível

— Pode me chamar sempre que precisar, vem aqui qualquer dia, vamos tomar um sorvete e conversamos pessoalmente

Ela sorriu

— Assim né? — Ela apontou para o próprio corpo

Ele deu risada

— Não né, sua tia mata a gente — Matheus falou divertido

— Mas a gente não tá fazendo nada, você nem gosta de me ver assim

— Quem falou que não? — Matheus perguntou debochado

Ela segurou os seios com as duas mãos e apertou os bicos

— Você me acha feia Diu, eu sei — Rafaela falou sabendo que não era feia, era apenas para instigá-lo

— Rafa, para com isso — Matheus falou sentindo-se incomodado com a beleza da moça — Não faz isso comigo

Ela sorriu entristecida

— Desculpa, mas eu quero falar com você sobre isso — Rafaela falou pensativa

— Isso que? — Ele perguntou sem entender

— Isso da gente — Matheus respondeu

Ele revirou os olhos

— Não tem a gente Estrelinha, tem você criança num corpo de mulher e eu um velho — Ele respondeu já decidido — Eu preciso ir tá, você vai ficar bem?

Rafaela ouviu batidas na porta, a cabeça de Natali apareceu na porta

— Posso entrar? — Perguntou falando baixo

Rafaela fez sinal positivo com a mão e voltou a atenção para o telefone

— Tá bom Diu, preciso ir também tá, obrigada, eu te amo tá! — Ela falou amorosa

— Também te amo estrelinha, precisar, me chama tá, beijinho

Desligaram e ela se levantou devagar, as pernas doendo por que estava muito tempo na posição

Natali estava parada na frente dela, usava um vestido curto vermelho escuro com uma meia calça preta grossa e botas de couro negro combinando com o cinto por cima do vestido

Se abraçaram

— Você tá bem irmãzinha? — Natali perguntou beijando o pescoço de Rafaela

— Eu to sim, e você, esqueceu de mim? — Rafaela respondeu

— Não, muitas provas eu estou exausta, passei aqui só pra ver vocês — Natali respondeu

O Abraço se desfez

— Meu pai e minha mãe né? — Rafaela perguntou torcendo o canto da boca

— Eu falei vocês! — Natali falou e apertou o bico do seio de Rafaela — Gostosa!

Rafaela bateu na mão dela e a empurrou

— Saaaiii — E foi direto ao Armário pegar uma roupa

— Como tá a Manda? — Natali perguntou

— Não ta funcionando o tratamento — Rafaela respondeu

— Eu sei, tive acesso ao resultado — Natali falou entristecida — Falou pra ela?

— Não, não falei, acha que devo? — Rafaela perguntou confusa enquanto vestia uma calcinha branca com a personagem moranguinho — Ela está tão bem

— Não, não deve, deixa ela, vocês vão sábado lá pra casa né? — Natali perguntou

Rafael cerrou os olhos, não lembrava

— Feriado amor, natal, lá em casa, lembra? — Natali falou explicativa

— Vixe, eu não lembrava, mas vamos sim, eu arrasto a Manda comigo, a mãe não gosta de comemorar Natal — Rafaela respondeu

— Ótimo — Natali respondeu — Eu trouxe bolo, vamos comer, coloca uma roupa que não seja de puta e desce pra gente comer — Deu um tapa na bunda de Rafaela e saiu porta a fora.

Rafaela tentou ligar para Amanda, mas a mãe dela atendeu. Amanda estava dormindo.

Colocou um shortinho justo, mas confortável e uma camiseta de gatinhos sem sutiã, não tinha planos de sair de dentro de casa.

Na mesa estavam sua Mãe, Pai e Natali conversando com outra pessoa que a princípio ela não identificou, mas rapidamente descobriu, era Carlinhos

— Olá — Ele respondeu quando todos se calaram

Ela parou e olhou para ele, ainda estava magoada, mesmo ele ajudando ela, o corpo de Rafaela se deteve, ela estava decidindo se subia as escadas de volta, se sentava na mesa com eles ou saia porta a fora.

Mas lembrou o que o Padrinho havia dito, ser mais tolerante, mais empática e se colocar no lugar das pessoas, respirou fundo e devagar e foi até a mesa, puxou a cadeira e se sentou.

— Bolo de que? — Ela perguntou olhando para o bolo amarelo envolto em uma palha de milho, visivelmente de milho ignorando Carlinhos de propósito

— Olá Rafaela — A Voz de Carlinhos bradou novamente

Ela lambeu os dentes de nervoso, olhou para ele

— Olá — Sustentou o olhar por alguns segundos

— De milho — Carlinhos respondeu — É delicioso, ele cortou um pedaço e deu para ela

Rafaela pegou e cheirou, tinha essa mania, deu uma mordida e era realmente delicioso, desviou o olhar dele e pegou o café, como se nada tivesse acontecendo.

