Diário de Rafaela 2 — Capítulo 23 — O ouvido bom

Diário de Rafaela 2 — Capítulo 23 — O ouvido bom

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— Rafa, Rafa, Rafa! — Rose gritou próximo da filha

— Oi mãe, tô ouvindo! — Rafaela se assustou ouviu apenas o grito

— Já está pronta filha, a gente sai em alguns minutos — Rose entrou no quarto e viu Rafaela sentada, vestindo uma calça jeans folgada, uma camiseta longa e uma jaqueta também jeans, usava um lenço na cabeça e tinha um curativo na orelha esquerda.

— To sim mãe, desço em um minuto — Rafaela respondeu apática

Fazia cinco meses que ela estava daquele jeito, apática, seu passatempo favorito era sentar na beira da cama e esperar, ela não sabia bem o que, mas esperava.

Observou a mãe sair do quarto enquanto outra figura aparecia, era pálida e também usava um lenço na cabeça

— Oi minha irmã de lenço — Era Amanda — Você tá bem?

— Oi! — Rafaela se levantou e a abraçou — Já foi hoje? — Perguntou observando o furo nos braços da amiga

— É, já fui — A Voz era desanimada

— Você vai ficar boa Manda, vai ver — Rafaela falava animada, sabia que aquilo poderia não ser verdade, mas queria incentivar e encorajar a ex amiga que agora havia se tornado amiga novamente

— Espero que, vamos lá ver sua orelha? — Amanda falou acariciando o rosto de Rafaela

— Não quero ir — Rafaela falou chateada

— Tem que ir Rafa, a reconstrução tem que ser perfeita, se você não for pode dar problema — Amanda falou sensata

— Não ligo, pode tirar isso — Rafaela falou parecendo magoada

Amanda revirou os olhos

— Sabe que eu não me compadeço da sua manha né? — Puxou Rafaela pela mão — Levanta a bunda daí, vamo logo que eu to com fome!

Amanda saiu do quarto arrastando Rafaela escada abaixo

— Pronto Dona Rose, rebocada até aqui, agora me alimente! — Amanda falou animada

Amanda e Rafaela haviam rompido uma amizade de infância por causa de Guilherme, foi algo bem complicado, ambas amavam o mesmo homem e ambas não queriam magoar a amiga, mas o destino as levou à essa disputa.

Sentaram-se à mesa e tomaram café, mesmo pálida e com aparência de cansada Amanda parecia radiante, se esforçava para parecer feliz.

Ao chegarem ao médico as três entraram no consultório

Rafaela sentou na maca e o médico começou a tirar os curativos

— Estou ansioso para ver essa reconstrução, é uma das minhas obras de arte — Dr Schultz falou animado

— Obrigada Doutor — Rose respondeu pela filha — Rafaela está agradecida também, mas está nesse estado depressivo

— Eu to aqui mãe, não fala de mim como se eu não existisse

— Tenho um recado pra você, de um amigo — Dr Schultz disse aproveitando para testar a audição de Rafaela

— Se for do Dr Carlos Shoemaker eu não quero saber — Rafaela falou e não obteve resposta

Ele tirou o curativo e o enfermeiro pegou uma câmera, fotografou a orelha de Rafaela

— Uau Rafa ficou incrível, parece que não aconteceu nada! — Amanda falou impressionada

O médico segurou um espelho ao lado de Rafaela para ela olhar, era sua orelha, havia sido destruída pelo tiro, junto com seu aparelho auditivo e parte do couro cabeludo, a reconstrução estava boa depois de várias cirurgias reparadoras, de frente não se via cicatriz alguma, só uma leve risca branca na junção da orelha, parecia incrível.

— Quando meu cabelo crescer eu vou cobrir — Rafaela falou num tom baixo e depressivo

— Cobrir uma obra de arte? que pena que não gostou — O Dr Schultz respondeu entristecido

— Não, não, eu gostei sim, obrigada! — Rafaela respondeu tentando não parecer mal agradecida ou fazer pouco caso do trabalho dele — Me mostra atrás?

As pessoas na sala se entreolharam

— Atrás não está bom ainda, aí sim realmente com o cabelo vai ficar melhor — O Dr Schultz respondeu

— Deixa eu ver, eu não sou trouxa, vocês não deixam eu ver ou tocar essa parte da minha cabeça, é minha eu quero! — Rafaela falou com a voz abalada

O Médico olhou para a mãe dela que fez um sinal positivo, o enfermeiro tirou uma foto e mostrou na pequena tela da câmera grande

Estava feio, uma cor rosa arroxeada, uns quatro dedos para trás da orelha em direção à nuca de Rafaela havia uma cicatriz horrível, enrugada e nojenta, ela levou a mão levemente até a cabeça enquanto olhava a foto, tocou e não sentiu nada, estava dormente

— Sinto o toque nos meus dedos, mas é como se não tivesse nada aqui — Falou como uma constatação quase científica

O Dr deu um peteleco na orelha dela, Rose, Amanda e o Enfermeiro se assustaram, mas Rafaela não esboçou reação, sequer percebeu

— AInda não está totalmente cicatrizado, creio que a sensibilidade dessa área da cabeça você não vai recuperar, mas a da orelha é capaz de recuperar um pouco, por enquanto ainda não, mas esteticamente está perfeito

— Está dormente, parece um brinco — Rafaela reclamou

— Eu sei, minha especialidade é cirurgia estética, plástica — Dr Schultz respondeu

Rafaela piscou e desceu uma lágrima de seus olhos, ela fez que sim com a cabeça

— Obrigada Doutor — Respondeu triste

Amanda se aproximou e a abraçou

O Dr não fez mais curativo, apenas indicou uma pomada para os ferimentos, mas indicou que Rafaela mantivesse a região arejada para tomar ar e respirar, Rafaela amarrou o pano na cabeça e agradeceu, assim que saíram do consultório Rafaela foi agarrada

— Rafaaaa — Um abraço forte a fez perder o ar dos pulmões — Não deu tempo de eu chegar, desculpa! — Era Natali

— Oi Nati — Rafaela respondeu com dificuldade

Natali desfez o abraço e olhou para Amanda

— Oi — Acenou para ela de longe, amigavelmente

— Piriguete! — Amanda falou amarga apenas para ela mesma ouvir

Cumprimentou a mãe de Rafaela

👂🏼👂🏼👂🏼Cinco Meses Antes 👂🏼👂🏼👂🏼

— Isso, assim, Soca! — Natali falava enquanto o pau de seu amigo policial entrava e saia dela, não era o mais grosso que ela gostava, mas era comprido e ele tinha uma pegada forte, puxava o cabelo dela enquanto fazia com força, até ele anunciar o gozo, tirar a camisinha e gozar nas costas dela.

Natali deitou-se na cama e olhou para ele, era grande, forte, barba por fazer, bonito e másculo, ouviu um burburinho fora do quarto, vestiu um Hobby ajeitou o cabelo e saiu

Seu pai estava aflito no corredor

— O que foi pai? — Natali saiu do quarto e viu o pai

— Ela não retorna a ligação, aconteceu alguma coisa — Ele parecia nervoso

— Ela quem, a Rafaela? — Natali perguntou franzindo a testa, viu pelo reflexo no espelho que os bicos dos seus seios estavam protuberantes no hobby, cruzou os braços — Ela ta puta com você pai, eu também não responderia

— Não, ela ao menos me responderia a mensagem, mesmo sendo grossa, ia mandar eu parar de encher o saco, ia atender e mandar eu me foder, mas não atende, não respondeu, aconteceu alguma coisa! — Carlinhos estava aflito — Eu tenho certeza que algo ruim aconteceu

— Que horas são? — Natali falou procurando o relógio no pulso, mas ele havia sido arrancado

— Quase oito da manhã — Carlinhos falou — Vou tentar ligar também, comigo ela vai falar tá bom, fica tranquilo

Carlinhos aceitou e Natali entrou no quarto, aproveitou para vestir uma roupa, calcinha, shortinho, sutiã e camiseta, pegou o celular e ligou para Rafaela, chamou até cair, insistiu mais duas vezes e uma das vezes deu ocupado, saiu do quarto e encontrou o pai no telefone.