— Bom mesmo Nati, obrigada — Rafaela respondeu

— Foi eu que trouxe — Carlinhos respondeu sorridente

— Sim, é bom, parabéns — Ela respondeu com um sorriso amarelo

— Está linda como sempre, como você está hoje? — Carlinhos perguntou sorridente

Rafaela ergueu o olhar e olhou nos olhos dele

— Não abusa! — Falou ríspida

A mãe de Rafaela mudou de assunto e começou a conversar com Carlinhos

Conversaram na mesa por vários minutos, Rafaela falou com todos, até com Carlinhos, de modo sorridente e fingido, o telefone dela acendeu, era Amanda e ela atendeu

— Oi amor! — Rafaela respondeu animada

— Você me ligou? — Ela perguntou sonolenta

— Liguei sim meu anjinho, como você está?

— Eu to bem, com soninho, você tá aonde?

— Eu tô em casa, a Nati trouxe um bolo delicioso — Pensou um pouco — Carlinhos trouxe — Sabia que estavam ouvindo — Vou guardar um pedaço pra você

— Eu quero, guarda que eu como — Amanda respondeu ainda sonolenta — Você quer que eu vá aí? — Amanda perguntou

— Não, você tá com soninho, vai dormir mais ou vai levantar? — Rafaela perguntou enquanto se levantava e ia para o canto da sala ter privacidade

— Eu tomei o remedinho, to com sono, acho que vou dormir, vem aqui dormir comigo — Amanda falou carinhosa

— Oh meu amor, eu vou te atrapalhar, se eu for aí você não vai dormir — Deu um riso malicioso que Amanda entendeu

— Te amo tanto Rafa! — Amanda falou carinhosa

— Também te amo minha gatinha, agora vai dormir por que depois a gente vai pra casa da Nati no litoral

— Ah, piscina né? Eu quero, nunca fui! — Amanda falou com a voz mais baixa

— Tá bom, vai dormir tá! — Rafaela falou entendendo que ela estava desligando — Ta na cama já?

— Tô — Amanda respondeu num sussurro — Deitada…

— Então boa noite tá, me manda mensagem quando acordar — Rafaela falou mas só ouviu o respiro profundo de Amanda no telefone, aguardou um pouco, dava para saber que a respiração dela era pesada, desligou o telefone

Olhou na agenda e ligou para a casa de Amanda, alguém atendeu no segundo toque, era a mãe de Amanda, Rafaela avisou que ela havia dormido e falou para a mãe ir vê-la no quarto.

Voltou à mesa e Carlinhos se despediu, na hora de ir embora ele deu um abraço em Rafaela, ela não retribuiu, apenas deixou que a abraçasse, ela parou e puxou o cabelo dela, olhando a orelha

— Ficou realmente muito bom! — Falou analisando o ferimento dela.

Ela deixou ele sair e olhou para Natali com cara de poucos amigos, deu as costas e se preparou para subir as escadas

— Eu vou dormir aqui hoje Rafa — Natali falou para a irmã

— Onde? — Rafaela perguntou

— Aqui na sua casa — Natali reafirmou

Rafaela se virou

— Vocês vão transar, eu sei, podem falar abertamente comigo — Rafaela olhou para o pai e para a mãe que desviaram o olhar — Não sou mais criança, tá tudo bem, to no meu quarto

Deu as costas e subiu as escadas, foi à prateleira e pegou seu livro predileto para ler, Contato de Carl Sagan, colocou um pijama de seda, confortável

Adormeceu com o livro no rosto.

Durante o sono teve um sonho onde extraterrestres entravam em contato com a terra e traziam uma tecnologia muito avançada que curava qualquer doença e eles haviam curado Amanda, ouviu um barulho rítmico, parecia um sinal da nave extraterrestre e de repente acordou.

O quarto estava escuro, iluminado apenas pela luminária amarela que ela usava para ler seu livro, sentou-se na cama, o corpo dolorido pela posição ruim e olhou no relógio na mesa

“02:00 AM”

Era duas horas da manhã, virou a cabeça procurando o barulho e vinha da parede, a audição dela não funcionava bem quando acordava, sentia sede, levantou-se e foi até a cozinha, voltou escada acima e viu a luz do quarto dos pais acesa, não era uma cor de luz normal e sim diversas cores, vermelho, verde, azul, amarelo, branco.