— Deu ocupado pai — Natali falou tentando aliviar o pai — Ela está usando

— Não, ta dando ocupado por que tem muita gente ligando — Falou e dirigiu-se ao andar debaixo da casa

Natali foi atrás, na cozinha o pai de Rafaela bebia café com a mãe, ambos olhando os aparelhos celulares, estavam preocupados

— Oi, filha, é a mãe, liga pra gente, estamos preocupados com você tá bom, te amo. — Rose falou e desligou o telefone — Deixei mensagem de novo

— Calma Rose, falei com o Matheus, ele deve estar lá conversando com ela essa hora, assim que falar com ela, vai me ligar

Assim que falou o telefone tocou

— Aí, é ele — Marcel falou animado — Oi Matheus

— Marcel, onde você está? — Matheus parecia aflito

— To aqui na praia, achou a Rafa? Falou com ela? Faz mais de duas horas que você não responde, tá todo mundo preocupado

— Ela não está em casa — Matheus falou parecendo aflito

— Você usou sua chave, entrou lá? — Marcel perguntou aflito olhando para todos que o fitavam

— Entrei, fui no quarto, vasculhei a casa toda, as camas estão feitas, não há sinal dela nem do carro, falei com o ex namorado dela, fui pro hospital e liguei para quem estava na agenda dela no quarto ninguém sabe dela, estou indo para a polícia agora, estou no caminho

— Certo — Marcel falou apreensivo tentando não transparecer o desespero à quem ouvia — Vou falar com o pessoal aqui, muito obrigado

Desligou o telefone e deu um gole demorado no café, a mão trêmula

— Ela não foi pra casa? — Carlinhos perguntou apreensivo

— Não, não está em lugar algum — Respondeu depois de tomar fôlego

— Gente, ela deve ter ido de carro pra algum lugar, vai ver está aqui na praia ainda, sei lá, dormiu no carro ou em algum motel — Natali falou tentando colocar ordem

As coisas aconteceram bem rápido, num piscar de olhos estavam na casa de Rafaela, de volta à cidade, muitas pessoas, apreensivas, ligando e falando e procurando, a noite começava a cair

O telefone de Matheus tocou, ele olhou em volta e pegou um papel, anotou algo e disse

— Estou indo, espera — Saiu correndo de casa sem falar nada com ninguém

— Onde você vai? — Natali perguntou vendo ele apressado

— Marcel, tem chave reserva do carro? — Matheus perguntou apreensivo

— Não tem! — Marcel falou enquanto corria atrás dele

Natali acompanhou com a multidão, a corrida durou pouco eles seguiram pela calçada e dobraram a esquina, assim que Natali virou-se viu Marcel e Matheus com a mãos na cabeça, era o carro, estava estacionado, fechado, eles tentaram abrir sem sucesso, Marcel pegou um pedaço de pedra e golpeou o vidro tres vezes até arrebentar e abrir a porta, Matheus pegou algo no chão e mostrou para todos

— É o celular dela — Ele falou olhando na tela, todos se olharam apreensivos

A noite não foi fácil, pessoas se acumulavam pelo chão, amigos de Rafaela apareceram, ligaram procuraram, a polícia estava no local

Durante a manhã a polícia apareceu, a policial informou assim que se aproximou:

— Fizemos a busca pelo homem que a agrediu conhecido como Patrick, ele está desaparecido, a última aparição dele foi a semanas atrás

Rose colocou as duas mãos no rosto e chorou alto em desespero

— Meu Deus!

— Eu devia ter matado ele — Matheus se lamentou e coçando o rosto com força e raiva

Carlinhos tinha os olhos vermelhos, não dormia, estava apreensivo

Natali não queria atrapalhar, não tinha o que fazer, falou com o amigo policial, mas mesmo assim não houve ação.

Já não sabia quanto tempo mais havia passado, pessoas entravam e saíam o tempo todo, ela estava sentada no sofá e alguém sentou-se e pegou o livro que achou na estante, e começou a ler, depois de várias partes estava entretida e notou alguém que se sentou ao seu lado

— Está lendo o que? — Era Matheus, o Padrinho de Rafaela, estava entristecido, com olheiras, preocupado, até aquele momento não havia falado com Natali. Acendeu um cigarro, parecia esgotado

Ela ergueu o livro, mostrou pra ele

— Contato! — Ele falou — De Carl Sagan, ela ama esse livro, já leu centenas de vezes, já viu o filme e me fez ler e ver com ela — Sorriu ao falar, parecia distante ao soltar a fumaça

— Estou vendo — Natali respondeu — Tem diversas anotações e marcações, acho que ela está mais interessada no jeito de escrever do que na história, é isso?

— Também, ela queria ser escritora — Ele falou e rapidamente se corrigiu — Ela quer ser escritora, e vai ser uma grande escritora — Fechou os olhos de forma dolorosa ao falar

— Sim, vai ser, você não vai dormir não — Natali perguntou preocupada dando um sorriso amigável — Eu estudo medicina, ficar sem dormir vai prejudicar seu julgamento, sua linha de raciocínio, descasado tudo fica melhor e você pode ajudar mais

Ele virou-se no sofá, olhou para ela de frente

— Por que vocês se parecem tanto? Fiquei te olhando o tempo todo, seu jeito, como você anda, como se mexe, como rebola, é tudo igual igual

“Como rebola” Natali reparou

— Eu acho ela bonita, então isso é um elogio, né? — Perguntou envergonhada

— Ela é a mais linda de todas! — Matheus falou olhando para o infinito com o cigarro nos dedos

Natali se levantou e esticou a mão pra ele

— Vem, o quarto dela tá vago, dorme um pouco lá, toma um banho aposto que vai conseguir pensar melhor e ajudar melhor

Ele a olhou e franziu os olhos, estava a mais de dois dias acordado, com muito café para ficar alerta, estava começando a alucinar, aceitou a mão amiga e ela o guiou para o quarto de Rafaela, ninguém percebeu, conversavam apreensivos tentando encontrar qualquer coisa, pessoas entrando e saindo,falando, ligando, desenhando, olhando mapas e tudo mais.

Abriu a porta do quarto e ela estava intacta, ninguém havia entrado

— Tem um banheiro né — Natali falou — Toma banho lá — Foi até o armário e pegou uma toalha cor de rosa e deu pra ele — A cor é meio esquisita, mas vai servir

— Obrigado — Ele pegou e sorriu — Você me espera?

— Pra que? — Natali perguntou franzindo o cenho

— Besteira, sei lá, verdade, desculpe, obrigado — falou rápido abaixando a cabeça

— Não, calma — Natali sentou-se na cama de Rafaela, era fofa e com um forro grosso rosa claro — Eu espero você sair, eu vejo se você está bem, pode ir.

— É que você me lembra muito ela — Matheus falou

— Ela não morreu cara, já já a gente acha, relaxa, ela é durona, você sabe! — Natali falou animando-o fazendo-o sorrir.

— Verdade, ela é! — Ele repetiu

Natali se aproximou e pegou o cigarro da mão dele

— Certeza que ela não aprova isso né? — Natali perguntou com um sorriso malicioso

Ele demorou à responder

— Não — Sacudiu a cabeça — Ela não aprova

— Tá bom, eu não conto e você não faz mais, combinado? — Natali falou amigável

Ele sorriu e concordou com a cabeça, a respiração pesada, entrou no banheiro e tomou banho, foi rápido, não queria deixar Natali esperando.

Assim que ele saiu já parecia melhor, havia vestido as mesmas roupas, mas tinha uma aparência renovada

— Olha, parece novo, agora deita aqui e dorme, eu vou ficar lendo posso ficar aqui com você — Natali falou amigável

Ele sorriu e sentou-se ao lado dela

— Incrível isso, como pode? — Perguntou — Idêntica

Ela sorriu e pegou no pulso dele e depois olhou no relógio verificando a pulsação

— Pois é, ainda preciso entender isso — Natali falou sem jeito parecendo distraída

Se olharam nos olhos e ele se aproximou, tocou o rosto dela com a ponta dos dedos, Natali ficou apreensiva.