Ela pegou na maçaneta da porta, abaixou devagar e a porta destravou, assim que abriu ouviu a música, o quarto dos pais era bem isolado, esgueirou-se para dentro devagar e olhou na cama, viu os três

Sua mãe Rose estava de quatro na cama enquanto era comida por seu pai Marcel, Natali estava deitada na posição de meia nove chupando Rose e sendo chupada por ela.

Rafaela observou por alguns segundos, mesmo sendo algo bem estranho ver seus pais transando ela ficou observando, ouviu então uma voz

— Rafa? — Era sua mãe, Rose, havia levantado a cabeça e olhando para ela — Tudo bem filha?

Os movimentos de seu pai pararam e os três a encararam

— Ah, tudo bem sim, eu ouvi um barulho e tava só olhando — Rafaela falou envergonhada — Desculpe, não quero atrapalhar, podem continuar, eu vou embora

Rafaela viu seu pai aumentar o ritmo devagar voltando a comer sua mãe sem cerimonia, devagar eles voltaram ao sexo como se ela não estivesse ali, ela não conseguia sair.


Ficou encostada no armário observando, quando percebeu estava se aproximando, cada vez mais perto e mais perto, quando percebeu estava sentada na cama, sentindo o solavanco do sexo gostoso dos tres, o cheiro era bom, a musica era boa, o clima era quente e suave, sentia sua buceta piscar, queria participar, mas tinha medo, receio, tinha medo do que seria no futuro aquele tipo de relação, queria ver, olhar, entender aquela maluquice.

Seu pai saiu de trás de sua mãe, Natali se levantou

— Minha vez! — Natali falou animada se posicionando de quatro e rebolando para o pai de Rafaela

Ela viu quando ele puxou o pau e colocou a camisinha, observou o pênis de seu pai duro, não tinha prestado atenção nele, era bonito

— Você já viu o pau do seu pai antes Rafa? — Natali perguntou apoiada nos cotovelos esperando ser comida

— Eu… — Rafaela ia responder, mas seu pai respondeu algo inesperado

— Ela já chupou ele — Marcel falou e recebeu um tapa com força no braço

— Caralho Marcel, o que eu te falei — Rose falou indignada — Boca aberta

— Você contou pra ele, mãe? — Rafaela perguntou envergonhada

— Eu não tenho segredo com seu pai Rafa, desculpe! — Rose respondeu sentando-se nua do lado da filha

Rafaela desviou o olhar

— Tá tudo bem filha — Marcel respondeu segurando as coxas de Natali e deslizando as mãos pelo corpo dela

Rafaela se levantou

— Depois falamos, eu preciso dormir, o dia vai ser cheio amanhã — Saiu andando rápido

Ouviu Natali gemer

— Isssoooooo!!!

Não olhou para trás, sabia que estava sendo comida por seu pai.

Saiu do quarto e foi para a sua cama, deitou-se e se cobriu, ficou imóvel uns segundos e resolveu conferir uma coisa, deslizou as mãos para dentro da calça e tocou a propria buceta, estava molhada, havia sentido a lubrificação escorrer por suas coxas.

Se tocou um pouco, seu clitoris estava inchado, sensível, o movimento era gostoso. Se levantou e pegou o vibrador na gaveta, tirou toda a roupa e se sentou na cama, colocou o vibrador na buceta e começou a se masturbar, o movimento era gostoso, intenso, rítmico, pegou a outra peça e enfiou na buceta devagar, uma tremia e a outra era grossa e gostosa, não tinha tanto costume de usar, mas estava maravilhoso, ouviu a porta se abrir.

— Filha, posso entrar? — Era sua mãe

Rafaela não respondeu, resolveu ignorar, seu corpo era iluminado pela luz amarelada do abajur que usava para ler no canto da cama.

Ela não abriu os olhos, continuou, Rose parou e observou a filha se masturbar no barulho inconfundível do vibrador por quase um minuto e então continuou

— Falamos amanhã Rafa, boa noite — Falou e fechou a porta.

Rafaela levou quase sete minutos para se gozar, gozou quatro vezes seguidas e deitou chupando o dedão da mão, queria chorar, estava tensa, preocupada e não sabia o que fazer

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Rafaela Khalil é Brasileira, maior de idade, Casada. Escritora de romances eróticos ferventes, é autora de mais de vinte obras e mais de cem mil leitores ao longo do tempo. São dez livros publicados na Amazon e grupos de apoio. Nesse blog você tem acesso a maioria do conteúdo exclusivo.