Ele pegou no queixo da garota e o virou para ele, ela sentiu uma força, algo que demonstrava a dominação dele, acariciou o rosto dela com a palma da mão e desceu segurando o pescoço dela, o movimento másculo fez Natali ficar séria e se arrepiar, mas não repeliu.

Natali usava roupas simples, uma calça de moletom e uma camiseta justa sem sutiã como tinha costume, não pode evitar que seus mamilos se intumescem.

— É melhor você descansar um pouco, vai começar a ter alucinações, não está pensando direito — Ela falou fazendo seu papel de jovem médica

Matheus desceu com a mão deslizando pelo braço de Natali que olhava apreensiva, abaixou o olho e viu os seios dela, com os bicos marcando camiseta escura, sem o menor pudor fez um movimento de pinça com os dedos e beliscou o mamilo de Natali, ela deixou, doeu, mas foi bom.

Em seguida olhou para Natali, ela estava vermelha, respirava pesado

— Então é essa a intimidade que vocês tem? — Natali perguntou curiosa — Padrinho e Afilhada né?

Matheus não respondeu, desviou o olhar brevemente

— Eu não culpo ela, você é gostoso — Ela respondeu e não pode evitar o que aconteceu em seguida

Ambos se aproximaram num beijo gostoso e molhado que durou poucos segundos, terminando com os dois de olhos fechados se afastando.

Natali abriu os olhos e olhou para ele, sorriu e respirou fundo

— Você gosta dela, né? Bastante pelo visto — A pergunta foi direta

— Gosto sim, sou padrinho dela, quero muito bem à ela — Matheus respondeu também direto

Natali riu e balançou a cabeça de forma negativa

— Não, não é disso que eu to falando, você gosta dela como mulher — Natali falou num tom de afirmação, Matheus não respondeu e ela deu uma risadinha irônica— Não precisa responder então, a questão então é se ela sabe disso — Matheus respirou e desviou o olhar

Natali pegou o rosto dele e puxou para ela

— Tá certo então, eu sei o que você precisa, não precisa falar nada — Ela falou, parecia indecisa, olhou para a porta aberta

— Vocês parecem mais no que? — Matheus perguntou novamente olhando para ela

— Em algumas coisas, eu tenho o peito maior, mas ela tem a bunda maior, e eu tenho um olho de cada cor. — Natali falou apontando para os dois olhos um castanho e outro verde

Matheus observou

— Bonito isso — Falou analisando — Heterocromia, certo?

Natali sorriu, gostava que as pessoas soubessem o nome disso

— Bingo, que bom que você sabe — Falou animada

O ânimo dela lembrou Rafaela, o movimento era idêntico, Matheus avançou novamente e a beijou, ela deixou, o beijo durou mais tempo, era gostoso, quente, aconchegante e másculo, as mãos dele acariciavam hora a coxa hora a cintura dela.

— Ela iria gostar disso — Natali falou quando o beijo terminou — Você ama ela demais né?

Matheus fez que sim com a cabeça

— Eu não sou ela, você sabe né? — Natali perguntou

— Claro que sei — Ele respondeu incomodado

— Por que você está a muito tempo sem dormir e pode estar alucinando já, fico preocupada — Natali disse séria

— Eu não estou alucinando, seu nome é Natália, você é filha do Carlos, médico — Matheus falou convencido

— Natali, não Natália — Natali corrigiu

— Desculpe, Natali— Matheus falou envergonhado

Natali se levantou

— Durma um pouco, vou indo — Deu um passo em direção à porta

Matheus a puxou pela mão e a fez sentar no colo dele dando outro beijo profundo, dessa vez as mãos dele agarraram o corpo dela, na cintura, na bunda e nos seios, ela não resistiu, passou a mão no peito cabeludo dele por baixo da camiseta, pararam minutos depois completamente ofegantes.

— Isso não vai dar certo hein! — Natali falou se soltando e se levantando — Muita gente, alguém vai ver, sua mulher não vai gostar!

Matheus olhava para ela com uma cara de bobo, parecia sonolento

— Eu te amo Rafa, você é o amor da minha vida! — Ele falou olhando-a nos olhos

Natali fez um gesto para que ele esperasse, foi até a porta e a fechou, girou o trinco e virou-se pra ele

— Tem mais uma coisa que a gente é parecida — Natali falou

— O que? — Matheus perguntou oscilando entre sonho e realidade

Natali abaixou a parte da frente da calça junto com a calcinha e mostrou que não tinha nenhum pelo

— Nem eu nem ela temos pelinhos — falou sorridente

Matheus se levantou e apagou a luz, o que Natali sentiu um puxão pela cintura e beijos molhados na boca, no rosto, pescoço que fez seu corpo pegar fogo

— Como ela te chama? — Ela perguntou no meio dos afagos

— Como me chama? — Ele perguntou confuso

— Vocês tem um apelido de vocês? — Ela perguntou sendo beijada

— Ela me chama de Diu — Matheus respondeu — Por que? — Perguntou sem entender parando brevemente as carícias

Natali o abraçou e sussurrou em seu pescoço

— Faz amor comigo Diu — Ela falou em um tom sedutor

Matheus a agarrou, parecia brutal, levantou a camiseta de Natali e chupou seus seios, ela riu, estava gostoso, ela também tirou a roupa dele, em pouco tempo ele estava completamente nu e Natali de calcinha

Ele agarrou a bunda dela e a puxou para a cama, a cama rangeu enquanto eles se beijavam, ele deitou-se e a puxou para ele a cama fez mais barulho

— Diu, espera, a cama vai fazer muito barulho, vamos pro chão! — Natali falou tentando imitar o jeito de Rafaela, mais meigo

Ambos se levantaram e Matheus pegou o colchão da cama, jogou no chão deitou-se, estava escuro mas os olhos já haviam se acostumado à luminosidade baixa e ambos viam os corpos uns dos outros.

Natali se abaixou e sem falar nada começou a chupar o pau dele, não era nada anormal, muito grande ou grosso, era algo normal, pelos aparados, cheiroso e com um saco grande como ela gostava, assim que começou a chupar ele agarrou o cabelo dela gemendo. Natali não queria que aquilo demorasse, podiam dar falta deles.

Tirou a calcinha e deitou em cima dele, Matheus a abraçou

— Eu te amo Rafa — falou no ouvido de Natali

Ela deslizou o corpo e posicionou o pau dele na porta de sua buceta, em seguida deixou que a penetrasse, ele gemeu e ela também, ficaram parados por alguns segundos, ela colocou as mãos espalmadas no peito dele, sentiu os pelinhos na ponta dos dedos e começou a rebolar devagar, masturbando-o com sua buceta.

Ele gemia, ela sentia o corpo arrepiar, era estranho aquele homem acariciava o corpo dela com muito carinho e respeito, parecia estar apaixonado por ela, ela sentia-se protegida e amada mas sabia que aquilo não era pra ela

— Casa comigo Rafa, eu te amo — Ele falava enquanto Natali mexia, ela ouvia em silêncio — Você é a mais linda de todas

— Fode Diu, fode, eu queria muito dar pra você! — Ela falou colocando fogo nele

Matheus ergueu o corpo e virou a posição colocando-a por baixo e começou na posição papai e mamãe, Natali sentiu o pau dele ir bem fundo e gostou, adorou quando o barulho rítmico do saco dele começou a bater na bunda dela, ele comia Natali abraçado e beijando-a a todo instante.

Ela sentiu uma dor no peito, culpa, amor, inveja, não soube dizer, mas teve certeza de que Rafaela tinha um amor que ela não tinha, era adorada e desejada em múltiplas camadas e tentou entender o que a quase irmã tinha que ela não tinha.

Quando percebeu Matheus a colocou de quatro e já a comia com maestria, aquele parecia ser o melhor sexo de Natali que gemia tentando se conter

— Rafa, sua gostosa, eu te amo, sua buceta é uma delícia Rafaela — Matheus falava

Cada vez que ele falava o nome de Rafaela, Natali se sentia mal, mas entrou no jogo

— Fode sua afilhada, me fode Diu, com força vai! — Ela pediu — Eu também te amo Diu!

E ele obedeceu, anunciou o gozo gemendo e a segurando e puxando o cabelo dela com força, ela entendeu e se desvencilhou, ele não resistiu, ela foi até o pau dele e o masturbou, o semem saiu rapido, uma gozada explosiva na mão de Natali, volumoso, grosso, enchendo a palma dela, a garota colocou a perna para que o colchão não fosse atingido.

Matheus deitou-se no colchão e adormeceu instantaneamente, nu

Natali se levantou e foi até o banheiro, lavou a mão e pegou e procurou um lenço para limpar matheus, achou um umedecido, Matheus estava deitado com seu pau meia bomba, Natali pegou e iria limpar com o lencinho, mas resolveu fazer algo diferente, puxou a cabeça do pau para fora e chupou, sentiu que ainda tinha um pequeno esguicho, quente, direto na ponta da sua língua.

Limpou o pau com a boca engolindo e sentindo o sabor do pênis dele, limpou em seguida com lenço umedecido e tentou acordá-lo, não conseguiu, vestiu então a roupa e em seguida, como deu, a roupa dele.

Saiu do quarto e voltou para baixo, parecia que ninguém havia notado a ausência dela, continuou a ler o seu livro.

— Oi — Alguém a interrompeu, era uma voz masculina, Natali olhou, era um homem grande, ela conhecia

— Ah oi, eu te conheço — Ela falou puxando da memória

— Eu sou o Guilherme — Ele falou, junto dele tinha outra garota, uma com um lenço na cabeça, branca, pálida

— Ex… — Rafaela havia falado dele, era ex dela, mas achou que a moça atrás não gostaria — Sei quem você é

— Essa é a Amanda, minha namorada — Amanda se aproximou e deu um oi

👂🏼👂🏼👂🏼 Dias atuais 👂🏼👂🏼👂🏼

— Vamos — Natali falou puxando Rafaela pela mão — O especialista é no outro andar, ele está aqui hoje! — Natali falou animada e puxou Rafaela enquanto Rose e Amanda iam atrás

— Não puxa ela tão rápido assim, ela ainda não está bem — Amanda reclamou

— Ah garota, me erra vai! — Natali falou revirando os olhos

Entraram no elevador e rápido chegaram na sala do médico sem ficha sem nada, entraram e ele abriu a maleta

— Ah sim, as meninas clones que não são clones — Pegou os papéis e deu pra Natali — Avalia o que está aí

Natali pegou e começou a ler, estava sorridente mas aos poucos seu sorriso foi se desfazendo e se transformando em cara de preocupação

— Se eu me fodi fala logo Nati, não tenho paciência pra drama

— Você tem uma degeneração no aparelho auditivo, doença conhecida

— E qual é o nome disso, Natali? — O Médico perguntou

— Otosclerose, professor — Ela falou desanimada

— Prossiga — Ele falou satisfeito, mas sério

— Acontece que o seu ouvido esquerdo não tinha o desenvolvimento da degeneração, só o direito — Natali falou olhando pra Rafaela

Rafaela sorriu

— Perdi meu ouvido bom é isso? — Rafaela perguntou sorridente

— É, é isso — Natali confirmou constrangida

Rafaela começou a rir, a princípio parecia engraçado, em seguida ficou forçado e virou um choro desesperador.

Amanda a abraçou, olhou para Natali com fúria, fuzilando-a.

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Rafaela Khalil é Brasileira, maior de idade, Casada. Escritora de romances eróticos ferventes, é autora de mais de vinte obras e mais de cem mil leitores ao longo do tempo. São dez livros publicados na Amazon e grupos de apoio. Nesse blog você tem acesso a maioria do conteúdo exclusivo.